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	<title>GeeX! &#187; rock</title>
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	<description>Mais um passo rumo a dominação mundial!</description>
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		<title>GeeX!</title>
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	<itunes:summary>GeeBeRiSh! - O Podcast do GeeX!

Nosso podcast foi carinhosamente nomeado de GeeBeRiSh, uma adaptação de giberish, que é o ato de discursar sem falar nada importante, ou sem significado algum, e um sinônimo para &#34;bobagem&#34; em inglês. É exatamente o tipo de coisas que vocês podem esperar ouvir no podcast, portanto. :)</itunes:summary>
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		<title>FAROFA ROCK MOVIES</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Oct 2011 17:27:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Max Augusto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não consegui encontrar a origem do termo, mas dando uma rápida googleada por aí, dá para se chegar a algumas conclusões sobre o rock farofa. Claramente criado como uma expressão pejorativa, para designar todo aquele tipo de banda ou música que foi na direção contrária à concepção original do rock. Basicamente, a farofa foi aquele rock mela-cueca, baladeiro, extremamente comercial e limitadamente criativo. Ou seja, o rock dos anos 80 em peso! (não que isso exclua muitas das coisas produzidas nos dias atuais) No mesmo balaio, podemos colocar coisas como Poison, Bon Jovi, Van Halen, Mötley Crüe, Whitesnake e, invariavelmente, qualquer grupo com nome de localização geográfica como Asia ou Europa (mas Boston continua foda, né não?). No terreno do cinema, há um nicho especialmente reservado àquelas pérolas da auto-paródia que não deixam de alfinetar todo o mundo cabeludo e &#8220;poser&#8221; do mesmo rock que busca também homenagear. Segue a nossa lista dos filmes de rock mais farofa de todos os tempos (e se lembrar de mais algum, faça o favor de deixar registrado aí embaixo nos comentários): Isto é Spinal Tap (This is Spinal Tap &#8211; Rob Reiner, 1984) registra a turnê estadunidense de uma grande banda de Heavy Metal inglesa. O filme poderia muito bem estar na categoria de documentários, a não ser por um simples detalhe: é tudo de mentirinha. Muito antes do Massacration encher os estádios pelo Brasil afora, houve um grupo que ganhou a alcunha de &#8220;banda mais barulhenta do Reino Unido&#8221; &#8211; como seu cartaz insistia em nos alertar. Essa banda era o Spinal Tap. Mas assim como seu filhote brasileiro, o Spinal Tap NUNCA EXISTIU. O filme do diretor Rob Reiner (de Conta Comigo e Louca Obsessão), além de ser um retrato fantástico do metal purpurinado e laqueado do rock que tomou conta da época (Kiss? Judas Priest? Alguém? ) é também, na opinião singela deste escriba, um dos melhores filmes de comédia de todos os tempos. Talvez o maior mérito esteja na sátira mascarada. O filme tem toda uma forma carinhosa de tratar o tema, com a nostalgia dos grandes momentos de uma banda que agora está em decadência. É como se o documentarista (que é vivido pelo próprio diretor) fosse um verdadeiro fã do Spinal Tap. As sacadas cômicas são coisas  geniais, como os depoimentos &#8220;sinceros&#8221; dos membros da banda (em especial, as respostas sobre a constante mudança de bateristas) ou o absurdo de um solo de guitarra usando um violino como palheta. Obrigatório para o fã de rock. Numa lista como essa, não poderia faltar uma homenagem sincera à banda mais farofa de todos os tempos. Com direito a muito ovo mexido, bacon e banana picadinha: Kiss! Detroit &#8211; A Cidade do Rock (Detroit Rock City - Adam Rifkin, 1999) não é &#8211; nem de longe &#8211; uma excelente obra cinematográfica. É um filme de adolescentes, descontraído, repleto de clichês do gênero, mas com uma paixonite crônica pelo rock estampada em cada trapalhada &#8211; das muitas &#8211; em que o quarteto de...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não consegui encontrar a origem do termo, mas dando uma rápida googleada por aí, dá para se chegar a algumas conclusões sobre o <strong>rock farofa. </strong>Claramente criado como uma expressão pejorativa, para designar todo aquele tipo de banda ou música que foi na direção contrária à concepção original do rock. Basicamente, a farofa foi aquele rock <em>mela-cueca</em>, baladeiro, extremamente comercial e limitadamente criativo. Ou seja, o rock dos anos 80 em peso! (não que isso exclua muitas das coisas produzidas nos dias atuais)</p>
<p>No mesmo balaio, podemos colocar coisas como <strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=aB5JRS6JOck">Poison</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=jn8XfKnDPlg&amp;feature=related">Bon Jovi</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=wlq0lYB3iSM&amp;feature=related">Van Halen</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=qMuZbxfFpfE&amp;feature=related">Mötley Crüe</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=GOJk0HW_hJw&amp;ob=av2e">Whitesnake</a> </strong>e, invariavelmente, qualquer grupo com nome de localização geográfica como <strong>Asia </strong>ou <strong>Europa</strong> (mas <a href="http://www.youtube.com/watch?v=t4QK8RxCAwo&amp;ob=av2n"><strong>Boston</strong></a> continua foda, né não?).</p>
<p>No terreno do cinema, há um nicho especialmente reservado àquelas pérolas da auto-paródia que não deixam de alfinetar todo o mundo cabeludo e &#8220;poser&#8221; do mesmo rock que busca também homenagear. Segue a nossa lista dos filmes de rock mais farofa de todos os tempos (e se lembrar de mais algum, faça o favor de deixar registrado aí embaixo nos comentários):</p>
<p><img class="alignleft" src="http://media.lunch.com/d/d7/451827.jpg" alt="" width="360" height="240" /></p>
<p><em><strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=-6EwqlgUOpI&amp;feature=related">Isto é Spinal Tap</a> </strong></em>(<em>This is Spinal Tap &#8211; </em><a href="http://www.imdb.com/name/nm0001661/">Rob Reiner</a>, 1984) registra a turnê estadunidense de uma grande banda de <em>Heavy Metal</em> inglesa. O filme poderia muito bem estar na categoria de <a href="http://www.geex.com.br/2011/10/10/rock-movies-rockumentarios/">documentários</a>, a não ser por um simples detalhe: <strong>é tudo de mentirinha.</strong> Muito antes do <a href="http://www.youtube.com/watch?v=vcfrgoSSeRs&amp;feature=related"><em><strong>Massacration</strong></em></a> encher os estádios pelo Brasil afora, houve um grupo que ganhou a alcunha de &#8220;<em>banda mais barulhenta do Reino Unido</em>&#8221; &#8211; como seu cartaz insistia em nos alertar. Essa banda era o <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=RsOxgwF9LlM"><strong>Spinal Tap</strong></a>. </em>Mas assim como seu filhote brasileiro, o <em>Spinal Tap</em> NUNCA EXISTIU.</p>
<p>O filme do diretor Rob Reiner (de<em> <a href="http://www.youtube.com/watch?v=FUVnfaA-kpI">Conta Comigo</a> </em>e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=wAzmhrctuz0"><em>Louca Obsessão</em></a>), além de ser um retrato fantástico do metal purpurinado e laqueado do rock que tomou conta da época (<a href="http://www.youtube.com/watch?v=rXAzXckKX1M&amp;feature=related"><em>Kiss</em></a>? <a href="http://www.youtube.com/watch?v=kKbJnWeYwvg"><em>Judas Priest</em></a>? Alguém? ) é também, na opinião singela deste escriba, um dos melhores filmes de comédia de todos os tempos. Talvez o maior mérito esteja na sátira mascarada. O filme tem toda uma forma carinhosa de tratar o tema, com a nostalgia dos grandes momentos de uma banda que agora está em decadência. É como se o documentarista (que é vivido pelo próprio diretor) fosse um verdadeiro fã do <em>Spinal Tap</em>.</p>
<p>As sacadas cômicas são coisas  geniais, como os depoimentos &#8220;sinceros&#8221; dos membros da banda (em especial, as respostas sobre a <a href="http://www.youtube.com/watch?v=qBCSMjHJAvg&amp;feature=fvsr">constante mudança de bateristas</a>) ou o absurdo de um solo de guitarra usando um <a href="http://www.youtube.com/watch?v=k4UJkl6eaGQ&amp;feature=related">violino como palheta</a>. Obrigatório para o fã de rock.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-10250" href="http://www.geex.com.br/2011/10/13/farofa-rock-movies/detroit-rock-city03/"><img class="alignright size-medium wp-image-10250" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/10/detroit-rock-city03-300x207.jpg" alt="" width="345" height="238" /></a></p>
<p>Numa lista como essa, não poderia faltar uma homenagem sincera à banda mais farofa de todos os tempos. Com direito a muito ovo mexido, bacon e banana picadinha<strong><em>: Kiss! </em></strong><strong><em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=JBTg_CW9kQQ">Detroit &#8211; A Cidade do Rock</a> </em></strong><strong>(</strong><em>Detroit Rock City </em><em>-</em> <a href="http://www.imdb.com/name/nm0726472/">Adam Rifkin</a>, 1999) não é &#8211; nem de longe &#8211; uma excelente obra cinematográfica. É um filme de adolescentes, descontraído, repleto de clichês do gênero, mas com uma paixonite crônica pelo rock estampada em cada trapalhada &#8211; das muitas &#8211; em que o quarteto de protagonistas se envolve. E é essa mistura de <em>road movie</em> com rock n´roll que o o torna obrigatório na nossa lista.</p>
<p>A história? As intrépidas aventuras de quatro amigos que farão de tudo para conseguir assistir ao show do <strong>Kiss </strong>(em carne, osso e muita maquiagem), na cidade de Detroit, lá pelos idos de 1978. As tiradas sobre o inacabável &#8220;conflito&#8221; religião X rock n´roll dão um tempero a mais, mas o que fica gravado na memória é o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=ppLX4B_xz14">show catártico</a> do final.</p>
<p><a title="Dave Grohl se divertindo como nunca" rel="attachment wp-att-10218" href="http://www.geex.com.br/2011/10/13/farofa-rock-movies/tenacious-d/"><img class="size-medium wp-image-10218 alignleft" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/10/tenacious-d-300x210.jpg" alt="" width="363" height="253" /></a><em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=gMRl8jR81vo"><strong>Tenacious D &#8211; Uma Dupla Infernal </strong></a>(Tenacious D and the Pick of Destiny -</em><a href="http://www.imdb.com/name/nm0528381/">Liam Lynch</a>, 2006) é como todo musical deveria ser: anárquico, escrachado e sem noção. Conta a história (<em>fictícia? Será?</em>) da formação da dupla <strong>Tenacious D</strong> em busca da performance perfeita do rock, que é simbolizada aqui pela mítica <strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=h27xucvYtRs">palheta do destino</a>.</strong></p>
<p>Aliás, a origem da tal palheta é também referência a um dos papos mais recorrentes em reuniões de grupo dos <em>Pais Unidos em Cristo pela Preservação da Família e Bons Costumes</em>, sobre aquela coisa maldita de o <em>&#8220;rock n´roll ser coisa do Diabo&#8221;.</em> E qual não é a nossa surpresa quando vemos que o pai religioso conservador do jovem JB é <strong><a href="http://www.imdb.com/name/nm0001533/">Meat Loaf</a></strong>, ator e roqueiro  <em>fR0M hElL</em> (e também o <strong>Bob </strong>de <em>Fight Club) </em> que, entre outras coisas, fez <a href="http://www.youtube.com/watch?v=9X_ViIPA-Gc">isto aqui</a>? Essa sarcástica incoerência ainda é um detalhe, se comparada com o restante dos méritos dessa comédia <em>nonsense</em>. Há uma parcela de humor sexual bizarro de um <a href="http://www.youtube.com/watch?v=yvGMD9_LVIU&amp;feature=related">mau gosto absurdamente divertido</a>, mas é nos números musicais que a comédia com <a href="http://www.imdb.com/name/nm0085312/"><strong>Jack Black</strong></a> (<em>o comediante mais rocker de todos</em>)  e <strong><a href="http://www.imdb.com/name/nm0309307/">Kyle Gass</a> </strong>(mostrando do que um <em>sidekick</em> é capaz) <strong> </strong>guarda toda a sua força.</p>
<p>Vai por mim, você vai querer ver e rever cada uma das sequências operísticas repletas de besteirol e falsetes absurdos: desde o garotinho que descobre  o rock &#8220;boca suja&#8221;, pra logo em seguida ser chamado à jornada por ninguém menos que o falecido <strong>Dio, </strong>na faixa <strong><em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=hvvjiE4AdUI">Kickapoo</a>; </em></strong>até o embate final entre <strong>JB and</strong><strong> KG </strong>e ninguém menos que <strong>Dave Grohl<em> </em>, </strong>disfarçado de <strong>Diabo, </strong>na épica <strong><em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=u43-bh9jrxc&amp;NR=1&amp;feature=fvwp">Beelzeboss (The Final Showdown)</a>. </em></strong>No final, fica a sensação de que um show de verdade, com toda a teatralidade dessa dupla, ia ser algo que você não perderia por nada neste ou no outro mundo.</p>
