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	<title>GeeX! &#187; Crítica</title>
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	<description>Mais um passo rumo a dominação mundial!</description>
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Nosso podcast foi carinhosamente nomeado de GeeBeRiSh, uma adaptação de giberish, que é o ato de discursar sem falar nada importante, ou sem significado algum, e um sinônimo para &#34;bobagem&#34; em inglês. É exatamente o tipo de coisas que vocês podem esperar ouvir no podcast, portanto. :)</itunes:summary>
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		<title>Capitães da Areia (2011)</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Oct 2011 03:43:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Freddy Leal</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por algum motivo há, enraizado na cultura do povo brasileiro, o conceito de que tudo o que é produzido aqui é inferior ao que é produzido no exterior (e por exterior entende-se basicamente Europa e Estados Unidos) e a literatura muitas vezes cai nesse mesmo triste engano. A verdade, porém, é que a literatura brasileira &#8211; e pessoalmente destaco a fase que ocorre a partir do realismo de Machado de Assis &#8211; é extremamente rica, tendo produzido obras que podem ser consideradas, sem sombra de dúvidas, patrimônio cultural da humanidade. Um escritor baiano ganhou grande sucesso no século XX e seu nome é Jorge Amado. Algo como um Ítalo Calvino brasileiro (ou Ítalo Calvino, um escritor de uma geração mais jovem, deveria ser chamado de Jorge Amado italiano?), Jorge Amado foi traduzido para mais de quarenta idiomas, ganhou o Prêmio Camões (o Nobel da língua portuguesa), foi nomeado para a Academia Brasileira de Letras em uma época onde não havia Paulos Coelhos ou Josés Sarneys manchando a reputação da casa e teve várias de suas obras adaptadas para a televisão, cinema e teatro. &#8220;Capitães da Areia&#8221;, uma de suas obras mais célebres ganhou recentemente uma versão para o cinema dirigida por sua própria neta, Cecília Amado. Ambientado em algum espaço de tempo entre os anos 30 e 50, o filme (e o livro, claro) conta a história de uma turma de meninos de rua que são conhecidos pela alcunha de &#8220;Capitães da Areia&#8221;. Os meninos são peritos na arte de furtar, aplicando diversos golpes na região histórica de Salvador, onde vivem. Em primeiro lugar o filme não é um gigolô da miséria, ela não é explorada de forma melodramática para nos sentirmos tocados com a pobreza e as diferenças sociais, isso acontece naturalmente. A vida dos meninos é mostrada de forma bastante cínica, quase fugaz, o que acaba por resultar em um filme surpreendentemente leve. Mas nem tudo são flores: o filme exala falta de experiência da diretora, que até então havia trabalhado geralmente como assistente de direção. Se há momentos inspirados, como a sequência da briga nos trilhos do trem, há momentos em que a diretora parece meter os pés pelas mãos, misturando uma linguagem sóbria com variações de velocidade à la Guy Ritchie que simplesmente não funcionam para o longa. O filme peca ainda pelo uso de certas câmeras lentas quebradas e totalmente fora de contexto, além de um uso exagerado de planos fechados. A direção de fotografia, elemento que vem crescendo muito no cinema nacional, também não faz um papel excepcional. Há, claro, sequências belas, mas há momentos também em que nem mesmo o foco é mantido no rosto dos atores. O elemento mais problemático no filme, porém, é o roteiro. Não é fácil adaptar a obra de um grande escritor, sobretudo se o escritor em questão é seu avô. Imagino o peso sobre os ombros de Cecília Amado ao desempenhar (juntamente com Hilton Lacerda) essa função. Percebe-se, contudo, que tamanha responsabilidade converteu-se num texto ruim, onde é...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por algum motivo há, enraizado na cultura do povo brasileiro, o conceito de que tudo o que é produzido aqui é inferior ao que é produzido no exterior (e por exterior entende-se basicamente Europa e Estados Unidos) e a literatura muitas vezes cai nesse mesmo triste engano. A verdade, porém, é que a literatura brasileira &#8211; e pessoalmente destaco a fase que ocorre a partir do realismo de Machado de Assis &#8211; é extremamente rica, tendo produzido obras que podem ser consideradas, sem sombra de dúvidas, patrimônio cultural da humanidade. Um escritor baiano ganhou grande sucesso no século XX e seu nome é Jorge Amado. Algo como um Ítalo Calvino brasileiro (ou Ítalo Calvino, um escritor de uma geração mais jovem, deveria ser chamado de Jorge Amado italiano?), Jorge Amado foi traduzido para mais de quarenta idiomas, ganhou o Prêmio Camões (o Nobel da língua portuguesa), foi nomeado para a Academia Brasileira de Letras em uma época onde não havia Paulos Coelhos ou Josés Sarneys manchando a reputação da casa e teve várias de suas obras adaptadas para a televisão, cinema e teatro. &#8220;Capitães da Areia&#8221;, uma de suas obras mais célebres ganhou recentemente uma versão para o cinema dirigida por sua própria neta, Cecília Amado.</p>
<p>Ambientado em algum espaço de tempo entre os anos 30 e 50, o filme (e o livro, claro) conta a história de uma turma de meninos de rua que são conhecidos pela alcunha de &#8220;Capitães da Areia&#8221;. Os meninos são peritos na arte de furtar, aplicando diversos golpes na região histórica de Salvador, onde vivem. Em primeiro lugar o filme não é um gigolô da miséria, ela não é explorada de forma melodramática para nos sentirmos tocados com a pobreza e as diferenças sociais, isso acontece naturalmente. A vida dos meninos é mostrada de forma bastante cínica, quase fugaz, o que acaba por resultar em um filme surpreendentemente leve.</p>
<div id="attachment_10294" class="wp-caption alignleft" style="width: 394px"><a rel="attachment wp-att-10294" href="http://www.geex.com.br/2011/10/15/capitaes-da-areia-2011/capitc3a3es-da-areia-imagem-1/"><img class="size-full wp-image-10294 " src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/10/capitc3a3es-da-areia-imagem-1.jpg" alt="" width="384" height="255" /></a><p class="wp-caption-text">Todos se reúnem para ouvir &quot;Professor&quot;, o único Capitão da Areia que sabe ler</p></div>
<p>Mas nem tudo são flores: o filme exala falta de experiência da diretora, que até então havia trabalhado geralmente como assistente de direção. Se há momentos inspirados, como a sequência da briga nos trilhos do trem, há momentos em que a diretora parece meter os pés pelas mãos, misturando uma linguagem sóbria com variações de velocidade à la Guy Ritchie que simplesmente não funcionam para o longa. O filme peca ainda pelo uso de certas câmeras lentas quebradas e totalmente fora de contexto, além de um uso exagerado de planos fechados. A direção de fotografia, elemento que vem crescendo muito no cinema nacional, também não faz um papel excepcional. Há, claro, sequências belas, mas há momentos também em que nem mesmo o foco é mantido no rosto dos atores.</p>
