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	<title>GeeX! &#187; Shows</title>
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	<description>Mais um passo rumo a dominação mundial!</description>
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	<copyright>Copyright © GeeX! 2010 </copyright>
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		<title>GeeX!</title>
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	<itunes:summary>GeeBeRiSh! - O Podcast do GeeX!

Nosso podcast foi carinhosamente nomeado de GeeBeRiSh, uma adaptação de giberish, que é o ato de discursar sem falar nada importante, ou sem significado algum, e um sinônimo para &#34;bobagem&#34; em inglês. É exatamente o tipo de coisas que vocês podem esperar ouvir no podcast, portanto. :)</itunes:summary>
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	<itunes:author>Equipe GeeX!</itunes:author>
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		<title>Lollapalooza &#8211; Chile 2011 (pt.2)</title>
		<link>http://www.geex.com.br/2011/04/18/lollapalooza-chile-2011-pt-2/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 Apr 2011 15:13:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Você</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Gabriela Serio &#8211; uma publicitária que não vive sem a família, amigos, céu, música e cinema. Gosta de pensar que é uma personagem de trailer de filme que está sempre no ápice da emoção acompanhada por uma trilha sonora emocionante. (veja a primeira parte aqui) No dia seguinte fiquei fascinada pelas músicas do Devendra Banhart, doido de pedra, mas com um show muito bom, animado e contagiante até pra mim que não conhecia. Tudo aquilo só que me deu vontade de ouvir mais. Logo depois o show &#8220;low profile&#8221; da Cat Power. Todo mundo sentado, nem parecia que estávamos em um festival com tantas pessoas. Incrível como ela não fica no centro do palco e divide a intensidade da música com a banda que é impecável. Na hora de ir embora ela nem falou nada no microfone e só agradeceu com gestos, fiquei realmente impressionada com a discrição dela, uma artista low profile que está lá pela música e não por ela. Depois veio a nova banda The Drums, que me fez ir no túnel do tempo para algum lugar dos anos 80/90. Sensacional. O vocalista dançando é impagável, muita energia. Tenho certeza que essa banda vai crescer muito, tem muito potencial. Ápice do show foi: Let´s go surfing e Forever and ever, não sei como minha perna conseguiu aguentar pular mais um pouco depois de The Killers. Outro poder sensacional da música é fazer esquecer a parte ruim da vida. Como os shows foram muito bons, deu até para relevar o perrengue da péssima organização do festival. Logo que chegamos para trocar o protocolo pelo ingresso percebemos a jornada que ia acontecer. Quase 4 horas para conseguir entrar, o mundo todo lá na fila perdendo os primeiros shows do festival. Tiveram que chamar a polícia, seus cavalos e suas grades para conseguir organizar algo que deveria ter sido organizado desde o começo. Foi um pouco revoltante e até me fez pensar &#8220;o que estou fazendo aqui?&#8221;. E depois ainda veio o perrengue para conseguir entrar em um palco minúsculo e fechado que eles colocaram várias bandas boas como: Devendra Banhart, The Drums, Cat Power e não foi todo mundo que conseguiu ver, não foi todo mundo que se arriscou como eu e o meu amigo fizemos, não foi todo mundo que teve a força de ultrapassar a grosseria da polícia que foi chamada novamente para fazer o crowd control Até agora não entendi como fizeram um palco pequeno e fechado para um festival assim&#8230;Com todo aquele controle da policia fiquei me sentindo na ditadura ou algo parecido. Não foi legal. Mas como eu disse, como os shows foram bons toda essa parte ruim ficou em segundo plano, pelo menos pra mim. Balanço final? Valeu a pena, pela música valeu a pena, pela companhia valeu a pena, pela experiência valeu a pena. Poderia não ter a remota lembrança negativa, mas acho que não é só aqui no Brasil que as coisas não são perfeitas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>por Gabriela Serio</strong> &#8211; uma publicitária que não vive  sem a família, amigos,  céu, música e cinema. Gosta de pensar que é uma  personagem de trailer de  filme que está sempre no ápice da  emoção  acompanhada por uma trilha sonora emocionante.</em></p>
<div id="attachment_8886" class="wp-caption alignleft" style="width: 280px"><em></em><em><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/5596357337_221b07d237.jpg"><img class="size-full wp-image-8886  " title="5596357337_221b07d237" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/5596357337_221b07d237.jpg" alt="" width="270" height="203" /></a></em><p class="wp-caption-text">devendra em sua apresentação</p></div>
<p>(<a title="Lollapalooza – Chile 2011 (pt.1)" href="http://www.geex.com.br/2011/04/12/lollapalooza-chile-2011-pt-1/">veja a primeira parte aqui</a>)</p>
<p>No dia seguinte fiquei fascinada  pelas músicas do <a href="http://www.devendrabanhart.com/"><strong>Devendra Banhart</strong></a>, doido de pedra, mas com um show muito bom,  animado e contagiante até pra mim que não conhecia. Tudo aquilo só que  me deu vontade de ouvir mais. Logo depois o show &#8220;low profile&#8221; da <a href="http://www.myspace.com/catpower"><strong>Cat  Power</strong></a>. Todo mundo sentado, nem parecia que estávamos em um festival com  tantas pessoas. Incrível como ela não fica no centro do palco e divide a  intensidade da música com a banda que é impecável. Na hora de ir embora  ela nem falou nada no microfone e só agradeceu com gestos, fiquei  realmente impressionada com a discrição dela, uma artista low profile  que está lá pela música e não por ela. Depois veio a nova banda <a href="http://www.myspace.com/thedrumsforever"><strong>The  Drums</strong></a>, que me fez ir no túnel do tempo para algum lugar dos anos 80/90.  Sensacional. O vocalista dançando é impagável, muita energia. Tenho  certeza que essa banda vai crescer muito, tem muito potencial. Ápice do  show foi: <em>Let´s go surfing</em> e <em>Forever and ever</em>, não sei como minha perna  conseguiu aguentar pular mais um pouco depois de <strong>The Killers</strong>.</p>
<div id="attachment_8848" class="wp-caption alignright" style="width: 268px"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/1.jpg"><img class="size-large wp-image-8848   " title="-1" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/1-1024x768.jpg" alt="" width="258" height="194" /></a><p class="wp-caption-text">tensão no segundo dia</p></div>
<p>Outro   poder sensacional da música é fazer esquecer a parte ruim da vida.   Como os shows foram muito bons, deu até para relevar o perrengue da  péssima organização do festival. Logo que chegamos para trocar o  protocolo pelo ingresso percebemos a jornada que ia acontecer. Quase 4  horas para conseguir entrar, o mundo todo lá na fila  perdendo os primeiros shows do festival.  Tiveram que chamar a polícia, seus cavalos e suas grades para conseguir  organizar  algo que deveria ter sido organizado desde o começo. Foi um  pouco revoltante e até me fez pensar &#8220;o que estou fazendo aqui?&#8221;. E  depois  ainda veio  o perrengue para conseguir entrar em um palco minúsculo e  fechado que  eles colocaram várias bandas boas como: <strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=k_QAPjtO2cA" target="_blank">Devendra Banhart</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=6OsTUnkqSi4" target="_blank">The Drums</a>,  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=skreabVrMRk&amp;feature=fvst" target="_blank">Cat Power</a></strong> e  não foi todo mundo que conseguiu ver, não foi todo mundo  que se arriscou como eu e o meu amigo fizemos, não foi todo mundo que  teve a força de ultrapassar a grosseria da polícia que foi chamada  novamente para fazer o crowd control Até agora não entendi como fizeram  um palco pequeno e fechado para um festival assim&#8230;Com todo aquele  controle da policia fiquei me sentindo na  ditadura ou algo parecido. Não foi legal. Mas como eu disse, como os  shows foram bons toda essa parte ruim ficou em segundo plano, pelo menos  pra mim.</p>
<p>Balanço final? Valeu a pena, pela música valeu a pena,  pela companhia valeu a pena, pela experiência valeu a pena. Poderia não  ter a remota lembrança negativa, mas acho que não é só aqui no Brasil  que as coisas não são perfeitas.</p>
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		<title>U2 &#8211; 360º Tour</title>
		<link>http://www.geex.com.br/2011/04/14/u2-360-tour/</link>
