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	<title>GeeX! &#187; Crítica</title>
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	<description>Mais um passo rumo a dominação mundial!</description>
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	<copyright>Copyright © GeeX! 2010 </copyright>
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	<itunes:summary>GeeBeRiSh! - O Podcast do GeeX!

Nosso podcast foi carinhosamente nomeado de GeeBeRiSh, uma adaptação de giberish, que é o ato de discursar sem falar nada importante, ou sem significado algum, e um sinônimo para &#34;bobagem&#34; em inglês. É exatamente o tipo de coisas que vocês podem esperar ouvir no podcast, portanto. :)</itunes:summary>
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		<title>Henrik José &#8211; Photo Album (2011)</title>
		<link>http://www.geex.com.br/2011/06/06/henrik-jose-photo-album-2011/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 Jun 2011 14:45:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jairo Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Henrik José é um desses mistérios da música. Conforme conversamos no ano passado, o artista sueco insiste em distribuir suas composições de forma gratuita por diferentes netlabels, espalhando seus EPs e singles universo afora. Acompanhar a sua carreira torna-se então uma surpresa anual, já que nunca se sabe quando uma nova faixa pode ser divulgada. E hoje foi um desses dias em que você abre a sua caixa de e-mails e recebe a notícia que o novo single Photo Album está disponível para download. O single é composto da faixa-título, uma viagem progressiva que lembra os bons momentos do Animal Collective, e também da música Den Andra Handen, cantada em sueco e de uma sensibilidade conhecida pelos fãs do cantor. Aparentemente, Photo Album fazia parte de uma vídeo-arte criada pelo artista há 8 meses atrás. Continua sendo engraçado o descompromisso que o Henrik tem o status quo normal da indústria fonográfica. Talvez ele busque aí uma &#8220;bolha&#8221; de segurança melhor para produzir sem intereferências ou pressões de produtores ou orçamentos bizarros. Talvez ele não queira virar uma piada de si mesmo. Pra isso, já basta o Coldplay e suas misteriosas composições. Photo Album from Henrik José on Vimeo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong><a href="http://www.henrikjose.com/">Henrik José</a></strong> é um desses mistérios da música. <a href="http://www.geex.com.br/2010/04/30/geex-especial-henrik-jose/">Conforme conversamos no ano passado</a>, o artista sueco insiste em distribuir suas composições de forma gratuita por diferentes <a href="http://www.geex.com.br/2010/05/21/netlabels/">netlabels</a>, espalhando seus EPs e singles universo afora.</p>
<div id="attachment_9508" class="wp-caption alignright" style="width: 213px"><img class="size-full wp-image-9508 " title="JMD006_final_300dpi2-290x2901" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/06/JMD006_final_300dpi2-290x2901.jpg" alt="" width="203" height="203" /><p class="wp-caption-text">capa do novo single do Henrik José</p></div>
<p>Acompanhar a sua carreira torna-se então uma surpresa anual, já que nunca se sabe quando uma nova faixa pode ser divulgada. E hoje foi um desses dias em que você abre a sua caixa de e-mails e recebe a notícia que <a href="http://www.jammerdosa.se/releases/jmd006-henrik-jose-photo-album">o novo single Photo Album está disponível para download</a>.</p>
<p>O single é composto da faixa-título, uma viagem progressiva que lembra os bons momentos do Animal Collective, e também da música <a href="http://soundcloud.com/jammerdosa/sets/jmd006-henrik-jose-photo-album/s-wV0rg">Den Andra Handen</a>, cantada em sueco e de uma sensibilidade conhecida pelos fãs do cantor.</p>
<p>Aparentemente, Photo Album fazia parte de uma vídeo-arte criada pelo artista há 8 meses atrás.</p>
<p>Continua sendo engraçado o descompromisso que o Henrik tem o <em>status quo</em> normal da indústria fonográfica. Talvez ele busque aí uma &#8220;bolha&#8221; de segurança melhor para produzir sem intereferências ou pressões de produtores ou orçamentos bizarros.</p>
<p>Talvez ele não queira virar uma piada de si mesmo. Pra isso, já basta <a href="http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/musica/2011/06/03/276737-novo-single-do-coldplay-acusado-de-plagiar-dance-popero-dos-anos-90">o Coldplay e suas misteriosas composições.</a></p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/15485386?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0" width="400" height="225" frameborder="0"></iframe>
<p><a href="http://vimeo.com/15485386">Photo Album</a> from <a href="http://vimeo.com/henrikjose">Henrik José</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
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		<title>Lollapalooza &#8211; Chile 2011 (pt.2)</title>
		<link>http://www.geex.com.br/2011/04/18/lollapalooza-chile-2011-pt-2/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 Apr 2011 15:13:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Você</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Gabriela Serio &#8211; uma publicitária que não vive sem a família, amigos, céu, música e cinema. Gosta de pensar que é uma personagem de trailer de filme que está sempre no ápice da emoção acompanhada por uma trilha sonora emocionante. (veja a primeira parte aqui) No dia seguinte fiquei fascinada pelas músicas do Devendra Banhart, doido de pedra, mas com um show muito bom, animado e contagiante até pra mim que não conhecia. Tudo aquilo só que me deu vontade de ouvir mais. Logo depois o show &#8220;low profile&#8221; da Cat Power. Todo mundo sentado, nem parecia que estávamos em um festival com tantas pessoas. Incrível como ela não fica no centro do palco e divide a intensidade da música com a banda que é impecável. Na hora de ir embora ela nem falou nada no microfone e só agradeceu com gestos, fiquei realmente impressionada com a discrição dela, uma artista low profile que está lá pela música e não por ela. Depois veio a nova banda The Drums, que me fez ir no túnel do tempo para algum lugar dos anos 80/90. Sensacional. O vocalista dançando é impagável, muita energia. Tenho certeza que essa banda vai crescer muito, tem muito potencial. Ápice do show foi: Let´s go surfing e Forever and ever, não sei como minha perna conseguiu aguentar pular mais um pouco depois de The Killers. Outro poder sensacional da música é fazer esquecer a parte ruim da vida. Como os shows foram muito bons, deu até para relevar o perrengue da péssima organização do festival. Logo que chegamos para trocar o protocolo pelo ingresso percebemos a jornada que ia acontecer. Quase 4 horas para conseguir entrar, o mundo todo lá na fila perdendo os primeiros shows do festival. Tiveram que chamar a polícia, seus cavalos e suas grades para conseguir organizar algo que deveria ter sido organizado desde o começo. Foi um pouco revoltante e até me fez pensar &#8220;o que estou fazendo aqui?&#8221;. E depois ainda veio o perrengue para conseguir entrar em um palco minúsculo e fechado que eles colocaram várias bandas boas como: Devendra Banhart, The Drums, Cat Power e não foi todo mundo que conseguiu ver, não foi todo mundo que se arriscou como eu e o meu amigo fizemos, não foi todo mundo que teve a força de ultrapassar a grosseria da polícia que foi chamada novamente para fazer o crowd control Até agora não entendi como fizeram um palco pequeno e fechado para um festival assim&#8230;Com todo aquele controle da policia fiquei me sentindo na ditadura ou algo parecido. Não foi legal. Mas como eu disse, como os shows foram bons toda essa parte ruim ficou em segundo plano, pelo menos pra mim. Balanço final? Valeu a pena, pela música valeu a pena, pela companhia valeu a pena, pela experiência valeu a pena. Poderia não ter a remota lembrança negativa, mas acho que não é só aqui no Brasil que as coisas não são perfeitas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>por Gabriela Serio</strong> &#8211; uma publicitária que não vive  sem a família, amigos,  céu, música e cinema. Gosta de pensar que é uma  personagem de trailer de  filme que está sempre no ápice da  emoção  acompanhada por uma trilha sonora emocionante.</em></p>
<div id="attachment_8886" class="wp-caption alignleft" style="width: 280px"><em></em><em><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/5596357337_221b07d237.jpg"><img class="size-full wp-image-8886  " title="5596357337_221b07d237" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/5596357337_221b07d237.jpg" alt="" width="270" height="203" /></a></em><p class="wp-caption-text">devendra em sua apresentação</p></div>
<p>(<a title="Lollapalooza – Chile 2011 (pt.1)" href="http://www.geex.com.br/2011/04/12/lollapalooza-chile-2011-pt-1/">veja a primeira parte aqui</a>)</p>
<p>No dia seguinte fiquei fascinada  pelas músicas do <a href="http://www.devendrabanhart.com/"><strong>Devendra Banhart</strong></a>, doido de pedra, mas com um show muito bom,  animado e contagiante até pra mim que não conhecia. Tudo aquilo só que  me deu vontade de ouvir mais. Logo depois o show &#8220;low profile&#8221; da <a href="http://www.myspace.com/catpower"><strong>Cat  Power</strong></a>. Todo mundo sentado, nem parecia que estávamos em um festival com  tantas pessoas. Incrível como ela não fica no centro do palco e divide a  intensidade da música com a banda que é impecável. Na hora de ir embora  ela nem falou nada no microfone e só agradeceu com gestos, fiquei  realmente impressionada com a discrição dela, uma artista low profile  que está lá pela música e não por ela. Depois veio a nova banda <a href="http://www.myspace.com/thedrumsforever"><strong>The  Drums</strong></a>, que me fez ir no túnel do tempo para algum lugar dos anos 80/90.  Sensacional. O vocalista dançando é impagável, muita energia. Tenho  certeza que essa banda vai crescer muito, tem muito potencial. Ápice do  show foi: <em>Let´s go surfing</em> e <em>Forever and ever</em>, não sei como minha perna  conseguiu aguentar pular mais um pouco depois de <strong>The Killers</strong>.</p>