<p>O elemento mais problemático no filme, porém, é o roteiro. Não é fácil adaptar a obra de um grande escritor, sobretudo se o escritor em questão é seu avô. Imagino o peso sobre os ombros de Cecília Amado ao desempenhar (juntamente com Hilton Lacerda) essa função. Percebe-se, contudo, que tamanha responsabilidade converteu-se num texto ruim, onde é muito forte a presença do medo em alterar qualquer vírgula do romance de Jorge Amado. Isso resultou em diálogos excessivamente literários que ganham pontos com as gírias comumente faladas, mas perdem outros mais por usar de um português muito correto para personagens que seriam mais críveis se usassem um vocabulário mais simples. O que se tem, finalmente, é uma aberração linguística onde em uma mesma frase um menino de rua usa gírias locais e um português parnasiano. Isso põe o filme um pouco mais distante do palpável do que ele gostaria. O conteúdo do texto, porém, é de uma excelência tão exuberante que eclipsa tais falhas e logo nos faz embarcar junto aos personagens. Conteúdo ótimo com diálogos fracos, este filme é mesmo uma obra de paradoxos. Embarcando em uma onda de tendência quase neorrealista, os atores que fazem os tais &#8220;Capitães da Areia&#8221; tem uma caracterização exemplar, porém a falta de experiência de todos (ao que consta, são todos amadores) fica visível e acaba de comprometer as linhas de diálogo já deficientes.</p>
<div id="attachment_10295" class="wp-caption alignright" style="width: 329px"><a rel="attachment wp-att-10295" href="http://www.geex.com.br/2011/10/15/capitaes-da-areia-2011/namoro_bala_e_doraredux_1265161431/"><img class="size-full wp-image-10295     " src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/10/namoro_bala_e_doraredux_1265161431.jpg" alt="" width="319" height="211" /></a><p class="wp-caption-text">A inocência do romance juvenil de Pedro Bala e Dora</p></div>
<p>Em todo caso, &#8220;Capitães de Areia&#8221; é um bom filme, não é o melhor filme já feito no Brasil, mas é honesto e vale o ingresso, seja ele o valor que for. Como disse anteriormente, apesar de suas várias deficiências, o universo criado por Jorge Amado nos leva em completa estesia, fazendo-nos torcer pelos personagens à beira da tragédia e nos compadecendo com dramas que, apesar de não serem totalmente explorados, dão suficientemente a idéia para que possamos levá-la conosco: é assim a relação do personagem Sem Pernas com a chance de ter uma família que o amasse ou a do Professor frente ao amor não-correspondido por Dora. Mas o grande discurso do filme fica mesmo para o final, quando nós somos apresentados, através de uma ótica infantil e inocente, aos futuros dos meninos, afinal &#8211; ao contrário do que a sociedade imagina &#8211; eles não nasceram para roubar ou com a pré-disposição para serem pessoas ruins, eles são, no final das contas, prisioneiros da mediocridade ansiando pela liberdade. E afinal, não somos todos?</p>
<p><a href="http://www.capitaesdaareia.com.br/">Capitães da Areia</a>. Dir.: Cecília Amado, com Jean Luis Amorim, Ana Graciela, Robério Lima, Israel Gouvêa e Paulo Abade</p>
<p>Estreou 07/10</p>
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		<title>Cowboys &amp; Aliens (2011)</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Sep 2011 16:14:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Engels Marx</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pelo titulo, a minha expectativa era que só podia sair coisa boa. Mas devia ter aprendido com o péssimo “Matadores de Vampiras Lésbicas” que um bom nome não é o suficiente para criar um bom filme. Mas “Cowboys &#38; Aliens” tinha mais do que um titulo. Tinha em seu comando o badalado diretor de Homem de Ferro, Jon Favreau, e foi produzido por Steven Spielberg, que dispensa apresentações . Os protagonistas eram Daniel Craig (conhecido por ser o novo James Bond), a linda Olivia Wilde (que interpreta a Thirteen da série House) e ninguém mais do que o eterno Indiana Jones, Harrison Ford. E mesmo assim, infelizmente, o filme não empolga. No início, somos apresentados a Jake Lonergan, interpretado por Craig, que acorda sem memória e com um estranho artefato no pulso. Pouco tempo depois de chegar a cidade mais próxima, o local é atacado por discos voadores que sequestram alguns habitantes e a única defesa contra os invasores é o estranho bracelete do forasteiro. A personagem Ella avisa que as pessoas capturadas em breve serão mortas, pois foi isso que aconteceu com o seu povo. Com essa urgência em mente para salvar os moradores a tempo, um grupo parte em busca dos seres de outro planeta. O filme peca por vários motivos, mas sem dúvida o pior é o ritmo. De todas as vezes que fui a uma sessão essa foi a primeira vez que cochilei por alguns segundos enquanto o filme era exibido. A obra também também tenta ter vários generos, mas sem sucesso. As piadas são repetidas, o drama que tentam colocar no passado de Jake não convence, o clima de faroeste é esquecido alguns minutos depois do inicio e a ficção cientifica é muito superficial. Ah, e o motivo da visita alien ao nosso planeta é um dos piores já criados. Quanto aos pontos positivos eu gostaria muito de citar, mas para isso precisaria ter um. Talvez na graphic novel na qual o filme foi baseado, mas depois do que vi na tela não pretendo ler e me decepcionar mais uma vez com algo com tanto potencial para divertir. Resumindo, Cowboys &#38; Aliens é chato. Não é um filme impossível de assistir, mas também não vale a pena ser visto no cinema. Espere passar na TV. Aberta. Cowboys &#38; Aliens (idem). Direção de Jon Favreau. Com Daniel Craig, Harrison Ford e Olivia Wilde. Estreou nos cinemas no último dia 9/9/2011. &#160;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p id="internal-source-marker_0.9876160679850727" dir="ltr">Pelo titulo, a minha expectativa era que só podia sair coisa boa. Mas devia ter aprendido com o péssimo “<a href="http://www.imdb.com/title/tt1020885/" target="_blank">Matadores de Vampiras Lésbicas</a>” que um bom nome não é o suficiente para criar um bom filme.</p>
<p dir="ltr"><a href="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/09/cowboys-and-aliens-movie-posterslide.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-10108" title="cowboys-and-aliens-movie-posterslide]" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/09/cowboys-and-aliens-movie-posterslide.jpg" alt="" width="720" height="300" /></a></p>
<p dir="ltr"><a href="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/09/cowboys-and-aliens-movie-photo-15.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-10110" title="(L to R) HARRISON FORD as the iron-fisted Colonel Dolarhyde, DANIEL CRAIG as a stranger with no memory of his past and OLIVIA WILDE as the elusive traveler Ella in an event film for summer 2011 that crosses the classic Western with the alien-invasion movie in a blazingly original way: ?Cowboys &amp; Aliens?." src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/09/cowboys-and-aliens-movie-photo-15-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Mas “<a href="http://www.imdb.com/title/tt0409847/" target="_blank">Cowboys &amp; Aliens</a>” tinha mais do que um titulo. Tinha em seu comando o badalado diretor de <a title="Iron Man 2 (2010)" href="http://www.geex.com.br/2010/05/05/iron-man-2-2010/" target="_blank">Homem de Ferro</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0269463/">Jon Favreau</a>, e foi produzido por <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000229/">Steven Spielberg</a>, que dispensa apresentações . Os protagonistas eram <a href="http://www.imdb.com/name/nm0185819/">Daniel Craig</a> (conhecido por ser o novo James Bond), a linda <a href="http://www.imdb.com/name/nm1312575/">Olivia Wilde</a> (que interpreta a Thirteen da série House) e ninguém mais do que o eterno Indiana Jones, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000148/">Harrison Ford</a>.</p>