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		<pubDate>Thu, 14 Apr 2011 20:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo "trakinos" Aquino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[As bandas que vem para o Brasil geralmente vem pra fazer um show em cima de sua discografia já velha ou de suas glórias do passado. Foi assim com Iron Madden, Paul McCartney (ambos trouxeram músicas de CDs novos,  mas seus álbums não tem qualidade como os antigos e seus shows já são feitos para ouvirmos mais os clássicos do que as novas músicas) e Roger Waters (esse nem veio com um CD novo, veio só tocar as músicas do Pink Floyd mesmo). Se a banda é nova, seus shows geralmente são para lugares menores, desviando o alvo de estádios. Isso não tira o mérito dos shows. Mantenho minha posição de que o 1º show de Roger Waters no Brasil e o(s) show(s) do Paul McCartney estão entre os melhores shows que já presenciei, mas a falta de músicas novas e boas  é uma coisa que incomoda no nosso dia a dia. Aí, vem o U2. O show do U2 é uma bomba na nossa vida cultural. Ele vem com metade da set list feita de músicas boas que muitos não tinham ouvido antes, mas aposto que a maioria vai ouvir depois. U2 manteve nesse seu último álbum (No Line on the Horizon) um padrão de qualidade musical fantástico, coisa dificil para uma banda que dura seus 30 anos. Entre esse álbum e o último tem um espaço de 5 anos, o maior espaço de tempo entre os lançamentos da banda, e não deixar cair sua qualidade é um dom que poucos possuem. A tecnologia dos shows do U2 é inquestionável! O telão de 360 graus é impressionante (ele inclusive se expande no meio do show), mostrando imagens do show que está acontecendo, traduções do que eles falam, videos de apresentação de músicas&#8230; até Nelson Mandela falando e frases de impacto. &#160; O palco tinha formato de uma nave espacial com plataformas giratórias em volta, onde Bono e The Edge faziam suas performances enquanto passavam por cima dos fãs na pista. Bono e seu engajamento no mundo político, não me incomodou durante o show. Pode ser até que seja uma jogada de marketing do vocalista, mas ele mostra coisas que não vemos  e exibe mensagens que dão lágrimas nos olhos (a de Mandela, em especial, é linda). Quanto às músicas, nada muito a declarar. As músicas novas são muito boas&#8230; e as antigas também. Até a trilha de um filme ruim do Batman dá gosto de ouvir. A banda soube envelhecer&#8230; &#160; Mas não temos só coisas boas&#8230; NÃO ESTOU TROLLANDO! É minha opinião! Lembrem-se, sou músico e mexo com som. Então alguma crítica nessas áreas era esperada: o som estava um lixo. Não é culpa da banda &#8211; provavelmente &#8211; mas, às vezes, no meio de uma música, eu tinha que pedir para as pessoas pararem de falar pra ouvir o que estava tocando. As músicas novas são boas, e as antigas incorporaram  aspectos das novas&#8230; mas&#8230; eu achei que eles exageraram nos efeitos sonoros também. O som parecia muito...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As bandas que vem para o Brasil geralmente vem pra fazer um show em cima de sua discografia já velha ou de suas glórias do passado. Foi assim com<a title="Iron Maiden – The Final Frontier World Tour" href="http://www.geex.com.br/2011/03/28/iron-maiden-the-final-frontier-world-tour/"> Iron Madden</a>, <a title="Paul McCartney" href="http://www.geex.com.br/2010/11/26/paulshow2010/" target="_blank">Paul McCartney</a> (ambos trouxeram músicas de CDs novos,  mas seus álbums não tem qualidade como os antigos e seus shows já são feitos para ouvirmos mais os clássicos do que as novas músicas) e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=UzzTf673K88" target="_blank">Roger Waters</a> (esse nem veio com um CD novo, veio só tocar as músicas do <a href="http://www.youtube.com/watch?v=iJZYG5qwHHI" target="_blank">Pink Floyd</a> mesmo).</p>
<p>Se a banda é nova, seus shows geralmente são para lugares menores, desviando o alvo de estádios. Isso não tira o mérito dos shows. Mantenho minha posição de que o 1º show de Roger Waters no Brasil e o(s) show(s) do Paul McCartney estão entre os melhores shows que já presenciei, mas a falta de músicas novas e boas  é uma coisa que incomoda no nosso dia a dia.</p>
<p>Aí, vem o U2.</p>
<p><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/U2.JPG.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8875" title="U2 in concert in Copenhagen" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/U2.JPG.jpg" alt="" width="384" height="296" /></a></p>
<p>O show do U2 é uma bomba na nossa vida cultural. Ele vem com metade da <em>set list</em> feita de músicas boas que muitos não tinham ouvido antes, mas aposto que a maioria vai ouvir depois. U2 manteve nesse seu último álbum (<a href="http://www.youtube.com/watch?v=_oKwnkYFsiE" target="_blank">No Line on the Horizon</a>) um padrão de qualidade musical fantástico, coisa dificil para uma banda que dura seus 30 anos. Entre esse álbum e o último tem um espaço de 5 anos, o maior espaço de tempo entre os lançamentos da banda, e não deixar cair sua qualidade é um dom que poucos possuem.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/IMG_0105.jpg"><img class="size-large wp-image-8877 aligncenter" title="IMG_0105" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/IMG_0105-1024x768.jpg" alt="" width="491" height="369" /></a></p>
<p>A tecnologia dos shows do U2 é inquestionável! O telão de 360 graus é impressionante (ele inclusive se expande no meio do show), mostrando imagens do show que está acontecendo, traduções do que eles falam, videos de apresentação de músicas&#8230; até Nelson Mandela falando e frases de impacto.</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
<div id="attachment_8878" class="wp-caption aligncenter" style="width: 594px"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/360.jpg"><img class="size-full wp-image-8878 " title="360" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/360.jpg" alt="" width="584" height="192" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem de divulgação da turnê</p></div>
<p>O palco tinha formato de uma nave espacial com plataformas giratórias em volta, onde Bono e The Edge faziam suas performances enquanto passavam por cima dos fãs na pista.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-8879" title="420ADF318FF449138BE6F6A640283BC9" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/420ADF318FF449138BE6F6A640283BC9.jpg" alt="" width="196" height="147" /></p>
<p>Bono e seu engajamento no mundo político, não me incomodou durante o show. Pode ser até que seja uma jogada de marketing do vocalista, mas ele mostra coisas que não vemos  e exibe mensagens que dão lágrimas nos olhos (a de Mandela, em especial, é linda).</p>
<p>Quanto às músicas, nada muito a declarar. As músicas novas são muito boas&#8230; e as antigas também. Até a trilha de um filme ruim do Batman dá gosto de ouvir.</p>
<p>A banda soube envelhecer&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas não temos só coisas boas&#8230;</p>
<p>NÃO ESTOU TROLLANDO! É minha opinião!</p>
<p>Lembrem-se, sou músico e mexo com som. Então alguma crítica nessas áreas era esperada: o som estava um lixo.</p>
<p>Não é culpa da banda &#8211; provavelmente &#8211; mas, às vezes, no meio de uma música, eu tinha que pedir para as pessoas pararem de falar pra ouvir o que estava tocando.</p>
<p>As músicas novas são boas, e as antigas incorporaram  aspectos das novas&#8230; mas&#8230; eu achei que eles exageraram nos efeitos sonoros também. O som parecia muito sujo &#8211; possível que tenha sido o som horrível, também &#8211; e atrapalhava curtir as músicas que tanto gosto.</p>
<p>A set list (este é BEM pessoal) estava boa, mas eles tocaram poucas músicas do disco &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=CuDqHtAR6L8" target="_blank">How to Dismantle an Atomic Bomb</a>&#8221; (só 2: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=98W9QuMq-2k" target="_blank">Vertigo</a> e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Dd01FObU3Q4" target="_blank">City of Binding Lights</a>) e do &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=Sr6tO5ostZk" target="_blank">All that you  an leave behind</a>&#8220;; meus dois discos favoritos da banda.</p>
<p>Por fim: os músicos estão ficando velhos. Eu sei, eu sei,  a idade chega pra todos. Mas foram aproximadamente 2 horas de show e o Bono estava quase morrendo. Tudo bem que o cara tem 50 anos&#8230; Mas se ele vive disso, devia ter umas aulinhas com o<em> Sir</em> Paul McCartney, que cantou há 5 meses atrás, 3 horas de show a todo pique e com quase 20 anos a mais.</p>
<p>U2 fez um show responsável, apesar das dificuldades técnicas,  sempre vale a pena ir assistir e ouvir suas músicas.</p>
<p>Apesar do show dessa turnê não ter entrado na lista de melhores shows que já fui, seu show da <a href="http://www.youtube.com/watch?v=RC4or5uQizc" target="_blank">Vertigo Tour</a>, do dia 21 de fevereiro de 2006 em São Paulo, é o segundo da lista.</p>
<p>Correndo o risco de ser a única, U2 é uma banda grande que acontece agora. Aproveite.</p>
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		<title>Lollapalooza &#8211; Chile 2011 (pt.1)</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Apr 2011 13:50:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Você</dc:creator>
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		<category><![CDATA[santiago]]></category>