<div id="attachment_8848" class="wp-caption alignright" style="width: 268px"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/1.jpg"><img class="size-large wp-image-8848   " title="-1" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/1-1024x768.jpg" alt="" width="258" height="194" /></a><p class="wp-caption-text">tensão no segundo dia</p></div>
<p>Outro   poder sensacional da música é fazer esquecer a parte ruim da vida.   Como os shows foram muito bons, deu até para relevar o perrengue da  péssima organização do festival. Logo que chegamos para trocar o  protocolo pelo ingresso percebemos a jornada que ia acontecer. Quase 4  horas para conseguir entrar, o mundo todo lá na fila  perdendo os primeiros shows do festival.  Tiveram que chamar a polícia, seus cavalos e suas grades para conseguir  organizar  algo que deveria ter sido organizado desde o começo. Foi um  pouco revoltante e até me fez pensar &#8220;o que estou fazendo aqui?&#8221;. E  depois  ainda veio  o perrengue para conseguir entrar em um palco minúsculo e  fechado que  eles colocaram várias bandas boas como: <strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=k_QAPjtO2cA" target="_blank">Devendra Banhart</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=6OsTUnkqSi4" target="_blank">The Drums</a>,  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=skreabVrMRk&amp;feature=fvst" target="_blank">Cat Power</a></strong> e  não foi todo mundo que conseguiu ver, não foi todo mundo  que se arriscou como eu e o meu amigo fizemos, não foi todo mundo que  teve a força de ultrapassar a grosseria da polícia que foi chamada  novamente para fazer o crowd control Até agora não entendi como fizeram  um palco pequeno e fechado para um festival assim&#8230;Com todo aquele  controle da policia fiquei me sentindo na  ditadura ou algo parecido. Não foi legal. Mas como eu disse, como os  shows foram bons toda essa parte ruim ficou em segundo plano, pelo menos  pra mim.</p>
<p>Balanço final? Valeu a pena, pela música valeu a pena,  pela companhia valeu a pena, pela experiência valeu a pena. Poderia não  ter a remota lembrança negativa, mas acho que não é só aqui no Brasil  que as coisas não são perfeitas.</p>
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		<title>Lollapalooza &#8211; Chile 2011 (pt.1)</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Apr 2011 13:50:04 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[por Gabriela Serio &#8211; uma publicitária que não vive sem a família, amigos, céu, música e cinema. Gosta de pensar que é uma personagem de trailer de filme que está sempre no ápice da emoção acompanhada por uma trilha sonora emocionante. Um dos meus sonhos era é nestes festivais gigantes no estilo Glastonbury de ser. Aí fiquei sabendo que o festival americano Lollapalooza iria vir para o Chile e pensei: por que não? Pelo menos é mais perto, um sonho mais acessível, por enquanto. Então aderi a loucura ideia de passar o final de semana no Chile. Acho que esse negócio de muitas pessoas unidas pela música me fascina, acho incrível como a música pode unir pessoas tão diferente, de lugares diferentes, de culturas diferentes, mas que naquela música tem algo em comum. O festival foi em Santiago, a cidade dos cachorros pela rua e do céu azul sem nuvens. O Parque O&#8216;Higgins era simplesmente gigante. Dentro do festival um clima completamente de verão. Pessoas do mundo todo por ali. Coca light sendo distribuída a vontade. Americanas de biquini. Chilenos sentados na grama, totalmente na deles. Muitos brasileiros, obviamente. Hipsters ou não, o clima era o mesmo: todos estavam ali pela música. Mas um detalhe surpreendente e impressionante era a quantidade de crianças, eram MUITAS. E o mais curioso é que elas estavam muito bem por ali, estavam se sentindo em casa, curtindo os shows, dançando, parecia que elas sabiam que estavam ali pelos shows. Todos os shows que eu vi foram sensacionais. Eram bandas de verdade, que tocam por paixão. Ouvi de relance o antigo James e gostei muito, nunca tinha ouvido falar, mas sei de pessoas que foram ao festival por causa dele. O meu primeiro show foi Edward Sharpe and the magnetic zeros. Que show! Nunca tinha visto 3 baterias tocando juntas. Nunca tinha visto tanta gente num palco. Que músicas. Que presença de palco. O ápice foi quando ele chamou um menininho sem camisa e com chapéu para ajudar no show, parecia algum personagem de filme. Eu sabia que o show ia ser bom mas mesmo assim me surpreendeu. A música Home é só uma amostra do que eles são capazes. Saindo de lá demos de cara com um por do sol lindo ao som da voz grave do The National! Que momento. O show deles já tinha começado há um tempo, o ápice pra mim foi em Abel, Mr November e Terrible Love naquela hora dourada. Ainda bem que eu teria mais deles logo quando eu voltasse pra SP! Depois disso fomos para o mundo surreal de Empire of the Sun, parecia que estávamos dentro de um planeta qualquer no universo. Tentar definir Empire é perder tempo. Só sei que é uma experiência de vida. E aí começou a contagem regressiva para o grande momento do festival pra mim! THE KILLERS! Minutos antes do show parecia que eu estava na subida da montanha russa só esperando a adrenalina descarregar na descida. Quando estávamos já a postos...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>por Gabriela Serio</strong> &#8211; uma publicitária que não vive sem a família, amigos,  céu, música e cinema. Gosta de pensar que é uma personagem de trailer de  filme que está sempre no ápice da  emoção acompanhada por uma trilha sonora emocionante.</em></p>
<div id="attachment_8821" class="wp-caption alignleft" style="width: 311px"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/2.jpg"><img class="size-large wp-image-8821" title="-2" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/2-1024x768.jpg" alt="" width="301" height="226" /></a><p class="wp-caption-text">público e o palco principal</p></div>
<p>Um dos meus sonhos era é nestes festivais gigantes no estilo <a href="http://www.glastonburyfestivals.co.uk/" target="_blank">Glastonbury</a> de ser. Aí fiquei sabendo que o festival americano <em><strong><a href="http://www.lollapalooza.com/" target="_blank">Lollapalooza</a></strong></em> iria  vir para o Chile e pensei: por que não? Pelo menos é mais perto, um  sonho mais acessível, por enquanto. Então aderi a loucura ideia de  passar o final de semana no Chile. Acho que esse negócio de muitas  pessoas unidas pela música me fascina, acho incrível como a música pode  unir pessoas tão diferente, de lugares diferentes, de culturas  diferentes, mas que naquela música tem algo em comum.</p>
<p>O festival foi em Santiago, a cidade dos cachorros pela rua e do céu azul sem nuvens. O Parque<em> O</em>&#8216;Higgins  era simplesmente gigante. Dentro do festival um clima completamente de  verão. Pessoas do mundo todo por ali. Coca light  sendo distribuída a vontade. Americanas de biquini. Chilenos sentados na  grama, totalmente na deles. Muitos brasileiros, obviamente. <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hipster_(contemporary_subculture)" target="_blank">Hipsters</a></em> ou  não, o clima era o mesmo: todos estavam ali pela música. Mas um detalhe  surpreendente e impressionante era a quantidade de crianças, eram  MUITAS. E o mais curioso é que elas estavam muito bem  por ali, estavam se sentindo em casa, curtindo os shows, dançando,  parecia que elas sabiam que estavam ali pelos shows.</p>
<p>Todos os  shows que  eu vi foram sensacionais. Eram bandas de verdade, que tocam  por paixão. Ouvi de relance o  antigo James e gostei muito, nunca tinha ouvido falar, mas sei de  pessoas que foram ao festival por causa dele. O meu primeiro show  foi <a href="http://www.myspace.com/edwardsharpe"><strong>Edward Sharpe and the magnetic zeros</strong></a>. Que show! Nunca tinha visto 3  baterias tocando juntas. Nunca tinha visto tanta gente num palco. Que  músicas. Que presença de palco. O ápice foi quando ele chamou um  menininho sem camisa e com chapéu para ajudar no show, parecia algum  personagem de filme.</p>
<div id="attachment_8824" class="wp-caption alignright" style="width: 354px"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/3.jpg"><img class="size-large wp-image-8824   " title="-3" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/3-1024x768.jpg" alt="" width="344" height="258" /></a><p class="wp-caption-text">Pôr-do-sol em santiago</p></div>
<p>Eu sabia que o show ia  ser bom mas mesmo assim me surpreendeu.  A música <em>Home</em> é só uma  amostra do que eles são capazes. Saindo de lá demos de cara com um por  do sol lindo ao som da voz grave do <a href="http://www.americanmary.com/"><strong>The National</strong></a>! Que momento. O show  deles já tinha começado há um tempo, o ápice pra mim foi em <em>Abel, Mr  November e Terrible Love</em> naquela hora dourada. Ainda bem que eu  teria mais deles logo quando eu voltasse pra SP! Depois disso fomos para  o mundo surreal de <a href="http://www.myspace.com/empireofthesunsound"><strong>Empire of the Sun</strong></a>, parecia que estávamos dentro de  um planeta qualquer no universo. Tentar definir Empire é perder tempo.  Só  sei que é uma experiência de vida.</p>