<p><strong>P.S: </strong>Se gostou da farofada, vale a pena ainda buscar outras coisas no meio da bagunça. Mesmo que não tenham o rock n´roll como centro das atenções e caiam na ideia dos &#8220;<em>dois brothers extremamente idiotas e suas intrépidas aventuras</em>&#8220;,  a música e a atitude circundam tudo que rodeia o roteiro e os personagens em <em><strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=VzUU7SRRsGo">Quanto Mais Idiota Melhor</a> </strong>(Wayne´s World </em>- <a href="http://www.imdb.com/name/nm0790715/">Penelope Spheeris</a>, 1992) e em sua nem tão inspirada sequência (<em><strong>Wayne´s World 2 </strong></em>- <a href="http://www.imdb.com/name/nm0839660/">Stephen Surjik</a>, 1993). Também, impossível não lembrar do par de filmes sobre os &#8216;gênios&#8217; <strong>Bill Preston </strong>e <strong>Ted Logan  (</strong><em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=xrGWooNDPiE">Bill &amp; Ted&#8217;s excellent adventure</a></em> &#8211; <a href="http://www.imdb.com/name/nm0378893/">Stephen Herek</a>, 1989 e <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=aIeFo9zzdVg">Bill &amp; Ted´s bogus journey </a></em>- <a href="http://www.imdb.com/name/nm0382072/">Peter Hewitt</a>, 1991) que, com sua música, criaram a base para a existência de toda a humanidade num futuro em que todos amam rock n´roll e que cabines telefônicas são um meio de transporte intertemporal ao custo de uma ligação local. <em>Rock n´roll is here to stay. </em>Não mais utópico do que sensacional.</p>
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		<title>Rock Movies &#8211; ROCKUMENTÁRIOS</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Oct 2011 17:44:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Max Augusto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Foram cerca de 100.000 pessoas por noite, entre headbangers e micareteiros, aos berros, cotoveladas, rodas gigantes, histeria e muito pop. Ah, teve Rock também. Não é só mais Rock e não é só no Rio. O conclamado &#8220;maior festival de rock do mundo&#8221; tornou-se uma marca comercial forte, com os vícios e as virtudes inerentes. Com isso perdeu também o senso de identidade musical que havia lá na primeira edição nos idos de 1985 (se bem que naquela época teve Eduardo Dusek&#8230;). Choradeiras à parte, pra quem se diluiu nessa mistura tropical que foram os lineups do  Rock in Rio 2011, providenciamos uma listinha fílmica que poderá te ajudar a se situar dentro da verdadeira essência do rock e, de quebra, te deixar imaginando como deveria ser (e nunca será!) o próximo #RiR&#8230; Hoje começamos a série com alguns dos mais marcantes documentários sobre o rock n´roll mundial. Mas aguarde: esta é só a primeira das listas de rock movies que preparamos para você. ROCKUMENTÁRIOS  Gimme Shelter (idem &#8211; Albert e David Maysles, 1970) registrou a primeira turnê dos Rolling Stones em território estadunidense. O documentário está nesta lista simplesmente porque se aproveita de um dos momentos mais intensos da carreira da banda, abarrotado de um sem número daquelas histórias que formam o seu &#8220;pré-conceito&#8221; do que é a cena e a atitude rock. Em 1969, o Festival de Altamonte reuniu 300.000 pessoas  para assistir o show dos Stones. Dentre as loucuras do grupo, contrataram &#8211; no improviso mesmo &#8211; os Hell Angels para fazer a segurança da banda no evento. O resultado foi a morte de um rapaz, assassinado na plateia por um dos seguranças. Tempos depois esse mesmo clube de motociclistas foi envolvido, conforme alegações do FBI, numa tentativa de assassinato de Jagger (em retaliação ao repudio público do vocalista dos Stones aos atos dos &#8216;seguranças&#8217; no show em Altamonte). O documentário ainda reserva uma visão até então pouco conhecida dos bastidores do rock, intercalando o registro histórico do show com as rusgas dos empresários com organizadores de eventos e todo o background que envolvia o quarteto. Vale lembrar que o registro documental pega emprestado o nome da música que foi um dos &#8211; senão o maior &#8211; hinos da geração hippie contra a Guerra do Vietnã. Cinematograficamente, Gimme Shelter &#8211; a música -, foi ainda usada três vezes por Scorcese em sua trilogia gangster. Em Os Bons Companheiros, enquanto Henry (Ray Lyotta) vai misturando sua cocaína; em Cassino, acompanhando o declínio de Nick Santoro (Joe Pesci); e em Os Infiltrados, marcando dois momentos distintos: logo na abertura, ao apresentar o personagem de Jack Nicholson e mais tarde, quando Colin Sullivan (Matt Damon) muda-se para a casa da namorada.  Some Kind of Monster (idem &#8211; Joe Berlinger e Bruce Sinofsky, 2004) é marcante por abrir mão da obviedade dos shows para multidões ou não tentar traçar um retrato da ascenção do trash metal e apresenta, de forma absurdamente crua, o potencial auto-destrutivo dos membros do Metallica. De quebra, você ainda...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-10190" href="http://www.geex.com.br/2011/10/10/rock-movies-rockumentarios/gimme-shelter-1970-05-g/"></a>Foram cerca de 100.000 pessoas por noite, entre headbangers e micareteiros, aos berros, cotoveladas, rodas gigantes, histeria e muito pop. Ah, teve Rock também. Não é só mais Rock e não é só no Rio. O conclamado &#8220;maior festival de rock do mundo&#8221; tornou-se uma marca comercial forte, com os <a href="http://www.youtube.com/watch?v=7pvVBTOywwo">vícios </a>e as <a href="http://www.youtube.com/watch?v=zEc9qQwMuW0">virtudes </a>inerentes. Com isso perdeu também o senso de identidade musical que havia lá na primeira edição nos <a href="http://www.youtube.com/watch?v=8oioH8A818w&amp;feature=fvst">idos de 1985</a> (se bem que naquela época teve <a href="http://www.youtube.com/watch?v=nthqY0s8h0E"><em>Eduardo Dusek</em></a>&#8230;).</p>
<p>Choradeiras à parte, pra quem se diluiu nessa mistura tropical que foram os <em>lineups</em> do  <strong>Rock in Rio 2011</strong>, providenciamos uma listinha fílmica que poderá te ajudar a se situar dentro da verdadeira essência do rock e, de quebra, te deixar imaginando como deveria ser (e nunca será!) o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=qynzg2PHHA4">próximo #RiR</a>&#8230;</p>
<p>Hoje começamos a série com alguns dos mais marcantes documentários sobre o rock n´roll mundial. Mas aguarde: esta é só a primeira das listas de rock movies que preparamos para você.</p>
<p style="text-align: center"><strong>ROCKUMENTÁRIOS</strong><strong><br />
</strong></p>
<p><em><strong> </strong></em><em><strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=h35c0BpgZ90&amp;feature=related"><img class="alignleft size-medium wp-image-10185" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/10/gimmeshelter-201x300.jpg" alt="" width="241" height="336" />Gimme Shelter</a></strong></em> (<em>idem &#8211; </em><a href="http://www.imdb.com/name/nm0563099/">Albert e David Maysles</a>, 1970) registrou a primeira turnê dos <a href="http://www.youtube.com/watch?v=UzNxYjf_4p4&amp;feature=related">Rolling Stones</a> em território estadunidense. O documentário está nesta lista simplesmente porque se aproveita de um dos momentos mais intensos da carreira da banda, abarrotado de um sem número daquelas histórias que formam o seu &#8220;pré-conceito&#8221; do que é a cena e a atitude rock.</p>
<p>Em 1969, o <strong>Festival de Altamonte</strong> reuniu 300.000 pessoas  para assistir o show dos Stones. Dentre as loucuras do grupo, contrataram &#8211; no improviso mesmo &#8211; os <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hells_Angels"><strong>Hell Angels</strong></a> para fazer a segurança da banda no evento. O resultado foi a morte de um rapaz, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=H8UIctnEwX8">assassinado na plateia por um dos seguranças</a>. Tempos depois esse mesmo clube de motociclistas foi envolvido, conforme alegações do FBI, numa tentativa de assassinato de Jagger (em retaliação ao repudio público do vocalista dos Stones aos atos dos &#8216;seguranças&#8217; no show em Altamonte).</p>
<p>O documentário ainda reserva uma visão até então pouco conhecida dos bastidores do rock, intercalando o registro histórico do show com as rusgas dos empresários com organizadores de eventos e todo o background que envolvia o quarteto.</p>
<p>Vale lembrar que o registro documental pega emprestado o nome da música que foi um dos &#8211; senão o maior &#8211; hinos da geração <em>hippie</em> contra a <strong>Guerra do Vietnã</strong>. Cinematograficamente, <em>Gimme Shelter &#8211; </em>a música -, foi ainda usada três vezes por <strong>Scorcese</strong> em sua trilogia gangster. Em <em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0099685/"><strong>Os Bons Companheiros</strong></a>, </em>enquanto Henry (<strong>Ray Lyotta</strong>) vai misturando sua cocaína; em <a href="http://www.imdb.com/title/tt0112641/"><em><strong>Cassino</strong></em></a>, acompanhando o declínio de Nick Santoro (<strong>Joe Pesci</strong>); e em <a href="http://www.imdb.com/title/tt0407887/"><em><strong>Os Infiltrados</strong></em></a>, marcando dois momentos distintos: logo <a href="http://www.youtube.com/watch?v=V4nUFxsZqpA">na abertura</a>, ao apresentar o personagem de <strong>Jack Nicholson</strong> e mais tarde, quando Colin Sullivan (<strong>Matt Damon</strong>) muda-se para a casa da namorada.</p>
<p><em><strong> </strong></em><em><strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=eE4wmmnahnk"><img class="alignright size-full wp-image-10130" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/10/some-kind-of-the-monster.jpg" alt="" width="329" height="294" />Some Kind of Monster</a></strong></em> (<em>idem &#8211; </em><a href="http://www.imdb.com/name/nm0075666/">Joe Berlinger</a> e <a href="http://www.imdb.com/name/nm0802501/">Bruce Sinofsky</a>, 2004) é marcante por abrir mão da obviedade dos shows para multidões ou não tentar traçar um retrato da ascenção do <em>trash metal</em> e apresenta, de forma absurdamente crua, o potencial auto-destrutivo dos membros do <a href="http://www.youtube.com/watch?v=1QP-SIW6iKY">Metallica</a>.</p>
<p>De quebra, você ainda vê o quão foda é o baterista <strong>Lars Ulrich</strong>, que decidiu segurar a peteca enquanto o mundo todo caía ao redor. Das <a href="http://www.youtube.com/watch?v=cgc6Rahs6bo">brigas incessantes da banda</a>, até o trato direto em relação aos problemas com a dependência alcoólica do vocalista <strong>James Hetfield</strong>.</p>
<p>O documentário é, talvez, a melhor coisa que o <em>Metallica </em>fez desde o comumente chamado <em>Black Album.</em></p>
<p><em><strong>DICA DE AMIGO:</strong> se você procurar direitinho, vai achar o registro completo &#8211; e legendado em português &#8211; no <strong>VocêTubo</strong>.</em></p>
<p><a href="http://www.imdb.com/name/nm0000217/"><img class="alignleft" src="http://1.bp.blogspot.com/-oScnA7DxQFc/TWk8cx8iLaI/AAAAAAAAD4k/E9yjQwr1CTg/s1600/the%2Bband.jpg" alt="" width="411" height="246" />Martin Scorcese</a> é um dos cineastas mais representativos não só para o cinema, mas também para a música em geral.</p>
<p>Não bastasse sua paixão pelo rock (como já citado lá em cima), seu currículo ainda traz trabalhos documentais que são, no mínimo, interessantes (como o registro de um show dos Stones em <a href="http://www.youtube.com/watch?v=276YvPgwGQA"><em><strong>Shine a Light</strong></em></a>)<em>.</em></p>
<p>Mas quando decidiu contar a história sobre o último show da<strong> The Band</strong> (que até então era mais conhecida como a banda de apoio de <strong>Bob Dylan</strong>), o diretor conseguiu gerar um dos mais bonitos filmes sobre rock de todos os tempos.</p>
<p><em><strong><a href="http://www.youtube.com/results?search_query=last+waltz+trailer&amp;aq=f">O Último Concerto de Rock</a> </strong>(The Last Waltz &#8211; </em>1978) trata não só do show em si, mas dos preparativos e negociações que o envolveram. É um trabalho que consegue catapultar o mero registro audiovisual de um show para algo mais cinematográfico e muito mais magnético. Bem antes do surgimento dos <em>home theaters </em>e seus <em>&#8216;ambisounds digitals 7.1&#8242;, </em>quando <strong>Dylan se junta à The Band </strong>para tocar <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=JObWTtWQiq0">Baby You Let Me Follow You Down</a>, </em>o espectador já conseguiu sentir, &#8220;no conforto de sua casa&#8221;, aquela proximidade e o arrepio na espinha ao testemunhar um show épico ao vivo. Obra de uma banda excelente e de um diretor fenomenal.</p>