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		<description><![CDATA[por Gabriela Serio &#8211; uma publicitária que não vive sem a família, amigos, céu, música e cinema. Gosta de pensar que é uma personagem de trailer de filme que está sempre no ápice da emoção acompanhada por uma trilha sonora emocionante. Um dos meus sonhos era é nestes festivais gigantes no estilo Glastonbury de ser. Aí fiquei sabendo que o festival americano Lollapalooza iria vir para o Chile e pensei: por que não? Pelo menos é mais perto, um sonho mais acessível, por enquanto. Então aderi a loucura ideia de passar o final de semana no Chile. Acho que esse negócio de muitas pessoas unidas pela música me fascina, acho incrível como a música pode unir pessoas tão diferente, de lugares diferentes, de culturas diferentes, mas que naquela música tem algo em comum. O festival foi em Santiago, a cidade dos cachorros pela rua e do céu azul sem nuvens. O Parque O&#8216;Higgins era simplesmente gigante. Dentro do festival um clima completamente de verão. Pessoas do mundo todo por ali. Coca light sendo distribuída a vontade. Americanas de biquini. Chilenos sentados na grama, totalmente na deles. Muitos brasileiros, obviamente. Hipsters ou não, o clima era o mesmo: todos estavam ali pela música. Mas um detalhe surpreendente e impressionante era a quantidade de crianças, eram MUITAS. E o mais curioso é que elas estavam muito bem por ali, estavam se sentindo em casa, curtindo os shows, dançando, parecia que elas sabiam que estavam ali pelos shows. Todos os shows que eu vi foram sensacionais. Eram bandas de verdade, que tocam por paixão. Ouvi de relance o antigo James e gostei muito, nunca tinha ouvido falar, mas sei de pessoas que foram ao festival por causa dele. O meu primeiro show foi Edward Sharpe and the magnetic zeros. Que show! Nunca tinha visto 3 baterias tocando juntas. Nunca tinha visto tanta gente num palco. Que músicas. Que presença de palco. O ápice foi quando ele chamou um menininho sem camisa e com chapéu para ajudar no show, parecia algum personagem de filme. Eu sabia que o show ia ser bom mas mesmo assim me surpreendeu. A música Home é só uma amostra do que eles são capazes. Saindo de lá demos de cara com um por do sol lindo ao som da voz grave do The National! Que momento. O show deles já tinha começado há um tempo, o ápice pra mim foi em Abel, Mr November e Terrible Love naquela hora dourada. Ainda bem que eu teria mais deles logo quando eu voltasse pra SP! Depois disso fomos para o mundo surreal de Empire of the Sun, parecia que estávamos dentro de um planeta qualquer no universo. Tentar definir Empire é perder tempo. Só sei que é uma experiência de vida. E aí começou a contagem regressiva para o grande momento do festival pra mim! THE KILLERS! Minutos antes do show parecia que eu estava na subida da montanha russa só esperando a adrenalina descarregar na descida. Quando estávamos já a postos...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>por Gabriela Serio</strong> &#8211; uma publicitária que não vive sem a família, amigos,  céu, música e cinema. Gosta de pensar que é uma personagem de trailer de  filme que está sempre no ápice da  emoção acompanhada por uma trilha sonora emocionante.</em></p>
<div id="attachment_8821" class="wp-caption alignleft" style="width: 311px"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/2.jpg"><img class="size-large wp-image-8821" title="-2" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/2-1024x768.jpg" alt="" width="301" height="226" /></a><p class="wp-caption-text">público e o palco principal</p></div>
<p>Um dos meus sonhos era é nestes festivais gigantes no estilo <a href="http://www.glastonburyfestivals.co.uk/" target="_blank">Glastonbury</a> de ser. Aí fiquei sabendo que o festival americano <em><strong><a href="http://www.lollapalooza.com/" target="_blank">Lollapalooza</a></strong></em> iria  vir para o Chile e pensei: por que não? Pelo menos é mais perto, um  sonho mais acessível, por enquanto. Então aderi a loucura ideia de  passar o final de semana no Chile. Acho que esse negócio de muitas  pessoas unidas pela música me fascina, acho incrível como a música pode  unir pessoas tão diferente, de lugares diferentes, de culturas  diferentes, mas que naquela música tem algo em comum.</p>
<p>O festival foi em Santiago, a cidade dos cachorros pela rua e do céu azul sem nuvens. O Parque<em> O</em>&#8216;Higgins  era simplesmente gigante. Dentro do festival um clima completamente de  verão. Pessoas do mundo todo por ali. Coca light  sendo distribuída a vontade. Americanas de biquini. Chilenos sentados na  grama, totalmente na deles. Muitos brasileiros, obviamente. <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hipster_(contemporary_subculture)" target="_blank">Hipsters</a></em> ou  não, o clima era o mesmo: todos estavam ali pela música. Mas um detalhe  surpreendente e impressionante era a quantidade de crianças, eram  MUITAS. E o mais curioso é que elas estavam muito bem  por ali, estavam se sentindo em casa, curtindo os shows, dançando,  parecia que elas sabiam que estavam ali pelos shows.</p>
<p>Todos os  shows que  eu vi foram sensacionais. Eram bandas de verdade, que tocam  por paixão. Ouvi de relance o  antigo James e gostei muito, nunca tinha ouvido falar, mas sei de  pessoas que foram ao festival por causa dele. O meu primeiro show  foi <a href="http://www.myspace.com/edwardsharpe"><strong>Edward Sharpe and the magnetic zeros</strong></a>. Que show! Nunca tinha visto 3  baterias tocando juntas. Nunca tinha visto tanta gente num palco. Que  músicas. Que presença de palco. O ápice foi quando ele chamou um  menininho sem camisa e com chapéu para ajudar no show, parecia algum  personagem de filme.</p>
<div id="attachment_8824" class="wp-caption alignright" style="width: 354px"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/3.jpg"><img class="size-large wp-image-8824   " title="-3" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/3-1024x768.jpg" alt="" width="344" height="258" /></a><p class="wp-caption-text">Pôr-do-sol em santiago</p></div>
<p>Eu sabia que o show ia  ser bom mas mesmo assim me surpreendeu.  A música <em>Home</em> é só uma  amostra do que eles são capazes. Saindo de lá demos de cara com um por  do sol lindo ao som da voz grave do <a href="http://www.americanmary.com/"><strong>The National</strong></a>! Que momento. O show  deles já tinha começado há um tempo, o ápice pra mim foi em <em>Abel, Mr  November e Terrible Love</em> naquela hora dourada. Ainda bem que eu  teria mais deles logo quando eu voltasse pra SP! Depois disso fomos para  o mundo surreal de <a href="http://www.myspace.com/empireofthesunsound"><strong>Empire of the Sun</strong></a>, parecia que estávamos dentro de  um planeta qualquer no universo. Tentar definir Empire é perder tempo.  Só  sei que é uma experiência de vida.</p>
<p>E aí começou a contagem regressiva  para o grande momento do festival pra mim! <a href="http://www.thekillersmusic.com/html5"><strong>THE KILLERS</strong></a>! Minutos antes  do show parecia que eu estava na subida da montanha russa só esperando a  adrenalina descarregar na descida. Quando estávamos já a postos e o  show poderia começar a qualquer momento aí parecia que eu estava no  elevador da Disney só esperando o momento que iria cair! E realmente  começou do NADA! Sem introdução nenhuma. Com que música? Spaceman. Só  pra me fazer pular até a Lua e ficar lá por uma hora e meia.  Não dava  para não pular. Ele ainda soltou um &#8220;Estan listos para The Killers?&#8221; Eu  respondi: NÃO!!!!! hahaha&#8230;.Que show! A intensidade deles é algo inexplicável. Quem estava de fora do  show falou que dava pra ouvir todo mundo cantando, sensacional. Posso  riscar um sonho da minha lista.</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
<div id="attachment_8834" class="wp-caption aligncenter" style="width: 501px"><a href="http://www.flickr.com/photos/wenselao/5590884256/"><img class="size-full wp-image-8834  " title="5590884256_0bddb6f724_b" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/5590884256_0bddb6f724_b.jpg" alt="" width="491" height="369" /></a><p class="wp-caption-text">The Killers, no palco do Lollapalooza</p></div>
<p><em>Continua na pt.2!</em></p>
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		<title>The National, no Citibank Hall (5/4/11)</title>
		<link>http://www.geex.com.br/2011/04/06/the-national-no-citibank-hall-5411/</link>
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		<pubDate>Wed, 06 Apr 2011 17:22:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jairo Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[rock alternativo]]></category>
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		<description><![CDATA[Tivemos sorte de receber o The National pela segunda vez em território tupiniquim. Pelos que ainda lembram, a última vez que a banda aterrissou por aqui foi em 2008 no finado Tim Festival, disputando espaço com o headliner (hit wonder?) da época que era o MGMT. Alguns dos new ravers presentes fecharam a cara para o ataque frontal da banda de Ohio, mas muitos (eu) louvaram aquela apresentação como uma das melhores daquele ano. Três anos depois, a banda conseguiu um feito e tanto no compacto espaço do Citybank Hall em São Paulo. O tempo fez mais do que bem para a banda, ainda mais que no período em que ficaram sem visitar o Brasil, eles lançaram o seu álbum de maior sucesso, High Violet, o que gerou um surpreendente aumento de popularidade do grupo aqui no país. Só que essa maturidade se refletiu mais ainda na formação de palco do grupo que adicionou mais metais em seus arranjos da turnê. A música de abertura ficou a cargo de Runaway, que como a Start a War em 2008, cobriu o público com a melancolia característica dos vocais de Matt Berninger. O mais interessante de assistir a uma apresentação do The National é observar os próprios trejeitos do Matt: em momentos ele parece desligado de qualquer piso existencial, perambulando pelo palco por entre goles de uma taça de vinho, quando subitamente ele pode explodir em gritos de fúria, arremessando o pedestal do microfone para longe dali. Foi dessa crescente que o show foi construindo-se, aumentando de intensidade com a mistura de faixas do Boxer (com as Mistaken for Strangers, Slow Show, Squalor