<p>E aí começou a contagem regressiva  para o grande momento do festival pra mim! <a href="http://www.thekillersmusic.com/html5"><strong>THE KILLERS</strong></a>! Minutos antes  do show parecia que eu estava na subida da montanha russa só esperando a  adrenalina descarregar na descida. Quando estávamos já a postos e o  show poderia começar a qualquer momento aí parecia que eu estava no  elevador da Disney só esperando o momento que iria cair! E realmente  começou do NADA! Sem introdução nenhuma. Com que música? Spaceman. Só  pra me fazer pular até a Lua e ficar lá por uma hora e meia.  Não dava  para não pular. Ele ainda soltou um &#8220;Estan listos para The Killers?&#8221; Eu  respondi: NÃO!!!!! hahaha&#8230;.Que show! A intensidade deles é algo inexplicável. Quem estava de fora do  show falou que dava pra ouvir todo mundo cantando, sensacional. Posso  riscar um sonho da minha lista.</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
<div id="attachment_8834" class="wp-caption aligncenter" style="width: 501px"><a href="http://www.flickr.com/photos/wenselao/5590884256/"><img class="size-full wp-image-8834  " title="5590884256_0bddb6f724_b" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/5590884256_0bddb6f724_b.jpg" alt="" width="491" height="369" /></a><p class="wp-caption-text">The Killers, no palco do Lollapalooza</p></div>
<p><em>Continua na pt.2!</em></p>
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		<title>The National, no Citibank Hall (5/4/11)</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Apr 2011 17:22:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jairo Neto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[the national]]></category>

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		<description><![CDATA[Tivemos sorte de receber o The National pela segunda vez em território tupiniquim. Pelos que ainda lembram, a última vez que a banda aterrissou por aqui foi em 2008 no finado Tim Festival, disputando espaço com o headliner (hit wonder?) da época que era o MGMT. Alguns dos new ravers presentes fecharam a cara para o ataque frontal da banda de Ohio, mas muitos (eu) louvaram aquela apresentação como uma das melhores daquele ano. Três anos depois, a banda conseguiu um feito e tanto no compacto espaço do Citybank Hall em São Paulo. O tempo fez mais do que bem para a banda, ainda mais que no período em que ficaram sem visitar o Brasil, eles lançaram o seu álbum de maior sucesso, High Violet, o que gerou um surpreendente aumento de popularidade do grupo aqui no país. Só que essa maturidade se refletiu mais ainda na formação de palco do grupo que adicionou mais metais em seus arranjos da turnê. A música de abertura ficou a cargo de Runaway, que como a Start a War em 2008, cobriu o público com a melancolia característica dos vocais de Matt Berninger. O mais interessante de assistir a uma apresentação do The National é observar os próprios trejeitos do Matt: em momentos ele parece desligado de qualquer piso existencial, perambulando pelo palco por entre goles de uma taça de vinho, quando subitamente ele pode explodir em gritos de fúria, arremessando o pedestal do microfone para longe dali. Foi dessa crescente que o show foi construindo-se, aumentando de intensidade com a mistura de faixas do Boxer (com as Mistaken for Strangers, Slow Show, Squalor Victoria, entre outras), Alligator (Secret Meeting, Abel), contando, é claro, com as principais do novo álbum. Mesmo para o bis a banda ainda guardou algumas surpresas, tendo como ápice o momento em que Matt pulou mais uma vez entre o público e foi literalmente elevado do chão enquanto cantava o refrão do Terrible Love. Talvez uma espécie coroação indireta ou um sinal claro que a banda alcançou patamares respeitáveis por todo o público ali presente. Para finalmente se despedir de todos, após uma muralha de som da About Today, a banda &#8220;ressurgiu&#8221; nas sombras, em uma iluminação que deixava o grupo em uma penumbra assustadora. Com os instrumentos desligados, apenas tocando violões acústicos, todos cantaram em uníssono Vanderlyle Crybaby Geeks, deixando toda a casa em um silêncio assustador (ok, com alguns gritos ou xingamentos esporádicos). Fica agora aquela impressão que a banda entrou para aquele clube de grupos que dividem opiniões, na mesma linha dos fãs de Radiohead ou Los Hermanos: ou você está do lado do The National ou não está. Thanks Gabi Serio pela foto do show! &#160; &#160;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tivemos sorte de receber o <a href="http://www.americanmary.com/">The National</a> pela segunda vez em território tupiniquim. Pelos que ainda lembram, a última vez que a banda aterrissou por aqui foi em 2008 no finado Tim Festival, disputando espaço com o <em>headliner</em> (hit wonder?) da época que era o MGMT. Alguns dos <em>new ravers</em> presentes fecharam a cara para o ataque frontal da banda de Ohio, mas muitos (eu) louvaram aquela apresentação como uma das melhores daquele ano.</p>
<p>Três anos depois, a banda conseguiu um feito e tanto no compacto espaço do Citybank Hall em São Paulo.</p>
<p>O tempo fez mais do que bem para a banda, ainda mais que no período em que ficaram sem visitar o Brasil, eles lançaram o seu álbum de maior sucesso, <a href="http://www.geex.com.br/2010/08/19/the-national-high-violet-2010/"><em>High Violet</em></a>, o que gerou um surpreendente aumento de popularidade do grupo aqui no país. Só que essa maturidade se refletiu mais ainda na formação de palco do grupo que adicionou mais metais em seus arranjos da turnê.</p>
<div id="attachment_8761" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/Picture-6.png"><img class="size-medium wp-image-8761" title="Picture 6" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/Picture-6-300x202.png" alt="" width="300" height="202" /></a><p class="wp-caption-text">iluminação também foi um destaque da apresentação </p></div>
<p>A música de abertura ficou a cargo de <em>Runaway</em>, que como a <em>Start a War</em> em 2008, cobriu o público com a melancolia característica dos vocais de Matt Berninger. O mais interessante de assistir a uma apresentação do The National é observar os próprios trejeitos do Matt: em momentos ele parece desligado de qualquer piso existencial, perambulando pelo palco por entre goles de uma taça de vinho, quando subitamente ele pode explodir em gritos de fúria, arremessando o pedestal do microfone para longe dali. Foi dessa crescente que o show foi construindo-se, aumentando de intensidade com a mistura de faixas do <em>Boxer</em> (com as <em>Mistaken for Strangers</em>, <em>Slow Show</em>, <em>Squalor Victoria</em>, entre outras), <em>Alligator</em> (<em>Secret Meeting</em>, <em>Abel</em>), contando, é claro, com as principais do novo álbum.</p>
<p>Mesmo para o bis a banda ainda guardou algumas surpresas, tendo como ápice o momento em que Matt pulou mais uma vez entre o público e foi literalmente elevado do chão enquanto cantava o refrão do <em>Terrible Love</em>. Talvez uma espécie coroação indireta ou um sinal claro que a banda alcançou patamares respeitáveis por todo o público ali presente.</p>
<p>Para finalmente se despedir de todos, após uma muralha de som da <em>About Today</em>, a banda &#8220;ressurgiu&#8221; nas sombras, em uma iluminação que deixava o grupo em uma penumbra assustadora. Com os instrumentos desligados, apenas tocando violões acústicos, todos cantaram em uníssono <em>Vanderlyle Crybaby Geeks</em>, deixando toda a casa em um silêncio assustador (ok, com alguns gritos ou xingamentos esporádicos).</p>
<p>Fica agora aquela impressão que a banda entrou para aquele clube de grupos que dividem opiniões, na mesma linha dos fãs de Radiohead ou Los Hermanos: ou você está do lado do The National ou não está.</p>
<p><em>Thanks Gabi Serio pela foto do show!</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sucker Punch: Mundo Surreal (2011)</title>
		<link>http://www.geex.com.br/2011/04/01/sucker-punch-mundo-surreal-2011/</link>
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		<pubDate>Fri, 01 Apr 2011 17:05:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe GeeX!</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<category><![CDATA[fases]]></category>
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		<category><![CDATA[zack snyder]]></category>

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		<description><![CDATA[Um filme que dividiu tantas opiniões precisa ser avaliado por diferentes pontos de vista. Pensando nisso, o GeeX! preparou para você dois ótimos comentários sobre este trabalho de Zack Snyder (300). Sucker Punch: Mundo Surreal, dirigido por Zack Snyder. Com Emily Browning, Vanessa Hudgens E Abbie Cornish Estreou dia 25 de março de 2011 nos cinemas Por Engels Marx Imagine você leitor &#8211; que eu acredito ser um nerd &#8211; com um orçamento milionário para fazer o filme que bem entender. Pois bem, Zack Snyder é um nerd. Tirando A Lenda dos Guardiões, todos as suas obras são revisões de grandes clássicos idolatrados por esse público e agora ele teve a oportunidade de contar sua própria história, lotada de referências a essa cultura pop que ele tanto gosta. Sucker Punch é o primeiro trabalho autoral de Snyder e havia muita expectativa de como seria a obra do visionário diretor de “300”. No início somos apresentados a Babydoll (interpretada pela gatissima Emily Browning), uma garota que acaba de perder a mãe e que graças ao interesse de seu padrastro na herança é internada em uma instituição psiquiatra. Para fugir dessa realidade ela cria seu próprio mundo, onde ela precisará de cinco itens para ajudá-la a sair dali. Com essa justificativa de entrar na imaginação da personagem, o autor consegue juntar diversos seres de universos completamente diferentes em um mesmo espaço. Robôs, nazistas, dragões, samurais, orcs, tudo isso