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	<title>GeeX! &#187; Cinema</title>
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	<description>Mais um passo rumo a dominação mundial!</description>
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	<itunes:summary>GeeBeRiSh! - O Podcast do GeeX!

Nosso podcast foi carinhosamente nomeado de GeeBeRiSh, uma adaptação de giberish, que é o ato de discursar sem falar nada importante, ou sem significado algum, e um sinônimo para &#34;bobagem&#34; em inglês. É exatamente o tipo de coisas que vocês podem esperar ouvir no podcast, portanto. :)</itunes:summary>
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		<title>Capitães da Areia (2011)</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Oct 2011 03:43:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Freddy Leal</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por algum motivo há, enraizado na cultura do povo brasileiro, o conceito de que tudo o que é produzido aqui é inferior ao que é produzido no exterior (e por exterior entende-se basicamente Europa e Estados Unidos) e a literatura muitas vezes cai nesse mesmo triste engano. A verdade, porém, é que a literatura brasileira &#8211; e pessoalmente destaco a fase que ocorre a partir do realismo de Machado de Assis &#8211; é extremamente rica, tendo produzido obras que podem ser consideradas, sem sombra de dúvidas, patrimônio cultural da humanidade. Um escritor baiano ganhou grande sucesso no século XX e seu nome é Jorge Amado. Algo como um Ítalo Calvino brasileiro (ou Ítalo Calvino, um escritor de uma geração mais jovem, deveria ser chamado de Jorge Amado italiano?), Jorge Amado foi traduzido para mais de quarenta idiomas, ganhou o Prêmio Camões (o Nobel da língua portuguesa), foi nomeado para a Academia Brasileira de Letras em uma época onde não havia Paulos Coelhos ou Josés Sarneys manchando a reputação da casa e teve várias de suas obras adaptadas para a televisão, cinema e teatro. &#8220;Capitães da Areia&#8221;, uma de suas obras mais célebres ganhou recentemente uma versão para o cinema dirigida por sua própria neta, Cecília Amado. Ambientado em algum espaço de tempo entre os anos 30 e 50, o filme (e o livro, claro) conta a história de uma turma de meninos de rua que são conhecidos pela alcunha de &#8220;Capitães da Areia&#8221;. Os meninos são peritos na arte de furtar, aplicando diversos golpes na região histórica de Salvador, onde vivem. Em primeiro lugar o filme não é um gigolô da miséria, ela não é explorada de forma melodramática para nos sentirmos tocados com a pobreza e as diferenças sociais, isso acontece naturalmente. A vida dos meninos é mostrada de forma bastante cínica, quase fugaz, o que acaba por resultar em um filme surpreendentemente leve. Mas nem tudo são flores: o filme exala falta de experiência da diretora, que até então havia trabalhado geralmente como assistente de direção. Se há momentos inspirados, como a sequência da briga nos trilhos do trem, há momentos em que a diretora parece meter os pés pelas mãos, misturando uma linguagem sóbria com variações de velocidade à la Guy Ritchie que simplesmente não funcionam para o longa. O filme peca ainda pelo uso de certas câmeras lentas quebradas e totalmente fora de contexto, além de um uso exagerado de planos fechados. A direção de fotografia, elemento que vem crescendo muito no cinema nacional, também não faz um papel excepcional. Há, claro, sequências belas, mas há momentos também em que nem mesmo o foco é mantido no rosto dos atores. O elemento mais problemático no filme, porém, é o roteiro. Não é fácil adaptar a obra de um grande escritor, sobretudo se o escritor em questão é seu avô. Imagino o peso sobre os ombros de Cecília Amado ao desempenhar (juntamente com Hilton Lacerda) essa função. Percebe-se, contudo, que tamanha responsabilidade converteu-se num texto ruim, onde é...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por algum motivo há, enraizado na cultura do povo brasileiro, o conceito de que tudo o que é produzido aqui é inferior ao que é produzido no exterior (e por exterior entende-se basicamente Europa e Estados Unidos) e a literatura muitas vezes cai nesse mesmo triste engano. A verdade, porém, é que a literatura brasileira &#8211; e pessoalmente destaco a fase que ocorre a partir do realismo de Machado de Assis &#8211; é extremamente rica, tendo produzido obras que podem ser consideradas, sem sombra de dúvidas, patrimônio cultural da humanidade. Um escritor baiano ganhou grande sucesso no século XX e seu nome é Jorge Amado. Algo como um Ítalo Calvino brasileiro (ou Ítalo Calvino, um escritor de uma geração mais jovem, deveria ser chamado de Jorge Amado italiano?), Jorge Amado foi traduzido para mais de quarenta idiomas, ganhou o Prêmio Camões (o Nobel da língua portuguesa), foi nomeado para a Academia Brasileira de Letras em uma época onde não havia Paulos Coelhos ou Josés Sarneys manchando a reputação da casa e teve várias de suas obras adaptadas para a televisão, cinema e teatro. &#8220;Capitães da Areia&#8221;, uma de suas obras mais célebres ganhou recentemente uma versão para o cinema dirigida por sua própria neta, Cecília Amado.</p>
<p>Ambientado em algum espaço de tempo entre os anos 30 e 50, o filme (e o livro, claro) conta a história de uma turma de meninos de rua que são conhecidos pela alcunha de &#8220;Capitães da Areia&#8221;. Os meninos são peritos na arte de furtar, aplicando diversos golpes na região histórica de Salvador, onde vivem. Em primeiro lugar o filme não é um gigolô da miséria, ela não é explorada de forma melodramática para nos sentirmos tocados com a pobreza e as diferenças sociais, isso acontece naturalmente. A vida dos meninos é mostrada de forma bastante cínica, quase fugaz, o que acaba por resultar em um filme surpreendentemente leve.</p>
<div id="attachment_10294" class="wp-caption alignleft" style="width: 394px"><a rel="attachment wp-att-10294" href="http://www.geex.com.br/2011/10/15/capitaes-da-areia-2011/capitc3a3es-da-areia-imagem-1/"><img class="size-full wp-image-10294 " src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/10/capitc3a3es-da-areia-imagem-1.jpg" alt="" width="384" height="255" /></a><p class="wp-caption-text">Todos se reúnem para ouvir &quot;Professor&quot;, o único Capitão da Areia que sabe ler</p></div>
<p>Mas nem tudo são flores: o filme exala falta de experiência da diretora, que até então havia trabalhado geralmente como assistente de direção. Se há momentos inspirados, como a sequência da briga nos trilhos do trem, há momentos em que a diretora parece meter os pés pelas mãos, misturando uma linguagem sóbria com variações de velocidade à la Guy Ritchie que simplesmente não funcionam para o longa. O filme peca ainda pelo uso de certas câmeras lentas quebradas e totalmente fora de contexto, além de um uso exagerado de planos fechados. A direção de fotografia, elemento que vem crescendo muito no cinema nacional, também não faz um papel excepcional. Há, claro, sequências belas, mas há momentos também em que nem mesmo o foco é mantido no rosto dos atores.</p>
<p>O elemento mais problemático no filme, porém, é o roteiro. Não é fácil adaptar a obra de um grande escritor, sobretudo se o escritor em questão é seu avô. Imagino o peso sobre os ombros de Cecília Amado ao desempenhar (juntamente com Hilton Lacerda) essa função. Percebe-se, contudo, que tamanha responsabilidade converteu-se num texto ruim, onde é muito forte a presença do medo em alterar qualquer vírgula do romance de Jorge Amado. Isso resultou em diálogos excessivamente literários que ganham pontos com as gírias comumente faladas, mas perdem outros mais por usar de um português muito correto para personagens que seriam mais críveis se usassem um vocabulário mais simples. O que se tem, finalmente, é uma aberração linguística onde em uma mesma frase um menino de rua usa gírias locais e um português parnasiano. Isso põe o filme um pouco mais distante do palpável do que ele gostaria. O conteúdo do texto, porém, é de uma excelência tão exuberante que eclipsa tais falhas e logo nos faz embarcar junto aos personagens. Conteúdo ótimo com diálogos fracos, este filme é mesmo uma obra de paradoxos. Embarcando em uma onda de tendência quase neorrealista, os atores que fazem os tais &#8220;Capitães da Areia&#8221; tem uma caracterização exemplar, porém a falta de experiência de todos (ao que consta, são todos amadores) fica visível e acaba de comprometer as linhas de diálogo já deficientes.</p>
<div id="attachment_10295" class="wp-caption alignright" style="width: 329px"><a rel="attachment wp-att-10295" href="http://www.geex.com.br/2011/10/15/capitaes-da-areia-2011/namoro_bala_e_doraredux_1265161431/"><img class="size-full wp-image-10295     " src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/10/namoro_bala_e_doraredux_1265161431.jpg" alt="" width="319" height="211" /></a><p class="wp-caption-text">A inocência do romance juvenil de Pedro Bala e Dora</p></div>
<p>Em todo caso, &#8220;Capitães de Areia&#8221; é um bom filme, não é o melhor filme já feito no Brasil, mas é honesto e vale o ingresso, seja ele o valor que for. Como disse anteriormente, apesar de suas várias deficiências, o universo criado por Jorge Amado nos leva em completa estesia, fazendo-nos torcer pelos personagens à beira da tragédia e nos compadecendo com dramas que, apesar de não serem totalmente explorados, dão suficientemente a idéia para que possamos levá-la conosco: é assim a relação do personagem Sem Pernas com a chance de ter uma família que o amasse ou a do Professor frente ao amor não-correspondido por Dora. Mas o grande discurso do filme fica mesmo para o final, quando nós somos apresentados, através de uma ótica infantil e inocente, aos futuros dos meninos, afinal &#8211; ao contrário do que a sociedade imagina &#8211; eles não nasceram para roubar ou com a pré-disposição para serem pessoas ruins, eles são, no final das contas, prisioneiros da mediocridade ansiando pela liberdade. E afinal, não somos todos?</p>
<p><a href="http://www.capitaesdaareia.com.br/">Capitães da Areia</a>. Dir.: Cecília Amado, com Jean Luis Amorim, Ana Graciela, Robério Lima, Israel Gouvêa e Paulo Abade</p>
<p>Estreou 07/10</p>
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		<title>FAROFA ROCK MOVIES</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Oct 2011 17:27:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Max Augusto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não consegui encontrar a origem do termo, mas dando uma rápida googleada por aí, dá para se chegar a algumas conclusões sobre o rock farofa. Claramente criado como uma expressão pejorativa, para designar todo aquele tipo de banda ou música que foi na direção contrária à concepção original do rock. Basicamente, a farofa foi aquele rock mela-cueca, baladeiro, extremamente comercial e limitadamente criativo. Ou seja, o rock dos anos 80 em peso! (não que isso exclua muitas das coisas produzidas nos dias atuais) No mesmo balaio, podemos colocar coisas como Poison, Bon Jovi, Van Halen, Mötley Crüe, Whitesnake e, invariavelmente, qualquer grupo com nome de localização geográfica como Asia ou Europa (mas Boston continua foda, né não?). No terreno do cinema, há um nicho especialmente reservado àquelas pérolas da auto-paródia que não deixam de alfinetar todo o mundo cabeludo e &#8220;poser&#8221; do mesmo rock que busca também homenagear. Segue a nossa lista dos filmes de rock mais farofa de todos os tempos (e se lembrar de mais algum, faça o favor de deixar registrado aí embaixo nos comentários): Isto é Spinal Tap (This is Spinal Tap &#8211; Rob Reiner, 1984) registra a turnê estadunidense de uma grande banda de Heavy Metal inglesa. O filme poderia muito bem estar na categoria de documentários, a não ser por um simples detalhe: é tudo de mentirinha. Muito antes do Massacration encher os estádios pelo Brasil afora, houve um grupo que ganhou a alcunha de &#8220;banda mais barulhenta do Reino Unido&#8221; &#8211; como seu cartaz insistia em nos alertar. Essa banda era o Spinal Tap. Mas assim como seu filhote brasileiro, o Spinal Tap NUNCA EXISTIU. O filme do diretor Rob Reiner (de Conta Comigo e Louca Obsessão), além de ser um retrato fantástico do metal purpurinado e laqueado do rock que tomou conta da época (Kiss? Judas Priest? Alguém? ) é também, na opinião singela deste escriba, um dos melhores filmes de comédia de todos os tempos. Talvez o maior mérito esteja na sátira mascarada. O filme tem toda uma forma carinhosa de tratar o tema, com a nostalgia dos grandes momentos de uma banda que agora está em decadência. É como se o documentarista (que é vivido pelo próprio diretor) fosse um verdadeiro fã do Spinal Tap. As sacadas cômicas são coisas  geniais, como os depoimentos &#8220;sinceros&#8221; dos membros da banda (em especial, as respostas sobre a constante mudança de bateristas) ou o absurdo de um solo de guitarra usando um violino como palheta. Obrigatório para o fã de rock. Numa lista como essa, não poderia faltar uma homenagem sincera à banda mais farofa de todos os tempos. Com direito a muito ovo mexido, bacon e banana picadinha: Kiss! Detroit &#8211; A Cidade do Rock (Detroit Rock City - Adam Rifkin, 1999) não é &#8211; nem de longe &#8211; uma excelente obra cinematográfica. É um filme de adolescentes, descontraído, repleto de clichês do gênero, mas com uma paixonite crônica pelo rock estampada em cada trapalhada &#8211; das muitas &#8211; em que o quarteto de...