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		<title>Eu Ajudei o Bazan a Gravar Um Álbum</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Jun 2011 14:07:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jairo Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu gostava de Pedro The Lion, porém não era nenhum fã de carteirinha. Acho que precisou o seu vocalista e frontman, David Bazan, romper com a banda para começar a se interessar um pouco por sua música. A história conturbada que divulgam por aí diz que Bazan era um cristão praticante, porém em algum momento da última turnê do Pedro The Lion, ele perdeu todas as bases de sua fé e começou a questionar tudo o que tinha aprendido até aquele momento. Nunca criei nenhum vínculo religioso com os temas de Bazan, mas gostei (e muito) quando o seu primeiro álbum solo, Curse Your Branches, saiu em 2009. Mais interessante ainda foi ver como o cantor fez para promover um &#8220;preparo&#8221; para a gravação de seu material, adotando um sistema de &#8220;house shows&#8221; (shows em casa) selecionado a partir de fãs que se cadastravam em seu site oficial. Foi uma maneira dele praticar suas composições em ambientes intimistas, sem as conturbações e irritações que apresentações em bares podem trazer. Antes de partir para a turnê já com a banda inteira, a van do pessoal pifou de vez e para arranjarem uma grana extra para o aluguel ou compra de outro veículo, eles decidiram lançar uma série camisetas com a estampa &#8220;Eu ajudei o Bazan a comprar uma van&#8221;. A edição limitada esgotou-se em menos de uma semana e sim, ele conseguiu arranjar uma van. A última empreitada coletiva do músico ocorreu no fim do ano passado, quando ele propôs aos fãs que investissem no álbum novo, para finalmente conseguir finalizar a mixagem. Para tal, ofereceu um envio de uma camiseta com a estampa (pasmem) &#8220;Eu Ajudei o Bazan a Gravar um Álbum&#8221;, uma reserva do pedido do CD e o seu nome incluído no encarte do mesmo. Como petisco, algumas semanas antes do lançamento do álbum &#8220;físico&#8221;, os fãs receberam um link para baixar o álbum em MP3 numa compressão boa, evitando pegar aqueles álbuns vazados com ruídos misteriosos e irritantes. No fim das contas, ao receber o álbum físico em casa, ficou aquela sensação de trabalho cumprido e a vontade de participar de mais projetos deste tipo. Algumas plataformas de crowdfunding já funcionam no Brasil, como já citamos em um post anterior, então bora procurar outros projetos interessantes para ajudar. Para os que duvidam deste sistema: ainda vale mais a pena brigar por um desconto de um site de compra coletiva que te oferece um almoço às cinco da tarde?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu gostava de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pedro_the_Lion">Pedro The Lion</a>, porém não era nenhum fã de carteirinha. Acho que precisou o seu vocalista e frontman, <a href="http://www.davidbazan.com/">David Bazan</a>, romper com a banda para começar a se interessar um pouco por sua música. A história conturbada que divulgam por aí diz que Bazan era um cristão praticante, porém em algum momento da última turnê do Pedro The Lion, ele perdeu todas as bases de sua fé e começou a questionar tudo o que tinha aprendido até aquele momento.</p>
<div id="attachment_9605" class="wp-caption alignright" style="width: 377px"><img class="size-full wp-image-9605 " title="8a88e9e818dd4591a36b551778a7e7cd_7" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/06/8a88e9e818dd4591a36b551778a7e7cd_7.jpg" alt="" width="367" height="367" /><p class="wp-caption-text">meu nome no encarte junto dos outros &quot;produtores executivos&quot;</p></div>
<p>Nunca criei nenhum vínculo religioso com os temas de Bazan, mas gostei (e muito) quando o seu primeiro álbum solo, <a href="http://www.geex.com.br/2009/10/01/critica-david-bazan-curse-your-branches-2009/"><em>Curse Your Branches</em></a>, saiu em 2009. Mais interessante ainda foi ver como o cantor fez para promover um &#8220;preparo&#8221; para a gravação de seu material, adotando um sistema de &#8220;house shows&#8221; (shows em casa) selecionado a partir de fãs que se cadastravam em seu site oficial. Foi uma maneira dele praticar suas composições em ambientes intimistas, sem as conturbações e irritações que apresentações em bares podem trazer.</p>
<p>Antes de partir para a turnê já com a banda inteira, a van do pessoal pifou de vez e para arranjarem uma grana extra para o aluguel ou compra de outro veículo, eles decidiram lançar uma série camisetas com a estampa<a href="http://www.davidbazan.com/wp-content/uploads/bazan-van-shirt-11.jpg"> &#8220;Eu ajudei o Bazan a comprar uma van&#8221;</a>. A edição limitada esgotou-se em menos de uma semana e sim, ele conseguiu arranjar uma van.</p>
<p>A última empreitada coletiva do músico ocorreu no fim do ano passado, quando ele propôs aos fãs que investissem no álbum novo, para finalmente conseguir finalizar a mixagem. Para tal, ofereceu um envio de uma camiseta com a estampa (pasmem) &#8220;Eu Ajudei o Bazan a Gravar um Álbum&#8221;, uma reserva do pedido do CD e o seu nome incluído no encarte do mesmo.</p>
<p>Como petisco, algumas semanas antes do lançamento do álbum &#8220;físico&#8221;, os fãs receberam um link para baixar o álbum em MP3 numa compressão boa, evitando pegar aqueles álbuns vazados com ruídos misteriosos e irritantes.</p>
<p>No fim das contas, ao receber o álbum físico em casa, ficou aquela sensação de trabalho cumprido e a vontade de participar de mais projetos deste tipo. Algumas plataformas de crowdfunding já funcionam no Brasil, <a href="http://www.geex.com.br/2011/04/20/o-que-voce-faz-cineasta/">como já citamos em um post anterior</a>, então bora procurar outros projetos interessantes para ajudar.</p>
<p>Para os que duvidam deste sistema: ainda vale mais a pena brigar por um desconto de um site de compra coletiva que te oferece um almoço às cinco da tarde?</p>
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		<title>Lollapalooza &#8211; Chile 2011 (pt.2)</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Apr 2011 15:13:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Você</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Gabriela Serio &#8211; uma publicitária que não vive sem a família, amigos, céu, música e cinema. Gosta de pensar que é uma personagem de trailer de filme que está sempre no ápice da emoção acompanhada por uma trilha sonora emocionante. (veja a primeira parte aqui) No dia seguinte fiquei fascinada pelas músicas do Devendra Banhart, doido de pedra, mas com um show muito bom, animado e contagiante até pra mim que não conhecia. Tudo aquilo só que me deu vontade de ouvir mais. Logo depois o show &#8220;low profile&#8221; da Cat Power. Todo mundo sentado, nem parecia que estávamos em um festival com tantas pessoas. Incrível como ela não fica no centro do palco e divide a intensidade da música com a banda que é impecável. Na hora de ir embora ela nem falou nada no microfone e só agradeceu com gestos, fiquei realmente impressionada com a discrição dela, uma artista low profile que está lá pela música e não por ela. Depois veio a nova banda The Drums, que me fez ir no túnel do tempo para algum lugar dos anos 80/90. Sensacional. O vocalista dançando é impagável, muita energia. Tenho certeza que essa banda vai crescer muito, tem muito potencial. Ápice do show foi: Let´s go surfing e Forever and ever, não sei como minha perna conseguiu aguentar pular mais um pouco depois de The Killers. Outro poder sensacional da música é fazer esquecer a parte ruim da vida. Como os shows foram muito bons, deu até para relevar o perrengue da péssima organização do festival. Logo que chegamos para trocar o protocolo pelo ingresso percebemos a jornada que ia acontecer. Quase 4 horas para conseguir entrar, o mundo todo lá na fila perdendo os primeiros shows do festival. Tiveram que chamar a polícia, seus cavalos e suas grades para conseguir organizar algo que deveria ter sido organizado desde o começo. Foi um pouco revoltante e até me fez pensar &#8220;o que estou fazendo aqui?&#8221;. E depois ainda veio o perrengue para conseguir entrar em um palco minúsculo e fechado que eles colocaram várias bandas boas como: Devendra Banhart, The Drums, Cat Power e não foi todo mundo que conseguiu ver, não foi todo mundo que se arriscou como eu e o meu amigo fizemos, não foi todo mundo que teve a força de ultrapassar a grosseria da polícia que foi chamada novamente para fazer o crowd control Até agora não entendi como fizeram um palco pequeno e fechado para um festival assim&#8230;Com todo aquele controle da policia fiquei me sentindo na ditadura ou algo parecido. Não foi legal. Mas como eu disse, como os shows foram bons toda essa parte ruim ficou em segundo plano, pelo menos pra mim. Balanço final? Valeu a pena, pela música valeu a pena, pela companhia valeu a pena, pela experiência valeu a pena. Poderia não ter a remota lembrança negativa, mas acho que não é só aqui no Brasil que as coisas não são perfeitas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>por Gabriela Serio</strong> &#8211; uma publicitária que não vive  sem a família, amigos,  céu, música e cinema. Gosta de pensar que é uma  personagem de trailer de  filme que está sempre no ápice da  emoção  acompanhada por uma trilha sonora emocionante.</em></p>
<div id="attachment_8886" class="wp-caption alignleft" style="width: 280px"><em></em><em><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/5596357337_221b07d237.jpg"><img class="size-full wp-image-8886  " title="5596357337_221b07d237" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/5596357337_221b07d237.jpg" alt="" width="270" height="203" /></a></em><p class="wp-caption-text">devendra em sua apresentação</p></div>
<p>(<a title="Lollapalooza – Chile 2011 (pt.1)" href="http://www.geex.com.br/2011/04/12/lollapalooza-chile-2011-pt-1/">veja a primeira parte aqui</a>)</p>
<p>No dia seguinte fiquei fascinada  pelas músicas do <a href="http://www.devendrabanhart.com/"><strong>Devendra Banhart</strong></a>, doido de pedra, mas com um show muito bom,  animado e contagiante até pra mim que não conhecia. Tudo aquilo só que  me deu vontade de ouvir mais. Logo depois o show &#8220;low profile&#8221; da <a href="http://www.myspace.com/catpower"><strong>Cat  Power</strong></a>. Todo mundo sentado, nem parecia que estávamos em um festival com  tantas pessoas. Incrível como ela não fica no centro do palco e divide a  intensidade da música com a banda que é impecável. Na hora de ir embora  ela nem falou nada no microfone e só agradeceu com gestos, fiquei  realmente impressionada com a discrição dela, uma artista low profile  que está lá pela música e não por ela. Depois veio a nova banda <a href="http://www.myspace.com/thedrumsforever"><strong>The  Drums</strong></a>, que me fez ir no túnel do tempo para algum lugar dos anos 80/90.  Sensacional. O vocalista dançando é impagável, muita energia. Tenho  certeza que essa banda vai crescer muito, tem muito potencial. Ápice do  show foi: <em>Let´s go surfing</em> e <em>Forever and ever</em>, não sei como minha perna  conseguiu aguentar pular mais um pouco depois de <strong>The Killers</strong>.</p>
<div id="attachment_8848" class="wp-caption alignright" style="width: 268px"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/1.jpg"><img class="size-large wp-image-8848   " title="-1" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/1-1024x768.jpg" alt="" width="258" height="194" /></a><p class="wp-caption-text">tensão no segundo dia</p></div>
<p>Outro   poder sensacional da música é fazer esquecer a parte ruim da vida.   Como os shows foram muito bons, deu até para relevar o perrengue da  péssima organização do festival. Logo que chegamos para trocar o  protocolo pelo ingresso percebemos a jornada que ia acontecer. Quase 4  horas para conseguir entrar, o mundo todo lá na fila  perdendo os primeiros shows do festival.  Tiveram que chamar a polícia, seus cavalos e suas grades para conseguir  organizar  algo que deveria ter sido organizado desde o começo. Foi um  pouco revoltante e até me fez pensar &#8220;o que estou fazendo aqui?&#8221;. E  depois  ainda veio  o perrengue para conseguir entrar em um palco minúsculo e  fechado que  eles colocaram várias bandas boas como: <strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=k_QAPjtO2cA" target="_blank">Devendra Banhart</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=6OsTUnkqSi4" target="_blank">The Drums</a>,  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=skreabVrMRk&amp;feature=fvst" target="_blank">Cat Power</a></strong> e  não foi todo mundo que conseguiu ver, não foi todo mundo  que se arriscou como eu e o meu amigo fizemos, não foi todo mundo que  teve a força de ultrapassar a grosseria da polícia que foi chamada  novamente para fazer o crowd control Até agora não entendi como fizeram  um palco pequeno e fechado para um festival assim&#8230;Com todo aquele  controle da policia fiquei me sentindo na  ditadura ou algo parecido. Não foi legal. Mas como eu disse, como os  shows foram bons toda essa parte ruim ficou em segundo plano, pelo menos  pra mim.</p>
<p>Balanço final? Valeu a pena, pela música valeu a pena,  pela companhia valeu a pena, pela experiência valeu a pena. Poderia não  ter a remota lembrança negativa, mas acho que não é só aqui no Brasil  que as coisas não são perfeitas.</p>