<p dir="ltr">E mesmo assim, infelizmente, o filme não empolga.</p>
<p dir="ltr">No início, somos apresentados a Jake Lonergan, interpretado por Craig, que acorda sem memória e com um estranho artefato no pulso. Pouco tempo depois de chegar a cidade mais próxima, o local é atacado por discos voadores que sequestram alguns habitantes e a única defesa contra os invasores é o estranho bracelete do forasteiro. A personagem Ella avisa que as pessoas capturadas em breve serão mortas, pois foi isso que aconteceu com o seu povo. Com essa urgência em mente para salvar os moradores a tempo, um grupo parte em busca dos seres de outro planeta.</p>
<p dir="ltr"><a href="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/09/cowboys-and-aliens-movie.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-10109" title="cowboys-and-aliens-movie" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/09/cowboys-and-aliens-movie.jpg" alt="" width="600" height="255" /></a></p>
<p dir="ltr"><a href="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/09/cowboys_and_aliens_movie_image_harrison_ford_01.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-10111" title="Cowboys and Aliens" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/09/cowboys_and_aliens_movie_image_harrison_ford_01-300x143.jpg" alt="" width="300" height="143" /></a>O filme peca por vários motivos, mas sem dúvida o pior é o ritmo. De todas as vezes que fui a uma sessão essa foi a primeira vez que cochilei por alguns segundos enquanto o filme era exibido. A obra também também tenta ter vários generos, mas sem sucesso. As piadas são repetidas, o drama que tentam colocar no passado de Jake não convence, o clima de faroeste é esquecido alguns minutos depois do inicio e a ficção cientifica é muito superficial. Ah, e o motivo da visita alien ao nosso planeta é um dos piores já criados. Quanto aos pontos positivos eu gostaria muito de citar, mas para isso precisaria ter um. Talvez na graphic novel na qual o filme foi baseado, mas depois do que vi na tela não pretendo ler e me decepcionar mais uma vez com algo com tanto potencial para divertir.</p>
<p dir="ltr">Resumindo, Cowboys &amp; Aliens é chato. Não é um filme impossível de assistir, mas também não vale a pena ser visto no cinema. Espere passar na TV. Aberta.</p>
<p dir="ltr"><strong>Cowboys &amp; Aliens</strong> (idem).<strong> Direção de</strong> <a href="http://www.imdb.com/name/nm0269463/">Jon Favreau</a>. Com <a href="http://www.imdb.com/name/nm0185819/">Daniel Craig</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000148/">Harrison Ford</a> e <a href="http://www.imdb.com/name/nm1312575/">Olivia Wilde</a>.</p>
<p dir="ltr"><strong>Estreou nos cinemas no último dia 9/9/2011.</strong></p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Melancolia (2011)</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Sep 2011 23:14:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Freddy Leal</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há quem não goste do cinema do dinamarquês Lars von Trier, há quem não goste do cineasta como pessoa, mas ninguém pode contestar o caráter autoral de sua obra. Muitos de seus filmes são difíceis de se assistir, no sentido em que alguns deles exigem um certo tipo de &#8220;preparação espiritual&#8221; (vide Dancer in the Dark, provavelmente o filme mais triste já feito); Melancolia, como não poderia deixar de ser, é mais um desses filmes, embora não seja o mais pesado da filmografia de Von Trier. A história gira em torno de duas irmãs, Justine (Kirsten Dunst) e Claire (Charlotte Gainsbourg); dividido em dois atos, cada um dedicado a uma irmã, o filme tem como pano de fundo uma iminente catástrofe representada pela colisão do planeta Melancholia com a Terra que exterminará toda a vida. Em primeiro lugar, os dois capítulos de Melancolia são praticamente dois filmes diferentes: no primeiro Justine está em sua festa de casamento tentando agradar a todos e fazendo um grande esforço para ser feliz; no segundo, tempos depois, Justine está em depressão profunda, sob os cuidados de Claire que teme o apocalípse que se encaminha. Na primeira parte somos introduzidos aos personagens, conhecemos Justine como uma mulher jovial e impulsiva em contraste à sua irmã que sempre parece buscar estabilidade e racionalidade. A pomposa festa de casamento de Justine e Michael (Alexander Skarsgård) é na verdade paga por John (Kiefer Sutherland) o marido milionário e sovina de Claire. Todos os acontecimentos giram em torno da perspectiva de como Justine vê a vida, todos os procedimentos e tradições de casamentos assumem um tom frívolo já que ela não consegue, apesar de tentar verdadeiramente, sentir-se feliz com tudo aquilo. Tudo que a irmã e principalmente o cunhado acreditam ser necessário &#8211; a presença amável diante de convidados enfadonhos, os sorrisos frente à todos, o comportamento programado &#8211; é sutilmente repudiado por ela, não de forma racional, mas de forma natural: por mais que ela tente ela não pertence àquele lugar. Ainda no começo do filme, em um dos brindes (mais uma tradição enfadonha que acaba nos lembrando de Festa de Família, o filme de Thomas Vinterberg que estreou a corrente do Dogma 95) somos apresentados a dois personagens interessantes: os pais divorciados de Justine e Claire, Gaby (Charlotte Rampling) e Dexter (John Hurt) que acabam fazendo uma cena constrangedora à frente dos convidados. Gaby é extremamente ranzinza, espezinha o casamento e trás Justine à realidade com declarações ácidas como &#8220;Eu não acredito em casamentos&#8221; e &#8220;aproveite enquanto durar&#8221;, enquanto Dexter é um mulherengo piadista e irresponsável fugindo da própria filha que praticamente suplica por uma conversa de pai para filha. Tanto pai quanto mãe parecem representar dois lados de uma mesma moeda, a personalidade irreverente e a personalidade pragmática e séria, aliás dualidade é a palavra chave de Melancolia. No segundo capítulo, Justine &#8211; em meio a uma grave crise de depressão &#8211; vai morar por uns tempos no palacete de Claire e John. Claire a cada dia que...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há quem não goste do cinema do dinamarquês <a href="http://www.imdb.com/name/nm0001885/">Lars von Trier</a>, há quem não goste do cineasta como pessoa, mas ninguém pode contestar o caráter autoral de sua obra. Muitos de seus filmes são difíceis de se assistir, no sentido em que alguns deles exigem um certo tipo de &#8220;preparação espiritual&#8221; (vide <em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0168629/">Dancer in the Dark</a></em>, provavelmente o filme mais triste já feito); Melancolia, como não poderia deixar de ser, é mais um desses filmes, embora não seja o mais pesado da filmografia de Von Trier. A história gira em torno de duas irmãs, Justine (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000379/">Kirsten Dunst</a>) e Claire (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0001250/">Charlotte Gainsbourg</a>); dividido em dois atos, cada um dedicado a uma irmã, o filme tem como pano de fundo uma iminente catástrofe representada pela colisão do planeta Melancholia com a Terra que exterminará toda a vida. Em primeiro lugar, os dois capítulos de Melancolia são praticamente dois filmes diferentes: no primeiro Justine está em sua festa de casamento tentando agradar a todos e fazendo um grande esforço para ser feliz; no segundo, tempos depois, Justine está em depressão profunda, sob os cuidados de Claire que teme o apocalípse que se encaminha.</p>