sendo chutado por mulheres lindas vestindo trajes mínimos. Teria como isso dar errado? Claro que não, por isso achei o filme muito divertido. Ainda assim acho que poderia ser melhor&#8230; Não sei se foi a pressão de finalmente fazer algo totalmente seu ou se foi sua verdadeira intenção desde o início, mas Snyder talvez tenha tentado colocar mais importância no roteiro do que deveria, com um plot twist e uma lição de moral desnecessária. Gosto de filmes com roteiros inteligentes, mas na minha opinião se é pra ter algo que seja algo bom, pois é possível fazer uma roteiro “simples” e continuar divertido como acontecem em Os Mercenários e Scott Pilgrim. Tirando esse &#8220;pequeno problema&#8221;, o filme é íncrivel. Como já é de se esperar nos títulos de Snyder, o visual é sensacional e tem uma trilha sonora que além de se encaixar perfeitamente com as cenas fará você ir atrás de cada canção para escutar sempre (como eu estou fazendo enquanto escrevo esse texto). Para quem é fã de games, os universos criados na mente de Babydoll são um prato cheio. Cada mundo é claramente um level novo, com direito a missão e “chefes”, além de toda a ação desenfreada que até mesmo quem não é adepto desse hobby irá gostar. Por falar dos mundos criados pela protagonista, foram distríbuidos antes do lançamento do filme alguns quatro curtas introdutórios (“Distant Planet”; “Feudal Warriors”; “Dragon”; “The Trenches”) apresentando essas realidades, porém eu recomendo assistir os vídeos após ir ao cinema, para não ter ideia do que esperar. É interessante notar que o diretor tem...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um filme que dividiu tantas opiniões precisa ser avaliado por diferentes pontos de vista.</p>
<p>Pensando nisso, o GeeX! preparou para você dois ótimos comentários sobre este trabalho de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0811583/" target="_blank">Zack Snyder</a> (<a href="http://www.imdb.com/title/tt0416449/" target="_blank">300</a>).</p>
<p><strong>Sucker Punch: Mundo Surreal</strong>, dirigido por <a href="http://www.imdb.com/name/nm0811583/">Zack Snyder</a>. Com <a href="http://www.imdb.com/name/nm0115161/">Emily Browning</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm1227814/">Vanessa Hudgens</a> E <a href="http://www.imdb.com/name/nm0180411/">Abbie Cornish</a></p>
<p><strong>Estreou dia 25 de março de 2011 nos cinemas</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/03/suckerpunch_21.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8689" title="suckerpunch_21" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/03/suckerpunch_21.jpg" alt="" width="540" height="250" /></a></p>
<p><strong>Por Engels Marx</strong></p>
<div>
<blockquote>
<p id="internal-source-marker_0.2848035858478397">Imagine você leitor &#8211; que eu acredito ser um nerd &#8211; com um orçamento milionário para fazer o filme que bem entender. Pois bem, Zack Snyder é um nerd. Tirando <a href="http://www.youtube.com/watch?v=bdpvZJIuRm4" target="_blank">A Lenda dos Guardiões</a>, todos as suas obras são revisões de grandes clássicos idolatrados por esse público e agora ele teve a oportunidade de contar sua própria história, lotada de referências a essa cultura pop que ele tanto gosta.</p>
<p><a href="http://www.imdb.com/title/tt0978764/" target="_blank">Sucker Punch</a> é o primeiro trabalho autoral de Snyder e havia muita expectativa de como seria a obra do visionário diretor de “300”. No início somos apresentados a Babydoll (interpretada pela gatissima <a href="http://www.imdb.com/name/nm0115161/" target="_blank">Emily Browning</a>), uma garota que acaba de perder a mãe e que graças ao interesse de seu padrastro na herança é internada em uma instituição psiquiatra. Para fugir dessa realidade ela cria  seu próprio mundo, onde ela precisará de cinco itens para ajudá-la a sair dali.</p>
<p>Com essa justificativa de entrar na imaginação da personagem, o autor consegue juntar diversos seres de universos completamente diferentes em um mesmo espaço. Robôs, nazistas, dragões, samurais, orcs, tudo isso sendo chutado por mulheres lindas vestindo trajes mínimos.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/03/sucker-punch-poster.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-8688" title="sucker-punch-poster" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/03/sucker-punch-poster-1024x1019.jpg" alt="" width="491" height="489" /></a></p>
<p>Teria como isso dar errado? Claro que não, por isso achei o filme muito divertido. Ainda assim acho que poderia ser melhor&#8230;</p>
<p>Não sei se foi a pressão de finalmente fazer algo totalmente seu ou se foi sua verdadeira intenção desde o início, mas Snyder talvez tenha tentado colocar mais importância no roteiro do que deveria, com um <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Plot_twist" target="_blank">plot twist</a></em> e uma lição de moral desnecessária.</p>
<p>Gosto de filmes com roteiros inteligentes, mas na minha opinião se é pra ter algo que seja algo bom, pois é possível fazer uma roteiro “simples” e continuar divertido como acontecem em<a href="http://www.geex.com.br/2010/08/16/os-mercenarios/" target="_blank"> Os Mercenários</a> e <a href="http://www.geex.com.br/2010/11/04/scottpilgrimmovie/" target="_blank">Scott Pilgrim</a>.</p>
<p><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/03/Sucker-Punch-banner-gigante0.jpg"><img class="size-full wp-image-8690 alignright" title="Sucker-Punch-banner-gigante0" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/03/Sucker-Punch-banner-gigante0.jpg" alt="" width="321" height="360" /></a></p>
<p>Tirando esse &#8220;pequeno problema&#8221;, o filme é íncrivel.</p>
<p>Como já é de se esperar nos títulos de Snyder, o visual é sensacional e tem uma trilha sonora que além de se encaixar perfeitamente com as cenas fará você ir atrás de cada canção para escutar sempre (como eu estou fazendo enquanto escrevo esse texto).</p>
<p>Para quem é fã de games, os universos criados na mente de Babydoll são um prato cheio. Cada mundo é claramente um level novo, com direito a missão e “chefes”, além de toda a ação desenfreada que até mesmo quem não é adepto desse hobby irá gostar.</p>
<p>Por falar dos mundos criados pela protagonista, foram distríbuidos antes do lançamento do filme alguns quatro curtas introdutórios (“<a href="http://www.youtube.com/watch?v=v1RcFPuRRm0" target="_blank">Distant Planet</a>”; “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=QlKYYEQxbFQ" target="_blank">Feudal Warriors</a>”; “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=IQNS9Llhy5Q" target="_blank">Dragon</a>”; “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=TM96TDja_Jo" target="_blank">The Trenches</a>”) apresentando essas realidades, porém eu recomendo assistir os vídeos após ir ao cinema, para não ter ideia do que esperar. É interessante notar que o diretor tem uma ideia maior sobre sua obra, por isso também estou ansioso pela versão estendida e extras do Blu-ray/DVD já confirmados.</p>
<p>Eu aconselho todos a verem no cinema Sucker Punch, porém, como o <a href="http://www.metacritic.com/movie/sucker-punch" target="_blank">Metacritic</a> e o <a href="http://www.rottentomatoes.com/m/sucker-punch-2010/" target="_blank">Rotten Tomatoes</a> não me deixam mentir o filme não está sendo bem aceito pela crítica, e o público em geral está um tanto dividido. Conheço gamers e nerds que odiaram o filme, assim como conheço pessoas que não fazem parte desse grupo que adoraram, portanto acredito que a melhor aposta é ir tirar suas próprias conclusões.</p>
<p><em>Semi-spoiler (marque o texto para ver):</em> <span style="color: #ffffff;">O final com lição de moral foi minha única critica para o filme, por isso criei o meu próprio final pra ficar mais divertido: Babydoll descobre qual o quinto item para fugir dali, com isso a história volta para a realidade e acontece igual nos é mostrado. Então, temos aquela sequência em que ficamos sem ver o rosto dela em que mostra tudo o que aconteceu. Quando a camera finalmente mostrasse a expressão linda dela, veríamos um sorriso sutil e um olhar de missão cumprida após a vingança. Bem melhor, não é?</span></p>
</blockquote>
<p><strong>por Ricardo &#8220;Trakinos&#8221; Aquino</strong></p>
</div>
<p><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/03/Sucker-Punch-Movie.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8692" title="Sucker-Punch-Movie" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/03/Sucker-Punch-Movie.jpg" alt="" width="390" height="291" /></a></p>
<blockquote><p>Zach Snyder precisa tomar cuidado.</p>
<p>Seus filmes vem caindo cada vez mais em seus próprios clichês (muitos diretores estão fazendo isso, na verdade.. um exemplo disso é o aclamado <a href="http://www.geex.com.br/2010/03/26/tim-burton/" target="_blank">Tim Burton</a>), porém, a iniciativa de dirigir Sucker Punch muda um pouco minha opinião sobre ele.</p>
<p>Pra começar, tenho que tirar algo do peito&#8230; Se Sucker Punch fosse lançado há um ano atrás, teriamos falado que <a href="http://www.geex.com.br/tags/inception/" target="_blank">Inception</a> foi feito &#8220;copiando&#8221; seu esquema. Se não tivesse começado a ser feito antes de Inception, teria dito que &#8220;copiou&#8221; do filme de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0634240/" target="_blank">Chris Nolan</a>. Sucker Punch tem a idéia de sonho dentro de sonho, só que de modo mais simples &#8211; fantasia dentro de fantasia. O espectador demora pra entender onde estamos: na realidade ou na primeira fantasia. Conseguimos entender as diferenças das fantasias, mas o final dá um nó na cabeça.  Não vou estragar o final com spoilers, mas aviso: precisa pensar um pouco.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/sucker_punch_trailer_pic_10.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-8705" title="sucker_punch_trailer_pic_10" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/sucker_punch_trailer_pic_10-1024x437.jpg" alt="" width="430" height="183" /></a></p>