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		<title>Lollapalooza &#8211; Chile 2011 (pt.1)</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Apr 2011 13:50:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Você</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Gabriela Serio &#8211; uma publicitária que não vive sem a família, amigos, céu, música e cinema. Gosta de pensar que é uma personagem de trailer de filme que está sempre no ápice da emoção acompanhada por uma trilha sonora emocionante. Um dos meus sonhos era é nestes festivais gigantes no estilo Glastonbury de ser. Aí fiquei sabendo que o festival americano Lollapalooza iria vir para o Chile e pensei: por que não? Pelo menos é mais perto, um sonho mais acessível, por enquanto. Então aderi a loucura ideia de passar o final de semana no Chile. Acho que esse negócio de muitas pessoas unidas pela música me fascina, acho incrível como a música pode unir pessoas tão diferente, de lugares diferentes, de culturas diferentes, mas que naquela música tem algo em comum. O festival foi em Santiago, a cidade dos cachorros pela rua e do céu azul sem nuvens. O Parque O&#8216;Higgins era simplesmente gigante. Dentro do festival um clima completamente de verão. Pessoas do mundo todo por ali. Coca light sendo distribuída a vontade. Americanas de biquini. Chilenos sentados na grama, totalmente na deles. Muitos brasileiros, obviamente. Hipsters ou não, o clima era o mesmo: todos estavam ali pela música. Mas um detalhe surpreendente e impressionante era a quantidade de crianças, eram MUITAS. E o mais curioso é que elas estavam muito bem por ali, estavam se sentindo em casa, curtindo os shows, dançando, parecia que elas sabiam que estavam ali pelos shows. Todos os shows que eu vi foram sensacionais. Eram bandas de verdade, que tocam por paixão. Ouvi de relance o antigo James e gostei muito, nunca tinha ouvido falar, mas sei de pessoas que foram ao festival por causa dele. O meu primeiro show foi Edward Sharpe and the magnetic zeros. Que show! Nunca tinha visto 3 baterias tocando juntas. Nunca tinha visto tanta gente num palco. Que músicas. Que presença de palco. O ápice foi quando ele chamou um menininho sem camisa e com chapéu para ajudar no show, parecia algum personagem de filme. Eu sabia que o show ia ser bom mas mesmo assim me surpreendeu. A música Home é só uma amostra do que eles são capazes. Saindo de lá demos de cara com um por do sol lindo ao som da voz grave do The National! Que momento. O show deles já tinha começado há um tempo, o ápice pra mim foi em Abel, Mr November e Terrible Love naquela hora dourada. Ainda bem que eu teria mais deles logo quando eu voltasse pra SP! Depois disso fomos para o mundo surreal de Empire of the Sun, parecia que estávamos dentro de um planeta qualquer no universo. Tentar definir Empire é perder tempo. Só sei que é uma experiência de vida. E aí começou a contagem regressiva para o grande momento do festival pra mim! THE KILLERS! Minutos antes do show parecia que eu estava na subida da montanha russa só esperando a adrenalina descarregar na descida. Quando estávamos já a postos...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>por Gabriela Serio</strong> &#8211; uma publicitária que não vive sem a família, amigos,  céu, música e cinema. Gosta de pensar que é uma personagem de trailer de  filme que está sempre no ápice da  emoção acompanhada por uma trilha sonora emocionante.</em></p>
<div id="attachment_8821" class="wp-caption alignleft" style="width: 311px"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/2.jpg"><img class="size-large wp-image-8821" title="-2" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/2-1024x768.jpg" alt="" width="301" height="226" /></a><p class="wp-caption-text">público e o palco principal</p></div>
<p>Um dos meus sonhos era é nestes festivais gigantes no estilo <a href="http://www.glastonburyfestivals.co.uk/" target="_blank">Glastonbury</a> de ser. Aí fiquei sabendo que o festival americano <em><strong><a href="http://www.lollapalooza.com/" target="_blank">Lollapalooza</a></strong></em> iria  vir para o Chile e pensei: por que não? Pelo menos é mais perto, um  sonho mais acessível, por enquanto. Então aderi a loucura ideia de  passar o final de semana no Chile. Acho que esse negócio de muitas  pessoas unidas pela música me fascina, acho incrível como a música pode  unir pessoas tão diferente, de lugares diferentes, de culturas  diferentes, mas que naquela música tem algo em comum.</p>
<p>O festival foi em Santiago, a cidade dos cachorros pela rua e do céu azul sem nuvens. O Parque<em> O</em>&#8216;Higgins  era simplesmente gigante. Dentro do festival um clima completamente de  verão. Pessoas do mundo todo por ali. Coca light  sendo distribuída a vontade. Americanas de biquini. Chilenos sentados na  grama, totalmente na deles. Muitos brasileiros, obviamente. <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hipster_(contemporary_subculture)" target="_blank">Hipsters</a></em> ou  não, o clima era o mesmo: todos estavam ali pela música. Mas um detalhe  surpreendente e impressionante era a quantidade de crianças, eram  MUITAS. E o mais curioso é que elas estavam muito bem  por ali, estavam se sentindo em casa, curtindo os shows, dançando,  parecia que elas sabiam que estavam ali pelos shows.</p>
<p>Todos os  shows que  eu vi foram sensacionais. Eram bandas de verdade, que tocam  por paixão. Ouvi de relance o  antigo James e gostei muito, nunca tinha ouvido falar, mas sei de  pessoas que foram ao festival por causa dele. O meu primeiro show  foi <a href="http://www.myspace.com/edwardsharpe"><strong>Edward Sharpe and the magnetic zeros</strong></a>. Que show! Nunca tinha visto 3  baterias tocando juntas. Nunca tinha visto tanta gente num palco. Que  músicas. Que presença de palco. O ápice foi quando ele chamou um  menininho sem camisa e com chapéu para ajudar no show, parecia algum  personagem de filme.</p>
<div id="attachment_8824" class="wp-caption alignright" style="width: 354px"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/3.jpg"><img class="size-large wp-image-8824   " title="-3" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/3-1024x768.jpg" alt="" width="344" height="258" /></a><p class="wp-caption-text">Pôr-do-sol em santiago</p></div>
<p>Eu sabia que o show ia  ser bom mas mesmo assim me surpreendeu.  A música <em>Home</em> é só uma  amostra do que eles são capazes. Saindo de lá demos de cara com um por  do sol lindo ao som da voz grave do <a href="http://www.americanmary.com/"><strong>The National</strong></a>! Que momento. O show  deles já tinha começado há um tempo, o ápice pra mim foi em <em>Abel, Mr  November e Terrible Love</em> naquela hora dourada. Ainda bem que eu  teria mais deles logo quando eu voltasse pra SP! Depois disso fomos para  o mundo surreal de <a href="http://www.myspace.com/empireofthesunsound"><strong>Empire of the Sun</strong></a>, parecia que estávamos dentro de  um planeta qualquer no universo. Tentar definir Empire é perder tempo.  Só  sei que é uma experiência de vida.</p>
<p>E aí começou a contagem regressiva  para o grande momento do festival pra mim! <a href="http://www.thekillersmusic.com/html5"><strong>THE KILLERS</strong></a>! Minutos antes  do show parecia que eu estava na subida da montanha russa só esperando a  adrenalina descarregar na descida. Quando estávamos já a postos e o  show poderia começar a qualquer momento aí parecia que eu estava no  elevador da Disney só esperando o momento que iria cair! E realmente  começou do NADA! Sem introdução nenhuma. Com que música? Spaceman. Só  pra me fazer pular até a Lua e ficar lá por uma hora e meia.  Não dava  para não pular. Ele ainda soltou um &#8220;Estan listos para The Killers?&#8221; Eu  respondi: NÃO!!!!! hahaha&#8230;.Que show! A intensidade deles é algo inexplicável. Quem estava de fora do  show falou que dava pra ouvir todo mundo cantando, sensacional. Posso  riscar um sonho da minha lista.</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
<div id="attachment_8834" class="wp-caption aligncenter" style="width: 501px"><a href="http://www.flickr.com/photos/wenselao/5590884256/"><img class="size-full wp-image-8834  " title="5590884256_0bddb6f724_b" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/5590884256_0bddb6f724_b.jpg" alt="" width="491" height="369" /></a><p class="wp-caption-text">The Killers, no palco do Lollapalooza</p></div>
<p><em>Continua na pt.2!</em></p>
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		<title>Iron Maiden &#8211; The Final Frontier World Tour</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Mar 2011 04:38:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Freddy Leal</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O que falar de um show do Iron Maiden? Como descrevê-lo sem parecer uma tiete ou um daqueles críticos marrentos que enchem o evento de defeitos só para se autoafirmarem? Bom, eis minha tentativa. Neste último dia 26 a banda tocou novamente em São Paulo, desta vez no estádio do Morumbi e reuniu nada mais nada menos que 50 mil pessoas. Nada mal para uma banda que lançou seu primeiro disco há mais de 30 anos. Aos que não estão acostumados com shows de rock, ou mais especificamente show de heavy metal, sinto que preciso fazer um adendo. Shows de rock &#8211; com especial atenção às bandas de heavy metal &#8211; não são como outros shows e isso defenderei até a morte. E por que? Porque fãs de rock não são fãs comuns. Aqui faço uma ressalva: não me refiro à pessoas que escutam de tudo e que também gostam de rock, refiro-me àqueles que passam horas debaixo do sol para tentar comprar um ingresso para ver uma banda fora de moda, àqueles que pagam fortunas em discos que a maioria das pessoas nunca ouviu falar, àqueles que são capazes de se emocionar toda vez que ouvem aquele solo de guitarra. Esse tipo de fã é aquele fiel, ele pode ouvir e gostar de outras coisas, mas ele sempre será fiel àquelas bandas que o inspiraram das formas mais variadas possíveis. Isso porque o rock and roll não precisa da mídia para sobreviver, ele é um gênero de certa forma atemporal. Enquanto Lady Gaga e Restart gozam de fama quase instantânea e efêmera, centenas de bandas sobrevivem décadas e conquistam fãs sem terem suas músicas tocadas nas rádios. Quando digo que o rock é &#8220;atemporal&#8221;, não digo de forma alguma que ele seja imutável, mas cada nova tendência que cresce por fora da mídia continua sendo cultuada anos depois de decretarem seu &#8220;fim&#8221;. Quantos punks não existem por aí? Ou quantas pessoas não sentem o coração bater mais forte quando escutam aquela cena pós-punk dos anos 80? Quantos marmanjos não saem por aí fazendo moshs e stage divings com aquelas bandas de thrash metal que só eles conhecem? Digo tudo isso porque é fundamental ter isso em mente para entender porque o Iron Maiden (para não citarmos algumas outras bandas) vem sempre ao Brasil e sempre enche arenas com shows históricos. Assistir a um show da donzela de ferro é algo além de apenas ver pessoas tocando música no palco. Nós vemos gerações de rockeiros, vestidos com suas camisetas pretas das mais variadas bandas. Por vezes vemos pais levando seus filhos adolescentes para o show, vemos caravanas de outras cidades, vemos grupos incontáveis de jovens ávidos por seu primeiro grande show de rock. Tudo isso por pouco mais de uma hora de apresentação e isso é algo que poucas bandas conseguem fazer. Não é segredo para ninguém a rasgação de seda da banda em relação ao Brasil. O Iron Maiden sempre declara que adora tocar no Brasil, talvez exatamente pela...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que falar de um show do Iron Maiden? Como descrevê-lo sem parecer uma tiete ou um daqueles críticos marrentos que enchem o evento de defeitos só para se autoafirmarem? Bom, eis minha tentativa.</p>
<p>Neste último dia 26 a banda tocou novamente em São Paulo, desta vez no estádio do Morumbi e reuniu nada mais nada menos que 50 mil pessoas. Nada mal para uma banda que lançou seu primeiro disco há mais de 30 anos. Aos que não estão acostumados com shows de rock, ou mais especificamente show de heavy metal, sinto que preciso fazer um adendo. Shows de rock &#8211; com especial atenção às bandas de heavy metal &#8211; não são como outros shows e isso defenderei até a morte. E por que? Porque fãs de rock não são fãs comuns. Aqui faço uma ressalva: não me refiro à pessoas que escutam de tudo e que também gostam de rock, refiro-me àqueles que passam horas debaixo do sol para tentar comprar um ingresso para ver uma banda fora de moda, àqueles que pagam fortunas em discos que a maioria das pessoas nunca ouviu falar, àqueles que são capazes de se emocionar toda vez que ouvem <em>aquele</em> solo de guitarra. Esse tipo de fã é aquele fiel, ele pode ouvir e gostar de outras coisas, mas ele sempre será fiel àquelas bandas que o inspiraram das formas mais variadas possíveis. Isso porque o rock and roll não precisa da mídia para sobreviver, ele é um gênero de certa forma atemporal. Enquanto Lady Gaga e Restart gozam de fama quase instantânea e efêmera, centenas de bandas sobrevivem décadas e conquistam fãs sem terem suas músicas tocadas nas rádios. Quando digo que o rock é &#8220;atemporal&#8221;, não digo de forma alguma que ele seja imutável, mas cada nova tendência que cresce por fora da mídia continua sendo cultuada anos depois de decretarem seu &#8220;fim&#8221;. Quantos punks não existem por aí? Ou quantas pessoas não sentem o coração bater mais forte quando escutam aquela cena pós-punk dos anos 80? Quantos marmanjos não saem por aí fazendo <em>moshs</em> e <em>stage divings</em> com aquelas bandas de thrash metal que só eles conhecem? Digo tudo isso porque é fundamental ter isso em mente para entender porque o Iron Maiden (para não citarmos algumas outras bandas) vem sempre ao Brasil e sempre enche arenas com shows históricos.</p>
<div id="attachment_8636" class="wp-caption alignleft" style="width: 413px"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/03/maiden03.jpg"><img class="size-full wp-image-8636  " src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/03/maiden03.jpg" alt="" width="403" height="258" /></a><p class="wp-caption-text">esq. p/ dir.: Dave Murray (g), Janick Gers (g), Bruce Dickinson (v), Steve Harris (b), Nicko McBrain (bt) e Adrian Smith (g)</p></div>