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não consegui encontrar a origem do termo, mas dando uma rápida googleada por aí, dá para se chegar a algumas conclusões sobre o <strong>rock farofa. </strong>Claramente criado como uma expressão pejorativa, para designar todo aquele tipo de banda ou música que foi na direção contrária à concepção original do rock. Basicamente, a farofa foi aquele rock <em>mela-cueca</em>, baladeiro, extremamente comercial e limitadamente criativo. Ou seja, o rock dos anos 80 em peso! (não que isso exclua muitas das coisas produzidas nos dias atuais)</p>
<p>No mesmo balaio, podemos colocar coisas como <strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=aB5JRS6JOck">Poison</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=jn8XfKnDPlg&amp;feature=related">Bon Jovi</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=wlq0lYB3iSM&amp;feature=related">Van Halen</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=qMuZbxfFpfE&amp;feature=related">Mötley Crüe</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=GOJk0HW_hJw&amp;ob=av2e">Whitesnake</a> </strong>e, invariavelmente, qualquer grupo com nome de localização geográfica como <strong>Asia </strong>ou <strong>Europa</strong> (mas <a href="http://www.youtube.com/watch?v=t4QK8RxCAwo&amp;ob=av2n"><strong>Boston</strong></a> continua foda, né não?).</p>
<p>No terreno do cinema, há um nicho especialmente reservado àquelas pérolas da auto-paródia que não deixam de alfinetar todo o mundo cabeludo e &#8220;poser&#8221; do mesmo rock que busca também homenagear. Segue a nossa lista dos filmes de rock mais farofa de todos os tempos (e se lembrar de mais algum, faça o favor de deixar registrado aí embaixo nos comentários):</p>
<p><img class="alignleft" src="http://media.lunch.com/d/d7/451827.jpg" alt="" width="360" height="240" /></p>
<p><em><strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=-6EwqlgUOpI&amp;feature=related">Isto é Spinal Tap</a> </strong></em>(<em>This is Spinal Tap &#8211; </em><a href="http://www.imdb.com/name/nm0001661/">Rob Reiner</a>, 1984) registra a turnê estadunidense de uma grande banda de <em>Heavy Metal</em> inglesa. O filme poderia muito bem estar na categoria de <a href="http://www.geex.com.br/2011/10/10/rock-movies-rockumentarios/">documentários</a>, a não ser por um simples detalhe: <strong>é tudo de mentirinha.</strong> Muito antes do <a href="http://www.youtube.com/watch?v=vcfrgoSSeRs&amp;feature=related"><em><strong>Massacration</strong></em></a> encher os estádios pelo Brasil afora, houve um grupo que ganhou a alcunha de &#8220;<em>banda mais barulhenta do Reino Unido</em>&#8221; &#8211; como seu cartaz insistia em nos alertar. Essa banda era o <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=RsOxgwF9LlM"><strong>Spinal Tap</strong></a>. </em>Mas assim como seu filhote brasileiro, o <em>Spinal Tap</em> NUNCA EXISTIU.</p>
<p>O filme do diretor Rob Reiner (de<em> <a href="http://www.youtube.com/watch?v=FUVnfaA-kpI">Conta Comigo</a> </em>e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=wAzmhrctuz0"><em>Louca Obsessão</em></a>), além de ser um retrato fantástico do metal purpurinado e laqueado do rock que tomou conta da época (<a href="http://www.youtube.com/watch?v=rXAzXckKX1M&amp;feature=related"><em>Kiss</em></a>? <a href="http://www.youtube.com/watch?v=kKbJnWeYwvg"><em>Judas Priest</em></a>? Alguém? ) é também, na opinião singela deste escriba, um dos melhores filmes de comédia de todos os tempos. Talvez o maior mérito esteja na sátira mascarada. O filme tem toda uma forma carinhosa de tratar o tema, com a nostalgia dos grandes momentos de uma banda que agora está em decadência. É como se o documentarista (que é vivido pelo próprio diretor) fosse um verdadeiro fã do <em>Spinal Tap</em>.</p>
<p>As sacadas cômicas são coisas  geniais, como os depoimentos &#8220;sinceros&#8221; dos membros da banda (em especial, as respostas sobre a <a href="http://www.youtube.com/watch?v=qBCSMjHJAvg&amp;feature=fvsr">constante mudança de bateristas</a>) ou o absurdo de um solo de guitarra usando um <a href="http://www.youtube.com/watch?v=k4UJkl6eaGQ&amp;feature=related">violino como palheta</a>. Obrigatório para o fã de rock.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-10250" href="http://www.geex.com.br/2011/10/13/farofa-rock-movies/detroit-rock-city03/"><img class="alignright size-medium wp-image-10250" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/10/detroit-rock-city03-300x207.jpg" alt="" width="345" height="238" /></a></p>
<p>Numa lista como essa, não poderia faltar uma homenagem sincera à banda mais farofa de todos os tempos. Com direito a muito ovo mexido, bacon e banana picadinha<strong><em>: Kiss! </em></strong><strong><em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=JBTg_CW9kQQ">Detroit &#8211; A Cidade do Rock</a> </em></strong><strong>(</strong><em>Detroit Rock City </em><em>-</em> <a href="http://www.imdb.com/name/nm0726472/">Adam Rifkin</a>, 1999) não é &#8211; nem de longe &#8211; uma excelente obra cinematográfica. É um filme de adolescentes, descontraído, repleto de clichês do gênero, mas com uma paixonite crônica pelo rock estampada em cada trapalhada &#8211; das muitas &#8211; em que o quarteto de protagonistas se envolve. E é essa mistura de <em>road movie</em> com rock n´roll que o o torna obrigatório na nossa lista.</p>
<p>A história? As intrépidas aventuras de quatro amigos que farão de tudo para conseguir assistir ao show do <strong>Kiss </strong>(em carne, osso e muita maquiagem), na cidade de Detroit, lá pelos idos de 1978. As tiradas sobre o inacabável &#8220;conflito&#8221; religião X rock n´roll dão um tempero a mais, mas o que fica gravado na memória é o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=ppLX4B_xz14">show catártico</a> do final.</p>
<p><a title="Dave Grohl se divertindo como nunca" rel="attachment wp-att-10218" href="http://www.geex.com.br/2011/10/13/farofa-rock-movies/tenacious-d/"><img class="size-medium wp-image-10218 alignleft" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/10/tenacious-d-300x210.jpg" alt="" width="363" height="253" /></a><em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=gMRl8jR81vo"><strong>Tenacious D &#8211; Uma Dupla Infernal </strong></a>(Tenacious D and the Pick of Destiny -</em><a href="http://www.imdb.com/name/nm0528381/">Liam Lynch</a>, 2006) é como todo musical deveria ser: anárquico, escrachado e sem noção. Conta a história (<em>fictícia? Será?</em>) da formação da dupla <strong>Tenacious D</strong> em busca da performance perfeita do rock, que é simbolizada aqui pela mítica <strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=h27xucvYtRs">palheta do destino</a>.</strong></p>
<p>Aliás, a origem da tal palheta é também referência a um dos papos mais recorrentes em reuniões de grupo dos <em>Pais Unidos em Cristo pela Preservação da Família e Bons Costumes</em>, sobre aquela coisa maldita de o <em>&#8220;rock n´roll ser coisa do Diabo&#8221;.</em> E qual não é a nossa surpresa quando vemos que o pai religioso conservador do jovem JB é <strong><a href="http://www.imdb.com/name/nm0001533/">Meat Loaf</a></strong>, ator e roqueiro  <em>fR0M hElL</em> (e também o <strong>Bob </strong>de <em>Fight Club) </em> que, entre outras coisas, fez <a href="http://www.youtube.com/watch?v=9X_ViIPA-Gc">isto aqui</a>? Essa sarcástica incoerência ainda é um detalhe, se comparada com o restante dos méritos dessa comédia <em>nonsense</em>. Há uma parcela de humor sexual bizarro de um <a href="http://www.youtube.com/watch?v=yvGMD9_LVIU&amp;feature=related">mau gosto absurdamente divertido</a>, mas é nos números musicais que a comédia com <a href="http://www.imdb.com/name/nm0085312/"><strong>Jack Black</strong></a> (<em>o comediante mais rocker de todos</em>)  e <strong><a href="http://www.imdb.com/name/nm0309307/">Kyle Gass</a> </strong>(mostrando do que um <em>sidekick</em> é capaz) <strong> </strong>guarda toda a sua força.</p>
<p>Vai por mim, você vai querer ver e rever cada uma das sequências operísticas repletas de besteirol e falsetes absurdos: desde o garotinho que descobre  o rock &#8220;boca suja&#8221;, pra logo em seguida ser chamado à jornada por ninguém menos que o falecido <strong>Dio, </strong>na faixa <strong><em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=hvvjiE4AdUI">Kickapoo</a>; </em></strong>até o embate final entre <strong>JB and</strong><strong> KG </strong>e ninguém menos que <strong>Dave Grohl<em> </em>, </strong>disfarçado de <strong>Diabo, </strong>na épica <strong><em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=u43-bh9jrxc&amp;NR=1&amp;feature=fvwp">Beelzeboss (The Final Showdown)</a>. </em></strong>No final, fica a sensação de que um show de verdade, com toda a teatralidade dessa dupla, ia ser algo que você não perderia por nada neste ou no outro mundo.</p>
<p><strong>P.S: </strong>Se gostou da farofada, vale a pena ainda buscar outras coisas no meio da bagunça. Mesmo que não tenham o rock n´roll como centro das atenções e caiam na ideia dos &#8220;<em>dois brothers extremamente idiotas e suas intrépidas aventuras</em>&#8220;,  a música e a atitude circundam tudo que rodeia o roteiro e os personagens em <em><strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=VzUU7SRRsGo">Quanto Mais Idiota Melhor</a> </strong>(Wayne´s World </em>- <a href="http://www.imdb.com/name/nm0790715/">Penelope Spheeris</a>, 1992) e em sua nem tão inspirada sequência (<em><strong>Wayne´s World 2 </strong></em>- <a href="http://www.imdb.com/name/nm0839660/">Stephen Surjik</a>, 1993). Também, impossível não lembrar do par de filmes sobre os &#8216;gênios&#8217; <strong>Bill Preston </strong>e <strong>Ted Logan  (</strong><em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=xrGWooNDPiE">Bill &amp; Ted&#8217;s excellent adventure</a></em> &#8211; <a href="http://www.imdb.com/name/nm0378893/">Stephen Herek</a>, 1989 e <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=aIeFo9zzdVg">Bill &amp; Ted´s bogus journey </a></em>- <a href="http://www.imdb.com/name/nm0382072/">Peter Hewitt</a>, 1991) que, com sua música, criaram a base para a existência de toda a humanidade num futuro em que todos amam rock n´roll e que cabines telefônicas são um meio de transporte intertemporal ao custo de uma ligação local. <em>Rock n´roll is here to stay. </em>Não mais utópico do que sensacional.</p>