<p>Como todos os filmes dirigidos por Snyder, sua influência é claramente a área das HQs. A parte <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Steampunk" target="_blank">steampunk</a> indica uma clara influência de mangás e suas cenas de ação são iguais as de 300 e de <a href="http://www.imdb.com/title/tt0409459/" target="_blank">Watchmen</a>. Acho que a escolha das atrizes também vem de uma influência dos quadrinhos. As atrizes principais não são só carinhas bonitas &#8211; como tem ocorrido ultimamente na indústria do cinema &#8211; mas são carinhas bonitas que tem capacidade de parecerem sexy e perigosas. Isso, pra mim, vem da &#8220;incongruência&#8221; permitida pelas HQs, onde em um quadrinho temos uma personagem com um corpo escultural lutando e com traços de guerreira, e no seguinte, a mesma personagem aparece com maiores detalhes no rosto e menores no corpo, com traços mais inocentes.</p>
<p>A trilha sonora nas horas de fantasia marca muito. Ela é composta de manipulações de músicas populares famosas, como Tainted Love (de Ed Cobb, conhecido por suas versões com Soft Cell e Marilyn Mason) e Tomorrow Never Knows (dos Beatles). Músicas que já, naturalmente, pussuíam um certo carater surreal, mas foram regravadas para amplificar esse carater e ressaltar sexualidade e poder das atrizes (2 delas, inclusive, com a própria Emily Browning cantando). Um trabalho muito bem feito, na minha opinião. Com destaque para Army of Me, da cantora Björk (de quem não sou muito fã, mas foi utilizada no melhor contexto o possível). Quando entramos na fantasia, a música passa de um plano secundário para o plano principal, com volume aumentado, embriagando o espectador. É um bom tipo de embriagado. Se você é um espectador que se deixa levar pela música (se não for, deveria ser), vale muito a pena ver esse filme pela trilha.</p>
<p>Discordando de Marx (acima), não achei que tivemos uma &#8220;lição de moral&#8221; no final do filme. Mas gosto da mensagem do anjo &#8211; do início e final do filme. E acho que roteiros assim deveriam aparecer mais. Gosto das resoluções e gostei muito da história.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/sucker-punch-ki.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8706" title="sucker-punch-ki" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/sucker-punch-ki.jpg" alt="" width="420" height="245" /></a></p>
<p>É um bom filme &#8220;testosterona&#8221;: mulheres bonitas e sexys; ação de sobra; steampunk. Mas além disso, acho que é um filme onde entendemos coisas novas a cada vez que assistirmos.</p>
<p>Vamos ver como o filme se sai com o tempo&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/sucker-punch-141.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-8704" title="sucker-punch-141" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/sucker-punch-141-1024x576.jpg" alt="" width="430" height="242" /></a></p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Iron Maiden &#8211; The Final Frontier World Tour</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Mar 2011 04:38:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Freddy Leal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Shows]]></category>
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		<description><![CDATA[O que falar de um show do Iron Maiden? Como descrevê-lo sem parecer uma tiete ou um daqueles críticos marrentos que enchem o evento de defeitos só para se autoafirmarem? Bom, eis minha tentativa. Neste último dia 26 a banda tocou novamente em São Paulo, desta vez no estádio do Morumbi e reuniu nada mais nada menos que 50 mil pessoas. Nada mal para uma banda que lançou seu primeiro disco há mais de 30 anos. Aos que não estão acostumados com shows de rock, ou mais especificamente show de heavy metal, sinto que preciso fazer um adendo. Shows de rock &#8211; com especial atenção às bandas de heavy metal &#8211; não são como outros shows e isso defenderei até a morte. E por que? Porque fãs de rock não são fãs comuns. Aqui faço uma ressalva: não me refiro à pessoas que escutam de tudo e que também gostam de rock, refiro-me àqueles que passam horas debaixo do sol para tentar comprar um ingresso para ver uma banda fora de moda, àqueles que pagam fortunas em discos que a maioria das pessoas nunca ouviu falar, àqueles que são capazes de se emocionar toda vez que ouvem aquele solo de guitarra. Esse tipo de fã é aquele fiel, ele pode ouvir e gostar de outras coisas, mas ele sempre será fiel àquelas bandas que o inspiraram das formas mais variadas possíveis. Isso porque o rock and roll não precisa da mídia para sobreviver, ele é um gênero de certa forma atemporal. Enquanto Lady Gaga e Restart gozam de fama quase instantânea e efêmera, centenas de bandas sobrevivem décadas e conquistam fãs sem terem suas músicas tocadas nas rádios. Quando digo que o rock é &#8220;atemporal&#8221;, não digo de forma alguma que ele seja imutável, mas cada nova tendência que cresce por fora da mídia continua sendo cultuada anos depois de decretarem seu &#8220;fim&#8221;. Quantos punks não existem por aí? Ou quantas pessoas não sentem o coração bater mais forte quando escutam aquela cena pós-punk dos anos 80? Quantos marmanjos não saem por aí fazendo moshs e stage divings com aquelas bandas de thrash metal que só eles conhecem? Digo tudo isso porque é fundamental ter isso em mente para entender porque o Iron Maiden (para não citarmos algumas outras bandas) vem sempre ao Brasil e sempre enche arenas com shows históricos. Assistir a um show da donzela de ferro é algo além de apenas ver pessoas tocando música no palco. Nós vemos gerações de rockeiros, vestidos com suas camisetas pretas das mais variadas bandas. Por vezes vemos pais levando seus filhos adolescentes para o show, vemos caravanas de outras cidades, vemos grupos incontáveis de jovens ávidos por seu primeiro grande show de rock. Tudo isso por pouco mais de uma hora de apresentação e isso é algo que poucas bandas conseguem fazer. Não é segredo para ninguém a rasgação de seda da banda em relação ao Brasil. O Iron Maiden sempre declara que adora tocar no Brasil, talvez exatamente pela...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que falar de um show do Iron Maiden? Como descrevê-lo sem parecer uma tiete ou um daqueles críticos marrentos que enchem o evento de defeitos só para se autoafirmarem? Bom, eis minha tentativa.</p>
<p>Neste último dia 26 a banda tocou novamente em São Paulo, desta vez no estádio do Morumbi e reuniu nada mais nada menos que 50 mil pessoas. Nada mal para uma banda que lançou seu primeiro disco há mais de 30 anos. Aos que não estão acostumados com shows de rock, ou mais especificamente show de heavy metal, sinto que preciso fazer um adendo. Shows de rock &#8211; com especial atenção às bandas de heavy metal &#8211; não são como outros shows e isso defenderei até a morte. E por que? Porque fãs de rock não são fãs comuns. Aqui faço uma ressalva: não me refiro à pessoas que escutam de tudo e que também gostam de rock, refiro-me àqueles que passam horas debaixo do sol para tentar comprar um ingresso para ver uma banda fora de moda, àqueles que pagam fortunas em discos que a maioria das pessoas nunca ouviu falar, àqueles que são capazes de se emocionar toda vez que ouvem <em>aquele</em> solo de guitarra. Esse tipo de fã é aquele fiel, ele pode ouvir e gostar de outras coisas, mas ele sempre será fiel àquelas bandas que o inspiraram das formas mais variadas possíveis. Isso porque o rock and roll não precisa da mídia para sobreviver, ele é um gênero de certa forma atemporal. Enquanto Lady Gaga e Restart gozam de fama quase instantânea e efêmera, centenas de bandas sobrevivem décadas e conquistam fãs sem terem suas músicas tocadas nas rádios. Quando digo que o rock é &#8220;atemporal&#8221;, não digo de forma alguma que ele seja imutável, mas cada nova tendência que cresce por fora da mídia continua sendo cultuada anos depois de decretarem seu &#8220;fim&#8221;. Quantos punks não existem por aí? Ou quantas pessoas não sentem o coração bater mais forte quando escutam aquela cena pós-punk dos anos 80? Quantos marmanjos não saem por aí fazendo <em>moshs</em> e <em>stage divings</em> com aquelas bandas de thrash metal que só eles conhecem? Digo tudo isso porque é fundamental ter isso em mente para entender porque o Iron Maiden (para não citarmos algumas outras bandas) vem sempre ao Brasil e sempre enche arenas com shows históricos.</p>
<div id="attachment_8636" class="wp-caption alignleft" style="width: 413px"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/03/maiden03.jpg"><img class="size-full wp-image-8636  " src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/03/maiden03.jpg" alt="" width="403" height="258" /></a><p class="wp-caption-text">esq. p/ dir.: Dave Murray (g), Janick Gers (g), Bruce Dickinson (v), Steve Harris (b), Nicko McBrain (bt) e Adrian Smith (g)</p></div>
<p>Assistir a um show da donzela de ferro é algo além de apenas ver pessoas tocando música no palco. Nós vemos gerações de rockeiros, vestidos com suas camisetas pretas das mais variadas bandas. Por vezes vemos pais levando seus filhos adolescentes para o show, vemos caravanas de outras cidades, vemos grupos incontáveis de jovens ávidos por seu primeiro grande show de rock. Tudo isso por pouco mais de uma hora de apresentação e isso é algo que poucas bandas conseguem fazer. Não é segredo para ninguém a rasgação de seda da banda em relação ao Brasil. O Iron Maiden sempre declara que adora tocar no Brasil, talvez exatamente pela paixão com que seus fãs fiéis comparecem às arenas. O Brasil é onde o Iron Maiden tem seus maiores públicos fora de festivais; isso foi confirmado pelo próprio Bruce Dickinson em 2009 no show do Autódromo de São Paulo que reuniu impressionantes 65 mil pessoas. Eu estava lá e acredite: é de arrepiar fazer parte de uma multidão tão apaixonada pela música cantando a plenos pulmões música atrás de música.</p>