Victoria, entre outras), Alligator (Secret Meeting, Abel), contando, é claro, com as principais do novo álbum. Mesmo para o bis a banda ainda guardou algumas surpresas, tendo como ápice o momento em que Matt pulou mais uma vez entre o público e foi literalmente elevado do chão enquanto cantava o refrão do Terrible Love. Talvez uma espécie coroação indireta ou um sinal claro que a banda alcançou patamares respeitáveis por todo o público ali presente. Para finalmente se despedir de todos, após uma muralha de som da About Today, a banda &#8220;ressurgiu&#8221; nas sombras, em uma iluminação que deixava o grupo em uma penumbra assustadora. Com os instrumentos desligados, apenas tocando violões acústicos, todos cantaram em uníssono Vanderlyle Crybaby Geeks, deixando toda a casa em um silêncio assustador (ok, com alguns gritos ou xingamentos esporádicos). Fica agora aquela impressão que a banda entrou para aquele clube de grupos que dividem opiniões, na mesma linha dos fãs de Radiohead ou Los Hermanos: ou você está do lado do The National ou não está. Thanks Gabi Serio pela foto do show! &#160; &#160;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tivemos sorte de receber o <a href="http://www.americanmary.com/">The National</a> pela segunda vez em território tupiniquim. Pelos que ainda lembram, a última vez que a banda aterrissou por aqui foi em 2008 no finado Tim Festival, disputando espaço com o <em>headliner</em> (hit wonder?) da época que era o MGMT. Alguns dos <em>new ravers</em> presentes fecharam a cara para o ataque frontal da banda de Ohio, mas muitos (eu) louvaram aquela apresentação como uma das melhores daquele ano.</p>
<p>Três anos depois, a banda conseguiu um feito e tanto no compacto espaço do Citybank Hall em São Paulo.</p>
<p>O tempo fez mais do que bem para a banda, ainda mais que no período em que ficaram sem visitar o Brasil, eles lançaram o seu álbum de maior sucesso, <a href="http://www.geex.com.br/2010/08/19/the-national-high-violet-2010/"><em>High Violet</em></a>, o que gerou um surpreendente aumento de popularidade do grupo aqui no país. Só que essa maturidade se refletiu mais ainda na formação de palco do grupo que adicionou mais metais em seus arranjos da turnê.</p>
<div id="attachment_8761" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/Picture-6.png"><img class="size-medium wp-image-8761" title="Picture 6" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/Picture-6-300x202.png" alt="" width="300" height="202" /></a><p class="wp-caption-text">iluminação também foi um destaque da apresentação </p></div>
<p>A música de abertura ficou a cargo de <em>Runaway</em>, que como a <em>Start a War</em> em 2008, cobriu o público com a melancolia característica dos vocais de Matt Berninger. O mais interessante de assistir a uma apresentação do The National é observar os próprios trejeitos do Matt: em momentos ele parece desligado de qualquer piso existencial, perambulando pelo palco por entre goles de uma taça de vinho, quando subitamente ele pode explodir em gritos de fúria, arremessando o pedestal do microfone para longe dali. Foi dessa crescente que o show foi construindo-se, aumentando de intensidade com a mistura de faixas do <em>Boxer</em> (com as <em>Mistaken for Strangers</em>, <em>Slow Show</em>, <em>Squalor Victoria</em>, entre outras), <em>Alligator</em> (<em>Secret Meeting</em>, <em>Abel</em>), contando, é claro, com as principais do novo álbum.</p>
<p>Mesmo para o bis a banda ainda guardou algumas surpresas, tendo como ápice o momento em que Matt pulou mais uma vez entre o público e foi literalmente elevado do chão enquanto cantava o refrão do <em>Terrible Love</em>. Talvez uma espécie coroação indireta ou um sinal claro que a banda alcançou patamares respeitáveis por todo o público ali presente.</p>
<p>Para finalmente se despedir de todos, após uma muralha de som da <em>About Today</em>, a banda &#8220;ressurgiu&#8221; nas sombras, em uma iluminação que deixava o grupo em uma penumbra assustadora. Com os instrumentos desligados, apenas tocando violões acústicos, todos cantaram em uníssono <em>Vanderlyle Crybaby Geeks</em>, deixando toda a casa em um silêncio assustador (ok, com alguns gritos ou xingamentos esporádicos).</p>
<p>Fica agora aquela impressão que a banda entrou para aquele clube de grupos que dividem opiniões, na mesma linha dos fãs de Radiohead ou Los Hermanos: ou você está do lado do The National ou não está.</p>
<p><em>Thanks Gabi Serio pela foto do show!</em></p>
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		<title>Iron Maiden &#8211; The Final Frontier World Tour</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Mar 2011 04:38:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Freddy Leal</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O que falar de um show do Iron Maiden? Como descrevê-lo sem parecer uma tiete ou um daqueles críticos marrentos que enchem o evento de defeitos só para se autoafirmarem? Bom, eis minha tentativa. Neste último dia 26 a banda tocou novamente em São Paulo, desta vez no estádio do Morumbi e reuniu nada mais nada menos que 50 mil pessoas. Nada mal para uma banda que lançou seu primeiro disco há mais de 30 anos. Aos que não estão acostumados com shows de rock, ou mais especificamente show de heavy metal, sinto que preciso fazer um adendo. Shows de rock &#8211; com especial atenção às bandas de heavy metal &#8211; não são como outros shows e isso defenderei até a morte. E por que? Porque fãs de rock não são fãs comuns. Aqui faço uma ressalva: não me refiro à pessoas que escutam de tudo e que também gostam de rock, refiro-me àqueles que passam horas debaixo do sol para tentar comprar um ingresso para ver uma banda fora de moda, àqueles que pagam fortunas em discos que a maioria das pessoas nunca ouviu falar, àqueles que são capazes de se emocionar toda vez que ouvem aquele solo de guitarra. Esse tipo de fã é aquele fiel, ele pode ouvir e gostar de outras coisas, mas ele sempre será fiel àquelas bandas que o inspiraram das formas mais variadas possíveis. Isso porque o rock and roll não precisa da mídia para sobreviver, ele é um gênero de certa forma atemporal. Enquanto Lady Gaga e Restart gozam de fama quase instantânea e efêmera, centenas de bandas sobrevivem décadas e conquistam fãs sem terem suas músicas tocadas nas rádios. Quando digo que o rock é &#8220;atemporal&#8221;, não digo de forma alguma que ele seja imutável, mas cada nova tendência que cresce por fora da mídia continua sendo cultuada anos depois de decretarem seu &#8220;fim&#8221;. Quantos punks não existem por aí? Ou quantas pessoas não sentem o coração bater mais forte quando escutam aquela cena pós-punk dos anos 80? Quantos marmanjos não saem por aí fazendo moshs e stage divings com aquelas bandas de thrash metal que só eles conhecem? Digo tudo isso porque é fundamental ter isso em mente para entender porque o Iron Maiden (para não citarmos algumas outras bandas) vem sempre ao Brasil e sempre enche arenas com shows históricos. Assistir a um show da donzela de ferro é algo além de apenas ver pessoas tocando música no palco. Nós vemos gerações de rockeiros, vestidos com suas camisetas pretas das mais variadas bandas. Por vezes vemos pais levando seus filhos adolescentes para o show, vemos caravanas de outras cidades, vemos grupos incontáveis de jovens ávidos por seu primeiro grande show de rock. Tudo isso por pouco mais de uma hora de apresentação e isso é algo que poucas bandas conseguem fazer. Não é segredo para ninguém a rasgação de seda da banda em relação ao Brasil. O Iron Maiden sempre declara que adora tocar no Brasil, talvez exatamente pela...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que falar de um show do Iron Maiden? Como descrevê-lo sem parecer uma tiete ou um daqueles críticos marrentos que enchem o evento de defeitos só para se autoafirmarem? Bom, eis minha tentativa.</p>
<p>Neste último dia 26 a banda tocou novamente em São Paulo, desta vez no estádio do Morumbi e reuniu nada mais nada menos que 50 mil pessoas. Nada mal para uma banda que lançou seu primeiro disco há mais de 30 anos. Aos que não estão acostumados com shows de rock, ou mais especificamente show de heavy metal, sinto que preciso fazer um adendo. Shows de rock &#8211; com especial atenção às bandas de heavy metal &#8211; não são como outros shows e isso defenderei até a morte. E por que? Porque fãs de rock não são fãs comuns. Aqui faço uma ressalva: não me refiro à pessoas que escutam de tudo e que também gostam de rock, refiro-me àqueles que passam horas debaixo do sol para tentar comprar um ingresso para ver uma banda fora de moda, àqueles que pagam fortunas em discos que a maioria das pessoas nunca ouviu falar, àqueles que são capazes de se emocionar toda vez que ouvem <em>aquele</em> solo de guitarra. Esse tipo de fã é aquele fiel, ele pode ouvir e gostar de outras coisas, mas ele sempre será fiel àquelas bandas que o inspiraram das formas mais variadas possíveis. Isso porque o rock and roll não precisa da mídia para sobreviver, ele é um gênero de certa forma atemporal. Enquanto Lady Gaga e Restart gozam de fama quase instantânea e efêmera, centenas de bandas sobrevivem décadas e conquistam fãs sem terem suas músicas tocadas nas rádios. Quando digo que o rock é &#8220;atemporal&#8221;, não digo de forma alguma que ele seja imutável, mas cada nova tendência que cresce por fora da mídia continua sendo cultuada anos depois de decretarem seu &#8220;fim&#8221;. Quantos punks não existem por aí? Ou quantas pessoas não sentem o coração bater mais forte quando escutam aquela cena pós-punk dos anos 80? Quantos marmanjos não saem por aí fazendo <em>moshs</em> e <em>stage divings</em> com aquelas bandas de thrash metal que só eles conhecem? Digo tudo isso porque é fundamental ter isso em mente para entender porque o Iron Maiden (para não citarmos algumas outras bandas) vem sempre ao Brasil e sempre enche arenas com shows históricos.</p>