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		<title>Rock Movies &#8211; ROCKUMENTÁRIOS</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Oct 2011 17:44:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Max Augusto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<description><![CDATA[Foram cerca de 100.000 pessoas por noite, entre headbangers e micareteiros, aos berros, cotoveladas, rodas gigantes, histeria e muito pop. Ah, teve Rock também. Não é só mais Rock e não é só no Rio. O conclamado &#8220;maior festival de rock do mundo&#8221; tornou-se uma marca comercial forte, com os vícios e as virtudes inerentes. Com isso perdeu também o senso de identidade musical que havia lá na primeira edição nos idos de 1985 (se bem que naquela época teve Eduardo Dusek&#8230;). Choradeiras à parte, pra quem se diluiu nessa mistura tropical que foram os lineups do  Rock in Rio 2011, providenciamos uma listinha fílmica que poderá te ajudar a se situar dentro da verdadeira essência do rock e, de quebra, te deixar imaginando como deveria ser (e nunca será!) o próximo #RiR&#8230; Hoje começamos a série com alguns dos mais marcantes documentários sobre o rock n´roll mundial. Mas aguarde: esta é só a primeira das listas de rock movies que preparamos para você. ROCKUMENTÁRIOS  Gimme Shelter (idem &#8211; Albert e David Maysles, 1970) registrou a primeira turnê dos Rolling Stones em território estadunidense. O documentário está nesta lista simplesmente porque se aproveita de um dos momentos mais intensos da carreira da banda, abarrotado de um sem número daquelas histórias que formam o seu &#8220;pré-conceito&#8221; do que é a cena e a atitude rock. Em 1969, o Festival de Altamonte reuniu 300.000 pessoas  para assistir o show dos Stones. Dentre as loucuras do grupo, contrataram &#8211; no improviso mesmo &#8211; os Hell Angels para fazer a segurança da banda no evento. O resultado foi a morte de um rapaz, assassinado na plateia por um dos seguranças. Tempos depois esse mesmo clube de motociclistas foi envolvido, conforme alegações do FBI, numa tentativa de assassinato de Jagger (em retaliação ao repudio público do vocalista dos Stones aos atos dos &#8216;seguranças&#8217; no show em Altamonte). O documentário ainda reserva uma visão até então pouco conhecida dos bastidores do rock, intercalando o registro histórico do show com as rusgas dos empresários com organizadores de eventos e todo o background que envolvia o quarteto. Vale lembrar que o registro documental pega emprestado o nome da música que foi um dos &#8211; senão o maior &#8211; hinos da geração hippie contra a Guerra do Vietnã. Cinematograficamente, Gimme Shelter &#8211; a música -, foi ainda usada três vezes por Scorcese em sua trilogia gangster. Em Os Bons Companheiros, enquanto Henry (Ray Lyotta) vai misturando sua cocaína; em Cassino, acompanhando o declínio de Nick Santoro (Joe Pesci); e em Os Infiltrados, marcando dois momentos distintos: logo na abertura, ao apresentar o personagem de Jack Nicholson e mais tarde, quando Colin Sullivan (Matt Damon) muda-se para a casa da namorada.  Some Kind of Monster (idem &#8211; Joe Berlinger e Bruce Sinofsky, 2004) é marcante por abrir mão da obviedade dos shows para multidões ou não tentar traçar um retrato da ascenção do trash metal e apresenta, de forma absurdamente crua, o potencial auto-destrutivo dos membros do Metallica. De quebra, você ainda...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-10190" href="http://www.geex.com.br/2011/10/10/rock-movies-rockumentarios/gimme-shelter-1970-05-g/"></a>Foram cerca de 100.000 pessoas por noite, entre headbangers e micareteiros, aos berros, cotoveladas, rodas gigantes, histeria e muito pop. Ah, teve Rock também. Não é só mais Rock e não é só no Rio. O conclamado &#8220;maior festival de rock do mundo&#8221; tornou-se uma marca comercial forte, com os <a href="http://www.youtube.com/watch?v=7pvVBTOywwo">vícios </a>e as <a href="http://www.youtube.com/watch?v=zEc9qQwMuW0">virtudes </a>inerentes. Com isso perdeu também o senso de identidade musical que havia lá na primeira edição nos <a href="http://www.youtube.com/watch?v=8oioH8A818w&amp;feature=fvst">idos de 1985</a> (se bem que naquela época teve <a href="http://www.youtube.com/watch?v=nthqY0s8h0E"><em>Eduardo Dusek</em></a>&#8230;).</p>
<p>Choradeiras à parte, pra quem se diluiu nessa mistura tropical que foram os <em>lineups</em> do  <strong>Rock in Rio 2011</strong>, providenciamos uma listinha fílmica que poderá te ajudar a se situar dentro da verdadeira essência do rock e, de quebra, te deixar imaginando como deveria ser (e nunca será!) o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=qynzg2PHHA4">próximo #RiR</a>&#8230;</p>
<p>Hoje começamos a série com alguns dos mais marcantes documentários sobre o rock n´roll mundial. Mas aguarde: esta é só a primeira das listas de rock movies que preparamos para você.</p>
<p style="text-align: center"><strong>ROCKUMENTÁRIOS</strong><strong><br />
</strong></p>
<p><em><strong> </strong></em><em><strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=h35c0BpgZ90&amp;feature=related"><img class="alignleft size-medium wp-image-10185" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/10/gimmeshelter-201x300.jpg" alt="" width="241" height="336" />Gimme Shelter</a></strong></em> (<em>idem &#8211; </em><a href="http://www.imdb.com/name/nm0563099/">Albert e David Maysles</a>, 1970) registrou a primeira turnê dos <a href="http://www.youtube.com/watch?v=UzNxYjf_4p4&amp;feature=related">Rolling Stones</a> em território estadunidense. O documentário está nesta lista simplesmente porque se aproveita de um dos momentos mais intensos da carreira da banda, abarrotado de um sem número daquelas histórias que formam o seu &#8220;pré-conceito&#8221; do que é a cena e a atitude rock.</p>
<p>Em 1969, o <strong>Festival de Altamonte</strong> reuniu 300.000 pessoas  para assistir o show dos Stones. Dentre as loucuras do grupo, contrataram &#8211; no improviso mesmo &#8211; os <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hells_Angels"><strong>Hell Angels</strong></a> para fazer a segurança da banda no evento. O resultado foi a morte de um rapaz, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=H8UIctnEwX8">assassinado na plateia por um dos seguranças</a>. Tempos depois esse mesmo clube de motociclistas foi envolvido, conforme alegações do FBI, numa tentativa de assassinato de Jagger (em retaliação ao repudio público do vocalista dos Stones aos atos dos &#8216;seguranças&#8217; no show em Altamonte).</p>
<p>O documentário ainda reserva uma visão até então pouco conhecida dos bastidores do rock, intercalando o registro histórico do show com as rusgas dos empresários com organizadores de eventos e todo o background que envolvia o quarteto.</p>
<p>Vale lembrar que o registro documental pega emprestado o nome da música que foi um dos &#8211; senão o maior &#8211; hinos da geração <em>hippie</em> contra a <strong>Guerra do Vietnã</strong>. Cinematograficamente, <em>Gimme Shelter &#8211; </em>a música -, foi ainda usada três vezes por <strong>Scorcese</strong> em sua trilogia gangster. Em <em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0099685/"><strong>Os Bons Companheiros</strong></a>, </em>enquanto Henry (<strong>Ray Lyotta</strong>) vai misturando sua cocaína; em <a href="http://www.imdb.com/title/tt0112641/"><em><strong>Cassino</strong></em></a>, acompanhando o declínio de Nick Santoro (<strong>Joe Pesci</strong>); e em <a href="http://www.imdb.com/title/tt0407887/"><em><strong>Os Infiltrados</strong></em></a>, marcando dois momentos distintos: logo <a href="http://www.youtube.com/watch?v=V4nUFxsZqpA">na abertura</a>, ao apresentar o personagem de <strong>Jack Nicholson</strong> e mais tarde, quando Colin Sullivan (<strong>Matt Damon</strong>) muda-se para a casa da namorada.</p>
<p><em><strong> </strong></em><em><strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=eE4wmmnahnk"><img class="alignright size-full wp-image-10130" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/10/some-kind-of-the-monster.jpg" alt="" width="329" height="294" />Some Kind of Monster</a></strong></em> (<em>idem &#8211; </em><a href="http://www.imdb.com/name/nm0075666/">Joe Berlinger</a> e <a href="http://www.imdb.com/name/nm0802501/">Bruce Sinofsky</a>, 2004) é marcante por abrir mão da obviedade dos shows para multidões ou não tentar traçar um retrato da ascenção do <em>trash metal</em> e apresenta, de forma absurdamente crua, o potencial auto-destrutivo dos membros do <a href="http://www.youtube.com/watch?v=1QP-SIW6iKY">Metallica</a>.</p>
<p>De quebra, você ainda vê o quão foda é o baterista <strong>Lars Ulrich</strong>, que decidiu segurar a peteca enquanto o mundo todo caía ao redor. Das <a href="http://www.youtube.com/watch?v=cgc6Rahs6bo">brigas incessantes da banda</a>, até o trato direto em relação aos problemas com a dependência alcoólica do vocalista <strong>James Hetfield</strong>.</p>
<p>O documentário é, talvez, a melhor coisa que o <em>Metallica </em>fez desde o comumente chamado <em>Black Album.</em></p>
<p><em><strong>DICA DE AMIGO:</strong> se você procurar direitinho, vai achar o registro completo &#8211; e legendado em português &#8211; no <strong>VocêTubo</strong>.</em></p>
<p><a href="http://www.imdb.com/name/nm0000217/"><img class="alignleft" src="http://1.bp.blogspot.com/-oScnA7DxQFc/TWk8cx8iLaI/AAAAAAAAD4k/E9yjQwr1CTg/s1600/the%2Bband.jpg" alt="" width="411" height="246" />Martin Scorcese</a> é um dos cineastas mais representativos não só para o cinema, mas também para a música em geral.</p>
<p>Não bastasse sua paixão pelo rock (como já citado lá em cima), seu currículo ainda traz trabalhos documentais que são, no mínimo, interessantes (como o registro de um show dos Stones em <a href="http://www.youtube.com/watch?v=276YvPgwGQA"><em><strong>Shine a Light</strong></em></a>)<em>.</em></p>
<p>Mas quando decidiu contar a história sobre o último show da<strong> The Band</strong> (que até então era mais conhecida como a banda de apoio de <strong>Bob Dylan</strong>), o diretor conseguiu gerar um dos mais bonitos filmes sobre rock de todos os tempos.</p>
<p><em><strong><a href="http://www.youtube.com/results?search_query=last+waltz+trailer&amp;aq=f">O Último Concerto de Rock</a> </strong>(The Last Waltz &#8211; </em>1978) trata não só do show em si, mas dos preparativos e negociações que o envolveram. É um trabalho que consegue catapultar o mero registro audiovisual de um show para algo mais cinematográfico e muito mais magnético. Bem antes do surgimento dos <em>home theaters </em>e seus <em>&#8216;ambisounds digitals 7.1&#8242;, </em>quando <strong>Dylan se junta à The Band </strong>para tocar <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=JObWTtWQiq0">Baby You Let Me Follow You Down</a>, </em>o espectador já conseguiu sentir, &#8220;no conforto de sua casa&#8221;, aquela proximidade e o arrepio na espinha ao testemunhar um show épico ao vivo. Obra de uma banda excelente e de um diretor fenomenal.</p>
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		<title>11-11-11</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Sep 2011 14:11:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Muñoz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das datas incomuns presentes neste ano (junto com 1/1/11 , 11/1/11 e 11/1/11) tornou-se tema do novo filme de Darren Lynn Bousman, diretor de Repo &#8211; The Genetic Opera, Mother&#8217;s Day e 3 filmes da série Jogos Mortais. Logo, espera-se que seja um filme com grau de terror e tensão altos. A história é sobre uma entidade de outro mundo que nessa data consegue uma brecha para sua passagem à terra. E, mandaram o trailer para ser postado especificamente hoje às 11:11. A estréia do filme está programada adivinhe para quando? Assistam. Lembrando que em 2004, já tivemos um filme de terror chamado 11:11, que dizia no cartaz &#8220;Na linha de &#8216;O Chamado&#8217;&#8221;, e que este ano temos outro filme com o mesmo nome, também sobrenatural, mas pensando no horário como uma forma cósmica de possibilitar a reencarnação de corpos. Mais interessante ainda é perceber a quantidade de teorias conspiratórias que giram não só em torno da data, mas acusando o filme de ser um plano dos Illuminati para dominar nossas mentes e realmente trazer seres de outras dimensões para cá, baseando-se nas teorias de multiverso defendidas por tantos físicos teóricos por aí. Até o CERN entra no meio da dança. Lógicamente, no fim, o filme é uma mistura de elementos que podem funcionar e causar um esperado hype, e acredito que fique legal nas mãos de Darren, pois seus últimos trabalhos foram bons. Resta agora esperar a contagem regressiva e rir com as teorias por aí.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-10116 alignleft" title="11 11 11 Movie" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/09/11-11-11-Movie.jpg" alt="" width="448" height="208" /></p>