<p>Bom, voltando à noite em questão, o dia 26 de março marcou o primeiro show da turnê brasileira do disco The Final Frontier, o décimo quinto álbum de estúdio da banda. Foi meu terceiro show do Iron Maiden (eu os vi em 2004, no Pacaembu, na turnê do disco Dance of Death e em 2009 no já citado megalomaníaco show no Autódromo da turnê Somewhere Back in Time) e eu tenho que dizer: foi o pior set list dos três, sem sombra de dúvidas, mas o Iron Maiden, mesmo com um set list sem inspiração baseado em um disco ruim (mas melhor que seu anterior, A Matter of Life and Death) é uma das pouquíssimas bandas que fazem seus shows valerem a pena sob qualquer circunstância.</p>
<p>A banda tocou 16 músicas, das quais cinco eram deste último disco. Foram poucos clássicos (em se tratando de uma banda com dezenas de clássicos), faltando pérolas como Run to the Hills e Wratchild (músicas que eles tocavam obrigatoriamente), mas mesmo músicas fracas como Coming Home e The Final Frontier funcionam muito bem ao vivo. Desnecessário dizer que músicas como The Number of the Beast, The Trooper, Hallowed be Thy Name, Iron Maiden e o mega-clássico Fear of the Dark forma cantadas em uníssono por cada uma das 50 mil pessoas. Deve ser uma tremenda sensação estar no palco e ver tanta gente, de tantas gerações, de um país tão longe do seu e de língua diferente da sua cantar as músicas que vocês compôs de forma tão energética.</p>
<div id="attachment_8634" class="wp-caption alignright" style="width: 274px"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/03/maiden01.jpg"><img class="size-full wp-image-8634 " src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/03/maiden01.jpg" alt="" width="264" height="192" /></a><p class="wp-caption-text">o estádio do Murumbi</p></div>
<p>Além de grande participação do público, uma grande performance da banda (com destaque sempre para o vocalista Bruce Dickinson que canta do jeito que canta mesmo correndo e pulando durante toda a apresentação), houve ainda toda aquela baboseira que todos nós amamos: uma cabeça de Eddie (o mascote da banda) gigante aparecendo no palco e se mexendo, um Eddie gigante andando pelo palco e &#8220;brigando&#8221; com um dos guitarristas durante uma das músicas, etc. Um espetáculo completo. O show foi tão bom que até mesmo a banda de abertura (O Cavalera Conspiracy) merece louvores, com um som honesto, simples e bastante pesado, os irmãos Cavalera agradaram não só aos fãs do Sepultura, mas a maioria dos presentes.</p>
<p>Dia 27 o Maiden tocou no Rio de Janeiro e tem datas para Brasília (30/03), Belém (01/04), Recife (03/04) e Curitiba (05/04). Prometeu que voltaria ao Brasil (e eu duvido muito que não volte) e, se o caro leitor me permite uma opinião, vá ao show, mesmo se o próximo disco da banda for tão ruim quanto esses dois últimos (os únicos ruins numa discografia de 15 álbuns), o Iron Maiden é sempre algo que vale a pena ver. Mesmo se o próximo disco da banda for uma mistura de música eletrônica com lambada, eu estarei lá, perdendo a voz e empunhando meu punho no ar, afinal, eu sou um fã de rock.</p>
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		<title>Efterklang, no Sesc Belenzinho, SP &#124; 29/01/11</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Jan 2011 17:59:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jairo Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<description><![CDATA[Existem certos tipos de artistas e shows. Existem aqueles que fazem turnês gigantescas, com grandes espetáculos pirotécnicos, recheados de lasers, fumaça, explosões, telões com imagens em alta definição. Existem também aqueles se defendem por trás de uma muralha de som e fúria, atacando os ouvidos de todos com o mais alto e bom som estridente. Mas também existem aqueles que são a representação perfeita de sua música, que conseguem transpor tão bem união da performance com o brilhantismo musical que surge entre alguns artistas. A apresentação do Efterklang se encaixa com perfeição nesta última categoria. Os dinamarqueses desembarcaram em São Paulo sem muito alarde, com quase nada de divulgação, apoiando-se quase só no boca-a-boca virtual das redes sociais. Recuperados da polêmica do ano passado, eles chegaram na cidade com um otimismo e alegria invejável, mais parecendo estarem tirando férias do que participando do mini Festival Dinamarquês. A banda é formada inicialmente por quatro integrantes, o Casper Clausen nos vocais, Mads Brauer nos eletrônicos e programação, Thomas Husmer na bateria e trompete, e o Rasmus Stolberg no baixo. Nos shows do Sesc eles ainda tiveram a ajuda de mais quatro músicos convidados, o que proporcionou um apoio extremamente bem-vindo na apresentação. O grupo pincelou faixas de seus álbuns anteriores, como o Tripper de 2004 e o Parades de 2007, mas teve grandes momentos com as composições do mais recente Magic Chairs. Foi em algum dos segundos iniciais da faixa Alike que o público ali presente pode sentir o ar mais intimista dos arranjos do Efterklang. Não havia espaço para pessoas gritando ou se empurrando em busca de um copo de vodka no bar. Aliás, nem isso havia ali. O público assistia a apresentação atônito, em silêncio, enquanto Casper parecia invocar uma magia desconhecida para iluminar todos ali presentes. Assim a noite seguiu, com mais momentos únicos na I Was Playing Drums e na Modern Drift ou na participação coletiva do público ao ajudar na percussão de Raincoats. O público parecia tão envolvido que foi uma surpresa a todos quando Casper se despediu, encerrando ali o que foi certamente uma das melhores apresentações desse começo de 2011. O que ficou provado ali é que grandes shows não necessariamente precisam de estruturas épicas ou de públicos de 80 mil pessoas. Um bom espaço e um público educado, unidos da mágica proporcionada pela trupe de Claus e seus amigos, são mais do que suficientes para alegrar e encantar a todos ali presentes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existem certos tipos de artistas e shows.</p>
<p>Existem aqueles que fazem turnês gigantescas, com grandes espetáculos pirotécnicos, recheados de lasers, fumaça, explosões, telões com imagens em alta definição.</p>
<p>Existem também aqueles se defendem por trás de uma muralha de som e fúria, atacando os ouvidos de todos com o mais alto e bom som estridente.</p>
<p>Mas também existem aqueles que são a representação perfeita de sua música, que conseguem transpor tão bem união da performance com o brilhantismo musical que surge entre alguns artistas.</p>
<p>A apresentação do <a href="http://www.efterklang.net/"><strong>Efterklang</strong></a> se encaixa com perfeição nesta última categoria.</p>
<p>Os dinamarqueses desembarcaram em São Paulo sem muito alarde, com quase nada de divulgação, apoiando-se quase só no boca-a-boca virtual das redes sociais. <a href="http://www.geex.com.br/2010/08/31/pastiches-na-era-digital/">Recuperados da polêmica do ano passado</a>, eles chegaram na cidade com um otimismo e alegria invejável, mais parecendo estarem tirando férias do que participando do mini Festival Dinamarquês.</p>
<div id="attachment_8240" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/01/efterklang_magic_chairs_email-300x300.jpg"><img class="size-full wp-image-8240" title="efterklang_magic_chairs_email-300x300" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/01/efterklang_magic_chairs_email-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Capa do álbum Magic Chairs (2010)</p></div>
<p>A banda é formada inicialmente por quatro integrantes, o Casper Clausen nos vocais, Mads Brauer nos eletrônicos e programação, Thomas Husmer na bateria e trompete, e o Rasmus Stolberg no baixo. Nos shows do Sesc eles ainda tiveram a ajuda de mais quatro músicos convidados, o que proporcionou um apoio extremamente bem-vindo na apresentação.</p>
<p>O grupo pincelou faixas de seus álbuns anteriores, como o <em>Tripper</em> de 2004 e o <em>Parades</em> de 2007, mas teve grandes momentos com as composições do mais recente <em>Magic Chairs</em>. Foi em algum dos segundos iniciais da faixa <em>Alike</em> que o público ali presente pode sentir o ar mais intimista dos arranjos do Efterklang. Não havia espaço para pessoas gritando ou se empurrando em busca de um copo de vodka no bar. Aliás, nem isso havia ali. O público assistia a apresentação atônito, em silêncio, enquanto Casper parecia invocar uma magia desconhecida para iluminar todos ali presentes.</p>
<p>Assim a noite seguiu, com mais momentos únicos na <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Z_PM6aLAwEw"><em>I Was Playing Drums</em></a> e na <a href="http://www.youtube.com/watch?v=vVj3rTWfVVw"><em>Modern Drift</em></a> ou na participação coletiva do público ao ajudar na percussão de <em>Raincoats</em>. O público parecia tão envolvido que foi uma surpresa a todos quando Casper se despediu, encerrando ali o que foi certamente uma das melhores apresentações desse começo de 2011.</p>
<p>O que ficou provado ali é que grandes shows não necessariamente precisam de estruturas épicas ou de públicos de 80 mil pessoas. Um bom espaço e um público educado, unidos da mágica proporcionada pela trupe de Claus e seus amigos, são mais do que suficientes para alegrar e encantar a todos ali presentes.</p>