<p>Assistir a um show da donzela de ferro é algo além de apenas ver pessoas tocando música no palco. Nós vemos gerações de rockeiros, vestidos com suas camisetas pretas das mais variadas bandas. Por vezes vemos pais levando seus filhos adolescentes para o show, vemos caravanas de outras cidades, vemos grupos incontáveis de jovens ávidos por seu primeiro grande show de rock. Tudo isso por pouco mais de uma hora de apresentação e isso é algo que poucas bandas conseguem fazer. Não é segredo para ninguém a rasgação de seda da banda em relação ao Brasil. O Iron Maiden sempre declara que adora tocar no Brasil, talvez exatamente pela paixão com que seus fãs fiéis comparecem às arenas. O Brasil é onde o Iron Maiden tem seus maiores públicos fora de festivais; isso foi confirmado pelo próprio Bruce Dickinson em 2009 no show do Autódromo de São Paulo que reuniu impressionantes 65 mil pessoas. Eu estava lá e acredite: é de arrepiar fazer parte de uma multidão tão apaixonada pela música cantando a plenos pulmões música atrás de música.</p>
<p>Bom, voltando à noite em questão, o dia 26 de março marcou o primeiro show da turnê brasileira do disco The Final Frontier, o décimo quinto álbum de estúdio da banda. Foi meu terceiro show do Iron Maiden (eu os vi em 2004, no Pacaembu, na turnê do disco Dance of Death e em 2009 no já citado megalomaníaco show no Autódromo da turnê Somewhere Back in Time) e eu tenho que dizer: foi o pior set list dos três, sem sombra de dúvidas, mas o Iron Maiden, mesmo com um set list sem inspiração baseado em um disco ruim (mas melhor que seu anterior, A Matter of Life and Death) é uma das pouquíssimas bandas que fazem seus shows valerem a pena sob qualquer circunstância.</p>
<p>A banda tocou 16 músicas, das quais cinco eram deste último disco. Foram poucos clássicos (em se tratando de uma banda com dezenas de clássicos), faltando pérolas como Run to the Hills e Wratchild (músicas que eles tocavam obrigatoriamente), mas mesmo músicas fracas como Coming Home e The Final Frontier funcionam muito bem ao vivo. Desnecessário dizer que músicas como The Number of the Beast, The Trooper, Hallowed be Thy Name, Iron Maiden e o mega-clássico Fear of the Dark forma cantadas em uníssono por cada uma das 50 mil pessoas. Deve ser uma tremenda sensação estar no palco e ver tanta gente, de tantas gerações, de um país tão longe do seu e de língua diferente da sua cantar as músicas que vocês compôs de forma tão energética.</p>
<div id="attachment_8634" class="wp-caption alignright" style="width: 274px"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/03/maiden01.jpg"><img class="size-full wp-image-8634 " src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/03/maiden01.jpg" alt="" width="264" height="192" /></a><p class="wp-caption-text">o estádio do Murumbi</p></div>
<p>Além de grande participação do público, uma grande performance da banda (com destaque sempre para o vocalista Bruce Dickinson que canta do jeito que canta mesmo correndo e pulando durante toda a apresentação), houve ainda toda aquela baboseira que todos nós amamos: uma cabeça de Eddie (o mascote da banda) gigante aparecendo no palco e se mexendo, um Eddie gigante andando pelo palco e &#8220;brigando&#8221; com um dos guitarristas durante uma das músicas, etc. Um espetáculo completo. O show foi tão bom que até mesmo a banda de abertura (O Cavalera Conspiracy) merece louvores, com um som honesto, simples e bastante pesado, os irmãos Cavalera agradaram não só aos fãs do Sepultura, mas a maioria dos presentes.</p>
<p>Dia 27 o Maiden tocou no Rio de Janeiro e tem datas para Brasília (30/03), Belém (01/04), Recife (03/04) e Curitiba (05/04). Prometeu que voltaria ao Brasil (e eu duvido muito que não volte) e, se o caro leitor me permite uma opinião, vá ao show, mesmo se o próximo disco da banda for tão ruim quanto esses dois últimos (os únicos ruins numa discografia de 15 álbuns), o Iron Maiden é sempre algo que vale a pena ver. Mesmo se o próximo disco da banda for uma mistura de música eletrônica com lambada, eu estarei lá, perdendo a voz e empunhando meu punho no ar, afinal, eu sou um fã de rock.</p>
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		<title>127 horas (2010)</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Feb 2011 14:48:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Muñoz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cinema de desconforto é uma constante na história da humanidade. Seja o desconforto em ver um trem dentro de uma sala pequena, de ver um individuo sendo torturado para reconhecer que deve aproveitar melhor a vida, ou a batalha interna para se chegar à perfeição de uma dança. Mais recentemente, esse desconforto, essa agonia, tomou em destaque uma visão mais intimista. Um ser solitário, lutando contra o ambiente para sua sobrevivência. Vimos isso em Enterrado Vivo. E a história de 127 horas não está muito longe. As semelhanças acabam aí. Só as citei por ser algo que incomodou. Dois filmes com tanto em comum, feitos tão próximos um do outro. Mas isso é um desgosto pessoal, que não influência em nada na opinião sobre ambos. O filme aqui trata da história real de um homem &#8211; Aron Ralston &#8211; que durante um de seus muitos passeios solitários no Gran Canion, ficou preso em uma fenda com a mão sob uma rocha, tendo que lutar contra as intempéries da natureza, sua sanidade e sede para se manter vivo. 127 horas é um ótimo filme. É o nítido amadurecimento das escolhas do trabalho de Danny Boyle, sem perder o encanto e a profundidade que ele mostra desde Extermínio. Em um filme que poderia ser muito pacato e extrapolar os limites da sonolência se mostrasse apenas o real, temos uma viagem ao subconsciente e à insanidade humana, nos aproximando do personagem de James Franco, mostrando que aquelas 127 horas devem ter parecer meses para qualquer um em tal situação, e nos fazendo sair da sala valorizando uma noite de sono confortável. Uma história de superação e valorização da vida, as vezes fica auto-ajuda demais. Felizmente houve a preocupação de deixar essa mensagem só para o final mesmo, e durante o filme enfatisar o que deixamos para trás quando escolhemos ignorar a máxima de que nenhum homem é uma ilha. A fotografia do filme é maravilhosa, sua cores, sua iluminação, a direção de arte. No filme todo o ambiente é valorizado, todo o vazio da natureza em contraste com o aglomerado humano, e desde o inicio entendemos e até pensamos que realmente seria bom nos isolarmos como personagem faz. Essas viagens de contrastes, da visão em geral que se afunila até chegar no mundo-umbigo em que o personagem se situa, torno 127 horas grandioso, e o dom com que o diretor nos mostra essa amplitude, nos prende do começo ao fim. Há que diga que o filme é muito parado. Mas isso é quem só vai no cinema pra ver Michael Bay. 127 horas (127 hours). Dirigido p/ Danny Boyle. Estrelando James Franco, Kate Mara, Amber Tamblyn. Estreou neste dia 18 de fevereiro de 2011]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cinema de desconforto é uma constante na história da humanidade. Seja o desconforto em ver um trem dentro de uma sala pequena, de ver um individuo sendo torturado para reconhecer que deve aproveitar melhor a vida, ou a batalha interna para se chegar à perfeição de uma dança.</p>
<p>Mais recentemente, esse desconforto, essa agonia, tomou em destaque uma visão mais intimista. Um ser solitário, lutando contra o ambiente para sua sobrevivência. Vimos isso em <a href="http://www.geex.com.br/2010/12/10/enterrado-vivo-2010/" target="_blank">Enterrado Vivo</a>. E a história de 127 horas não está muito longe.</p>
<p>As semelhanças acabam aí. Só as citei por ser algo que incomodou. Dois filmes com tanto em comum, feitos tão próximos um do outro. Mas isso é um desgosto pessoal, que não influência em nada na opinião sobre ambos.</p>
<div id="attachment_8351" class="wp-caption aligncenter" style="width: 504px"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/02/127Horas1.jpg"><img class="size-full wp-image-8351" title="127Horas1" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/02/127Horas1.jpg" alt="" width="494" height="351" /></a><p class="wp-caption-text">Contrastes. Uma ótima constante nos filmes de Boyle</p></div>
<p>O filme aqui trata da história real de um homem &#8211; <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Aron_Ralston" target="_blank">Aron Ralston</a> &#8211; que durante um de seus muitos passeios solitários no Gran Canion, ficou preso em uma fenda com a mão sob uma rocha, tendo que lutar contra as intempéries da natureza, sua sanidade e sede para se manter vivo.</p>
<p>127 horas é um ótimo filme. É o nítido amadurecimento das escolhas do trabalho de <a href="http://www.google.com.br/url?q=http://www.imdb.com/name/nm0000965/&amp;sa=X&amp;ei=d4VeTdXkEI-p8Aa4tuCUDA&amp;ved=0CCkQggkoADAA&amp;usg=AFQjCNGKPFc6IVHoS6jskLZyE3TA0GxKsQ">Danny Boyle</a>, sem perder o encanto e a profundidade que ele mostra desde Extermínio. Em um filme que poderia ser muito pacato e extrapolar os limites da sonolência se mostrasse apenas o real, temos uma viagem ao subconsciente e à insanidade humana, nos aproximando do personagem de <a href="http://www.google.com.br/url?q=http://www.imdb.com/name/nm0290556/&amp;sa=X&amp;ei=d4VeTdXkEI-p8Aa4tuCUDA&amp;ved=0CCoQggkoATAA&amp;usg=AFQjCNFvVqzoUPVi_IWcHrsCYBl0wohEgA">James Franco</a>, mostrando que aquelas 127 horas devem ter parecer meses para qualquer um em tal situação, e nos fazendo sair da sala valorizando uma noite de sono confortável.</p>
<p><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/02/127-horas.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8348" title="127 horas" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/02/127-horas.jpg" alt="" width="400" height="258" /></a></p>
<p>Uma história de superação e valorização da vida, as vezes fica auto-ajuda demais. Felizmente houve a preocupação de deixar essa mensagem só para o final mesmo, e durante o filme enfatisar o que deixamos para trás quando escolhemos ignorar a máxima de que nenhum homem é uma ilha.</p>
<p>A fotografia do filme é maravilhosa, sua cores, sua iluminação, a direção de arte. No filme todo o ambiente é valorizado, todo o vazio da natureza em contraste com o aglomerado humano, e desde o inicio entendemos e até pensamos que realmente seria bom nos isolarmos como personagem faz.</p>
<div id="attachment_8349" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/02/127hours-1024x525.jpg"><img class="size-full wp-image-8349 " title="127hours-1024x525" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/02/127hours-1024x525.jpg" alt="" width="614" height="315" /></a><p class="wp-caption-text">Na vida real Aron Ralston gravou muitos de seus momentos preso à rocha. A forma como Danny Boyle se apropriou disso é digna de destaque.</p></div>
<p>Essas viagens de contrastes, da visão em geral que se afunila até chegar no mundo-umbigo em que o personagem se situa, torno 127 horas grandioso, e o dom com que o diretor nos mostra essa amplitude, nos prende do começo ao fim.</p>
<p>Há que diga que o filme é muito parado. Mas isso é quem só vai no cinema pra ver <a href="http://www.youtube.com/watch?v=_Cax-1WgqiE&amp;feature=related" target="_blank">Michael Bay</a>.</p>
<p><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/02/James-Franco-em-127-Horas-DR.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8350" title="James-Franco-em-127-Horas-DR" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/02/James-Franco-em-127-Horas-DR.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a></p>
<p><strong>127 horas (127 hours)</strong>. Dirigido p/ <a href="http://www.google.com.br/url?q=http://www.imdb.com/name/nm0000965/&amp;sa=X&amp;ei=d4VeTdXkEI-p8Aa4tuCUDA&amp;ved=0CCkQggkoADAA&amp;usg=AFQjCNGKPFc6IVHoS6jskLZyE3TA0GxKsQ">Danny Boyle</a>. Estrelando <a href="http://www.google.com.br/url?q=http://www.imdb.com/name/nm0290556/&amp;sa=X&amp;ei=d4VeTdXkEI-p8Aa4tuCUDA&amp;ved=0CCoQggkoATAA&amp;usg=AFQjCNFvVqzoUPVi_IWcHrsCYBl0wohEgA">James Franco</a>, <a href="http://www.google.com.br/url?q=http://www.imdb.com/name/nm0544718/&amp;sa=X&amp;ei=d4VeTdXkEI-p8Aa4tuCUDA&amp;ved=0CCsQggkoAjAA&amp;usg=AFQjCNEHEJFONT15QnjCRvzFu4cjZ7dKgA">Kate Mara</a>, <a href="http://www.google.com.br/url?q=http://www.imdb.com/name/nm0848554/&amp;sa=X&amp;ei=d4VeTdXkEI-p8Aa4tuCUDA&amp;ved=0CCwQggkoAzAA&amp;usg=AFQjCNG-JkVrzxXfcnzT6myh1n9u4Z4JhQ">Amber Tamblyn</a>.</p>
<p><strong>Estreou neste dia 18 de fevereiro de 2011</strong></p>