<div id="attachment_8636" class="wp-caption alignleft" style="width: 413px"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/03/maiden03.jpg"><img class="size-full wp-image-8636  " src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/03/maiden03.jpg" alt="" width="403" height="258" /></a><p class="wp-caption-text">esq. p/ dir.: Dave Murray (g), Janick Gers (g), Bruce Dickinson (v), Steve Harris (b), Nicko McBrain (bt) e Adrian Smith (g)</p></div>
<p>Assistir a um show da donzela de ferro é algo além de apenas ver pessoas tocando música no palco. Nós vemos gerações de rockeiros, vestidos com suas camisetas pretas das mais variadas bandas. Por vezes vemos pais levando seus filhos adolescentes para o show, vemos caravanas de outras cidades, vemos grupos incontáveis de jovens ávidos por seu primeiro grande show de rock. Tudo isso por pouco mais de uma hora de apresentação e isso é algo que poucas bandas conseguem fazer. Não é segredo para ninguém a rasgação de seda da banda em relação ao Brasil. O Iron Maiden sempre declara que adora tocar no Brasil, talvez exatamente pela paixão com que seus fãs fiéis comparecem às arenas. O Brasil é onde o Iron Maiden tem seus maiores públicos fora de festivais; isso foi confirmado pelo próprio Bruce Dickinson em 2009 no show do Autódromo de São Paulo que reuniu impressionantes 65 mil pessoas. Eu estava lá e acredite: é de arrepiar fazer parte de uma multidão tão apaixonada pela música cantando a plenos pulmões música atrás de música.</p>
<p>Bom, voltando à noite em questão, o dia 26 de março marcou o primeiro show da turnê brasileira do disco The Final Frontier, o décimo quinto álbum de estúdio da banda. Foi meu terceiro show do Iron Maiden (eu os vi em 2004, no Pacaembu, na turnê do disco Dance of Death e em 2009 no já citado megalomaníaco show no Autódromo da turnê Somewhere Back in Time) e eu tenho que dizer: foi o pior set list dos três, sem sombra de dúvidas, mas o Iron Maiden, mesmo com um set list sem inspiração baseado em um disco ruim (mas melhor que seu anterior, A Matter of Life and Death) é uma das pouquíssimas bandas que fazem seus shows valerem a pena sob qualquer circunstância.</p>
<p>A banda tocou 16 músicas, das quais cinco eram deste último disco. Foram poucos clássicos (em se tratando de uma banda com dezenas de clássicos), faltando pérolas como Run to the Hills e Wratchild (músicas que eles tocavam obrigatoriamente), mas mesmo músicas fracas como Coming Home e The Final Frontier funcionam muito bem ao vivo. Desnecessário dizer que músicas como The Number of the Beast, The Trooper, Hallowed be Thy Name, Iron Maiden e o mega-clássico Fear of the Dark forma cantadas em uníssono por cada uma das 50 mil pessoas. Deve ser uma tremenda sensação estar no palco e ver tanta gente, de tantas gerações, de um país tão longe do seu e de língua diferente da sua cantar as músicas que vocês compôs de forma tão energética.</p>
<div id="attachment_8634" class="wp-caption alignright" style="width: 274px"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/03/maiden01.jpg"><img class="size-full wp-image-8634 " src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/03/maiden01.jpg" alt="" width="264" height="192" /></a><p class="wp-caption-text">o estádio do Murumbi</p></div>
<p>Além de grande participação do público, uma grande performance da banda (com destaque sempre para o vocalista Bruce Dickinson que canta do jeito que canta mesmo correndo e pulando durante toda a apresentação), houve ainda toda aquela baboseira que todos nós amamos: uma cabeça de Eddie (o mascote da banda) gigante aparecendo no palco e se mexendo, um Eddie gigante andando pelo palco e &#8220;brigando&#8221; com um dos guitarristas durante uma das músicas, etc. Um espetáculo completo. O show foi tão bom que até mesmo a banda de abertura (O Cavalera Conspiracy) merece louvores, com um som honesto, simples e bastante pesado, os irmãos Cavalera agradaram não só aos fãs do Sepultura, mas a maioria dos presentes.</p>
<p>Dia 27 o Maiden tocou no Rio de Janeiro e tem datas para Brasília (30/03), Belém (01/04), Recife (03/04) e Curitiba (05/04). Prometeu que voltaria ao Brasil (e eu duvido muito que não volte) e, se o caro leitor me permite uma opinião, vá ao show, mesmo se o próximo disco da banda for tão ruim quanto esses dois últimos (os únicos ruins numa discografia de 15 álbuns), o Iron Maiden é sempre algo que vale a pena ver. Mesmo se o próximo disco da banda for uma mistura de música eletrônica com lambada, eu estarei lá, perdendo a voz e empunhando meu punho no ar, afinal, eu sou um fã de rock.</p>
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		<title>Efterklang, no Sesc Belenzinho, SP &#124; 29/01/11</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Jan 2011 17:59:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jairo Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Existem certos tipos de artistas e shows. Existem aqueles que fazem turnês gigantescas, com grandes espetáculos pirotécnicos, recheados de lasers, fumaça, explosões, telões com imagens em alta definição. Existem também aqueles se defendem por trás de uma muralha de som e fúria, atacando os ouvidos de todos com o mais alto e bom som estridente. Mas também existem aqueles que são a representação perfeita de sua música, que conseguem transpor tão bem união da performance com o brilhantismo musical que surge entre alguns artistas. A apresentação do Efterklang se encaixa com perfeição nesta última categoria. Os dinamarqueses desembarcaram em São Paulo sem muito alarde, com quase nada de divulgação, apoiando-se quase só no boca-a-boca virtual das redes sociais. Recuperados da polêmica do ano passado, eles chegaram na cidade com um otimismo e alegria invejável, mais parecendo estarem tirando férias do que participando do mini Festival Dinamarquês. A banda é formada inicialmente por quatro integrantes, o Casper Clausen nos vocais, Mads Brauer nos eletrônicos e programação, Thomas Husmer na bateria e trompete, e o Rasmus Stolberg no baixo. Nos shows do Sesc eles ainda tiveram a ajuda de mais quatro músicos convidados, o que proporcionou um apoio extremamente bem-vindo na apresentação. O grupo pincelou faixas de seus álbuns anteriores, como o Tripper de 2004 e o Parades de 2007, mas teve grandes momentos com as composições do mais recente Magic Chairs. Foi em algum dos segundos iniciais da faixa Alike que o público ali presente pode sentir o ar mais intimista dos arranjos do Efterklang. Não havia espaço para pessoas gritando ou se empurrando em busca de um copo de vodka no bar. Aliás, nem isso havia ali. O público assistia a apresentação atônito, em silêncio, enquanto Casper parecia invocar uma magia desconhecida para iluminar todos ali presentes. Assim a noite seguiu, com mais momentos únicos na I Was Playing Drums e na Modern Drift ou na participação coletiva do público ao ajudar na percussão de Raincoats. O público parecia tão envolvido que foi uma surpresa a todos quando Casper se despediu, encerrando ali o que foi certamente uma das melhores apresentações desse começo de 2011. O que ficou provado ali é que grandes shows não necessariamente precisam de estruturas épicas ou de públicos de 80 mil pessoas. Um bom espaço e um público educado, unidos da mágica proporcionada pela trupe de Claus e seus amigos, são mais do que suficientes para alegrar e encantar a todos ali presentes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existem certos tipos de artistas e shows.</p>
<p>Existem aqueles que fazem turnês gigantescas, com grandes espetáculos pirotécnicos, recheados de lasers, fumaça, explosões, telões com imagens em alta definição.</p>
<p>Existem também aqueles se defendem por trás de uma muralha de som e fúria, atacando os ouvidos de todos com o mais alto e bom som estridente.</p>
<p>Mas também existem aqueles que são a representação perfeita de sua música, que conseguem transpor tão bem união da performance com o brilhantismo musical que surge entre alguns artistas.</p>
<p>A apresentação do <a href="http://www.efterklang.net/"><strong>Efterklang</strong></a> se encaixa com perfeição nesta última categoria.</p>
<p>Os dinamarqueses desembarcaram em São Paulo sem muito alarde, com quase nada de divulgação, apoiando-se quase só no boca-a-boca virtual das redes sociais. <a href="http://www.geex.com.br/2010/08/31/pastiches-na-era-digital/">Recuperados da polêmica do ano passado</a>, eles chegaram na cidade com um otimismo e alegria invejável, mais parecendo estarem tirando férias do que participando do mini Festival Dinamarquês.</p>
<div id="attachment_8240" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/01/efterklang_magic_chairs_email-300x300.jpg"><img class="size-full wp-image-8240" title="efterklang_magic_chairs_email-300x300" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/01/efterklang_magic_chairs_email-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Capa do álbum Magic Chairs (2010)</p></div>