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		<title>Trent Reznor e Daft Punk em Hollywood</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Jan 2011 15:21:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jairo Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com toda a enxurrada de filmes que surgiram na reta final de 2010, havia muita expectativa quanto a dois lançamentos: Tron: O Legado e A Rede Social. Deixando um pouquinho de lado a tentativa de medir o valor artístico/cinematográfico de ambos lançamentos, ainda mais que isto na convém para este texto, vale apontar que os dois filmes puderam ao menos se destacar pelo o ótimo trabalho de curadoria musical. Em um guinada espetacular (ou apenas puro bom senso) ambos filmes tiveram o cuidadoso trabalho de juntarem as suas equipes, músicos contemporâneos dos quais a discografia conversava com o tema de cada filme. Aqui temos os casos do trabalho de Trent Reznor e Atticus Ross na trilha de A Rede Social e do duo-francês, Daft Punk, nas músicas de Tron: O Legado. O vocal, líder, comandante, homem principal por trás do Nine Inch Nails, deu certa continuidade nas explorações e experimentações sonoras de seus álbuns anteriores, continuando o trabalho rítmico de algumas batidas antes ouvidas em Year Zero ou no bloco instrumental de músicas na série Ghosts I-IV. A trilha de Reznor combina camadas texturizadas de ruídos com gentis pianos minimalistas, como na faixa Hand Covers Bruise, para depois engatar em uma pulsante In Motion. Os acostumados com o peso do NIN, podem até se surpreender em quão sóbrias são as composições, mas na medida certa para encarnar o ar sombrio e solitário da história contada pelo diretor David Fincher. Já do outro lado do atlântico, os franceses do Daft Punk embarcaram no projeto dos sonhos ao encabeçarem a trilha-sonora do Tron: O Legado. Uma espécie de casamento do pop fascinante com o cult, a trilha era até mais aguardada do que um lançamento normal do grupo. Surpreendentemente, o grupo uniu-se com a London Orchestra, compondo uma trilha que combina momentos de expedientes orquestrados com parafernália eletrônica da melhor categoria. É um grande choque, tendo em vista que a outro trabalho da dupla para o cinema foi para o polêmico Irreversível. É engraçado ouvir um conjunto de cordas casando perfeitamente com os sintetizadores da dupla, com no caso da profética The Grid. Claro que o bom e velho Daft Punk retorna nas batidas dançantes de End of Line ou até na faixa final Tron Legacy (End Titles). Deixando de lado o sucesso financeiro ou de crítica de ambos filmes, o que fica é um sinal claro que existe inteligência e boas ideias vindas dos cantos mais inesperados de Hollywood. Existe vida além das trilhas-sonoras conhecidas e experimentos como nos casos de ambos lançamentos demonstram que nem tudo precisava ser como os tambores étnicos de Avatar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com toda a enxurrada de filmes que surgiram na reta final de 2010, havia muita expectativa quanto a dois lançamentos: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=d4RiUy23e9s"><em>Tron: O Legado</em></a> e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=lB95KLmpLR4"><em>A Rede Social</em></a>.</p>
<div id="attachment_7887" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/12/500full.jpg"><img class="size-medium wp-image-7887" title="500full" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/12/500full-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Trent Reznor e Atticus Ross no estúdio</p></div>
<p>Deixando um pouquinho de lado a tentativa de medir o valor artístico/cinematográfico de ambos lançamentos, ainda mais que isto na convém para este texto, vale apontar que os dois filmes puderam ao menos se destacar pelo o ótimo trabalho de curadoria musical. Em um guinada espetacular (ou apenas puro bom senso) ambos filmes tiveram o cuidadoso trabalho de juntarem as suas equipes, músicos contemporâneos dos quais a discografia conversava com o tema de cada filme. Aqui temos os casos do trabalho de <strong>Trent Reznor</strong> e <strong>Atticus Ross</strong> na trilha de <em>A Rede Social</em> e do duo-francês, <strong>Daft Punk</strong>, nas músicas de <em>Tron: O Legado</em>.</p>
<p>O vocal, líder, comandante, homem principal por trás do Nine Inch Nails, deu certa continuidade nas explorações e experimentações sonoras de seus álbuns anteriores, continuando o trabalho rítmico de algumas batidas antes ouvidas em <em>Year Zero</em> ou no bloco instrumental de músicas na série <em>Ghosts I-IV</em>. A trilha de Reznor combina camadas texturizadas de ruídos com gentis pianos minimalistas, como na faixa <a href="http://www.youtube.com/watch?v=zFyds_YXwII"><em>Hand Covers Bruise</em></a>, para depois engatar em uma pulsante <a href="http://www.youtube.com/watch?v=tv24z1NA3P0"><em>In Motion</em></a>. Os acostumados com o peso do <em>NIN</em>, podem até se surpreender em quão sóbrias são as composições, mas na medida certa para encarnar o ar sombrio e solitário da história contada pelo diretor David Fincher.</p>
<div id="attachment_7894" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/12/daft-punk-tron-legacy.jpg"><img class="size-medium wp-image-7894" title="daft-punk-tron-legacy" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/12/daft-punk-tron-legacy-300x202.jpg" alt="" width="300" height="202" /></a><p class="wp-caption-text">Daft Punk Tron Mode On</p></div>
<p>Já do outro lado do atlântico, os franceses do Daft Punk embarcaram no projeto dos sonhos ao encabeçarem a trilha-sonora do <em>Tron: O Legado</em>. Uma espécie de casamento do pop fascinante com o <em>cult</em>, a trilha era até mais aguardada do que um lançamento normal do grupo. Surpreendentemente, o grupo uniu-se com a London Orchestra, compondo uma trilha que combina momentos de expedientes orquestrados com parafernália eletrônica da melhor categoria. É um grande choque, tendo em vista que a outro trabalho da dupla para o cinema foi para o polêmico <em>Irreversível</em>.</p>
<p>É engraçado ouvir um conjunto de cordas casando perfeitamente com os sintetizadores da dupla, com no caso da profética <a href="http://www.youtube.com/watch?v=tFXYuw96d0c"><em>The Grid</em></a>. Claro que o bom e velho Daft Punk retorna nas batidas dançantes de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Lfrn1oGdB6o"><em>End of Line</em></a> ou até na faixa final <em>Tron Legacy (End Titles)</em>.</p>
<p>Deixando de lado o sucesso financeiro ou de crítica de ambos filmes, o que fica é um sinal claro que existe inteligência e boas ideias vindas dos cantos mais inesperados de Hollywood. Existe vida além das trilhas-sonoras conhecidas e experimentos como nos casos de ambos lançamentos demonstram que nem tudo precisava ser como os tambores étnicos de <em>Avatar</em>.</p>
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		<title>The National &#8211; High Violet (2010)</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Aug 2010 14:04:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jairo Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Foi preciso um período de absorção e reflexão para finalmente sair uma texto sobre o novo álbum do The National, o aguardado High Violet. Para quem foi no falecido Tim Festival de 2008, teve a sorte de presenciar a intensa apresentação da banda americana, que ali demonstrava provavelmente o ápice de sua maturidade musical com as músicas do álbum Boxer. Na época, alguns apontaram que apresentação foi mais &#8220;pesada&#8221; do que o devido, que para outros, não passou de pura baboseira de fãs do Interpol Joy Division perdidos na platéia. High Violet não é exatamente uma continuação de Boxer, mas leva na mala as lições aprendidas nas árduas horas de estúdio que cunharam o som redondo de faixas como Apartment Story. Há neste novo trabalho uma grande sensação de que as faixas foram compostas, gravadas, regravadas e mixadas a exaustão. E provavelmente não foi em vão, vide que eles conseguiram entrar em terceiro lugar na tabela da Billboard deste ano. Matt Berninger retorna com os seus graves que parecem prontos para destruir as caixas de som de seu computador. Na cozinha, junta-se a bateria mecânica de Bryan Devendorf, que já tinha mostrado seu grande leque de possibilidades nos outros álbuns do grupo (ou bem mais em faixas como o Mistaken for Strangers e Squalor Victoria). A tríade que abre o álbum (Terrible Love + Sorrow + Anyone&#8217;s Ghost) é a razão pela qual muitos fãs e ouvintes casuais acabaram se perdendo no meio do caminho. Ambas parecem manter um mesmo tom, ou ao menos, não demonstram variação entre si. Este não é exatamente um defeito, mas sim uma característica diferente deste álbum, que exige a tal reflexão que comentei no começo do texto. É provável que em algumas semanas você cante &#8220;It takes an ocean not to break&#8221; ou algum refrão sobre ser o fantasma de alguém sem perceber da onde vieram essas melodias na sua cabeça. Quando o sumido Sufjan Stevens surge com seus vocais fantasmagóricos em Afraid of Everyone, o álbum toma outra guinada para o melhor. É após esse clássico instantâneo que vem talvez a melhor música deste ano, Bloodbuzz Ohio. A faixa é aquela companhia perfeita para a troca de marchas quando você finalmente entra na estrada no fim de semana. Há algo ali quando o Matt canta que &#8220;(&#8230;) devo dinheiro ao dinheiro ao dinheiro que devo&#8221; que aumenta a dramaticidade de toda a história. The National fez uma mistureba de emoções em High Violet, e talvez por perder um pouco da unidade do Boxer, transformou este novo trabalho em algo um pouco mais complicado de digerir. Mas podem ter certeza: quem der mais de uma chance para este álbum, terá um belo de um retorno ao longo dos anos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_6590" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/08/the-national_high-violet2.jpg"><img class="size-medium wp-image-6590" title="the-national_high-violet2" src="http://www.geex.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/08/the-national_high-violet2-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">A capa é uma escultura do artista Mark Fox</p></div>