<p>Na primeira parte somos introduzidos aos personagens, conhecemos Justine como uma mulher jovial e impulsiva em contraste à sua irmã que sempre parece buscar estabilidade e racionalidade. A pomposa festa de casamento de Justine e Michael (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0002907/">Alexander Skarsgård</a>) é na verdade paga por John (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000662/">Kiefer Sutherland</a>) o marido milionário e sovina de Claire. Todos os acontecimentos giram em torno da perspectiva de como Justine vê a vida, todos os procedimentos e tradições de casamentos assumem um tom frívolo já que ela não consegue, apesar de tentar verdadeiramente, sentir-se feliz com tudo aquilo. Tudo que a irmã e principalmente o cunhado acreditam ser necessário &#8211; a presença amável diante de convidados enfadonhos, os sorrisos frente à todos, o comportamento programado &#8211; é sutilmente repudiado por ela, não de forma racional, mas de forma natural: por mais que ela tente ela não pertence àquele lugar.</p>
<div id="attachment_10093" class="wp-caption alignleft" style="width: 370px"><a rel="attachment wp-att-10093" href="http://www.geex.com.br/2011/09/11/melancolia-2011/melancholia-von-trier/"><img class="size-full wp-image-10093 " src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/09/Melancholia-Von-Trier.jpg" alt="" width="360" height="182" /></a><p class="wp-caption-text">Justine em seu casamento enfadonho</p></div>
<p>Ainda no começo do filme, em um dos brindes (mais uma tradição enfadonha que acaba nos lembrando de <a href="http://www.imdb.com/title/tt0154420/">Festa de Família</a>, o filme de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0899121/">Thomas Vinterberg</a> que estreou a corrente do Dogma 95) somos apresentados a dois personagens interessantes: os pais divorciados de Justine e Claire, Gaby (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0001648/">Charlotte Rampling</a>) e Dexter (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000457/">John Hurt</a>) que acabam fazendo uma cena constrangedora à frente dos convidados. Gaby é extremamente ranzinza, espezinha o casamento e trás Justine à realidade com declarações ácidas como &#8220;Eu não acredito em casamentos&#8221; e &#8220;aproveite enquanto durar&#8221;, enquanto Dexter é um mulherengo piadista e irresponsável fugindo da própria filha que praticamente suplica por uma conversa de pai para filha. Tanto pai quanto mãe parecem representar dois lados de uma mesma moeda, a personalidade irreverente e a personalidade pragmática e séria, aliás dualidade é a palavra chave de Melancolia.</p>
<p>No segundo capítulo, Justine &#8211; em meio a uma grave crise de depressão &#8211; vai morar por uns tempos no palacete de Claire e John. Claire a cada dia que passa fica mais temerosa pelos relatos que lê na internet sobre o choque com o planeta azul Melancolia, mas John &#8211; um pedante entusiasta de astronomia &#8211; mente para acalmá-la dizendo que tudo vai ficar bem. Assim como Gaby e Dexter, percebemos que Claire e Justine também são representações de dois lados distintos: Claire procura racionalizar tudo e, pior que isso, não consegue deixar de agir fora das convenções sociais sem qualquer senso crítico sobre as mesmas; já Justine é, como bem sabemos no primeiro capítulo, impulsiva, sente antes de pensar e, numa idealização até certo ponto radical de Von Trier, chega ao ponto em que sua não-racionalização leva a uma consciência superior à de Claire, como ela mesmo chega a dizer em certo ponto do filme &#8220;eu sei das coisas&#8221;. Automaticamente fazemos a ligação de que quanto mais conhecemos do mundo, quanto mais sábios ficamos, mais propensos à depressão estamos, pois sabemos como as coisas deveriam ser e como elas realmente são, no caso de Justine, o quão imbecilizante podem ser as convenções sociais tão caras à Claire e à John. É interessante notarmos ainda que o único personagem que Justine se dá bem durante todo o filme é o seu sobrinho pequeno Leo (<a href="http://www.imdb.com/name/nm3999508/">Cameron Spurr</a>), já que como criança ele parece se importar com coisas mais palpáveis que carros ou a maneira de se comportar à mesa. Essa relação dual das irmãs é ressaltada no fim, quando todas as esperanças estão perdidas e só resta escolher a forma como irão morrer. No final das contas, o filme parece ser uma ode ao &#8220;espírito simples&#8221;, àquele nosso lado que não vê valor na frivolidade da sociedade e que por meio da reflexão procura &#8220;apenas&#8221; ser feliz.</p>
<div id="attachment_10091" class="wp-caption alignright" style="width: 602px"><a rel="attachment wp-att-10091" href="http://www.geex.com.br/2011/09/11/melancolia-2011/melancholia_3-1/"><img class="size-full wp-image-10091    " src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/09/melancholia_3-1.jpg" alt="" width="592" height="252" /></a><p class="wp-caption-text">Um plano que lembra muito as pinturas metafísicas de De Chirico</p></div>
<p>Ouvi falar muito da fotografia deste filme, mas a verdade é que fora o clímax e algumas cenas que lembram as pinturas metafísicas de De Chirico, não há nada de excepcional, o destaque vai mesmo para as atuações dos atores (como Von Trier, notório carrasco de atores, parece conseguir extrair o melhor deles!), a trilha-sonora que opta por belos trechos de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tristão_e_Isolda">Tristão e Isolda</a> de Richard Wagner (quem sabe fazendo uma ponte entre a tragédia da estória e o fictício choque com o planeta) e os diversos elementos que enriquecem a obra, a começar pela cor de Melancolia: azul, um referência clara à <em>blue</em>, palavra que em inglês significa azul e que também tem a conotação de &#8220;tristeza&#8221; (daí o nome &#8220;blues&#8221;, originário das canções tristes de escravos que trabalhavam às margens do Mississipi). Outro elemento a ser observado é o campo de golfe. Em torno da propriedade há um campo de golfe que, como John deixa claro em certa altura, tem 18 buracos, porém já nas sequências finais, Claire carrega Leo desesperada pelo campo sob uma chuva de granizo e podemos ver uma bandeira ao fundo marcando o 19º buraco. Além disso há a ponte que não só o cavalo de Justine não ousa cruzar como até mesmo o carrinho de golfe para de funcionar.</p>
<p>Por mais que estes elementos não nos assegurem uma leitura precisa da obra (eu mesmo ainda não cheguei a uma conclusão muito sólida sobre esses dois últimos elementos), eles permitem que possamos construir nossas teorias pessoais (seria o planeta Melancolia, por exemplo, uma referência à obra de Albrecht Dürer, cuja famosa gravura, <em><a href="http://www.princeton.edu/~his291/Durer_Melancolia.html">Melancolia I</a></em>, da inclusiva a idéia de depressão em contra-partida ao conhecimento?), fazem com que continuemos a pensar sobre aquilo, tira o caráter descartável do cinema comercial. É isso que diferencia um filme que se propõe a ser uma peça de &#8220;arte&#8221; de uma filme que se propõe a ser &#8220;entretenimento&#8221;. Não é possível ao espectador sair do cinema sem parar para pensar por um instante, por menor que seja, no que acabou de ver. Senhoras e senhores, pode-se não gostar do cinema de Von Trier, mas não pode-se negar que Melancolia é cinema com &#8220;H&#8221; maiúsculo.</p>