<p>Uma das datas incomuns presentes neste ano (junto com 1/1/11 , 11/1/11 e 11/1/11) tornou-se tema do novo filme de <a href="http://www.imdb.com/name/nm1135423/" target="_blank">Darren Lynn Bousman</a>, diretor de <a href="http://www.imdb.com/title/tt0963194/" target="_blank">Repo &#8211; The Genetic Opera</a>, <a href="http://www.imdb.com/title/tt1434435/" target="_blank">Mother&#8217;s Day</a> e 3 filmes da série Jogos Mortais. Logo, espera-se que seja um filme com grau de terror e tensão altos.</p>
<p>A história é sobre uma entidade de outro mundo que nessa data consegue uma brecha para sua passagem à terra. E, mandaram o trailer para ser postado especificamente hoje às 11:11. A estréia do filme está programada adivinhe para quando?</p>
<p><a href="http://vimeo.com/25681560" target="_blank">Assistam.</a></p>
<p>Lembrando que em 2004, já tivemos um filme de terror chamado <a href="http://www.imdb.com/title/tt0396401/" target="_blank">11:11</a>, que dizia no cartaz &#8220;Na linha de &#8216;O Chamado&#8217;&#8221;, e que este ano temos outro <a href="http://www.imdb.com/title/tt0406492/" target="_blank">filme com o mesmo nome</a>, também sobrenatural, mas pensando no horário como uma forma cósmica de possibilitar a reencarnação de corpos.</p>
<p>Mais interessante ainda é perceber a quantidade de teorias conspiratórias que giram não só em torno da data, mas acusando o filme de ser um plano dos Illuminati para dominar nossas mentes e realmente trazer seres de outras dimensões para cá, baseando-se nas teorias de multiverso defendidas por tantos físicos teóricos por aí. Até o CERN entra no meio da dança.</p>
<p>Lógicamente, no fim, o filme é uma mistura de elementos que podem funcionar e causar um esperado hype, e acredito que fique legal nas mãos de <a href="http://www.darrenlynnbousman.com/category/blog/1111/" target="_blank">Darren</a>, pois seus últimos trabalhos foram bons. Resta agora esperar a <a href="http://1111themovie.com/" target="_blank">contagem regressiva</a> e <a href="http://realidadeoculta.blog.com/2011/07/09/11-11-11-filme-dos-illuminati/" target="_blank">rir com</a> <a href="http://gospelbrasil.topicboard.net/t4565-filme-illuminati-11-11-11-contagem-regressiva-para-o-portal-se-abrir" target="_blank">as teorias</a> <a href="http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20110826120023AAWd9Eg" target="_blank">por aí</a>.</p>
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		<title>Cowboys &amp; Aliens (2011)</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Sep 2011 16:14:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Engels Marx</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[aliens]]></category>
		<category><![CDATA[cowboys]]></category>
		<category><![CDATA[craig]]></category>
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		<category><![CDATA[sessão da tarde]]></category>
		<category><![CDATA[wilde]]></category>

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		<description><![CDATA[Pelo titulo, a minha expectativa era que só podia sair coisa boa. Mas devia ter aprendido com o péssimo “Matadores de Vampiras Lésbicas” que um bom nome não é o suficiente para criar um bom filme. Mas “Cowboys &#38; Aliens” tinha mais do que um titulo. Tinha em seu comando o badalado diretor de Homem de Ferro, Jon Favreau, e foi produzido por Steven Spielberg, que dispensa apresentações . Os protagonistas eram Daniel Craig (conhecido por ser o novo James Bond), a linda Olivia Wilde (que interpreta a Thirteen da série House) e ninguém mais do que o eterno Indiana Jones, Harrison Ford. E mesmo assim, infelizmente, o filme não empolga. No início, somos apresentados a Jake Lonergan, interpretado por Craig, que acorda sem memória e com um estranho artefato no pulso. Pouco tempo depois de chegar a cidade mais próxima, o local é atacado por discos voadores que sequestram alguns habitantes e a única defesa contra os invasores é o estranho bracelete do forasteiro. A personagem Ella avisa que as pessoas capturadas em breve serão mortas, pois foi isso que aconteceu com o seu povo. Com essa urgência em mente para salvar os moradores a tempo, um grupo parte em busca dos seres de outro planeta. O filme peca por vários motivos, mas sem dúvida o pior é o ritmo. De todas as vezes que fui a uma sessão essa foi a primeira vez que cochilei por alguns segundos enquanto o filme era exibido. A obra também também tenta ter vários generos, mas sem sucesso. As piadas são repetidas, o drama que tentam colocar no passado de Jake não convence, o clima de faroeste é esquecido alguns minutos depois do inicio e a ficção cientifica é muito superficial. Ah, e o motivo da visita alien ao nosso planeta é um dos piores já criados. Quanto aos pontos positivos eu gostaria muito de citar, mas para isso precisaria ter um. Talvez na graphic novel na qual o filme foi baseado, mas depois do que vi na tela não pretendo ler e me decepcionar mais uma vez com algo com tanto potencial para divertir. Resumindo, Cowboys &#38; Aliens é chato. Não é um filme impossível de assistir, mas também não vale a pena ser visto no cinema. Espere passar na TV. Aberta. Cowboys &#38; Aliens (idem). Direção de Jon Favreau. Com Daniel Craig, Harrison Ford e Olivia Wilde. Estreou nos cinemas no último dia 9/9/2011. &#160;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p id="internal-source-marker_0.9876160679850727" dir="ltr">Pelo titulo, a minha expectativa era que só podia sair coisa boa. Mas devia ter aprendido com o péssimo “<a href="http://www.imdb.com/title/tt1020885/" target="_blank">Matadores de Vampiras Lésbicas</a>” que um bom nome não é o suficiente para criar um bom filme.</p>
<p dir="ltr"><a href="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/09/cowboys-and-aliens-movie-posterslide.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-10108" title="cowboys-and-aliens-movie-posterslide]" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/09/cowboys-and-aliens-movie-posterslide.jpg" alt="" width="720" height="300" /></a></p>
<p dir="ltr"><a href="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/09/cowboys-and-aliens-movie-photo-15.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-10110" title="(L to R) HARRISON FORD as the iron-fisted Colonel Dolarhyde, DANIEL CRAIG as a stranger with no memory of his past and OLIVIA WILDE as the elusive traveler Ella in an event film for summer 2011 that crosses the classic Western with the alien-invasion movie in a blazingly original way: ?Cowboys &amp; Aliens?." src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/09/cowboys-and-aliens-movie-photo-15-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Mas “<a href="http://www.imdb.com/title/tt0409847/" target="_blank">Cowboys &amp; Aliens</a>” tinha mais do que um titulo. Tinha em seu comando o badalado diretor de <a title="Iron Man 2 (2010)" href="http://www.geex.com.br/2010/05/05/iron-man-2-2010/" target="_blank">Homem de Ferro</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0269463/">Jon Favreau</a>, e foi produzido por <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000229/">Steven Spielberg</a>, que dispensa apresentações . Os protagonistas eram <a href="http://www.imdb.com/name/nm0185819/">Daniel Craig</a> (conhecido por ser o novo James Bond), a linda <a href="http://www.imdb.com/name/nm1312575/">Olivia Wilde</a> (que interpreta a Thirteen da série House) e ninguém mais do que o eterno Indiana Jones, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000148/">Harrison Ford</a>.</p>
<p dir="ltr">E mesmo assim, infelizmente, o filme não empolga.</p>
<p dir="ltr">No início, somos apresentados a Jake Lonergan, interpretado por Craig, que acorda sem memória e com um estranho artefato no pulso. Pouco tempo depois de chegar a cidade mais próxima, o local é atacado por discos voadores que sequestram alguns habitantes e a única defesa contra os invasores é o estranho bracelete do forasteiro. A personagem Ella avisa que as pessoas capturadas em breve serão mortas, pois foi isso que aconteceu com o seu povo. Com essa urgência em mente para salvar os moradores a tempo, um grupo parte em busca dos seres de outro planeta.</p>
<p dir="ltr"><a href="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/09/cowboys-and-aliens-movie.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-10109" title="cowboys-and-aliens-movie" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/09/cowboys-and-aliens-movie.jpg" alt="" width="600" height="255" /></a></p>
<p dir="ltr"><a href="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/09/cowboys_and_aliens_movie_image_harrison_ford_01.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-10111" title="Cowboys and Aliens" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/09/cowboys_and_aliens_movie_image_harrison_ford_01-300x143.jpg" alt="" width="300" height="143" /></a>O filme peca por vários motivos, mas sem dúvida o pior é o ritmo. De todas as vezes que fui a uma sessão essa foi a primeira vez que cochilei por alguns segundos enquanto o filme era exibido. A obra também também tenta ter vários generos, mas sem sucesso. As piadas são repetidas, o drama que tentam colocar no passado de Jake não convence, o clima de faroeste é esquecido alguns minutos depois do inicio e a ficção cientifica é muito superficial. Ah, e o motivo da visita alien ao nosso planeta é um dos piores já criados. Quanto aos pontos positivos eu gostaria muito de citar, mas para isso precisaria ter um. Talvez na graphic novel na qual o filme foi baseado, mas depois do que vi na tela não pretendo ler e me decepcionar mais uma vez com algo com tanto potencial para divertir.</p>
<p dir="ltr">Resumindo, Cowboys &amp; Aliens é chato. Não é um filme impossível de assistir, mas também não vale a pena ser visto no cinema. Espere passar na TV. Aberta.</p>
<p dir="ltr"><strong>Cowboys &amp; Aliens</strong> (idem).<strong> Direção de</strong> <a href="http://www.imdb.com/name/nm0269463/">Jon Favreau</a>. Com <a href="http://www.imdb.com/name/nm0185819/">Daniel Craig</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000148/">Harrison Ford</a> e <a href="http://www.imdb.com/name/nm1312575/">Olivia Wilde</a>.</p>
<p dir="ltr"><strong>Estreou nos cinemas no último dia 9/9/2011.</strong></p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Melancolia (2011)</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Sep 2011 23:14:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Freddy Leal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<category><![CDATA[cannes]]></category>
		<category><![CDATA[kirsten dunst]]></category>
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		<category><![CDATA[melancolia]]></category>