<p>A banda é formada inicialmente por quatro integrantes, o Casper Clausen nos vocais, Mads Brauer nos eletrônicos e programação, Thomas Husmer na bateria e trompete, e o Rasmus Stolberg no baixo. Nos shows do Sesc eles ainda tiveram a ajuda de mais quatro músicos convidados, o que proporcionou um apoio extremamente bem-vindo na apresentação.</p>
<p>O grupo pincelou faixas de seus álbuns anteriores, como o <em>Tripper</em> de 2004 e o <em>Parades</em> de 2007, mas teve grandes momentos com as composições do mais recente <em>Magic Chairs</em>. Foi em algum dos segundos iniciais da faixa <em>Alike</em> que o público ali presente pode sentir o ar mais intimista dos arranjos do Efterklang. Não havia espaço para pessoas gritando ou se empurrando em busca de um copo de vodka no bar. Aliás, nem isso havia ali. O público assistia a apresentação atônito, em silêncio, enquanto Casper parecia invocar uma magia desconhecida para iluminar todos ali presentes.</p>
<p>Assim a noite seguiu, com mais momentos únicos na <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Z_PM6aLAwEw"><em>I Was Playing Drums</em></a> e na <a href="http://www.youtube.com/watch?v=vVj3rTWfVVw"><em>Modern Drift</em></a> ou na participação coletiva do público ao ajudar na percussão de <em>Raincoats</em>. O público parecia tão envolvido que foi uma surpresa a todos quando Casper se despediu, encerrando ali o que foi certamente uma das melhores apresentações desse começo de 2011.</p>
<p>O que ficou provado ali é que grandes shows não necessariamente precisam de estruturas épicas ou de públicos de 80 mil pessoas. Um bom espaço e um público educado, unidos da mágica proporcionada pela trupe de Claus e seus amigos, são mais do que suficientes para alegrar e encantar a todos ali presentes.</p>
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		<title>Festival Planeta Terra 2010</title>
		<link>http://www.geex.com.br/2010/11/26/festival-planeta-terra-2010/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Nov 2010 21:56:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jairo Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[rock]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi em algum momento da transição de 2007 para 2008 que o Festival Planeta Terra catapultou-se para a linha de frente dos melhores festivais do Brasil. Talvez pela queda repentina do Tim Festival ou talvez pela proposta inovadora, o Terra &#8211; como ficou conhecido por entre os fãs &#8211; se impôs como uma parada obrigatória no calendário de shows em São Paulo. Novamente alocado no parque de diversões Playcenter, o festival apresentou um leque de bandas que são resultado de um interessante e respeitável trabalho de curadoria que abraçou desde os fãs mais ávidos do cenário musical independente até aqueles que buscavam de volta a nostalgia dos anos 90. Então vamos lá, neste breve registro das onze horas de música, efeitos especiais, lasers e fumaça de gelo seco. Eu, minha namorada, indies, hipsters, alternativos, roqueiros e além. Um ponto favorável que se criou em torno do festival foi o seu alto poder para o burburinho e o boca-a-boca. Este ano notou-se um exemplo poderoso na forma como os ingressos de todos os lotes se esgotaram em pouco menos de dois meses. A facilidade de venda foi tamanha que o festival nem precisou contar com um grande aparato de marketing para se respaldar, apoiando-se quase totalmente a partir da divulgação por entre blogs e redes sociais. Que seja, ponto positivo para todos os envolvidos. O hype criou então uma onda de especulações que atingiram o seu auge nas 24 horas antes do início do festival, onde descolados juravam por Deus que o duo frânces Daft Punk teria pousado no Brasil justamente para uma aparição surpresa no show dos conterrâneos do Phoenix. Não bastasse, pessoas se estapearam por entre mensagens curtas para conseguirem um ingresso para aquele já lotado espaço de 20 mil fãs. Falando sobre música. O Terra é talvez o único festival do universo que exige certas contas matemáticas de seus participantes. Uma vez que você recebe aquele folder com os horários das apresentações, é necessário um enorme cálculo mental para decidir em quais shows você irá (e quais você eventualmente perderá). Neste caso, conseguimos participar das apresentações do brasileiros do Hurtmold, os excêntricos do Of Montreal, os experimentais do Yeasayer, os franceses do Phoenix e vai lá, uma parte do Smashing Pumpkins. Não há muito espaço para dissertar longamente sobre todos os shows, mas há aquelas situações que ficaram na memória de todos ali, desde a confusão geográfica do vocalista do Yeasayer, que nos cumprimentou com um &#8220;Boa noite Buenos Aires&#8221;. Ou o desfile teatral dos &#8220;figurantes&#8221; do Of Montreal. Mais ainda, o mosh histórico de Thomas Mars, do Phoenix, que nadou longas distâncias por cima do público daquela noite. Bom&#8230; Talvez um festival representativo de sua era, o Terra consegue mais uma vez arrebatar um público fiel e mais uma vez consagrou-se como uma parada obrigatória do calendário de shows em São Paulo. Só não deixem a peteca cair em 2011.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_7558" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/11/get.jpg"><img class="size-medium wp-image-7558" title="get" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/11/get-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" /></a><p class="wp-caption-text">Thomas Mars &quot;nada&quot; sobre o público | Foto: Fernando Borges</p></div>
<p>Foi em algum momento da transição de 2007 para 2008 que o <a href="http://musica.terra.com.br/planetaterra/2010">Festival Planeta Terra</a> catapultou-se para a linha de frente dos melhores festivais do Brasil. Talvez pela queda repentina do <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Musica/0,,MUL161701-7085,00-TIM+FESTIVAL+MELHORES+E+PIORES+MOMENTOS+NO+RIO+E+SP.html">Tim Festival</a> ou talvez pela proposta inovadora, o Terra &#8211; como ficou conhecido por entre os fãs &#8211; se impôs como uma parada obrigatória no calendário de shows em São Paulo.</p>
<p>Novamente alocado no parque de diversões <a href="http://www.playcenter.com.br/">Playcenter</a>, o festival apresentou um leque de bandas que são resultado de um interessante e respeitável trabalho de curadoria que abraçou desde os fãs mais ávidos do cenário musical independente até aqueles que buscavam de volta a nostalgia dos anos 90.</p>
<p>Então vamos lá, neste breve registro das onze horas de música, efeitos especiais, lasers e fumaça de gelo seco.</p>
<p><strong>Eu, minha namorada, <em>indies</em>, <em>hipsters</em>, alternativos, roqueiros e além.</strong></p>
<p>Um ponto favorável que se criou em torno do festival foi o seu alto poder para o burburinho e o boca-a-boca. Este ano notou-se um exemplo poderoso na forma como os ingressos de todos os lotes se esgotaram em pouco menos de dois meses. A facilidade de venda foi tamanha que o festival nem precisou contar com um grande aparato de marketing para se respaldar, apoiando-se quase totalmente a partir da divulgação por entre blogs e redes sociais.</p>
<p>Que seja, ponto positivo para todos os envolvidos.</p>
<div id="attachment_7560" class="wp-caption alignright" style="width: 235px"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/11/get-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-7560" title="get-1" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/11/get-1-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Yeasayer | Foto: Fernando Borges</p></div>
<p>O <em>hype</em> criou então uma onda de especulações que atingiram o seu auge nas 24 horas antes do início do festival, onde descolados juravam por Deus que o duo frânces <a href="http://www.daftpunk.com/">Daft Punk</a> teria pousado no Brasil justamente para uma aparição surpresa no show dos conterrâneos do Phoenix. Não bastasse, pessoas se estapearam por entre mensagens curtas para conseguirem um ingresso para aquele já lotado espaço de 20 mil fãs.</p>
<p><strong>Falando sobre música. </strong></p>
<p>O Terra é talvez o único festival do universo que exige certas contas matemáticas de seus participantes. Uma vez que você recebe aquele folder com os horários das apresentações, é necessário um enorme cálculo mental para decidir em quais shows você irá (e quais você eventualmente perderá).</p>
<p>Neste caso, conseguimos participar das apresentações do brasileiros do <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Pq4Jwsdbgaw">Hurtmold</a>, os excêntricos do <a href="http://www.ofmontreal.net/">Of Montreal</a>, os experimentais do <a href="http://www.yeasayer.net/">Yeasayer</a>, os franceses do <a href="http://www.wearephoenix.com/">Phoenix</a> e vai lá, uma parte do <a href="http://www.smashingpumpkins.com/">Smashing Pumpkins</a>.</p>
<p>Não há muito espaço para dissertar longamente sobre todos os shows, mas há aquelas situações que ficaram na memória de todos ali, desde a confusão geográfica do vocalista do Yeasayer, que nos cumprimentou com um &#8220;Boa noite Buenos Aires&#8221;. Ou o desfile teatral dos &#8220;figurantes&#8221; do Of Montreal. Mais ainda, o <em>mosh </em>histórico de Thomas Mars, do Phoenix, que nadou longas distâncias por cima do público daquela noite.</p>
<p><strong>Bom&#8230;</strong></p>
<p>Talvez um festival representativo de sua era, o Terra consegue mais uma vez arrebatar um público fiel e mais uma vez consagrou-se como uma parada obrigatória do calendário de shows em São Paulo. Só não deixem a peteca cair em 2011.</p>