<p>Melancolia (Melancholia) &#8211; Dir.: <a href="http://www.imdb.com/name/nm0001885/">Lars von Trier</a>, com: <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000379/">Kirsten Dunst</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0001250/">Charlotte Gainsbourg</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000662/">Kiefer Sutherland</a> e <a href="http://www.imdb.com/name/nm3999508/">Cameron Spurr</a></p>
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		<title>Vida Longa ao Rei</title>
		<link>http://www.geex.com.br/2011/08/29/vida-longa-ao-rei/</link>
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		<pubDate>Mon, 29 Aug 2011 16:35:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Engels Marx</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[3d]]></category>
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		<category><![CDATA[experiencia]]></category>
		<category><![CDATA[infantil]]></category>
		<category><![CDATA[lion king]]></category>
		<category><![CDATA[nostalgia]]></category>
		<category><![CDATA[rei leão]]></category>

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		<description><![CDATA[A primeira vez que vi “O Rei Leão” foi em 1994, com sete anos, no cinema. Dezessete anos depois o filme retorna e quis repetir a experiência de assisti-lo na tela grande. Quando o sol nasceu no horizonte vi o quanto ainda guardava na memória. Apesar de ter assistido a obra pela última vez em VHS, a música inicial ainda estava inteira lá na minha cabeça e foi impossível não cantar junto. Apesar de o lado criança ter aparecido o lado adulto também estava lá. A morte de Mufasa, pai de Simba, onde vemos o pequeno leão pedindo para o pai se levantar e chorando ao perceber que isso não ia acontecer é algo de cortar o coração e teve muito mais impacto do que eu me recordava. Um outro aspecto que eu recordava bastante era a dublagem. O dublador Garcia Jr., responsável pela voz do Simba adulto, não trabalhava mais com a Disney e novas vozes poderiam estragar a experiência dos mais velhos, porém o aúdio de anos atrás ainda estava lá e isso foi comprovado por Timão e Pumba ao falarem “Hatuna Matata” em vez do mundial “Hakuna Matata”. A conversão do filme para o 3D também não atrapalha a experiência, pelo contrário: graças ao excelente trabalho foi muito legal ver Zazu voando bem perto de nós assim como foi emocionante correr da debandada de Gnus junto de Simba. A obra também agrada as crianças dessa geração. Aproveitei a oportunidade para levar a minha afilhada de cinco anos pela primeira vez ao cinema, mesmo com receio de que uma animação 2D não prendesse tanto a atenção em uma época onde animações computadorizadas estão em alta. Porém a magia Disney continua e hipnotizou a pequena por toda a sessão, a ponto de no fim da exibição a primeira frase dela ser “Vamos ver de novo?”. &#160; O Rei Leão estreou dia 26 de agosto e ficará pouco tempo no cinema, portanto você que viu em 1994 ou que quer levar uma criança para ter uma experiência similar a sua aproveite e corra como uma hiena fugindo do Mufasa!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p id="internal-source-marker_0.2682915397454053" dir="ltr">A primeira vez que vi “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=YO3NEhIz-Ws" target="_blank">O Rei Leão</a>” foi em 1994, com sete anos, no cinema. Dezessete anos depois o filme retorna e quis repetir a experiência de assisti-lo na tela grande.</p>
<p dir="ltr"><a href="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/367744_1266335854492_500_296.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-10011" title="367744_1266335854492_500_296" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/367744_1266335854492_500_296.jpg" alt="" width="346" height="198" /></a>Quando o sol nasceu no horizonte vi o quanto ainda guardava na memória. Apesar de ter assistido a obra pela última vez em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Video_Home_System" target="_blank">VHS</a>, a música inicial ainda estava inteira lá na minha cabeça e foi impossível não cantar junto. Apesar de o lado criança ter aparecido o lado adulto também estava lá. A morte de Mufasa, pai de Simba, onde vemos o pequeno leão pedindo para o pai se levantar e chorando ao perceber que isso não ia acontecer é algo de cortar o coração e teve muito mais impacto do que eu me recordava.</p>
<p dir="ltr">Um outro aspecto que eu recordava bastante era a dublagem. O dublador <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Garcia_J%C3%BAnior" target="_blank">Garcia Jr</a>., responsável pela voz do Simba adulto, não trabalhava mais com a Disney e novas vozes poderiam estragar a experiência dos mais velhos, porém o aúdio de anos atrás ainda estava lá e isso foi comprovado por Timão e Pumba ao falarem “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=5yPjv3GP5kI" target="_blank">Hatuna Matata</a>” em vez do mundial “Hakuna Matata”. A conversão do filme para o 3D também não atrapalha a experiência, pelo contrário: graças ao excelente trabalho foi muito legal ver Zazu voando bem perto de nós assim como foi emocionante correr da debandada de Gnus junto de Simba.</p>
<p style="text-align: center;" dir="ltr"><a href="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/gnus.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-10012" title="gnus" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/gnus.jpg" alt="" width="643" height="402" /></a></p>
<p><a href="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/lioncc.jpg"><img class="size-medium wp-image-10014 alignright" style="border-style: initial; border-color: initial;" title="lioncc" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/lioncc-300x179.jpg" alt="" width="300" height="179" /></a></p>
<p dir="ltr">A obra também agrada as crianças dessa geração. Aproveitei a oportunidade para levar a minha afilhada de cinco anos pela primeira vez ao cinema, mesmo com receio de que uma animação 2D não prendesse tanto a atenção em uma época onde animações computadorizadas estão em alta. Porém a magia Disney continua e hipnotizou a pequena por toda a sessão, a ponto de no fim da exibição a primeira frase dela ser “Vamos ver de novo?”.</p>
<p dir="ltr">&nbsp;</p>
<p dir="ltr">O Rei Leão <strong>estreou dia 26 de agosto</strong> e ficará pouco tempo no cinema, portanto você que viu em 1994 ou que quer levar uma criança para ter uma experiência similar a sua aproveite e corra como uma hiena fugindo do Mufasa!</p>
</div>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/reileao2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-10016" title="reileao2" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/reileao2.jpg" alt="" width="690" height="438" /></a></p>
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		<title>Reveja o Filme</title>
		<link>http://www.geex.com.br/2011/08/26/reveja-o-filme/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Aug 2011 03:41:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jairo Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[árvore da vida]]></category>
		<category><![CDATA[drama]]></category>
		<category><![CDATA[duração]]></category>
		<category><![CDATA[memória]]></category>
		<category><![CDATA[perfeccionismo]]></category>