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		<description><![CDATA[Há quem não goste do cinema do dinamarquês Lars von Trier, há quem não goste do cineasta como pessoa, mas ninguém pode contestar o caráter autoral de sua obra. Muitos de seus filmes são difíceis de se assistir, no sentido em que alguns deles exigem um certo tipo de &#8220;preparação espiritual&#8221; (vide Dancer in the Dark, provavelmente o filme mais triste já feito); Melancolia, como não poderia deixar de ser, é mais um desses filmes, embora não seja o mais pesado da filmografia de Von Trier. A história gira em torno de duas irmãs, Justine (Kirsten Dunst) e Claire (Charlotte Gainsbourg); dividido em dois atos, cada um dedicado a uma irmã, o filme tem como pano de fundo uma iminente catástrofe representada pela colisão do planeta Melancholia com a Terra que exterminará toda a vida. Em primeiro lugar, os dois capítulos de Melancolia são praticamente dois filmes diferentes: no primeiro Justine está em sua festa de casamento tentando agradar a todos e fazendo um grande esforço para ser feliz; no segundo, tempos depois, Justine está em depressão profunda, sob os cuidados de Claire que teme o apocalípse que se encaminha. Na primeira parte somos introduzidos aos personagens, conhecemos Justine como uma mulher jovial e impulsiva em contraste à sua irmã que sempre parece buscar estabilidade e racionalidade. A pomposa festa de casamento de Justine e Michael (Alexander Skarsgård) é na verdade paga por John (Kiefer Sutherland) o marido milionário e sovina de Claire. Todos os acontecimentos giram em torno da perspectiva de como Justine vê a vida, todos os procedimentos e tradições de casamentos assumem um tom frívolo já que ela não consegue, apesar de tentar verdadeiramente, sentir-se feliz com tudo aquilo. Tudo que a irmã e principalmente o cunhado acreditam ser necessário &#8211; a presença amável diante de convidados enfadonhos, os sorrisos frente à todos, o comportamento programado &#8211; é sutilmente repudiado por ela, não de forma racional, mas de forma natural: por mais que ela tente ela não pertence àquele lugar. Ainda no começo do filme, em um dos brindes (mais uma tradição enfadonha que acaba nos lembrando de Festa de Família, o filme de Thomas Vinterberg que estreou a corrente do Dogma 95) somos apresentados a dois personagens interessantes: os pais divorciados de Justine e Claire, Gaby (Charlotte Rampling) e Dexter (John Hurt) que acabam fazendo uma cena constrangedora à frente dos convidados. Gaby é extremamente ranzinza, espezinha o casamento e trás Justine à realidade com declarações ácidas como &#8220;Eu não acredito em casamentos&#8221; e &#8220;aproveite enquanto durar&#8221;, enquanto Dexter é um mulherengo piadista e irresponsável fugindo da própria filha que praticamente suplica por uma conversa de pai para filha. Tanto pai quanto mãe parecem representar dois lados de uma mesma moeda, a personalidade irreverente e a personalidade pragmática e séria, aliás dualidade é a palavra chave de Melancolia. No segundo capítulo, Justine &#8211; em meio a uma grave crise de depressão &#8211; vai morar por uns tempos no palacete de Claire e John. Claire a cada dia que...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há quem não goste do cinema do dinamarquês <a href="http://www.imdb.com/name/nm0001885/">Lars von Trier</a>, há quem não goste do cineasta como pessoa, mas ninguém pode contestar o caráter autoral de sua obra. Muitos de seus filmes são difíceis de se assistir, no sentido em que alguns deles exigem um certo tipo de &#8220;preparação espiritual&#8221; (vide <em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0168629/">Dancer in the Dark</a></em>, provavelmente o filme mais triste já feito); Melancolia, como não poderia deixar de ser, é mais um desses filmes, embora não seja o mais pesado da filmografia de Von Trier. A história gira em torno de duas irmãs, Justine (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000379/">Kirsten Dunst</a>) e Claire (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0001250/">Charlotte Gainsbourg</a>); dividido em dois atos, cada um dedicado a uma irmã, o filme tem como pano de fundo uma iminente catástrofe representada pela colisão do planeta Melancholia com a Terra que exterminará toda a vida. Em primeiro lugar, os dois capítulos de Melancolia são praticamente dois filmes diferentes: no primeiro Justine está em sua festa de casamento tentando agradar a todos e fazendo um grande esforço para ser feliz; no segundo, tempos depois, Justine está em depressão profunda, sob os cuidados de Claire que teme o apocalípse que se encaminha.</p>
<p>Na primeira parte somos introduzidos aos personagens, conhecemos Justine como uma mulher jovial e impulsiva em contraste à sua irmã que sempre parece buscar estabilidade e racionalidade. A pomposa festa de casamento de Justine e Michael (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0002907/">Alexander Skarsgård</a>) é na verdade paga por John (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000662/">Kiefer Sutherland</a>) o marido milionário e sovina de Claire. Todos os acontecimentos giram em torno da perspectiva de como Justine vê a vida, todos os procedimentos e tradições de casamentos assumem um tom frívolo já que ela não consegue, apesar de tentar verdadeiramente, sentir-se feliz com tudo aquilo. Tudo que a irmã e principalmente o cunhado acreditam ser necessário &#8211; a presença amável diante de convidados enfadonhos, os sorrisos frente à todos, o comportamento programado &#8211; é sutilmente repudiado por ela, não de forma racional, mas de forma natural: por mais que ela tente ela não pertence àquele lugar.</p>
<div id="attachment_10093" class="wp-caption alignleft" style="width: 370px"><a rel="attachment wp-att-10093" href="http://www.geex.com.br/2011/09/11/melancolia-2011/melancholia-von-trier/"><img class="size-full wp-image-10093 " src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/09/Melancholia-Von-Trier.jpg" alt="" width="360" height="182" /></a><p class="wp-caption-text">Justine em seu casamento enfadonho</p></div>
<p>Ainda no começo do filme, em um dos brindes (mais uma tradição enfadonha que acaba nos lembrando de <a href="http://www.imdb.com/title/tt0154420/">Festa de Família</a>, o filme de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0899121/">Thomas Vinterberg</a> que estreou a corrente do Dogma 95) somos apresentados a dois personagens interessantes: os pais divorciados de Justine e Claire, Gaby (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0001648/">Charlotte Rampling</a>) e Dexter (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000457/">John Hurt</a>) que acabam fazendo uma cena constrangedora à frente dos convidados. Gaby é extremamente ranzinza, espezinha o casamento e trás Justine à realidade com declarações ácidas como &#8220;Eu não acredito em casamentos&#8221; e &#8220;aproveite enquanto durar&#8221;, enquanto Dexter é um mulherengo piadista e irresponsável fugindo da própria filha que praticamente suplica por uma conversa de pai para filha. Tanto pai quanto mãe parecem representar dois lados de uma mesma moeda, a personalidade irreverente e a personalidade pragmática e séria, aliás dualidade é a palavra chave de Melancolia.</p>
<p>No segundo capítulo, Justine &#8211; em meio a uma grave crise de depressão &#8211; vai morar por uns tempos no palacete de Claire e John. Claire a cada dia que passa fica mais temerosa pelos relatos que lê na internet sobre o choque com o planeta azul Melancolia, mas John &#8211; um pedante entusiasta de astronomia &#8211; mente para acalmá-la dizendo que tudo vai ficar bem. Assim como Gaby e Dexter, percebemos que Claire e Justine também são representações de dois lados distintos: Claire procura racionalizar tudo e, pior que isso, não consegue deixar de agir fora das convenções sociais sem qualquer senso crítico sobre as mesmas; já Justine é, como bem sabemos no primeiro capítulo, impulsiva, sente antes de pensar e, numa idealização até certo ponto radical de Von Trier, chega ao ponto em que sua não-racionalização leva a uma consciência superior à de Claire, como ela mesmo chega a dizer em certo ponto do filme &#8220;eu sei das coisas&#8221;. Automaticamente fazemos a ligação de que quanto mais conhecemos do mundo, quanto mais sábios ficamos, mais propensos à depressão estamos, pois sabemos como as coisas deveriam ser e como elas realmente são, no caso de Justine, o quão imbecilizante podem ser as convenções sociais tão caras à Claire e à John. É interessante notarmos ainda que o único personagem que Justine se dá bem durante todo o filme é o seu sobrinho pequeno Leo (<a href="http://www.imdb.com/name/nm3999508/">Cameron Spurr</a>), já que como criança ele parece se importar com coisas mais palpáveis que carros ou a maneira de se comportar à mesa. Essa relação dual das irmãs é ressaltada no fim, quando todas as esperanças estão perdidas e só resta escolher a forma como irão morrer. No final das contas, o filme parece ser uma ode ao &#8220;espírito simples&#8221;, àquele nosso lado que não vê valor na frivolidade da sociedade e que por meio da reflexão procura &#8220;apenas&#8221; ser feliz.</p>
<div id="attachment_10091" class="wp-caption alignright" style="width: 602px"><a rel="attachment wp-att-10091" href="http://www.geex.com.br/2011/09/11/melancolia-2011/melancholia_3-1/"><img class="size-full wp-image-10091    " src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/09/melancholia_3-1.jpg" alt="" width="592" height="252" /></a><p class="wp-caption-text">Um plano que lembra muito as pinturas metafísicas de De Chirico</p></div>
<p>Ouvi falar muito da fotografia deste filme, mas a verdade é que fora o clímax e algumas cenas que lembram as pinturas metafísicas de De Chirico, não há nada de excepcional, o destaque vai mesmo para as atuações dos atores (como Von Trier, notório carrasco de atores, parece conseguir extrair o melhor deles!), a trilha-sonora que opta por belos trechos de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tristão_e_Isolda">Tristão e Isolda</a> de Richard Wagner (quem sabe fazendo uma ponte entre a tragédia da estória e o fictício choque com o planeta) e os diversos elementos que enriquecem a obra, a começar pela cor de Melancolia: azul, um referência clara à <em>blue</em>, palavra que em inglês significa azul e que também tem a conotação de &#8220;tristeza&#8221; (daí o nome &#8220;blues&#8221;, originário das canções tristes de escravos que trabalhavam às margens do Mississipi). Outro elemento a ser observado é o campo de golfe. Em torno da propriedade há um campo de golfe que, como John deixa claro em certa altura, tem 18 buracos, porém já nas sequências finais, Claire carrega Leo desesperada pelo campo sob uma chuva de granizo e podemos ver uma bandeira ao fundo marcando o 19º buraco. Além disso há a ponte que não só o cavalo de Justine não ousa cruzar como até mesmo o carrinho de golfe para de funcionar.</p>
<p>Por mais que estes elementos não nos assegurem uma leitura precisa da obra (eu mesmo ainda não cheguei a uma conclusão muito sólida sobre esses dois últimos elementos), eles permitem que possamos construir nossas teorias pessoais (seria o planeta Melancolia, por exemplo, uma referência à obra de Albrecht Dürer, cuja famosa gravura, <em><a href="http://www.princeton.edu/~his291/Durer_Melancolia.html">Melancolia I</a></em>, da inclusiva a idéia de depressão em contra-partida ao conhecimento?), fazem com que continuemos a pensar sobre aquilo, tira o caráter descartável do cinema comercial. É isso que diferencia um filme que se propõe a ser uma peça de &#8220;arte&#8221; de uma filme que se propõe a ser &#8220;entretenimento&#8221;. Não é possível ao espectador sair do cinema sem parar para pensar por um instante, por menor que seja, no que acabou de ver. Senhoras e senhores, pode-se não gostar do cinema de Von Trier, mas não pode-se negar que Melancolia é cinema com &#8220;H&#8221; maiúsculo.</p>
<p>Melancolia (Melancholia) &#8211; Dir.: <a href="http://www.imdb.com/name/nm0001885/">Lars von Trier</a>, com: <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000379/">Kirsten Dunst</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0001250/">Charlotte Gainsbourg</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000662/">Kiefer Sutherland</a> e <a href="http://www.imdb.com/name/nm3999508/">Cameron Spurr</a></p>
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		<title>Vida Longa ao Rei</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Aug 2011 16:35:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Engels Marx</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[3d]]></category>