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		<title>Paul McCartney</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Nov 2010 21:54:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo "trakinos" Aquino</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(pra tocar enquanto lê http://www.youtube.com/watch?v=JK2hKzZss5Y) - UP AND COMING TOUR Sou um músico erudito. Antes de ser músico erudito, eu sou músico e, como tal, tenho alguns sentimentos via música que nem todas as pessoas tem. Gosto muito de shows. Colecionei, em meus últimos 12 anos, cerca de uns 60 shows. Meu primeiro show foi Oasis em 1998. Passando por Deep Purple (umas 4 vezes no meio tempo), Rick Wakeman, Beach Boys, Pearl Jam, Focus e até bandas menores (mas não menos importantes) como Velhas Virgens e Ultrage a Rigor. Os maiores shows que havia ido tinham sido U2, em 2006, com um público avassalador no Estádio do Morumbi (há boatos de que eles voltem em 2011 agora) e Roger Waters com as músicas da minha banda favorita de todos os tempos, Pink Floyd (2 vezes fui no show de Roger Waters). Esses gigantes, somados entre si e a todos os shows menores, não chegam ao pé dos dois shows que enfrentei no estádio do Morumbi nesses dias 21 e 22 de Novembro de 2010. Esse show foi o de Paul McCartney. Ouvi muitas pessoas falando que Paul não era seu Beatle favorito (e não é o meu). Ouvi pessoas dizendo que ele estava velho e que não aguentaria os shows como antigamente. Ouvi gente falando que Paul só é alguém por ter sido dos Beatles. Essas pessoas não podiam estar mais erradas. Paul entrou no palco com seus 68 (sim&#8230; quase 70) anos, cantou durante mais de 2 horas sem intervalo nenhum nem para tomar um gole de água. Como todos que passam por aqui, ficou impressionado com a resposta do público às músicas. E não tinha como não ficar. 2 dias de show com o estadio do Morumbi lotado e todos cantando suas músicas. Fui pensando em me contentar em assistir a um dos Beatles ao vivo. Sempre gostei mais do George (morto em 29 de novembro de 2001 por cancer), mas sei que Paul sempre teve um efeito maior no público. Saí do show com outra opinião. Paul sem sombra de dúvidas, apartir do dia 22/11/2010, meu beatle favorito. Ele realmente sabe como dominar o público. Paul intercala músicas de sua carreira solo com músicas do Beatles, deixando a platéia sempre animada. Músicas clássicas são tocadas no inicio, como Got to Get you into my Life e Drive my Car. Mas o impressionante veio após a metade do show. Apartir de um momento, Paul começa a soltar mais músicas dos Beatles, intercalando algumas poucas, mas poderosas músicas da carreira solo. Essa é mais uma coisa que as pessoas se enganam. Paul McCartney É um ex-Beatle sim, e o melhor deles. Ele tem toques artísticos de John Lennon, tecnica e influências de George Harrison (e o Ringo não conta) e um dom para lidar com a platéia. Porém, Paul tem algo mais. Suas músicas de carreira solo não fizeram tanto sucesso quanto suas músicas nos Beatles. Não todas, pelo menos. Quando Paul toca músicas como Jet, Band on...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>(pra tocar enquanto lê <a href="http://www.youtube.com/watch?v=JK2hKzZss5Y">http://www.youtube.com/watch?v=JK2hKzZss5Y</a>)</em></p>
<p><strong>- UP AND COMING TOUR</strong></p>
<p>Sou um músico erudito. Antes de ser músico erudito, eu sou músico e, como tal, tenho alguns sentimentos via música que nem todas as pessoas tem. Gosto muito de shows.</p>
<p>Colecionei, em meus últimos 12 anos, cerca de uns 60 shows. Meu primeiro show foi Oasis em 1998. Passando por Deep Purple (umas 4 vezes no meio tempo), Rick Wakeman, Beach Boys, Pearl Jam, Focus e até bandas menores (mas não menos importantes) como Velhas Virgens e Ultrage a Rigor. Os maiores shows que havia ido tinham sido U2, em 2006, com um público avassalador no Estádio do Morumbi (há boatos de que eles voltem em 2011 agora) e Roger Waters com as músicas da minha banda favorita de todos os tempos, Pink Floyd (2 vezes fui no show de Roger Waters). Esses gigantes, somados entre si e a todos os shows menores, não chegam ao pé dos dois shows que enfrentei no estádio do Morumbi nesses dias 21 e 22 de Novembro de 2010.</p>
<p>Esse show foi o de Paul McCartney.</p>
<p>Ouvi muitas pessoas falando que Paul não era seu Beatle favorito (e não é o meu). Ouvi pessoas dizendo que ele estava velho e que não aguentaria os shows como antigamente. Ouvi gente falando que Paul só é alguém por ter sido dos Beatles. Essas pessoas não podiam estar mais erradas.</p>
<p>Paul entrou no palco com seus 68 (sim&#8230; quase 70) anos, cantou durante mais de 2 horas sem intervalo nenhum nem para tomar um gole de água. Como todos que passam por aqui, ficou impressionado com a resposta do público às músicas. E não tinha como não ficar. 2 dias de show com o estadio do Morumbi lotado e todos cantando suas músicas.</p>
<p>Fui pensando em me contentar em assistir a um dos Beatles ao vivo. Sempre gostei mais do George (morto em 29 de novembro de 2001 por cancer), mas sei que Paul sempre teve um efeito maior no público. Saí do show com outra opinião. Paul sem sombra de dúvidas, apartir do dia 22/11/2010, meu beatle favorito. Ele realmente sabe como dominar o público.</p>
<p>Paul intercala músicas de sua carreira solo com músicas do Beatles, deixando a platéia sempre animada. Músicas clássicas são tocadas no inicio, como <em>Got to Get you into my Life </em>e<em> Drive my Car. </em>Mas o impressionante veio após a metade do show. Apartir de um momento, Paul começa a soltar mais músicas dos Beatles, intercalando algumas poucas, mas poderosas músicas da carreira solo.</p>
<p>Essa é mais uma coisa que as pessoas se enganam. Paul McCartney <strong>É </strong>um ex-Beatle sim, e o melhor deles. Ele tem toques artísticos de John Lennon, tecnica e influências de George Harrison (e o Ringo não conta) e um dom para lidar com a platéia. Porém, Paul tem algo mais. Suas músicas de carreira solo não fizeram tanto sucesso quanto suas músicas nos Beatles. Não todas, pelo menos. Quando Paul toca músicas como <em>Jet</em>, <em>Band on the Run</em> e, especialmente, <em>Live and Let Die</em>, Paul mostra que conseguiu manter sua forma ao sair dos Beatles. <em>Live and Let Die</em> mostra isso em grande escala, animando a platéia e dando um show pirotécnico de dar inveja às bandas de Heavy Metal.</p>
<p>Mas tudo era, na verdade, uma apresentação para o Grand Finale.</p>
<p>Após <em>Live and Let Die</em>, Paul puxa <em>Hey Jude</em> com direito a brincadeira com a platéia e sai para o seu primeiro intervalo, depois de mais de 20 músicas. Quando volta do intervalo, são só músicas dos Beatles. E só campeões de peso pesado. <em>Day Tripper</em>, <em>Yesterday</em>, <em>Get Back</em> e não podemos esquecer de minhas favoritas: <em>Helter Skelter</em> e <em>Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band</em>.</p>
<p>Esses shows foram uma lição para mim. Uma lição de que não tenho que me contentar com pouco na música. Paul faz qualquer banda que assisti parecer banda de garagem, e não pela quantidade de pessoas assistindo, mas pelo ânimo que ele mantém no palco e para as pessoas ouvindo ele tocar.</p>
<p>Além disso, o show foi uma lição de que as grandes bandas morreram e que a era de ouro da música não deve voltar tão cedo. Vai ser uma grande tristeza para o mundo ter que olhar para a próxima geração e entender que eles não sabem o que é Beatles. E os que sabem não terão a oportunidade de ver um deles ao vivo em um show. E uma lembrança de que o mundo precisa de novos grandes artistas.</p>
<p>Em uma nota pessoal: um Beatle ao vivo&#8230; (eu sei que estou sendo repetitivo, mas quem estava lá entende) é algo que não se deixa passar! Se houver outra oportunidade, vá!</p>
<p>Alguns passos que você dá mudam sua vida para sempre. Um show do Paul McCartney é um desses passos.</p>
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		<title>Yann Tiersen no Teatro Municipal, Piracicaba (22/05/2010)</title>
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		<pubDate>Tue, 25 May 2010 20:54:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jairo Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<category><![CDATA[virada cultural]]></category>
		<category><![CDATA[yann tiersen]]></category>