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		<description><![CDATA[No cinema trabalha-se com números astronômicos e não falo aqui só de valores de orçamento, mas sim de possibilidades. Quem redigiu bastante sobre essa noção foi o grande editor Walter Murch, que em seu livro In The Blink of an Eye chegou a formatar uma fórmula matemática que demonstrava as diversas maneiras que as imagens podem ser combinadas em um filme. Então peguemos por exemplo o novo filme do Terrence Malick,  A Árvore da Vida. Notório por filmar rolos e rolos de material que quase nunca acabam na edição final, o diretor supostamente captou quase 364.5 horas de filme para este projeto, algo que ainda não foi confirmado, mas apenas citado pelo editor Emmanuel Lubezki em uma recente matéria na Cahiers du Cinema. É muito material. Tanto material que chega a ser quase impossível pensar em uma metodologia de trabalho para uma edição dessas. Agora, voltando ao Murch. Seguindo sua fórmula para uma cena feita de, por exemplo, 25 takes, o resultado do número de possibilidades de montagens possíveis é absurdo. Essa questão quase infinita de como um filme pode ser montado apenas demonstra o quão complexo é unir essa narrativa que chega a tela de cinema. Os 138 minutos do corte final do A Árvore da Vida que você assiste ali no cinema são a síntese mais possível de um fluxo de pensamento gigantesco. Você pode até pinçar os temas notórios da filmografia do Malick ali: a perda da inocência (o casal assassino do Terra de Ninguém, a criança que testemunha a traição e a cólera no Cinzas do Paraíso, quase todos os soldados no Além da Linha Vermelha) , a dimensão da natureza contra o homem, a discussão teológica e existencial dos personagens. Mas há mais ali. Imagens que precisam de mais uma leitura. Simbolismos que podem te levar a outras ideias e reflexões. Portanto, o quanto você consegue realmente absorver nessa sessão de cinema ? Claro que cada pessoa tem um tipo de recepção para cada tipo de filme, mas acredito veemente que o A Árvore (&#8230;) é um daqueles casos em que é necessário rever o filme. Talvez um dia ou uma semana depois. Ou quem em sabe em dez anos. É como tentar explicar o Koyaanisqatsi em um minuto. Ou o Stalker em uma frase. Até mesmo se contentar com apenas uma passada de olho no Cidadão Kane. O que pra mim prova o quão complicado é o formato da crítica de cinema. Na verdade, provocando ainda mais: olhe sua coleção de filmes, quantas vezes você já os reviu? Numa enquete rápida no twitter vi que tem gente que já reviu até 40 vezes o mesmo filme e alguns outros até confessam que assistiriam infinitamente filmes de coleções que eles gostam (vide Star Wars). Você reviu aquele filme porque quis compreender melhor o final? Ou porque realmente adora tudo nele? O que te faz rever aquilo? É a satisfação de rever aquela história em especial ou de o quê aquele filme representa em sua vida?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No cinema trabalha-se com números astronômicos e não falo aqui só de valores de orçamento, mas sim de possibilidades. Quem redigiu bastante sobre essa noção foi o grande editor Walter Murch, que em seu livro <a href="http://www.amazon.com/Blink-Eye-Revised-2nd/dp/1879505622"><em><strong>In The Blink of an Eye</strong></em></a> chegou a formatar uma fórmula matemática que demonstrava as diversas maneiras que as imagens podem ser combinadas em um filme.</p>
<p>Então peguemos por exemplo o novo filme do <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000517/">Terrence Malick</a>, <strong> <a href="http://www.imdb.com/title/tt0478304/">A Árvore da Vida</a></strong>. Notório por filmar rolos e rolos de material que quase nunca acabam na edição final, o diretor supostamente captou quase 364.5 horas de filme para este projeto, algo que ainda não foi confirmado, mas apenas citado pelo editor Emmanuel Lubezki em <a href="http://www.cahiersducinema.com/Juin-2011-no668.html">uma recente matéria na Cahiers du Cinema</a>.</p>
<p>É muito material. Tanto material que chega a ser quase impossível pensar em uma metodologia de trabalho para uma edição dessas.</p>
<div id="attachment_10000" class="wp-caption alignright" style="width: 370px"><img class="size-full wp-image-10000  " title="koyaanisqatsi1" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/koyaanisqatsi1.jpg" alt="" width="360" height="258" /><p class="wp-caption-text">Cena do Koyaanisqatsi</p></div>
<p>Agora, voltando ao Murch. Seguindo sua fórmula para uma cena feita de, por exemplo, 25 takes, o resultado do número de possibilidades de montagens possíveis é absurdo. Essa questão quase infinita de como um filme pode ser montado apenas demonstra o quão complexo é unir essa narrativa que chega a tela de cinema. Os 138 minutos do corte final do <strong>A Árvore da Vida </strong>que você assiste ali no cinema são a síntese mais possível de um fluxo de pensamento gigantesco. Você pode até pinçar os temas notórios da filmografia do Malick ali: a perda da inocência (o casal assassino do Terra de Ninguém, a criança que testemunha a traição e a cólera no Cinzas do Paraíso, quase todos os soldados no Além da Linha Vermelha) , a dimensão da natureza contra o homem, a discussão teológica e existencial dos personagens. Mas há mais ali. Imagens que precisam de mais uma leitura. Simbolismos que podem te levar a outras ideias e reflexões.</p>
<p>Portanto, o quanto você consegue realmente absorver nessa sessão de cinema ?</p>
<p>Claro que cada pessoa tem um tipo de recepção para cada tipo de filme, mas acredito veemente que o <strong>A Árvore (&#8230;)</strong> é um daqueles casos em que é necessário rever o filme. Talvez um dia ou uma semana depois. Ou quem em sabe em dez anos. É como tentar explicar o <a href="http://www.imdb.com/title/tt0085809/">Koyaanisqatsi</a> em um minuto. Ou o <a href="http://www.imdb.com/title/tt0079944/">Stalker</a> em uma frase. Até mesmo se contentar com apenas uma passada de olho no Cidadão Kane. O que pra mim prova o quão complicado é o formato da crítica de cinema.</p>
<p>Na verdade, provocando ainda mais: olhe sua coleção de filmes, quantas vezes você já os reviu?</p>
<p>Numa enquete rápida no twitter vi que tem gente que já reviu até 40  vezes o mesmo filme e alguns outros até confessam que assistiriam  infinitamente filmes de coleções que eles gostam (vide Star Wars).</p>
<p>Você reviu aquele filme porque quis compreender melhor o final? Ou porque realmente adora tudo nele? O que te faz rever aquilo? É a satisfação de rever aquela história em especial ou de o quê aquele filme representa em sua vida?</p>
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		<title>Planeta dos Macacos – A Origem (2011)</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Aug 2011 20:40:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Max Augusto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Planeta dos Macacos – A Origem (Rise of the Planet of the Apes) é mais um dentre inúmeros prequels que vêm povoando os cinemas nos últimos anos. Na maioria dos casos, essas variantes franqueadas acabam se reduzindo a derivados menores. Não é este o caso. A “ascensão” do título original (nome muito mais apropriado do que a adaptação brasileira) entrega uma visão menos revolucionária desse universo iniciado em 1968 e nos apresenta um dos personagens melhor realizados em computação gráfica na história do cinema (difícil tomar o trono do Gollum): o chimpanzé César. O filme conta a história de Will Rodman (James Franco, com boa atuação mas ainda com mania de fazer cara de coitado), cientista que lidera pesquisas em busca da cura do Mal de Alzheimer. Em seus experimentos com chimpanzés (último estágio antes de passar para os seres humanos) acaba desenvolvendo o ALZ-112, uma fórmula que também