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		<title>Efterklang, no Sesc Belenzinho, SP &#124; 29/01/11</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Jan 2011 17:59:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jairo Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Existem certos tipos de artistas e shows. Existem aqueles que fazem turnês gigantescas, com grandes espetáculos pirotécnicos, recheados de lasers, fumaça, explosões, telões com imagens em alta definição. Existem também aqueles se defendem por trás de uma muralha de som e fúria, atacando os ouvidos de todos com o mais alto e bom som estridente. Mas também existem aqueles que são a representação perfeita de sua música, que conseguem transpor tão bem união da performance com o brilhantismo musical que surge entre alguns artistas. A apresentação do Efterklang se encaixa com perfeição nesta última categoria. Os dinamarqueses desembarcaram em São Paulo sem muito alarde, com quase nada de divulgação, apoiando-se quase só no boca-a-boca virtual das redes sociais. Recuperados da polêmica do ano passado, eles chegaram na cidade com um otimismo e alegria invejável, mais parecendo estarem tirando férias do que participando do mini Festival Dinamarquês. A banda é formada inicialmente por quatro integrantes, o Casper Clausen nos vocais, Mads Brauer nos eletrônicos e programação, Thomas Husmer na bateria e trompete, e o Rasmus Stolberg no baixo. Nos shows do Sesc eles ainda tiveram a ajuda de mais quatro músicos convidados, o que proporcionou um apoio extremamente bem-vindo na apresentação. O grupo pincelou faixas de seus álbuns anteriores, como o Tripper de 2004 e o Parades de 2007, mas teve grandes momentos com as composições do mais recente Magic Chairs. Foi em algum dos segundos iniciais da faixa Alike que o público ali presente pode sentir o ar mais intimista dos arranjos do Efterklang. Não havia espaço para pessoas gritando ou se empurrando em busca de um copo de vodka no bar. Aliás, nem isso havia ali. O público assistia a apresentação atônito, em silêncio, enquanto Casper parecia invocar uma magia desconhecida para iluminar todos ali presentes. Assim a noite seguiu, com mais momentos únicos na I Was Playing Drums e na Modern Drift ou na participação coletiva do público ao ajudar na percussão de Raincoats. O público parecia tão envolvido que foi uma surpresa a todos quando Casper se despediu, encerrando ali o que foi certamente uma das melhores apresentações desse começo de 2011. O que ficou provado ali é que grandes shows não necessariamente precisam de estruturas épicas ou de públicos de 80 mil pessoas. Um bom espaço e um público educado, unidos da mágica proporcionada pela trupe de Claus e seus amigos, são mais do que suficientes para alegrar e encantar a todos ali presentes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existem certos tipos de artistas e shows.</p>
<p>Existem aqueles que fazem turnês gigantescas, com grandes espetáculos pirotécnicos, recheados de lasers, fumaça, explosões, telões com imagens em alta definição.</p>
<p>Existem também aqueles se defendem por trás de uma muralha de som e fúria, atacando os ouvidos de todos com o mais alto e bom som estridente.</p>
<p>Mas também existem aqueles que são a representação perfeita de sua música, que conseguem transpor tão bem união da performance com o brilhantismo musical que surge entre alguns artistas.</p>
<p>A apresentação do <a href="http://www.efterklang.net/"><strong>Efterklang</strong></a> se encaixa com perfeição nesta última categoria.</p>
<p>Os dinamarqueses desembarcaram em São Paulo sem muito alarde, com quase nada de divulgação, apoiando-se quase só no boca-a-boca virtual das redes sociais. <a href="http://www.geex.com.br/2010/08/31/pastiches-na-era-digital/">Recuperados da polêmica do ano passado</a>, eles chegaram na cidade com um otimismo e alegria invejável, mais parecendo estarem tirando férias do que participando do mini Festival Dinamarquês.</p>
<div id="attachment_8240" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/01/efterklang_magic_chairs_email-300x300.jpg"><img class="size-full wp-image-8240" title="efterklang_magic_chairs_email-300x300" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/01/efterklang_magic_chairs_email-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Capa do álbum Magic Chairs (2010)</p></div>
<p>A banda é formada inicialmente por quatro integrantes, o Casper Clausen nos vocais, Mads Brauer nos eletrônicos e programação, Thomas Husmer na bateria e trompete, e o Rasmus Stolberg no baixo. Nos shows do Sesc eles ainda tiveram a ajuda de mais quatro músicos convidados, o que proporcionou um apoio extremamente bem-vindo na apresentação.</p>
<p>O grupo pincelou faixas de seus álbuns anteriores, como o <em>Tripper</em> de 2004 e o <em>Parades</em> de 2007, mas teve grandes momentos com as composições do mais recente <em>Magic Chairs</em>. Foi em algum dos segundos iniciais da faixa <em>Alike</em> que o público ali presente pode sentir o ar mais intimista dos arranjos do Efterklang. Não havia espaço para pessoas gritando ou se empurrando em busca de um copo de vodka no bar. Aliás, nem isso havia ali. O público assistia a apresentação atônito, em silêncio, enquanto Casper parecia invocar uma magia desconhecida para iluminar todos ali presentes.</p>
<p>Assim a noite seguiu, com mais momentos únicos na <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Z_PM6aLAwEw"><em>I Was Playing Drums</em></a> e na <a href="http://www.youtube.com/watch?v=vVj3rTWfVVw"><em>Modern Drift</em></a> ou na participação coletiva do público ao ajudar na percussão de <em>Raincoats</em>. O público parecia tão envolvido que foi uma surpresa a todos quando Casper se despediu, encerrando ali o que foi certamente uma das melhores apresentações desse começo de 2011.</p>
<p>O que ficou provado ali é que grandes shows não necessariamente precisam de estruturas épicas ou de públicos de 80 mil pessoas. Um bom espaço e um público educado, unidos da mágica proporcionada pela trupe de Claus e seus amigos, são mais do que suficientes para alegrar e encantar a todos ali presentes.</p>
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		<title>Festival Planeta Terra 2010</title>
		<link>http://www.geex.com.br/2010/11/26/festival-planeta-terra-2010/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Nov 2010 21:56:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jairo Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<description><![CDATA[Foi em algum momento da transição de 2007 para 2008 que o Festival Planeta Terra catapultou-se para a linha de frente dos melhores festivais do Brasil. Talvez pela queda repentina do Tim Festival ou talvez pela proposta inovadora, o Terra &#8211; como ficou conhecido por entre os fãs &#8211; se impôs como uma parada obrigatória no calendário de shows em São Paulo. Novamente alocado no parque de diversões Playcenter, o festival apresentou um leque de bandas que são resultado de um interessante e respeitável trabalho de curadoria que abraçou desde os fãs mais ávidos do cenário musical independente até aqueles que buscavam de volta a nostalgia dos anos 90. Então vamos lá, neste breve registro das onze horas de música, efeitos especiais, lasers e fumaça de gelo seco. Eu, minha namorada, indies, hipsters, alternativos, roqueiros e além. Um ponto favorável que se criou em torno do festival foi o seu alto poder para o burburinho e o boca-a-boca. Este ano notou-se um exemplo poderoso na forma como os ingressos de todos os lotes se esgotaram em pouco menos de dois meses. A facilidade de venda foi tamanha que o festival nem precisou contar com um grande aparato de marketing para se respaldar, apoiando-se quase totalmente a partir da divulgação por entre blogs e redes sociais. Que seja, ponto positivo para todos os envolvidos. O hype criou então uma onda de especulações que atingiram o seu auge nas 24 horas antes do início do festival, onde descolados juravam por Deus que o duo frânces Daft Punk teria pousado no Brasil justamente para uma aparição surpresa no show dos conterrâneos do Phoenix. Não bastasse, pessoas se estapearam por entre mensagens curtas para conseguirem um ingresso para aquele já lotado espaço de 20 mil fãs. Falando sobre música. O Terra é talvez o único festival do universo que exige certas contas matemáticas de seus participantes. Uma vez que você recebe aquele folder com os horários das apresentações, é necessário um enorme cálculo mental para decidir em quais shows você irá (e quais você eventualmente perderá). Neste caso, conseguimos participar das apresentações do brasileiros do Hurtmold, os excêntricos do Of Montreal, os experimentais do Yeasayer, os franceses do Phoenix e vai lá, uma parte do Smashing Pumpkins. Não há muito espaço para dissertar longamente sobre todos os shows, mas há aquelas situações que ficaram na memória de todos ali, desde a confusão geográfica do vocalista do Yeasayer, que nos cumprimentou com um &#8220;Boa noite Buenos Aires&#8221;. Ou o desfile teatral dos &#8220;figurantes&#8221; do Of Montreal. Mais ainda, o mosh histórico de Thomas Mars, do Phoenix, que nadou longas distâncias por cima do público daquela noite. Bom&#8230; Talvez um festival representativo de sua era, o Terra consegue mais uma vez arrebatar um público fiel e mais uma vez consagrou-se como uma parada obrigatória do calendário de shows em São Paulo. Só não deixem a peteca cair em 2011.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_7558" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/11/get.jpg"><img class="size-medium wp-image-7558" title="get" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/11/get-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" /></a><p class="wp-caption-text">Thomas Mars &quot;nada&quot; sobre o público | Foto: Fernando Borges</p></div>
<p>Foi em algum momento da transição de 2007 para 2008 que o <a href="http://musica.terra.com.br/planetaterra/2010">Festival Planeta Terra</a> catapultou-se para a linha de frente dos melhores festivais do Brasil. Talvez pela queda repentina do <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Musica/0,,MUL161701-7085,00-TIM+FESTIVAL+MELHORES+E+PIORES+MOMENTOS+NO+RIO+E+SP.html">Tim Festival</a> ou talvez pela proposta inovadora, o Terra &#8211; como ficou conhecido por entre os fãs &#8211; se impôs como uma parada obrigatória no calendário de shows em São Paulo.</p>
<p>Novamente alocado no parque de diversões <a href="http://www.playcenter.com.br/">Playcenter</a>, o festival apresentou um leque de bandas que são resultado de um interessante e respeitável trabalho de curadoria que abraçou desde os fãs mais ávidos do cenário musical independente até aqueles que buscavam de volta a nostalgia dos anos 90.</p>
<p>Então vamos lá, neste breve registro das onze horas de música, efeitos especiais, lasers e fumaça de gelo seco.</p>
<p><strong>Eu, minha namorada, <em>indies</em>, <em>hipsters</em>, alternativos, roqueiros e além.</strong></p>
<p>Um ponto favorável que se criou em torno do festival foi o seu alto poder para o burburinho e o boca-a-boca. Este ano notou-se um exemplo poderoso na forma como os ingressos de todos os lotes se esgotaram em pouco menos de dois meses. A facilidade de venda foi tamanha que o festival nem precisou contar com um grande aparato de marketing para se respaldar, apoiando-se quase totalmente a partir da divulgação por entre blogs e redes sociais.</p>
<p>Que seja, ponto positivo para todos os envolvidos.</p>
<div id="attachment_7560" class="wp-caption alignright" style="width: 235px"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/11/get-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-7560" title="get-1" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/11/get-1-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Yeasayer | Foto: Fernando Borges</p></div>
<p>O <em>hype</em> criou então uma onda de especulações que atingiram o seu auge nas 24 horas antes do início do festival, onde descolados juravam por Deus que o duo frânces <a href="http://www.daftpunk.com/">Daft Punk</a> teria pousado no Brasil justamente para uma aparição surpresa no show dos conterrâneos do Phoenix. Não bastasse, pessoas se estapearam por entre mensagens curtas para conseguirem um ingresso para aquele já lotado espaço de 20 mil fãs.</p>
<p><strong>Falando sobre música. </strong></p>
<p>O Terra é talvez o único festival do universo que exige certas contas matemáticas de seus participantes. Uma vez que você recebe aquele folder com os horários das apresentações, é necessário um enorme cálculo mental para decidir em quais shows você irá (e quais você eventualmente perderá).</p>
<p>Neste caso, conseguimos participar das apresentações do brasileiros do <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Pq4Jwsdbgaw">Hurtmold</a>, os excêntricos do <a href="http://www.ofmontreal.net/">Of Montreal</a>, os experimentais do <a href="http://www.yeasayer.net/">Yeasayer</a>, os franceses do <a href="http://www.wearephoenix.com/">Phoenix</a> e vai lá, uma parte do <a href="http://www.smashingpumpkins.com/">Smashing Pumpkins</a>.</p>
<p>Não há muito espaço para dissertar longamente sobre todos os shows, mas há aquelas situações que ficaram na memória de todos ali, desde a confusão geográfica do vocalista do Yeasayer, que nos cumprimentou com um &#8220;Boa noite Buenos Aires&#8221;. Ou o desfile teatral dos &#8220;figurantes&#8221; do Of Montreal. Mais ainda, o <em>mosh </em>histórico de Thomas Mars, do Phoenix, que nadou longas distâncias por cima do público daquela noite.</p>
<p><strong>Bom&#8230;</strong></p>
<p>Talvez um festival representativo de sua era, o Terra consegue mais uma vez arrebatar um público fiel e mais uma vez consagrou-se como uma parada obrigatória do calendário de shows em São Paulo. Só não deixem a peteca cair em 2011.</p>