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		<description><![CDATA[Pré-Show Então chegamos em Piracicaba às 16:30. Mal sobrou tempo de um tour-relâmpago pela cidade, pois foi só contornar o Teatro Municipal que notamos uma multidão se aglomerando atrás dos benditos ingressos da apresentação do Yann Tiersen. A coisa só foi piorando quando a noite chegou: a fila alcançava a rua, mostrando um contraste e tanto com o que deve ser a calmaria normal daquele bairro durante a semana. Uma vez que conseguimos o acesso ao Teatro, soubemos por fontes misteriosas (daquelas que eu não posso falar o nome, d&#8217;oh) que a trupe francesa tinha chego a cidade ao meio dia e demorado mais de três horas na passagem de som. Após longa discussão com a produção da casa, foi exigido que as caixas de som alcançassem os 110 dbs em contraste com os usuais 45 dbs utilizados por lá, criando todo um transtorno logístico para que se instalassem novas caixas ali. &#8220;Esses caras são uma m%#@#. Nunca vi alguém demorar tanto numa passagem de som.&#8221; &#8220;Mas e o Yann Tiersen, é bom?&#8221; &#8220;Quê? Bom (pausa) tem quem goste né. Eu não gosto.&#8221; Faltando meia hora antes do início da apresentação, o sr. Tiersen exigiu que toda a imprensa saísse do recinto para que ele pudesse fazer uma segunda passagem de som. Entre baforadas de cigarro, frio ameno, conversas neuróticas, ouvíamos algumas linhas de baixo abafadas pela porta do teatro. O nervosismo aumentou quando a banda tocou uma música inteira, onde quase todos ali mantiveram-se concentrados tentando reconhecer a composição. Bom, fomos novamente informados das regras da apresentação e mesmo em meio a protestos quanto as limitações de registro do evento, retomamos nosso lugar no plateia. E com uma hora de atraso, as luzes se apagaram. Show O sr. Tiersen subiu ao palco entre alguns gritinhos histéricos. Ao observar uma plateia cansada, que estava sentada, tentando recuperar o sacrifício físico de aguardar horas pelo show, ele prontamente foi ao microfone e gritou de forma até curta e direta: &#8220;Vamos lá, levantem-se&#8221;. E começou o show com faixas inéditas do também inédito e misterioso Dust Lane. Para a surpresa de muitos ali, pelo menos de algumas fãs de Amélie Poulain, o show foi composto por composições mais pesadas, com arranjos com uma pegada mais rock&#8217;n'roll. E por &#8220;Rock&#8221;, vamos lá, mais ao post-rock. Diferente do seu neo-classicismo à la Phillip Glass e até diferente do rock mais &#8220;mundial&#8221; do álbum On Tour, o sr. Tiersen parece ter descoberto o Young Team do Mogwai no ano passado e desde então não parou de ouví-lo e estudá-lo. Portanto, no que diz respeito a faixas como Count Down, os arranjos do sr. Tiersen privilegiaram aqueles delays e chorus marcantes de momentos vistos em álbuns dos escoceses gremlins. Outros momentos foram um tanto embaraçosos quando todos os músicos cantavam em uníssono, porém não em francês, e sim em inglês. Aí a coisa ficava tão embolada que não havia como diferenciar o que era uma mistureba de inglês com o que sobrava do sotaque francês do...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Pré-Show</strong></p>
<p>Então chegamos em Piracicaba às 16:30.</p>
<p>Mal sobrou tempo de um tour-relâmpago pela cidade, pois foi só contornar o Teatro Municipal que notamos uma multidão se aglomerando atrás dos benditos ingressos da apresentação do Yann Tiersen.</p>
<p>A coisa só foi piorando quando a noite chegou: a fila alcançava a rua, mostrando um contraste e tanto com o que deve ser a calmaria normal daquele bairro durante a semana. Uma vez que conseguimos o acesso ao Teatro, soubemos por fontes misteriosas (daquelas que eu não posso falar o nome, d&#8217;oh) que a trupe francesa tinha chego a cidade ao meio dia e demorado mais de três horas na passagem de som. Após longa discussão com a produção da casa, foi exigido que as caixas de som alcançassem os 110 dbs em contraste com os usuais 45 dbs utilizados por lá, criando todo um transtorno logístico para que se instalassem novas caixas ali.</p>
<p>&#8220;Esses caras são uma m%#@#. Nunca vi alguém demorar tanto numa passagem de som.&#8221;</p>
<p>&#8220;Mas e o Yann Tiersen, é bom?&#8221;</p>
<p>&#8220;Quê? Bom (pausa) tem quem goste né. Eu não gosto.&#8221;</p>
<p>Faltando meia hora antes do início da apresentação, o sr. Tiersen exigiu que toda a imprensa saísse do recinto para que ele pudesse fazer uma segunda passagem de som. Entre baforadas de cigarro, frio ameno, conversas neuróticas, ouvíamos algumas linhas de baixo abafadas pela porta do teatro. O nervosismo aumentou quando a banda tocou uma música inteira, onde quase todos ali mantiveram-se concentrados tentando reconhecer a composição.</p>
<p>Bom, fomos novamente informados das regras da apresentação e mesmo em meio a protestos quanto as limitações de registro do evento, retomamos nosso lugar no plateia.</p>
<p>E com uma hora de atraso, as luzes se apagaram.</p>
<p><strong>Show</strong></p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 346px"><img class=" " src="http://www.jaironeto.com/Geex/text_setYann.jpg" alt="" width="336" height="448" /><p class="wp-caption-text">Set-list do show em Piracicaba</p></div>
<p>O sr. Tiersen subiu ao palco entre alguns gritinhos histéricos.</p>
<p>Ao observar uma plateia cansada, que estava sentada, tentando recuperar o sacrifício físico de aguardar horas pelo show, ele prontamente foi ao microfone e gritou de forma até curta e direta: &#8220;Vamos lá, levantem-se&#8221;.</p>
<p>E começou o show com faixas inéditas do também inédito e misterioso <em>Dust Lane</em>. Para a surpresa de muitos ali, pelo menos de algumas fãs de <a href="http://www.imdb.com/title/tt0211915/"><em>Amélie Poulain</em></a>, o show foi composto por composições mais pesadas, com arranjos com uma pegada mais rock&#8217;n'roll.</p>
<p>E por &#8220;Rock&#8221;, vamos lá, mais ao <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Post-rock">post-rock</a>. Diferente do seu neo-classicismo à la <a href="http://www.philipglass.com/">Phillip Glass</a> e até diferente do rock mais &#8220;mundial&#8221; do álbum <em>On Tour</em>, o sr. Tiersen parece ter descoberto o <em>Young Team</em> do <a href="http://www.mogwai.co.uk/facebook/">Mogwai</a> no ano passado e desde então não parou de ouví-lo e estudá-lo. Portanto, no que diz respeito a faixas como <em>Count Down, </em>os arranjos do sr. Tiersen privilegiaram aqueles <em>delays</em> e <em>chorus</em> marcantes de momentos vistos em álbuns dos escoceses <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gremlins">gremlins</a>.</p>
<p>Outros momentos foram um tanto embaraçosos quando todos os músicos cantavam em uníssono, porém não em francês, e sim em inglês. Aí a coisa ficava tão embolada que não havia como diferenciar o que era uma mistureba de inglês com o que sobrava do sotaque francês do cantor. Haja paciência de alguns que não aguentavam o mesmo esquema de  &#8220;entrada-refrão-explosão ao pisar no overdrive-calmaria final com  teclados espaciais&#8221;.</p>
<p>MAS, o multi-instrumentista fez jus a sua fama ao empunhar seu violino em solos violentos, a ponto que fios do arco estouravam no ar com a mesma força que um punk destrói a sua palheta. Também agradou rapidamente alguns fãs desesperados, ao tocar o tema da <em>Amelie</em> em uma versão à la Emerson,Lake and Palmer, diretamente tirada de um teclado <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Moog_%28instrumento_musical%29">moog</a> no palco.</p>
<p>No fim, foi um show honesto, barulhento e intenso, que deixou muita gente coçando a cabeça ao não entender que raios o Yann Tiersen quer de sua carreira: ou compor maravilhosas trilhas-sonoras ou abraçar uma rebeldia pueril que explode em faixas como <a href="http://www.youtube.com/watch?v=DfP3YGcUQDA" target="_blank"><em>Fuck Me</em></a>.</p>
<p>Que ele é perfeccionista em ambas áreas, não tem como negar.</p>
<p><strong>O GeeX! gostaria de agradecer as fotos do Erick  Tedesco, que ilustram essa matéria &#8211; menos a foto pífia do set-list.<br />
</strong></p>
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		<title>O Trabalho Noturno do Scissor Sisters</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Apr 2010 16:30:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jairo Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<description><![CDATA[Os heróis da revolução, Scissor Sisters, liberaram informações do álbum sucessor de Ta Dah de 2006. Chamado de Night Work (literalmente &#8220;trabalho noturno&#8221;), ele será lançado no dia 28 de Julho, o que já causou um reboliço frenético no nosso redator Felipe Muñoz. Se você não clicou no link da banda lá encima, pode conferir o single Invisible Light clicando aqui. De resto, para vocês que acreditam que a festa continua para sempre, segue a ordem das músicas do novo CD: Night Work Whole New Way Fire With Fire Any Which Way Harder You Get Running Out Something Like This Skin This Cat Skin Tight Sex and Violence Night Life Invisible Light Fonte: nme.com Via: textos ridículos de 3 parágrafos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption alignright" style="width: 372px"><img class=" " src="http://www.jaironeto.com/Geex/cover_scissor.jpg" alt="" width="362" height="362" /><p class="wp-caption-text">Os anos 80 nunca acabaram e seja lá mais o que quiseram dizer com essa capa.</p></div>
<p>Os heróis da revolução, <a href="http://www.scissorsisters.com/"><strong>Scissor Sisters</strong></a>, liberaram informações do álbum sucessor de <em>Ta Dah</em> de 2006.</p>
<p>Chamado de <em>Night Work</em> (literalmente &#8220;trabalho noturno&#8221;), ele será lançado no dia 28 de Julho, o que já causou um reboliço frenético no nosso redator <a href="http://www.geex.com.br/?author=3">Felipe Muñoz</a>.</p>
<p>Se você não clicou no link da banda lá encima, pode conferir o single <em>Invisible Light</em> <a href="http://www.scissorsisters.com/">clicando aqui</a>.</p>
<p>De resto, para vocês que acreditam que a festa continua para sempre, segue a ordem das músicas do novo CD:</p>
<p><strong>Night Work<br />
Whole New Way<br />
Fire With Fire<br />
Any Which Way<br />
Harder You Get<br />
Running Out<br />
Something Like This<br />
Skin This Cat<br />
Skin Tight<br />
Sex and Violence<br />
Night Life<br />
Invisible Light</strong></p>
<p><strong>Fonte: <a href="http://www.nme.com/news/scissor-sisters/50649">nme.com</a></strong></p>
<p><strong>Via: textos ridículos de 3 parágrafos<br />
</strong></p>
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