ocasiona uma evolução na inteligência dos símios. Daí, uma cadeia de acontecimentos levará ao início de uma revolta dos símios contra a supremacia humana. Falar mais do que isso poderá estragar a experiência que é assistir a toda a evolução do chimpanzé César, de filhote desamparado a líder da rebelião dos macacos. Aliás, o arco que envolve César é o que confere o brilho deste filme. César é o centro de todas as atenções e é no crescimento de seu posicionamento frente à humanidade que o filme encontra força. Some-se a isso os efeitos digitais da gabaritada Weta Digital, que são realmente impressionantes. Ainda que haja uma diferença de qualidade entre uns e outros efeitos (o César filhote ainda é irreal, mas é compensado por toda a sequência na ponte Golden Gate). As expressões de César estão em um nível absurdamente real e humano &#8211; por mais estranho que isso possa soar quando estamos falando de um chimpanzé. Se o elemento do real é qualidade da detalhada captura de movimentos, o adjetivo humano é mais uma vez mérito de Andy Serkis (O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei e King Kong). A atuação de Serkis é milimétrica e está nos detalhes, desde os trejeitos símios mesclados a características humanas, como o jeito de caminhar ereto, até os detalhes precisos do olhar de César. Nos olhos repletos de alma do chimpanzé, o espectador poderá acompanhar toda a passagem de tempo do filme, desde os sentimentos iniciais de felicidade e admiração pelo “pai” humano Will, passando pelo medo e a vontade de vingança contra seus algozes, até a idealização da liberdade como um objetivo a ser atingido. Mas nem tudo são elogios, ocorre que os tais lugares comuns acabam também sendo o fator prejudicial no núcleo humano do filme, parte mais fraca da obra. Apesar de composto por alguns ótimos atores, fica reduzido a situações tão previsíveis, que beiram os clichês (e os ultrapassam, no caso do chefe de Will, interpretado por David Oyelowo, que só pensa em cifras e mais cifras). Apesar de no início prometer ser algo mais, Freida Pinto fica relegada ao papel da ‘namoradinha’, já que sua personagem...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=pr_hTAj0C5I" target="_blank">Planeta dos Macacos – A Origem</a> (<strong>Rise of</strong> <strong>the Planet of the Apes</strong></em>) é mais um dentre inúmeros <em>prequels </em>que vêm povoando os cinemas nos últimos anos. Na maioria dos casos, essas variantes franqueadas acabam se reduzindo a derivados menores. Não é este o caso.</p>
<p><a href="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/rise-of-the-planet-of-the-apes.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9987" title="rise-of-the-planet-of-the-apes" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/rise-of-the-planet-of-the-apes.jpg" alt="" width="600" height="333" /></a></p>
<p>A “ascensão” do título original (nome muito mais apropriado do que a adaptação brasileira) entrega uma visão menos revolucionária desse universo iniciado em 1968 e nos apresenta um dos personagens melhor realizados em computação gráfica na história do cinema (difícil tomar o trono do <strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=UUNYCGZMtI8" target="_blank">Gollum</a></strong>): o chimpanzé <strong><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=YazT1gXZBQs" target="_blank">César</a></span></strong>.</p>
<p>O filme conta a história de <strong>Will Rodman</strong> (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0290556/" target="_blank"><strong>James Franco</strong></a><strong>, </strong>com boa atuação mas ainda com mania de fazer cara de coitado), cientista que lidera pesquisas em busca da cura do Mal de Alzheimer. Em seus experimentos com chimpanzés (último estágio antes de passar para os seres humanos) acaba desenvolvendo o ALZ-112, uma fórmula que também ocasiona uma evolução na inteligência dos símios. Daí, uma cadeia de acontecimentos levará ao início de uma revolta dos símios contra a supremacia humana. Falar mais do que isso poderá estragar a experiência que é assistir a toda a evolução do chimpanzé César, de filhote desamparado a líder da rebelião dos macacos.</p>
<div id="attachment_9988" class="wp-caption alignleft" style="width: 285px"><a href="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/img_678_rise-of-the-planet-of-the-apes-2011-super-trailer-hd.jpg"><img class="size-full wp-image-9988  " title="img_678_rise-of-the-planet-of-the-apes-2011-super-trailer-hd" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/img_678_rise-of-the-planet-of-the-apes-2011-super-trailer-hd.jpg" alt="" width="275" height="206" /></a><p class="wp-caption-text">Serkis interpretando César</p></div>
<p>Aliás, o arco que envolve César é o que confere o brilho deste filme.</p>
<p>César é o centro de todas as atenções e é no crescimento de seu posicionamento frente à humanidade que o filme encontra força. Some-se a isso os efeitos digitais da gabaritada <a href="http://www.wetafx.co.nz/" target="_blank"><strong>Weta Digital</strong></a>, que<strong> </strong>são realmente impressionantes. Ainda que haja uma diferença de qualidade entre uns e outros efeitos (o César filhote ainda é irreal, mas é compensado por toda a sequência na ponte <em>Golden Gate</em>). As expressões de César estão em um nível absurdamente real e humano &#8211; por mais estranho que isso possa soar quando estamos falando de um chimpanzé.</p>
<p><a href="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/Rise_of_the_Planet_of_the_Apes-2400000000000.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-9992" title="Rise_of_the_Planet_of_the_Apes-2400000000000" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/Rise_of_the_Planet_of_the_Apes-2400000000000-266x300.jpg" alt="" width="266" height="300" /></a>Se o elemento do real é qualidade da detalhada captura de movimentos, o adjetivo humano é mais uma vez mérito de <strong><a href="http://www.imdb.com/name/nm0785227/" target="_blank">Andy Serkis</a></strong> (<em>O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei </em>e <em>King Kong</em>). A atuação de Serkis é milimétrica e está nos detalhes, desde os trejeitos símios mesclados a características humanas, como o jeito de caminhar ereto, até os detalhes precisos do olhar de César. Nos olhos repletos de alma do chimpanzé, o espectador poderá acompanhar toda a passagem de tempo do filme, desde os sentimentos iniciais de felicidade e admiração pelo “pai” humano Will, passando pelo medo e a vontade de vingança contra seus algozes, até a idealização da liberdade como um objetivo a ser atingido.</p>
<p>Mas nem tudo são elogios, ocorre que os tais lugares comuns acabam também sendo o fator prejudicial no núcleo humano do filme, parte mais fraca da obra. Apesar de composto por alguns ótimos atores, fica reduzido a situações tão previsíveis, que beiram os clichês (e os ultrapassam, no caso do chefe de <strong>Will</strong>, interpretado por <a href="http://www.imdb.com/name/nm0654648/" target="_blank"><strong>David Oyelowo</strong></a>, que só pensa em cifras e mais cifras). Apesar de no início prometer ser algo mais, <a href="http://www.imdb.com/name/nm2951768/" target="_blank"><strong>Freida Pinto</strong></a> fica relegada ao papel da ‘namoradinha’, já que sua personagem não acresce nada em relação às decisões dos personagens principais como <strong>César </strong>ou o seu próprio par romântico, Will.</p>