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		<description><![CDATA[A primeira vez que vi “O Rei Leão” foi em 1994, com sete anos, no cinema. Dezessete anos depois o filme retorna e quis repetir a experiência de assisti-lo na tela grande. Quando o sol nasceu no horizonte vi o quanto ainda guardava na memória. Apesar de ter assistido a obra pela última vez em VHS, a música inicial ainda estava inteira lá na minha cabeça e foi impossível não cantar junto. Apesar de o lado criança ter aparecido o lado adulto também estava lá. A morte de Mufasa, pai de Simba, onde vemos o pequeno leão pedindo para o pai se levantar e chorando ao perceber que isso não ia acontecer é algo de cortar o coração e teve muito mais impacto do que eu me recordava. Um outro aspecto que eu recordava bastante era a dublagem. O dublador Garcia Jr., responsável pela voz do Simba adulto, não trabalhava mais com a Disney e novas vozes poderiam estragar a experiência dos mais velhos, porém o aúdio de anos atrás ainda estava lá e isso foi comprovado por Timão e Pumba ao falarem “Hatuna Matata” em vez do mundial “Hakuna Matata”. A conversão do filme para o 3D também não atrapalha a experiência, pelo contrário: graças ao excelente trabalho foi muito legal ver Zazu voando bem perto de nós assim como foi emocionante correr da debandada de Gnus junto de Simba. A obra também agrada as crianças dessa geração. Aproveitei a oportunidade para levar a minha afilhada de cinco anos pela primeira vez ao cinema, mesmo com receio de que uma animação 2D não prendesse tanto a atenção em uma época onde animações computadorizadas estão em alta. Porém a magia Disney continua e hipnotizou a pequena por toda a sessão, a ponto de no fim da exibição a primeira frase dela ser “Vamos ver de novo?”. &#160; O Rei Leão estreou dia 26 de agosto e ficará pouco tempo no cinema, portanto você que viu em 1994 ou que quer levar uma criança para ter uma experiência similar a sua aproveite e corra como uma hiena fugindo do Mufasa!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p id="internal-source-marker_0.2682915397454053" dir="ltr">A primeira vez que vi “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=YO3NEhIz-Ws" target="_blank">O Rei Leão</a>” foi em 1994, com sete anos, no cinema. Dezessete anos depois o filme retorna e quis repetir a experiência de assisti-lo na tela grande.</p>
<p dir="ltr"><a href="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/367744_1266335854492_500_296.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-10011" title="367744_1266335854492_500_296" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/367744_1266335854492_500_296.jpg" alt="" width="346" height="198" /></a>Quando o sol nasceu no horizonte vi o quanto ainda guardava na memória. Apesar de ter assistido a obra pela última vez em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Video_Home_System" target="_blank">VHS</a>, a música inicial ainda estava inteira lá na minha cabeça e foi impossível não cantar junto. Apesar de o lado criança ter aparecido o lado adulto também estava lá. A morte de Mufasa, pai de Simba, onde vemos o pequeno leão pedindo para o pai se levantar e chorando ao perceber que isso não ia acontecer é algo de cortar o coração e teve muito mais impacto do que eu me recordava.</p>
<p dir="ltr">Um outro aspecto que eu recordava bastante era a dublagem. O dublador <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Garcia_J%C3%BAnior" target="_blank">Garcia Jr</a>., responsável pela voz do Simba adulto, não trabalhava mais com a Disney e novas vozes poderiam estragar a experiência dos mais velhos, porém o aúdio de anos atrás ainda estava lá e isso foi comprovado por Timão e Pumba ao falarem “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=5yPjv3GP5kI" target="_blank">Hatuna Matata</a>” em vez do mundial “Hakuna Matata”. A conversão do filme para o 3D também não atrapalha a experiência, pelo contrário: graças ao excelente trabalho foi muito legal ver Zazu voando bem perto de nós assim como foi emocionante correr da debandada de Gnus junto de Simba.</p>
<p style="text-align: center;" dir="ltr"><a href="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/gnus.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-10012" title="gnus" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/gnus.jpg" alt="" width="643" height="402" /></a></p>
<p><a href="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/lioncc.jpg"><img class="size-medium wp-image-10014 alignright" style="border-style: initial; border-color: initial;" title="lioncc" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/lioncc-300x179.jpg" alt="" width="300" height="179" /></a></p>
<p dir="ltr">A obra também agrada as crianças dessa geração. Aproveitei a oportunidade para levar a minha afilhada de cinco anos pela primeira vez ao cinema, mesmo com receio de que uma animação 2D não prendesse tanto a atenção em uma época onde animações computadorizadas estão em alta. Porém a magia Disney continua e hipnotizou a pequena por toda a sessão, a ponto de no fim da exibição a primeira frase dela ser “Vamos ver de novo?”.</p>
<p dir="ltr">&nbsp;</p>
<p dir="ltr">O Rei Leão <strong>estreou dia 26 de agosto</strong> e ficará pouco tempo no cinema, portanto você que viu em 1994 ou que quer levar uma criança para ter uma experiência similar a sua aproveite e corra como uma hiena fugindo do Mufasa!</p>
</div>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/reileao2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-10016" title="reileao2" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/reileao2.jpg" alt="" width="690" height="438" /></a></p>
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		<title>Reveja o Filme</title>
		<link>http://www.geex.com.br/2011/08/26/reveja-o-filme/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Aug 2011 03:41:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jairo Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<category><![CDATA[drama]]></category>
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		<category><![CDATA[perfeccionismo]]></category>

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		<description><![CDATA[No cinema trabalha-se com números astronômicos e não falo aqui só de valores de orçamento, mas sim de possibilidades. Quem redigiu bastante sobre essa noção foi o grande editor Walter Murch, que em seu livro In The Blink of an Eye chegou a formatar uma fórmula matemática que demonstrava as diversas maneiras que as imagens podem ser combinadas em um filme. Então peguemos por exemplo o novo filme do Terrence Malick,  A Árvore da Vida. Notório por filmar rolos e rolos de material que quase nunca acabam na edição final, o diretor supostamente captou quase 364.5 horas de filme para este projeto, algo que ainda não foi confirmado, mas apenas citado pelo editor Emmanuel Lubezki em uma recente matéria na Cahiers du Cinema. É muito material. Tanto material que chega a ser quase impossível pensar em uma metodologia de trabalho para uma edição dessas. Agora, voltando ao Murch. Seguindo sua fórmula para uma cena feita de, por exemplo, 25 takes, o resultado do número de possibilidades de montagens possíveis é absurdo. Essa questão quase infinita de como um filme pode ser montado apenas demonstra o quão complexo é unir essa narrativa que chega a tela de cinema. Os 138 minutos do corte final do A Árvore da Vida que você assiste ali no cinema são a síntese mais possível de um fluxo de pensamento gigantesco. Você pode até pinçar os temas notórios da filmografia do Malick ali: a perda da inocência (o casal assassino do Terra de Ninguém, a criança que testemunha a traição e a cólera no Cinzas do Paraíso, quase todos os soldados no Além da Linha Vermelha) , a dimensão da natureza contra o homem, a discussão teológica e existencial dos personagens. Mas há mais ali. Imagens que precisam de mais uma leitura. Simbolismos que podem te levar a outras ideias e reflexões. Portanto, o quanto você consegue realmente absorver nessa sessão de cinema ? Claro que cada pessoa tem um tipo de recepção para cada tipo de filme, mas acredito veemente que o A Árvore (&#8230;) é um daqueles casos em que é necessário rever o filme. Talvez um dia ou uma semana depois. Ou quem em sabe em dez anos. É como tentar explicar o Koyaanisqatsi em um minuto. Ou o Stalker em uma frase. Até mesmo se contentar com apenas uma passada de olho no Cidadão Kane. O que pra mim prova o quão complicado é o formato da crítica de cinema. Na verdade, provocando ainda mais: olhe sua coleção de filmes, quantas vezes você já os reviu? Numa enquete rápida no twitter vi que tem gente que já reviu até 40 vezes o mesmo filme e alguns outros até confessam que assistiriam infinitamente filmes de coleções que eles gostam (vide Star Wars). Você reviu aquele filme porque quis compreender melhor o final? Ou porque realmente adora tudo nele? O que te faz rever aquilo? É a satisfação de rever aquela história em especial ou de o quê aquele filme representa em sua vida?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No cinema trabalha-se com números astronômicos e não falo aqui só de valores de orçamento, mas sim de possibilidades. Quem redigiu bastante sobre essa noção foi o grande editor Walter Murch, que em seu livro <a href="http://www.amazon.com/Blink-Eye-Revised-2nd/dp/1879505622"><em><strong>In The Blink of an Eye</strong></em></a> chegou a formatar uma fórmula matemática que demonstrava as diversas maneiras que as imagens podem ser combinadas em um filme.</p>
<p>Então peguemos por exemplo o novo filme do <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000517/">Terrence Malick</a>, <strong> <a href="http://www.imdb.com/title/tt0478304/">A Árvore da Vida</a></strong>. Notório por filmar rolos e rolos de material que quase nunca acabam na edição final, o diretor supostamente captou quase 364.5 horas de filme para este projeto, algo que ainda não foi confirmado, mas apenas citado pelo editor Emmanuel Lubezki em <a href="http://www.cahiersducinema.com/Juin-2011-no668.html">uma recente matéria na Cahiers du Cinema</a>.</p>
<p>É muito material. Tanto material que chega a ser quase impossível pensar em uma metodologia de trabalho para uma edição dessas.</p>
<div id="attachment_10000" class="wp-caption alignright" style="width: 370px"><img class="size-full wp-image-10000  " title="koyaanisqatsi1" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/koyaanisqatsi1.jpg" alt="" width="360" height="258" /><p class="wp-caption-text">Cena do Koyaanisqatsi</p></div>
<p>Agora, voltando ao Murch. Seguindo sua fórmula para uma cena feita de, por exemplo, 25 takes, o resultado do número de possibilidades de montagens possíveis é absurdo. Essa questão quase infinita de como um filme pode ser montado apenas demonstra o quão complexo é unir essa narrativa que chega a tela de cinema. Os 138 minutos do corte final do <strong>A Árvore da Vida </strong>que você assiste ali no cinema são a síntese mais possível de um fluxo de pensamento gigantesco. Você pode até pinçar os temas notórios da filmografia do Malick ali: a perda da inocência (o casal assassino do Terra de Ninguém, a criança que testemunha a traição e a cólera no Cinzas do Paraíso, quase todos os soldados no Além da Linha Vermelha) , a dimensão da natureza contra o homem, a discussão teológica e existencial dos personagens. Mas há mais ali. Imagens que precisam de mais uma leitura. Simbolismos que podem te levar a outras ideias e reflexões.</p>
<p>Portanto, o quanto você consegue realmente absorver nessa sessão de cinema ?</p>
<p>Claro que cada pessoa tem um tipo de recepção para cada tipo de filme, mas acredito veemente que o <strong>A Árvore (&#8230;)</strong> é um daqueles casos em que é necessário rever o filme. Talvez um dia ou uma semana depois. Ou quem em sabe em dez anos. É como tentar explicar o <a href="http://www.imdb.com/title/tt0085809/">Koyaanisqatsi</a> em um minuto. Ou o <a href="http://www.imdb.com/title/tt0079944/">Stalker</a> em uma frase. Até mesmo se contentar com apenas uma passada de olho no Cidadão Kane. O que pra mim prova o quão complicado é o formato da crítica de cinema.</p>
<p>Na verdade, provocando ainda mais: olhe sua coleção de filmes, quantas vezes você já os reviu?</p>
<p>Numa enquete rápida no twitter vi que tem gente que já reviu até 40  vezes o mesmo filme e alguns outros até confessam que assistiriam  infinitamente filmes de coleções que eles gostam (vide Star Wars).</p>