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		<title>As Garotas do Rock!</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Oct 2010 22:27:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Freddy Leal</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com o lançamento do filme The Runaways, somos novamente chamados à atenção para a participação do sexo feminino no mundo do Rock. Antigamente (e bota antigamente nisso) o rock and roll era um mundo exclusivo de homens, às mulheres cabiam, geralmente, a posição de tietes. Mas a verdade é que talento independe de gênero e nos últimos 50 anos temos visto muitas mulheres deixando muito marmanjo de queixo caído. O GeeX! trás orgulhosamente aos leitores uma relação de bandas que contam com meninas no comando ou ainda são inteiramente compostas de mulheres.  Por se tratar de tantos nomes, decidimos dividir o artigo em 3 partes, cabendo a essa aqui o período entre os anos 50 e o final dos anos 70. Deve haver alguma(s) banda(s) que o leitor nunca ouviu falar e, naturalmente, este artigo se esqueceu de algumas mulheres que não mereciam ser esquecidas, mas é impossível listar tudo, de modo que, se o leitor quiser, fique à vontade para acrescentar alguém através da janela de comentários. THE 5th DIMENSION &#8211; Apesar de ser mais ligado à música pop e à soul music, o 5th Dimension ganhou muita notoriedade no rock do final dos anos 60. O quinteto vocal ficou mais conhecido pelo mega hit &#8220;Age of Aquarius/Let the Sunshine In&#8220;, presente no clássico musical de Milos Forman, Hair (de 1979). THE B-52&#8242;S &#8211; Apesar de ter estourado nos anos 80, o The B-52&#8242;s iniciou sua carreira ainda em 76 com Cindy Wilson nos vocais e Kate Pierson nos teclados e vocais. Flertando com diversos gêneros, o B-52&#8242;s se tornou um dos maiores representantes da New Wave, um gênero surgido após o punk que flertava com a música eletrônica da época e groove, tendo um caráter meio experimental. O B-52&#8242;s ainda ganhou fama pela participação de Kate Pierson no hit &#8220;Candy&#8221; de Iggy Pop e pela participação no filme The Flintstones (sob o nome &#8220;The B.C.-52&#8242;s&#8221;). BLONDIE &#8211; Junto com o The B-52&#8242;s foi a banda mais proeminente da New Wave americana, chegando ainda a emplacar mais hits. A vocalista Debbie Harry, que já vinha da cena punk dos anos 70, e o Blondie herdaram um cenário musical pós-punk perfeito para sua proposta sonora. É difícil (pelo menos entre os que tem mais de 20 anos de idade) alguém que nunca tenha ouvido músicas como &#8220;Call Me&#8220;, &#8220;Hanging on the Telephone&#8221; e principalmente &#8220;One Way or Another&#8221; (trilha do filme Show Bar), além da mais recente &#8220;Maria&#8220;. Quanto à vocalista Debbie Harry (que já foi tida como uma das mais bonitas do meio musical), se  acha que ela está &#8220;acabada&#8221; é bom lembrar que a moça já acumula 65 primaveras! THE CARPENTERS &#8211; The Carpenters é uma dupla composta pelos irmãos Karen e Richard Carpenter formada no final dos anos 60 nos Estados Unidos. Ganhou muita fama na década seguinte pela voz cristalina de Karen (que também tocava bateria). Em 1970 gravaram a balada &#8220;Close To You&#8220;, que até hoje é tocada em dezenas de cenas românticas de filmes água com açúcar....]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com o lançamento do filme <em><a href="http://www.geex.com.br/2010/10/06/the-runaways-2010/">The Runaways</a></em>, somos novamente chamados à atenção para a participação do sexo feminino no mundo do Rock. Antigamente (e bota antigamente nisso) o rock and roll era um mundo exclusivo de homens, às mulheres cabiam, geralmente, a posição de tietes. Mas a verdade é que talento independe de gênero e nos últimos 50 anos temos visto muitas mulheres deixando muito marmanjo de queixo caído. O GeeX! trás orgulhosamente aos leitores uma relação de bandas que contam com meninas no comando ou ainda são inteiramente compostas de mulheres.  Por se tratar de tantos nomes, decidimos dividir o artigo em 3 partes, cabendo a essa aqui o período entre os anos 50 e o final dos anos 70. Deve haver alguma(s) banda(s) que o leitor nunca ouviu falar e, naturalmente, este artigo se esqueceu de algumas mulheres que não mereciam ser esquecidas, mas é impossível listar tudo, de modo que, se o leitor quiser, fique à vontade para acrescentar alguém através da janela de comentários.</p>
<div id="attachment_7079" class="wp-caption alignright" style="width: 220px"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/10/carpenter-karen.jpg"><img class="size-full wp-image-7079  " src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/10/carpenter-karen.jpg" alt="" width="210" height="227" /></a><p class="wp-caption-text">Karen Carpenter</p></div>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=0foZ3gRcWvA">THE 5th DIMENSION</a> &#8211; Apesar de ser mais ligado à música pop e à soul music, o 5th Dimension ganhou muita notoriedade no rock do final dos anos 60. O quinteto vocal ficou mais conhecido pelo mega hit &#8220;A<a href="http://www.youtube.com/watch?v=YwxRRByI1hw">ge of Aquarius/Let the Sunshine In</a>&#8220;, presente no clássico musical de Milos Forman, Hair (de 1979).</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=leohcvmf8kM">THE B-52&#8242;S</a> &#8211; Apesar de ter estourado nos anos 80, o The B-52&#8242;s iniciou sua carreira ainda em 76 com Cindy Wilson nos vocais e Kate Pierson nos teclados e vocais. Flertando com diversos gêneros, o B-52&#8242;s se tornou um dos maiores representantes da New Wave, um gênero surgido após o punk que flertava com a música eletrônica da época e groove, tendo um caráter meio experimental. O B-52&#8242;s ainda ganhou fama pela participação de Kate Pierson no hit &#8220;C<a href="http://www.youtube.com/watch?v=jm0Y_fMlwN4">andy</a>&#8221; de Iggy Pop e pela participação no filme <a href="http://www.youtube.com/watch?v=5Yzt3O_4owc">The Flintstones</a> (sob o nome &#8220;The B.C.-52&#8242;s&#8221;).</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=AvmScAC6ZwM">BLONDIE</a> &#8211; Junto com o The B-52&#8242;s foi a banda mais proeminente da New Wave americana, chegando ainda a emplacar mais hits. A vocalista Debbie Harry, que já vinha da cena punk dos anos 70, e o Blondie herdaram um cenário musical pós-punk perfeito para sua proposta sonora. É difícil (pelo menos entre os que tem mais de 20 anos de idade) alguém que nunca tenha ouvido músicas como &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=aH3Q_CZy968">Call Me</a>&#8220;, &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=uWhkbDMISl8">Hanging on the Telephone</a>&#8221; e principalmente &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=S-P9FjArlxs&amp;feature=related">One Way or Another</a>&#8221; (trilha do filme <a href="http://www.imdb.com/title/tt0200550/">Show Bar</a>), além da mais recente &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=sfK8uMzkIK4">Maria</a>&#8220;. Quanto à vocalista <a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/archive/0/05/20080907050905!Debbie_Harry_by_David_Shankbone.jpg">Debbie Harry</a> (que já foi tida como uma das mais bonitas do meio musical), se  acha que ela está &#8220;acabada&#8221; é bom lembrar que a moça já acumula 65 primaveras!</p>
<div id="attachment_7096" class="wp-caption alignleft" style="width: 224px"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/10/deborah_harry.jpg"><img class="size-full wp-image-7096  " src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/10/deborah_harry.jpg" alt="" width="214" height="268" /></a><p class="wp-caption-text">Debbie Harry</p></div>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=fsgj4xcxXyA">THE CARPENTERS</a> &#8211; The Carpenters é uma dupla composta pelos irmãos Karen e Richard Carpenter formada no final dos anos 60 nos Estados Unidos. Ganhou muita fama na década seguinte pela voz cristalina de Karen (que também tocava bateria). Em 1970 gravaram a balada &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=QUDshT19j8Q">Close To You</a>&#8220;, que até hoje é tocada em dezenas de cenas românticas de filmes água com açúcar. Anos mais tarde regravariam o clássico &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=OUE5dqYB-_I">Please Mr. Postman</a>&#8220;. Infelizmente Karen, que sofria de anorexia, morreu em 1983 aos 32 anos, dando fim a banda.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=ECG-jn_TQz4">CELLY CAMPELLO</a> &#8211; Embora sua carreira tenha sido baseada em regravações em português de sucessos de lá fora, Celly Campelo foi a primeira mulher brasileira no meio. Nascida em São Paulo em 1942 iniciou sua carreira no rádio ainda aos seis anos, mas somente em 1958 se enveredou no &#8220;mundo do rock&#8221; (é bom lembrarmos que estamos falando do rock dançante dos anos 50 que hoje nos parece bastante inocente).</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=EA48IL6bQQU">DUSTY SPRINGFIELD</a> &#8211; Apesar de ser essencialmente uma cantora soul, a inglesa Mary Isabel O&#8217;Brien &#8211; que mais tarde adotaria o nome de Dusty Springfield &#8211; é provavelmente a mulher com a carreira mais sólida da invasão britânica (aquele período dos anos 60 em que bandas inglesas como The Beatles, Rolling Stones, The Who e The Kinks &#8220;invadiram&#8221; as rádios norte americanas). Ela permaneceu um tanto esquecida da maior parte do público até o lançamento de Pulp Fiction, de Quentin Tarantino, em que um de seus hits, &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=dp4339EbVn8">Son of a Preacher Man</a>&#8220;,  faz parte da trilha sonora.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=tR_i0sKWKEA">FLEETWOOD MAC</a> &#8211; Grupo britânico e radicado na Califórnia, o Fleetwood Mac teve diversas formações, mas ganhou fama com a entrada da vocalista Stevie Nicks. A banda fez muito sucesso nos anos 70 e 80 com seu Rock com pintadas de disco (às vezes um pouco <em>A la</em> Bee Gees e ABBA). Seu maior sucesso foi o hit &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=KCc7MRfdB-8&amp;feature=related">Dreams</a>&#8220;, que agrada pais e mães até hoje. Stevie Nicks lançou-se em carreira solo, a qual pessoalmente destaco &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=aJW7-gvruic">Edge of Seventeen</a>&#8221; (trilha de Escola do Rock, de Richard Linklater).</p>
<div id="attachment_7080" class="wp-caption alignleft" style="width: 330px"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/10/Heart-band-lm02-1.jpg"><img class="size-full wp-image-7080 " src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/10/Heart-band-lm02-1.jpg" alt="" width="320" height="238" /></a><p class="wp-caption-text">Ann e Nancy Wilson</p></div>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=0uvr3dmptvg">HEART</a> &#8211; O Heart foi criado nos anos 70 pelas irmãs Ann e Nancy Wilson. O grupo americano passou por várias mudanças de formação, sendo as duas irmãs as únicas a passarem por todas elas. No começo de sua carreira o Heart apostava em um hard rock muito influenciado por bandas como Led Zeppelin, Nazareth, Dust, Mountain, etc. Já na década seguinte a banda se destacou por suas baladinhas e acabou caindo no limbo dos anos 90. Juntamente com &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=KE5GGMhmo-M&amp;feature=channel">What About Love?</a>&#8221; (que é daquelas que quando tocadas levantam o pó da mobília) e &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=41P8UxneDJE&amp;feature=channel">These Dreams</a>&#8220;, o maior sucesso do grupo é a empolgante (e exaustivamente regravada) &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=4bt_-R5LInU">Barracuda</a>&#8220;.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=ju9yFA1S7K8&amp;feature=related">JANIS JOPLIN </a>- É muito pouco provável que o caro leitor nunca tenha ouvido uma música sequer da Janis Joplin, mas se esse é o caso faça-o agora! Uma alma das mais rebeldes da música do século XX e que nos deixou prematuramente (nos lembrando de sua própria frase &#8220;Prefiro viver 10 anos a 1000 por hora que 1000 anos a 10 por hora), Janis representou o que havia de melhor do rock and roll, do blues e da soul music dos anos 60. Sua curtíssima carreira é marcada por diversas músicas não só de sucesso, mas de uma qualidade (e às vezes psicodelia) poucas vezes vista, seja em carreira solo, seja com sua banda, o Big Brother &amp; The Holding Company. Podemos destacar <a href="http://www.youtube.com/watch?v=tVfoT1r8Ay4&amp;feature=related">Piece of my Heart</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=MxdCWdaUv18">Move Over</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=dBJnoMP1Uyc">Try (Just a Little Bit Harder)</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=mnPvRB_-p1c">Cry Baby</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=wlK67jiIZxQ&amp;feature=related">Summertime</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=caiBo_wTxrY">Maybe</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=C-GFqhCq2HA">Mercedes Benz</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=AchJ7aSOwiU&amp;feature=related">Ball and Chain</a> entre muitas outras.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=pP77jXqjHlU">JEFFERSON AIRPLANE</a> &#8211; o Jefferson Airplane é uma banda formada nos Estados Unidos em 1965 e misturava, entre outras coisas, blues, folk, jazz e muito (mas muito) LSD. Há apenas uma mulher na banda, mas ela faz por merecer. A vocalista Grace Slick (que substituiu a vocalista Signe Tolly Anderson em 1966) não só é dona de olhos verdes estonteantes como, principalmente, tem uma voz das mais belas e poderosas. A banda, que participou do festival Woodstock em 1969, tem dois dos mais interessantes discos dos anos 60: o Surrealistic Pillow e o After Bathing at Baxter&#8217;s, ambos de 1967. Pode-se dizer que suas músicas mais famosas são <a href="http://www.youtube.com/watch?v=YIkoSPqjaU4&amp;feature=related">Somebody to Love</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=6ljxpyH4dnA">Volunteers of America</a> e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=WANNqr-vcx0">White Rabbit</a>, conhecida como a música mais psicodélica de todos os tempos (que segundo lendas teria sido testada pela banda com um leque grande de drogas antes de ser lançada).</p>