<p>Foi preciso um período de absorção e reflexão para finalmente sair uma texto sobre o novo álbum do <a href="http://www.americanmary.com/"><strong>The National</strong></a>, o aguardado <em>High Violet</em>.</p>
<p>Para quem foi no<a href="http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,o-tim-festival-chega-ao-fim,333597,0.htm"> falecido Tim Festival</a> de 2008, teve a sorte de presenciar a intensa apresentação da banda americana, que ali demonstrava provavelmente o ápice de sua maturidade musical com as músicas do álbum <em>Boxer</em>. Na época, alguns apontaram que apresentação foi mais &#8220;pesada&#8221; do que o devido, que para outros, não passou de pura baboseira de fãs do <span style="text-decoration: line-through;"><a href="http://www.interpolnyc.com/">Interpol</a></span> <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Joy_Division">Joy Division</a> perdidos na platéia.</p>
<p><em>High Violet </em>não é exatamente uma continuação de <em>Boxer</em>, mas leva na mala as lições aprendidas nas árduas horas de estúdio que cunharam o som redondo de faixas como <a href="http://www.youtube.com/watch?v=RnI28bdZylM"><em>Apartment Story</em></a>. Há neste novo trabalho uma grande sensação de que as faixas foram compostas, gravadas, regravadas e mixadas a exaustão. E provavelmente não foi em vão, vide que eles conseguiram entrar em <a href="http://www.spinner.com/2010/05/20/the-national-billboard-album-chart/">terceiro lugar na tabela</a> da <a href="http://www.billboard.com/#/">Billboard</a> deste ano.</p>
<p><a title="Matt Berninger" href="http://pitchfork.com/artists/7358-matt-berninger/" target="_blank">Matt Berninger</a> retorna com os seus graves que parecem prontos para destruir as caixas de som de seu computador. Na cozinha, junta-se a bateria mecânica de Bryan Devendorf, que já tinha mostrado seu grande leque de possibilidades nos outros álbuns do grupo (ou bem mais em faixas como o <em>Mistaken for Strangers</em> e <em>Squalor Victoria</em>).</p>
<p>A tríade que abre o álbum (<em>Terrible Love</em> +<em> Sorrow</em> + <em>Anyone&#8217;s Ghost</em>) é a razão pela qual muitos fãs e ouvintes casuais acabaram se perdendo no meio do caminho. Ambas parecem manter um mesmo tom, ou ao menos, não demonstram variação entre si. Este não é exatamente um defeito, mas sim uma característica diferente deste álbum, que exige a tal reflexão que comentei no começo do texto. É provável que em algumas semanas você cante &#8220;It takes an ocean not to break&#8221; ou algum refrão sobre ser o fantasma de alguém sem perceber da onde vieram essas melodias na sua cabeça.</p>
<p>Quando o sumido Sufjan Stevens surge com seus vocais fantasmagóricos em <a href="http://www.youtube.com/watch?v=1m1qCcjDk6Q"><em>Afraid of Everyone</em></a>, o álbum toma outra guinada para o melhor. É após esse clássico instantâneo que vem talvez a melhor música deste ano, <a href="http://vimeo.com/12496956"><em>Bloodbuzz Ohio</em></a>. A faixa é aquela companhia perfeita para a troca de marchas quando você finalmente entra na estrada no fim de semana. Há algo ali quando o Matt canta que &#8220;(&#8230;) devo dinheiro ao dinheiro ao dinheiro que devo&#8221; que aumenta a dramaticidade de toda a história.</p>
<p>The National fez uma mistureba de emoções em <em>High Violet</em>, e talvez por perder um pouco da unidade do <em>Boxer</em>, transformou este novo trabalho em algo um pouco mais complicado de digerir. Mas podem ter certeza: quem der mais de uma chance para este álbum, terá um belo de um retorno ao longo dos anos.</p>
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		<title>The Black Keys &#8211; Brothers (2010)</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Jun 2010 14:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jairo Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[60's]]></category>
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		<description><![CDATA[Você tem que ser completamente surdo para ignorar o barulho que essa dupla de Ohio faz. Sério mesmo. A primeira vez que tive contato com a música do The Black Keys foi em um distante 2002, quando a banda surgia do underground de sua cidade natal para alcançar os holofotes traiçoeiros da Mtv. Na época eles foram injustamente comparados com o The White Stripes. Foram necessários anos para a poeira baixar e logo as diferenças &#8211; gritantes, por sinal &#8211; entre as duplas surgiram. O lançamento do Brothers, deste ano, vem para comprovar que os dois nerds musicais são verdadeiras metralhadoras ambulantes de puro blues, rock e até soul em seu formato mais efervescente. Já nos primeiros segundos da abertura da faixa Everlasting Light, os falsetes do menino-prodígio Dan Auerbach mostram que esse álbum vai ter muita alma para entregar e é melhor se prepara com firmeza. Na continuação, Next Girl, um ode aos pesadelos de ex-namoradas, é a que mais bebe da crueza e acidez de seu álbum anterior, Attack &#38; Release, mas não deixa de respirar em ares de um single honesto e direto. Mas é a Tighten Up que catapulta os teclas pretas à escadaria de preciosidades do rock&#8217;n'roll. Uma faixa simples, com uma linha de baixo grudenta e assovios simpáticos, que narra as tortuosas curvas do amor. Cantada com enorme honestidade, a letra parece escrita por alguém com ao menos 50 anos de idade, se não fosse que o vocalista e guitarrista Auerbach tem apenas 31 anos de idade. Essa firmeza na postura é demonstrada por mais músicas do álbum, que em momentos lembram os melhores solos com fuzz do Cream (na She&#8217;s Long Gone), a amargurada realidade do Muddy Waters ou o sofrimento concentrado dos melhores álbuns da Stax (a bela Never Give You Up). Não podemos ignorar também o econômico e preciso trabalho da outra metade da dupla, Patrick Carney, que mantém um interessante groove em faixas como The Only One. Muito do Brothers também se deve as experimentações que a dupla fez no projeto paralelo Blacrok, que contava com a participações de rappers como Mos Def e a Nicole Wray. Se você ainda não se sente convencido em experimentar o Black Keys, bom, paciência, você invariavelmente está perdendo uma das melhores bandas da atualidade. Fique torcendo para a turnê de reunião de sua banda mais antiga.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><img src="http://jaironeto.com/Geex/cover_blackkeys.jpg" alt="" width="300" height="300" /><p class="wp-caption-text">A capa é pura homenagem ao melhor dos anos 70</p></div>
<p>Você tem que ser completamente surdo para ignorar o barulho que essa dupla de Ohio faz. Sério mesmo.</p>
<p>A primeira vez que tive contato com a música do <strong><a href="http://www.theblackkeys.com/">The Black Keys</a></strong> foi em um distante 2002, quando a banda surgia do <em>underground</em> de sua cidade natal para alcançar os holofotes traiçoeiros da Mtv. Na época eles foram injustamente comparados com o <a href="http://www.whitestripes.com/">The White Stripes</a>. Foram necessários anos para a poeira baixar e logo as diferenças &#8211; gritantes, por sinal &#8211; entre as duplas surgiram.</p>
<p>O lançamento do <em>Brothers</em>, deste ano, vem para comprovar que os dois nerds musicais são verdadeiras metralhadoras ambulantes de puro blues, rock e até soul em seu formato mais efervescente. Já nos primeiros segundos da abertura da faixa <em>Everlasting Light</em>, os falsetes do menino-prodígio Dan Auerbach mostram que esse álbum vai ter muita alma para entregar e é melhor se prepara com firmeza. Na continuação, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=x_PrT25o8Vs"><em>Next Girl</em></a>, um ode aos pesadelos de ex-namoradas, é a que mais bebe da crueza e acidez de seu álbum anterior, <em>Attack &amp; Release</em>, mas não deixa de respirar em ares de um single honesto e direto.</p>
<p>Mas é a <a href="http://www.youtube.com/watch?v=mpaPBCBjSVc"><em>Tighten Up</em></a> que catapulta os teclas pretas à escadaria de preciosidades do rock&#8217;n'roll. Uma faixa simples, com uma linha de baixo grudenta e assovios simpáticos, que narra as tortuosas curvas do amor. Cantada com enorme honestidade, a letra parece escrita por alguém com ao menos 50 anos de idade, se não fosse que o vocalista e guitarrista Auerbach tem apenas 31 anos de idade. Essa firmeza na postura é demonstrada por mais músicas do álbum, que em momentos lembram os melhores solos com fuzz do Cream (na <em>She&#8217;s Long Gone</em>), a amargurada realidade do Muddy Waters ou o sofrimento concentrado dos melhores álbuns da Stax (a bela <em>Never Give You Up</em>).</p>
<p>Não podemos ignorar também o econômico e preciso trabalho da outra metade da dupla, Patrick Carney, que mantém um interessante <em>groove</em> em faixas como <em>The Only One</em>. Muito do <em>Brothers</em> também se deve as experimentações que a dupla fez no projeto paralelo <a href="http://www.blakroc.com/">Blacrok</a>, que contava com a participações de rappers como Mos Def e a Nicole Wray.</p>
<p>Se você ainda não se sente convencido em experimentar o Black Keys, bom, paciência, você invariavelmente está perdendo uma das melhores bandas da atualidade. Fique torcendo para a turnê de reunião de sua banda mais antiga.</p>
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