<p>Você reviu aquele filme porque quis compreender melhor o final? Ou porque realmente adora tudo nele? O que te faz rever aquilo? É a satisfação de rever aquela história em especial ou de o quê aquele filme representa em sua vida?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Planeta dos Macacos – A Origem (2011)</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Aug 2011 20:40:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Max Augusto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Planeta dos Macacos – A Origem (Rise of the Planet of the Apes) é mais um dentre inúmeros prequels que vêm povoando os cinemas nos últimos anos. Na maioria dos casos, essas variantes franqueadas acabam se reduzindo a derivados menores. Não é este o caso. A “ascensão” do título original (nome muito mais apropriado do que a adaptação brasileira) entrega uma visão menos revolucionária desse universo iniciado em 1968 e nos apresenta um dos personagens melhor realizados em computação gráfica na história do cinema (difícil tomar o trono do Gollum): o chimpanzé César. O filme conta a história de Will Rodman (James Franco, com boa atuação mas ainda com mania de fazer cara de coitado), cientista que lidera pesquisas em busca da cura do Mal de Alzheimer. Em seus experimentos com chimpanzés (último estágio antes de passar para os seres humanos) acaba desenvolvendo o ALZ-112, uma fórmula que também ocasiona uma evolução na inteligência dos símios. Daí, uma cadeia de acontecimentos levará ao início de uma revolta dos símios contra a supremacia humana. Falar mais do que isso poderá estragar a experiência que é assistir a toda a evolução do chimpanzé César, de filhote desamparado a líder da rebelião dos macacos. Aliás, o arco que envolve César é o que confere o brilho deste filme. César é o centro de todas as atenções e é no crescimento de seu posicionamento frente à humanidade que o filme encontra força. Some-se a isso os efeitos digitais da gabaritada Weta Digital, que são realmente impressionantes. Ainda que haja uma diferença de qualidade entre uns e outros efeitos (o César filhote ainda é irreal, mas é compensado por toda a sequência na ponte Golden Gate). As expressões de César estão em um nível absurdamente real e humano &#8211; por mais estranho que isso possa soar quando estamos falando de um chimpanzé. Se o elemento do real é qualidade da detalhada captura de movimentos, o adjetivo humano é mais uma vez mérito de Andy Serkis (O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei e King Kong). A atuação de Serkis é milimétrica e está nos detalhes, desde os trejeitos símios mesclados a características humanas, como o jeito de caminhar ereto, até os detalhes precisos do olhar de César. Nos olhos repletos de alma do chimpanzé, o espectador poderá acompanhar toda a passagem de tempo do filme, desde os sentimentos iniciais de felicidade e admiração pelo “pai” humano Will, passando pelo medo e a vontade de vingança contra seus algozes, até a idealização da liberdade como um objetivo a ser atingido. Mas nem tudo são elogios, ocorre que os tais lugares comuns acabam também sendo o fator prejudicial no núcleo humano do filme, parte mais fraca da obra. Apesar de composto por alguns ótimos atores, fica reduzido a situações tão previsíveis, que beiram os clichês (e os ultrapassam, no caso do chefe de Will, interpretado por David Oyelowo, que só pensa em cifras e mais cifras). Apesar de no início prometer ser algo mais, Freida Pinto fica relegada ao papel da ‘namoradinha’, já que sua personagem...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=pr_hTAj0C5I" target="_blank">Planeta dos Macacos – A Origem</a> (<strong>Rise of</strong> <strong>the Planet of the Apes</strong></em>) é mais um dentre inúmeros <em>prequels </em>que vêm povoando os cinemas nos últimos anos. Na maioria dos casos, essas variantes franqueadas acabam se reduzindo a derivados menores. Não é este o caso.</p>
<p><a href="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/rise-of-the-planet-of-the-apes.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9987" title="rise-of-the-planet-of-the-apes" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/rise-of-the-planet-of-the-apes.jpg" alt="" width="600" height="333" /></a></p>
<p>A “ascensão” do título original (nome muito mais apropriado do que a adaptação brasileira) entrega uma visão menos revolucionária desse universo iniciado em 1968 e nos apresenta um dos personagens melhor realizados em computação gráfica na história do cinema (difícil tomar o trono do <strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=UUNYCGZMtI8" target="_blank">Gollum</a></strong>): o chimpanzé <strong><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=YazT1gXZBQs" target="_blank">César</a></span></strong>.</p>
<p>O filme conta a história de <strong>Will Rodman</strong> (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0290556/" target="_blank"><strong>James Franco</strong></a><strong>, </strong>com boa atuação mas ainda com mania de fazer cara de coitado), cientista que lidera pesquisas em busca da cura do Mal de Alzheimer. Em seus experimentos com chimpanzés (último estágio antes de passar para os seres humanos) acaba desenvolvendo o ALZ-112, uma fórmula que também ocasiona uma evolução na inteligência dos símios. Daí, uma cadeia de acontecimentos levará ao início de uma revolta dos símios contra a supremacia humana. Falar mais do que isso poderá estragar a experiência que é assistir a toda a evolução do chimpanzé César, de filhote desamparado a líder da rebelião dos macacos.</p>
<div id="attachment_9988" class="wp-caption alignleft" style="width: 285px"><a href="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/img_678_rise-of-the-planet-of-the-apes-2011-super-trailer-hd.jpg"><img class="size-full wp-image-9988  " title="img_678_rise-of-the-planet-of-the-apes-2011-super-trailer-hd" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/img_678_rise-of-the-planet-of-the-apes-2011-super-trailer-hd.jpg" alt="" width="275" height="206" /></a><p class="wp-caption-text">Serkis interpretando César</p></div>
<p>Aliás, o arco que envolve César é o que confere o brilho deste filme.</p>
<p>César é o centro de todas as atenções e é no crescimento de seu posicionamento frente à humanidade que o filme encontra força. Some-se a isso os efeitos digitais da gabaritada <a href="http://www.wetafx.co.nz/" target="_blank"><strong>Weta Digital</strong></a>, que<strong> </strong>são realmente impressionantes. Ainda que haja uma diferença de qualidade entre uns e outros efeitos (o César filhote ainda é irreal, mas é compensado por toda a sequência na ponte <em>Golden Gate</em>). As expressões de César estão em um nível absurdamente real e humano &#8211; por mais estranho que isso possa soar quando estamos falando de um chimpanzé.</p>
<p><a href="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/Rise_of_the_Planet_of_the_Apes-2400000000000.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-9992" title="Rise_of_the_Planet_of_the_Apes-2400000000000" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/Rise_of_the_Planet_of_the_Apes-2400000000000-266x300.jpg" alt="" width="266" height="300" /></a>Se o elemento do real é qualidade da detalhada captura de movimentos, o adjetivo humano é mais uma vez mérito de <strong><a href="http://www.imdb.com/name/nm0785227/" target="_blank">Andy Serkis</a></strong> (<em>O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei </em>e <em>King Kong</em>). A atuação de Serkis é milimétrica e está nos detalhes, desde os trejeitos símios mesclados a características humanas, como o jeito de caminhar ereto, até os detalhes precisos do olhar de César. Nos olhos repletos de alma do chimpanzé, o espectador poderá acompanhar toda a passagem de tempo do filme, desde os sentimentos iniciais de felicidade e admiração pelo “pai” humano Will, passando pelo medo e a vontade de vingança contra seus algozes, até a idealização da liberdade como um objetivo a ser atingido.</p>
<p>Mas nem tudo são elogios, ocorre que os tais lugares comuns acabam também sendo o fator prejudicial no núcleo humano do filme, parte mais fraca da obra. Apesar de composto por alguns ótimos atores, fica reduzido a situações tão previsíveis, que beiram os clichês (e os ultrapassam, no caso do chefe de <strong>Will</strong>, interpretado por <a href="http://www.imdb.com/name/nm0654648/" target="_blank"><strong>David Oyelowo</strong></a>, que só pensa em cifras e mais cifras). Apesar de no início prometer ser algo mais, <a href="http://www.imdb.com/name/nm2951768/" target="_blank"><strong>Freida Pinto</strong></a> fica relegada ao papel da ‘namoradinha’, já que sua personagem não acresce nada em relação às decisões dos personagens principais como <strong>César </strong>ou o seu próprio par romântico, Will.</p>
<div id="attachment_9989" class="wp-caption alignright" style="width: 304px"><a href="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/600_planet_of_apes_110804.jpg"><img class="size-full wp-image-9989  " title="600_planet_of_apes_110804" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/600_planet_of_apes_110804.jpg" alt="" width="294" height="165" /></a><p class="wp-caption-text">Freida e James</p></div>
<p>Talvez o pai de Will seja o mais relevante nesse eixo, já que se constitui num elo emotivo de Cesar com a humanidade (e também o gatilho para suas mudanças), mas acaba desaparecendo da trama de uma forma desnecessária, valendo mesmo por nos presentear com a presença de <strong><a href="http://www.imdb.com/name/nm0001475/" target="_blank">John Lithgow</a></strong> (por maior que seja seu recente sucesso no seriado <strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=hVAa1JBNP7Y" target="_blank">Dexter</a>,</strong> ele ainda é o <strong>George</strong> de <strong><em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=KtxrIUye3Xg" target="_blank">Um Hóspede do Barulho</a></em></strong>).</p>
<p>Breves conexões com o primeiro <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=VjcpRHuPjOI" target="_blank">Planeta dos Macacos</a> </em>(<em>Planet of the Apes, </em><strong><a href="http://www.imdb.com/name/nm0769874/" target="_blank">Franklin J. Schaffner</a> – </strong>1968) podem ser percebidas em alguns momentos, como no noticiário que fala sobre um grupo de astronautas há meses no espaço e a presença da Chimpanzé fêmea Cornélia, homenagem ao <strong>Cornelius</strong> vivido por <a href="http://www.imdb.com/name/nm0001522/" target="_blank"><strong>Roddy McDowell</strong></a>. Referências visuais como as lanças e os cavalos também estão lá para não nos fazer esquecer que, por mais singular e afastado que esteja dos rumos da franquia originária, este aqui também se trata de um genuíno <em>Planeta dos Macacos. </em>Com a vantagem de neste aqui os símios serem realmente convincentes.</p>
<p>Se em 1968, a reviravolta no final e os gritos inconformados de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000032/" target="_blank"><strong>Charlton Heston</strong></a> (“<a href="http://www.youtube.com/watch?v=muEnLlycOn4&amp;feature=related" target="_blank"><em>YOU MANIACS</em></a><em>!”)</em> foram marcantes, aqui em 2011 o filme ganha força não só por ter um discurso ambientalista que não soa piegas, mas principalmente por nos convencer em definitivo de que não demora muito e a Academia – sempre um passo atrás – criará um <strong><em>Oscar Honorário por Atuação em Captura de Movimentos</em>,</strong> só para agraciar o trabalho primoroso desse gênio subestimado, <strong>Andy Serkis.</strong></p>
<p><strong><a href="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/Rise-Apes-Caesar.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9990" title="Rise-Apes-Caesar" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/Rise-Apes-Caesar.jpg" alt="" width="550" height="227" /></a><br />
</strong></p>
<p><strong>Planeta dos Macacos &#8211; A Origem (Rise of the Planet of the Apes). Direção <a href="http://www.imdb.com/name/nm1012501/">Rupert Wyatt</a>. Com <a href="http://www.imdb.com/name/nm0290556/">James Franco</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0785227/">Andy Serkis</a> e <a href="http://www.imdb.com/name/nm2951768/">Freida Pinto</a></strong></p>
<p><strong>Estreia nesta sexta-feira 26 de agostos de 2011</strong></p>
<div><strong><br />