<div id="attachment_7081" class="wp-caption alignright" style="width: 255px"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/10/GRACESLICK.jpg"><img class="size-full wp-image-7081 " src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/10/GRACESLICK.jpg" alt="" width="245" height="245" /></a><p class="wp-caption-text">Grace Slick</p></div>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=7eCNLY7ezJo">JOAN BAEZ</a> &#8211; Era uma vez os anos 60. Nessa década o mundo passou por grandes (talvez as maiores) turbulências da história recente e (principalmente) nos Estados Unidos surgiram alguns cantores que munidos de letras inteligentes e  um violão revolucionaram a música. Era a cena folk, da qual podemos destacar nomes como Bob Dylan , Ritchie Ravens e é claro, Joan Baez. Baez ficou famosa por sua voz de cantora lírica combinada a acordes despretensiosos de seu violão, músicas de protesto e ativismo. Foi ela que lançou Dylan (com quem namorou até 1965), regravando algumas músicas, como &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=W4H5GcOG14I">With God on Our Side</a>&#8221; e &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=DFvkhzkS4bw">Blowing in the Wind</a>&#8220;, mas provavelmente seu maior sucesso foi &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=GGMHSbcd_qI">Diamonds and Rust</a>&#8221; (regravada por vários nomes, até mesmo o Judas Priest).</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=ZgMEPk6fvpg">JONI MITCHELL</a> &#8211; A canadense Roberta Joan Anderson &#8211; mais conhecida como Joni Mitchell &#8211; foi outro grande expoente da música folk do final dos anos 60 e começo dos 70. Com uma voz poderosa (com fama de ter uma extensão de duas oitavas e meia), Mitchell aposta na fórmula voz-violão-letras inteligentes que resultou em uma extensa e respeitável carreira, incluindo um dos mais aclamados discos do rock: Blue, de 1971. Pode-se destacar de sua carreira músicas como &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=AbIuC9hTY9Y">Circle Game</a>&#8220;, &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=0YuaZcylk_o">A Case of You</a>&#8220;, &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=Qb8beTBeU1E">Blue</a>&#8220;, &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=WWJQmQsjT6g&amp;feature=related">California</a>&#8220;, entre outras.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=dIcb9xWnr8s">JUNE CARTER</a> &#8211; A história de amor de June Carter e Johnny Cash ficou muito bem conhecida pelo filme Johnny &amp; June (de 2005), mas o filme focou mais a carreira de Nash que de Carter. Vinda de uma família de artistas (os Carter Family), June Carter já se apresentava aos 10 anos de idade (em 1939!) e nos anos 50 excursionava com nomes como Elvis Presley, Roy Orbinson e Jerry Lee Lewis (além do próprio Johnny Cash). Apesar de fazer muitas participações nos discos de Cash, June manteve uma carreira solo até sua morte em 2003.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=koCVMAyHWN0">THE MAMAS &amp; THE PAPAS</a> &#8211; O The Mamas &amp; the Papas foi um grupo vocal formado em Nova York nos anos 60. Contemporânea à toda cena folk da época, a banda apostava em músicas baseadas em melodias simples de violão acompanhadas de vocais inspirados. Apesar de ter durado poucos anos, o The Mamas &amp; the Papas rendeu algumas músicas daquelas que muito dificilmente o alguém não conhece, como &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=ajwnmkEqYpo">Dream a Little Dream of Me</a>&#8220;, &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=e3zSV19AksQ">Monday Monday</a>&#8221; e &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=dN3GbF9Bx6E">California Dreamin&#8217;</a>&#8220;.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=pjsh2j7W6Bo">NANCY SINATRA</a> &#8211; Filha de Frank Sinatra, a atriz e cantora Nancy Sinatra não conseguia grandes audiências no começo de sua carreira nos Estados Unidos. Porém em 1966 ela conseguiu emplacar o hit pelo qual seria conhecida até hoje: &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=SbyAZQ45uww&amp;feature=related">These Boots are Made for Walkin&#8217;</a>&#8220;, que acabou se tornando um ícone do movimento feminista e da moda da época. Outros destaques de sua carreira foram as músicas &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=XgFtQPgHyek&amp;feature=fvst">You Only Live Twice</a>&#8221; (tema do filme homônimo de James Bond) e &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=T5Xl0Qry-hA">Bang Bang</a>&#8221; (tema de Kill Bill).</p>
<div id="attachment_7084" class="wp-caption alignleft" style="width: 290px"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/10/lou_and_nico.jpg"><img class="size-full wp-image-7084 " src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/10/lou_and_nico.jpg" alt="" width="280" height="186" /></a><p class="wp-caption-text">Lou Reed e Nico</p></div>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=J1N8GtDkYfQ">NICO</a> &#8211; A modelo, atriz e cantora alemã (alguns dizem húngara) Christa Päffgen foi apelidada por Hebert Tobias de &#8220;Nico&#8221; (anagrama de &#8220;icon&#8221;). Trabalhou com Andy Warhol em alguns filmes experimentais (incluindo Chelsea Girls), conheceu Bob Dylan e Brian Jones (então guitarrista do Rolling Stones) que a ajudou a se lançar musicalmente. Mas foi quando Andy Warhol se tornou empresário do Velvet Underground que ele a empurrou para a banda, que lançou com a vocalista o iconoclasta The Velvet Underground &amp; Nico (de 1967). Depois deste disco Nico lançou-se em carreira solo, morrendo em 1988. Entre seus sucessos estão &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=FjjDmX9Tkss">Femme Fatale</a>&#8221; e &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=CrRVaYF-O4U">All Tomorrow&#8217;s Parties</a>&#8220;, ambas com o Velvet Underground.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=qIUNKLg2w-M&amp;feature=fvst">PATTI SMITH</a> &#8211; Filha de um ateu e uma testemunha de Jeová, Patricia Lee Smith &#8211; conhecida como Patti Smith &#8211; se tornou poetisa e cantora, emplacando em 1975 seu primeiro disco Horses, como um respiro feminino no movimento punk (além de uma certa influência folk). Conhecida como &#8220;poetisa do punk&#8221;, influenciou diversos grupos como Nirvana, R.E.M., Pearl Jam, etc. O maior sucesso comercial de sua carreira é o hit &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=0brHGJ6xqbk">Because the Night</a>&#8221;</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=pV8uvKqlcQY">RENAISSANCE</a> &#8211; A Inglaterra do final dos anos 60 e 70 foi um cenário muito promissor para o surgimento de bandas de rock progressivo (podemos destacar entre outras Yes, Camel, Emerson Lake &amp; Palmer, King Crimson e o Pink Floyd), mas é difícil encontrarmos bandas do gênero com mulheres em suas formações, caso do Renaissance. Os dois primeiros discos foram gravados com Jane Relf nos vocais, sendo substituída por Annie Haslam na formação mais popular do grupo. Nos anos 80, como a grande maioria das bandas do gênero, o Renaissance caiu no esquecimento. Os destaques da banda vão para &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=dQ_5h0SKUSM">Black Flame</a>&#8221; e &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=XtSQFewjDD0">Carpet of the Sun</a>&#8221;</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=F-uqYk4iFG0&amp;feature=related">THE RUNAWAYS</a> &#8211; Pouco se pode falar da Runaways que já não tenha sido dito, afinal foi lançado um filme contando (mais ou menos) a história da banda e há aqui no GeeX! a crítica sobre ele. Em sua curta trajetória, a banda não deixou nenhum disco que possa ser considerado ruim, mas os três primeiros: The Runaways, Queens of Noise e Live in Japan (um dos melhores discos ao vivo dos anos 70) são simplesmente obrigatórios. Há muitas músicas que merecem destaque, mas coloco duas que muitas vezes não tem o devido reconhecimento: &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=IJLFOBR0gE4">I Wanna Be Where the Boys Are</a>&#8221; e &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=PBegE14O-VE&amp;feature=related">I Love Playing with Fire</a>&#8220;.</p>
<div id="attachment_7085" class="wp-caption alignright" style="width: 308px"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/10/shocking-blue_49216.jpg"><img class="size-full wp-image-7085       " src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/10/shocking-blue_49216.jpg" alt="" width="298" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Shocking Blue: (esq. p/ dir.) Klaasje van der Wal, Mariska Veres, Cor van der Beek e Robbie van Leeuwen</p></div>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=Xwy6uIz-Gtg">SHOCKING BLUE</a> &#8211; O Shocking Blue é uma daquelas bandas que você dificilmente ouve falar, mas reconhece de imediato quando toca no rádio. O primeiro disco do grupo só fez relativo sucesso na Holanda (sua terra natal), mas foi quando Mariska Veres assumiu os vocais em 1968 que o Shocking Blue emplacou. A banda conseguiu alguns sucessos, como &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=RhWJmMUMufk">Mighty Joe</a>&#8221; e &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=KlJAtKxY2UQ">Love Buzz</a>&#8221; (que chegou a ser regravada pelo Nirvana), mas nenhum alcançou tanto reconhecimento como o hit &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=U2DBcbZc3ck">Venus</a>&#8221; (aquela que você deve reconhecer quando toca no rádio).</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=PKdRzBinyPA&amp;feature=related">SUZI QUATRO</a> &#8211; Se não fosse por Susan Quatrocchio &#8211; Suzi Quatro &#8211; provavelmente o The Runaways não teria existido e isso porque provavelmente Joan Jett não seria Joan Jett. No começo dos anos 70 estourava a febre do glam rock (não confundir com o &#8220;glam farofa&#8221; de bandas dos anos 80 como Poison e Cinderella). Bandas como Sweet, T-Rex, Slade e Gary Glitter eram muito populares, foi nesse cenário que Suzi Quatro surgiu, com um rosto de garotinha e uma atitude selvagem ela logo atraiu atenções. Entre os destaques de sua carreira há &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=WrM_Pbiaylo">Keep a Knockin&#8217;</a>&#8221; e os mega hits &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=lk6kvVGPURA">48 Crash</a>&#8221; e &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=EoP-INVPLX4">The Wild One</a>&#8220;.</p>
<div id="attachment_7089" class="wp-caption alignright" style="width: 239px"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/10/R_116-SUZI-QUATRO-1974.jpg"><img class="size-full wp-image-7089 " src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/10/R_116-SUZI-QUATRO-1974.jpg" alt="" width="229" height="288" /></a><p class="wp-caption-text">Suzi Quatro</p></div>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=ULw1RHHPv5g&amp;feature=fvst">TINA TURNER</a> &#8211; Anna Mae Bullock (nome verdadeiro de Tina Turner) começou sua carreira em 1958 com Ike Turner (que viria a se tornar seu marido e seu agressor). À medida que a carreira de Ike foi tendo seu declínio, a de Tina foi subindo exponencialmente. Juntos gravaram os hits &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=FwaxT7zL7kA">A Fool in Love</a>&#8220;, &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=hzQnPz6TpGc&amp;ob=av2n">Proud Mary</a>&#8221; (regravado pelo Creedance Clearwater Revival), entre outros. Mesmo antes de se separar Tina Turner ainda ganhou atenção em sua participação no filme de Ken Russell, a ópera rock Tommy do The Who com a música &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=b_z9V6HlAeI">Acid Queen</a>&#8220;. Já em sua carreira solo fez grande sucesso ao participar do último capítulo da trilogia Mad Max como atriz e interprete da música tema &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=F1FPK5-Rm38">We Don&#8217;t Need Another Hero</a>&#8220;. Hoje, apesar de continuar com sua carreira firme, a cantora pende mais para a pop music.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=_LpTXNuOKHc">WANDERLÉA</a> &#8211; A mais famosa mulher da Jovem Guarda e, juntamente com Celly Campelo, uma das primeiras brasileiras a gravar um rock. Gravou seu primeiro disco em 1962 em uma gravadora em que conheceu Roberto Carlos (com quem teve um caso) e Erasmo Carlos. Ficou famosa por músicas como &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=WKb7TJOsRYk">Pare o Casamento</a>&#8221; e &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=LCYPGGSTu2Y&amp;feature=fvst">Prova de Fogo</a>&#8220;. Após o fim da Jovem Guarda (entre 1968 e o começo dos anos 70), Wanderléa continuou sua carreira, mas sem tanto destaque, apresentando-se basicamente com suas músicas antigas.</p>
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