</strong></div>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A incrível arte dos planos-sequência</title>
		<link>http://www.geex.com.br/2011/08/25/a-incrivel-arte-dos-planos-sequencia/</link>
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		<pubDate>Thu, 25 Aug 2011 15:05:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Max Augusto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[direção]]></category>
		<category><![CDATA[orson welles]]></category>
		<category><![CDATA[plano sequencia]]></category>
		<category><![CDATA[takes]]></category>

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		<description><![CDATA[Há pouco saído de cartaz, o (fraco) suspense uruguaio A Casa (La Casa Muda – dir. Gustavo Hernández, 2010) tem como seu maior atrativo o fato de ter sido filmado em um único plano-sequência de 88 minutos. As informações sobre o filme contam que seu orçamento foi de U$ 6.000,00 e que as filmagens duraram 4 dias. Este último dado, aliás, confirma o que o espectador mais atento deve notar durante a projeção: o marketing é enganoso e o filme não se passa em um único take. A crítica já citou anteriormente e vale lembrar: o diretor Gustavo Hernández toma mão do mesmo recurso do qual Hitchcock se aproveitou para filmar Festim Diabólico (Rope, 1948), criando a falsa impressão de que seu filme não fora editado posteriormente. Ledo engano. Os cortes estavam lá, entre o fim e o início de takes em um fundo escuro, por exemplo. Acontece que no caso do mestre do suspense, a trucagem foi obra da limitação tecnológica da época (as câmeras não conseguiam realizar takes longos como as digitais de hoje). Já em A Casa ouso dizer que é mera perfumaria, não fugindo do vazio (na minha humilde opinião) uso da técnica pela técnica, como o foi em A Arca Russa (Russian Ark, Aleksandr Sokurov &#8211; 2002). Os longos planos foram decantados principalmente pelos adeptos do “realismo cinematográfico&#8221;.  Os planos-sequência, quando usados em proveito da história, são de fato ferramente valiosíssima para trazer maior imersão à narrativa (uma vez que os cortes podem “cortar” – com o perdão do trocadilho – toda a fluidez daquele momento). Tanto no terror uruguaio quanto em Arca Russa o resultado é o inverso disso. Esse esforço em manter um único take durante toda a projeção acaba por furtar a atenção do espectador prejudicando a apreciação do conteúdo da obra (ainda que no filme de Hernández não haja muito o que se apreciar). Em A Marca da Maldade (The Touch of Evil – Orson Welles, 1958), Feira das Vaidades (Bonfire of Vanities – Brian de Palma, 1990) e O Jogador (The Player – Robert Altman, 1990) o espectador já é jogado na história de imediato, com sequências de abertura completas, realizadas em um único take, em que somos apresentados ao mundo, aos personagens e às situações que serão esmiuçados no decorrer de cada obra. Claro, pra maioria do público, essas sequências talvez não sejam percebidas de cara, o que não deixa de ser um tremendo mérito para seu realizador. No meu caso, assim como de muitos, após presenciar um desses longos takes ainda fica ressoando na cabeça aquela perguntinha danada: “como diabos ele fez isso?” Depende de muito planejamento, ensaio e suor, alguns podem responder. Mas talento do responsável também. Deixo aqui minha lista de grandes exemplos no trato dessa técnica (clicando no nome de cada filme, você será redirecionado à sequência mencionada). &#160; 1) Filhos da Esperança (Children of Men – Alfonso Cuarón, 2006) é um excelente filme por si só. Uma ficção científica de ação com contornos extremamente dramáticos. O futuro...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://bocadoinferno.com/wp-content/uploads/2010/07/a-casa-muda-2010-3.jpg" alt="" width="339" height="196" align="left" />Há pouco saído de cartaz, o (fraco) suspense uruguaio <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=TiUUYJkMH8A" target="_blank">A Casa</a></em> (<em>La Casa Muda – </em>dir. Gustavo Hernández, 2010) tem como seu maior atrativo o fato de ter sido filmado em um único plano-sequência de 88 minutos. As informações sobre o filme contam que seu orçamento foi de U$ 6.000,00 e que as filmagens duraram 4 dias. Este último dado, aliás, confirma o que o espectador mais atento deve notar durante a projeção: o marketing é enganoso e o filme não se passa em um único take.</p>
<p>A crítica já citou anteriormente e vale lembrar: o diretor Gustavo Hernández toma mão do mesmo recurso do qual <strong>Hitchcock </strong>se aproveitou para filmar <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=L2bj_baMPZE" target="_blank">Festim Diabólico</a></em> (<em>Rope, </em>1948), criando a falsa impressão de que seu filme não fora editado posteriormente. Ledo engano. Os cortes estavam lá, entre o fim e o início de takes em um fundo escuro, por exemplo. Acontece que no caso do mestre do suspense, a trucagem foi obra da limitação tecnológica da época (as câmeras não conseguiam realizar takes longos como as digitais de hoje). Já em <em>A Casa </em>ouso dizer que é mera perfumaria, não fugindo do vazio (na minha humilde opinião) uso da técnica pela técnica, como o foi em <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=AEaRgxJ8NNU&amp;feature=player_embedded">A Arca Russa</a></em> (<em>Russian Ark</em>, <strong>Aleksandr Sokurov</strong> &#8211; 2002)<em>.</em></p>
<p>Os longos planos foram decantados principalmente pelos adeptos do “realismo cinematográfico&#8221;.  Os <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano-sequ%C3%AAncia" target="_blank">planos-sequência</a>, quando usados em proveito da história, são de fato ferramente valiosíssima para trazer maior imersão à narrativa (uma vez que os cortes podem “cortar” – com o perdão do trocadilho – toda a fluidez daquele momento). Tanto no terror uruguaio quanto em <em>Arca Russa</em> o resultado é o inverso disso. Esse esforço em manter um único <em>take </em>durante toda a projeção acaba por furtar a atenção do espectador prejudicando a apreciação do conteúdo da obra (ainda que no filme de Hernández não haja muito o que se apreciar).</p>
<p>Em<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano-sequ%C3%AAncia" target="_blank"> <em>A Marca da Maldade</em></a><em> </em>(<em>The Touch of Evil</em> – <strong>Orson Welles</strong>, 1958), <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=luui7KGzciY&amp;feature=player_embedded#at=166" target="_blank">Feira das Vaidades</a> (Bonfire of Vanities – </em><strong>Brian de Palma</strong>, 1990) e <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=0epB5Z6ijpk&amp;feature=related" target="_blank">O Jogador</a> (The Player – </em><strong>Robert Altman</strong>, 1990) o espectador já é jogado na história de imediato, com sequências de abertura completas, realizadas em um único take, em que somos apresentados ao mundo, aos personagens e às situações que serão esmiuçados no decorrer de cada obra. Claro, pra maioria do público, essas sequências talvez não sejam percebidas de cara, o que não deixa de ser um tremendo mérito para seu realizador.</p>
<p>No meu caso, assim como de muitos, após presenciar um desses longos takes ainda fica ressoando na cabeça aquela perguntinha danada: “como diabos ele fez isso?” Depende de muito planejamento, ensaio e suor, alguns podem responder. Mas talento do responsável também.</p>
<p>Deixo aqui minha lista de grandes exemplos no trato dessa técnica (clicando no nome de cada filme, você será redirecionado à sequência mencionada).</p>
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<p><strong><img class="alignleft" src="http://3.bp.blogspot.com/-RBi0FkuaByM/Ta4H0TpdR3I/AAAAAAAAAUU/oFMvdoGxmMA/s1600/childrenofmen.jpg" alt="" width="277" height="203" />1)</strong><em> <a href="http://www.youtube.com/watch?v=QfBSncUspBk">Filhos da Esperança </a>(Children of Men – </em><strong><a href="http://www.imdb.com/name/nm0190859/">Alfonso Cuarón</a></strong>, 2006) é um excelente filme por si só. Uma ficção científica de ação com contornos extremamente dramáticos. O futuro apocalíptico para a humanidade não cai em fatores comuns (ou bíblicos) como guerras ou epidemias mundiais. A humanidade está à beira da extinção porque não pode mais se reproduzir. Por mais belo que seja o filme, a fama de três momentos-chaves precede a da própria obra do diretor Cuarón. São três cenas (perto da metade, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=0A8__UZ_BQg&amp;NR=1">o clímax</a> e uma breve interseção entre esses dois momentos) rodadas em planos-sequência em que a câmera não se acomoda nunca. A urgência desses momentos casa perfeitamente com o conteúdo da estória.</p>
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<p><strong><img class="alignright" src="http://planetill.com/wp-content/uploads/2010/09/goodfellas.jpg" alt="" width="284" height="217" /></strong></p>
<p><strong>2) </strong>Em <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=yCYwcObxl78">Os Bons Companheiros</a> (The Goodfellas – </em>1990),  <strong><a href="http://www.imdb.com/name/nm0000217/">Martin Scorcese</a></strong>, apoiado também em seu esmero na iluminação de cena, nos mostra “as virtudes” da vida de um gângster bem-sucedido num único take de três minutos. Vale lembrar que, apesar de sua genialidade, é uma cena que compartilha do mesmo escopo e bom resultado da obra contemporânea de De Palma, <em>Bonfire of Vanities. </em>Mais tarde, com o mesmo intuito de apresentar a <em>mise en scène</em>, <strong>Paul Thomas Anderson</strong> (discípulo declarado do já citado Robert Altman) depurou esse estilo, na sequência de abertura de <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=Uc3QsYMjZMs&amp;feature=player_embedded">Boogie Nights</a> </em>(1997)<em>.</em></p>
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<p><strong><img class="alignleft" src="http://3.bp.blogspot.com/_fXpYJBIG80g/TKj8JaS0QcI/AAAAAAAAAQE/oiCDlknXuAY/s1600/oldboy.jpg" alt="" width="302" height="185" /></strong></p>
<p><strong>3) </strong>No neoclássico <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=eRBwvIX7Sao&amp;feature=related">Oldboy</a> </em>(<strong><a href="http://www.imdb.com/name/nm0661791/">Chan-Wook Park</a></strong> – 2002), há a inesquecível cena da briga com o martelo, que homenageia os clássicos games <em>beat´em up </em>2D da era 16 bits. Principalmente,  <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=xb9P0YTeq5Y" target="_blank">Double Dragon</a></em>. Na carona do cinema oriental, vale conferir, ainda, <strong>John Woo</strong> no melhor de sua forma, na intensa sequência do tiroteio no hospital, em <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=4OPyoJgV_YY&amp;feature=player_embedded" target="_blank">Fervura Máxima</a> </em>(<em>Hard Boiled</em> nos EUA e <em>Lat Sau San Taam</em> no original – 1992).</p>
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<p><strong><img class="alignright" src="http://seventhrow.files.wordpress.com/2007/12/atonement_movie_image_james_mcavoy.jpg" alt="" width="305" height="192" />4) </strong><em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=BB8tVQ_pWFA&amp;feature=related">Desejo e Reparação</a></em> (<em>Atonement, </em><strong><a href="http://www.imdb.com/name/nm0942504/">Joe Wright </a></strong>– 2007), além de ser um belo romance fatalista (que critica, em subtextos, a magia do açucarado e otimista cinema de romance norte-americano), entrega talvez o maior  plano-sequência da história do cinema. Digo isso em termos de escala, já que trata da retirada das tropas britânicas na 2ª Guerra Mundial, contando com  um sem número de figurantes, entre homens, veículos, animais e rodas gigantes, além de um breve e tocante número musical. Memorável.</p>
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<p>E você, amigo leitor? Sentiu falta de alguma sequência e acredita que ela não deveria ter ficado de fora dessa lista? Acha que numa lista dessas, nomes como <strong>Michelangelo Antonioni</strong>, <strong>Brian De Palma</strong> e <strong>Paul Thomas Anderson</strong> deveriam ser mais exaltados? Por favor, manifeste-se nos comentários abaixo.</p>
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