<div id="attachment_9989" class="wp-caption alignright" style="width: 304px"><a href="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/600_planet_of_apes_110804.jpg"><img class="size-full wp-image-9989  " title="600_planet_of_apes_110804" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/600_planet_of_apes_110804.jpg" alt="" width="294" height="165" /></a><p class="wp-caption-text">Freida e James</p></div>
<p>Talvez o pai de Will seja o mais relevante nesse eixo, já que se constitui num elo emotivo de Cesar com a humanidade (e também o gatilho para suas mudanças), mas acaba desaparecendo da trama de uma forma desnecessária, valendo mesmo por nos presentear com a presença de <strong><a href="http://www.imdb.com/name/nm0001475/" target="_blank">John Lithgow</a></strong> (por maior que seja seu recente sucesso no seriado <strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=hVAa1JBNP7Y" target="_blank">Dexter</a>,</strong> ele ainda é o <strong>George</strong> de <strong><em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=KtxrIUye3Xg" target="_blank">Um Hóspede do Barulho</a></em></strong>).</p>
<p>Breves conexões com o primeiro <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=VjcpRHuPjOI" target="_blank">Planeta dos Macacos</a> </em>(<em>Planet of the Apes, </em><strong><a href="http://www.imdb.com/name/nm0769874/" target="_blank">Franklin J. Schaffner</a> – </strong>1968) podem ser percebidas em alguns momentos, como no noticiário que fala sobre um grupo de astronautas há meses no espaço e a presença da Chimpanzé fêmea Cornélia, homenagem ao <strong>Cornelius</strong> vivido por <a href="http://www.imdb.com/name/nm0001522/" target="_blank"><strong>Roddy McDowell</strong></a>. Referências visuais como as lanças e os cavalos também estão lá para não nos fazer esquecer que, por mais singular e afastado que esteja dos rumos da franquia originária, este aqui também se trata de um genuíno <em>Planeta dos Macacos. </em>Com a vantagem de neste aqui os símios serem realmente convincentes.</p>
<p>Se em 1968, a reviravolta no final e os gritos inconformados de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000032/" target="_blank"><strong>Charlton Heston</strong></a> (“<a href="http://www.youtube.com/watch?v=muEnLlycOn4&amp;feature=related" target="_blank"><em>YOU MANIACS</em></a><em>!”)</em> foram marcantes, aqui em 2011 o filme ganha força não só por ter um discurso ambientalista que não soa piegas, mas principalmente por nos convencer em definitivo de que não demora muito e a Academia – sempre um passo atrás – criará um <strong><em>Oscar Honorário por Atuação em Captura de Movimentos</em>,</strong> só para agraciar o trabalho primoroso desse gênio subestimado, <strong>Andy Serkis.</strong></p>
<p><strong><a href="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/Rise-Apes-Caesar.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9990" title="Rise-Apes-Caesar" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/Rise-Apes-Caesar.jpg" alt="" width="550" height="227" /></a><br />
</strong></p>
<p><strong>Planeta dos Macacos &#8211; A Origem (Rise of the Planet of the Apes). Direção <a href="http://www.imdb.com/name/nm1012501/">Rupert Wyatt</a>. Com <a href="http://www.imdb.com/name/nm0290556/">James Franco</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0785227/">Andy Serkis</a> e <a href="http://www.imdb.com/name/nm2951768/">Freida Pinto</a></strong></p>
<p><strong>Estreia nesta sexta-feira 26 de agostos de 2011</strong></p>
<div><strong><br />
</strong></div>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Lanterna Verde (2011)</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Aug 2011 18:23:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Max Augusto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[abs]]></category>
		<category><![CDATA[bad movie]]></category>
		<category><![CDATA[brightest day]]></category>
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		<category><![CDATA[dc]]></category>
		<category><![CDATA[deepest night]]></category>
		<category><![CDATA[green lantern]]></category>
		<category><![CDATA[lanterna verde]]></category>
		<category><![CDATA[ryan reynolds]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; ATENÇÃO: o texto trata abertamente de momentos-chave da narrativa. Portanto, contém spoilers. Esteja avisado, ok? Não dá para dizer que Lanterna Verde (Geen Lantern, Martin Campbell – 2011) seja um fiasco como muitos já afirmaram. Mas também está longe de ser dos melhores exemplos de adaptação cinematográfica de quadrinhos. É tudo tão ligeiro e morno no filme que nunca se atinge o ponto de emocionar, em algum nível, o espectador. O desenhista Ivan Reis, que, ao lado do escritor Geoff Johns, foi responsável pelos traços das HQs do herói e de grandes sagas da DC Comics nos últimos anos, declarou na pré-estreia do filme que a ideia da Warner Bros era construir uma saga mais infantil e inocente e amadurecer a história à medida que a molecada que o assistisse também amadurecesse. A mesma estratégia usada em Harry Potter. Só se esqueceram de um porém: e se ninguém assistir? Para quem desconhece, somos apresentados à história de Hal Jordan (Ryan Reynolds), um piloto habilidoso e irresponsável que é escolhido por uma força alienígena para substituir Abin Sur (Temuera Morrison), guerreiro caído da Tropa dos Lanternas Verdes, guardiões da paz e da justiça no universo. Agora, Jordan terá que aprender a lidar com seus poderes, que são limitados apenas por sua imaginação e força de vontade, e se preparar para enfrentar Parallax (voz de Clancy Brown, o eterno Victor Kruger/Kurgan de Highlander), um adversário formidável que vem destruindo civilizações inteiras por onde passa e que agora ameaça consumir toda a vida existente na Terra. O filme sofre com vários problemas, sendo que o primeiro deles é a equivocada estratégia de marketing da Warner Bros. Você, como eu, deve se lembrar daquele primeiro trailer, divulgado em novembro de 2010, que apresentava um filme bem mais próximo da aventura leve e cheia de tiradas engraçadinhas de Quarteto Fantástico do que da ficção científica de ação que passou a ser vendida a partir do extenso vídeo divulgado na WonderCon 2011. A reação negativa do público diante do primeiro vídeo oficial foi determinante para que a Warner Bros alterasse sua estratégia e passasse a focar sua campanha de divulgação no universo esmeralda de Lanterna Verde. Todos os vídeos seguintes mostravam o treinamento de Hal Jordan em Oa, o visual do planeta dos Guardiões, o design de inúmeros outros Lanternas Verdes. Isso nos fazia acreditar que o filme se focaria na Tropa e nas infinitas possibilidades que dali poderiam surgir e não só naquele lugar comum do “filme de origem de super-herói”. Mas não. Lanterna Verde tem um elaborado design de personagens que é pouquíssimo aproveitado. Na verdade, todos os momentos da Tropa dos Lanternas Verdes já haviam sido revelados antes mesmo da estreia nos cinemas. Além do treinamento de Hal em Oa, não há muito mais que os guerreiros esmeralda acrescentem à rasa e previsível trama da descoberta de poderes, superação de medos e construção de um super-herói. Dito isso, passemos ao que Lanterna Verde realmente é: aquele já dito filme de origem bem...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://cache.reelzchannel.com/assets/content/blogimages/GLBannerPosterREELZ.jpg" alt="" width="531" height="224" /></p>
<p><strong>ATENÇÃO: o texto trata abertamente de momentos-chave da  narrativa. Portanto, contém spoilers. Esteja avisado, ok?</strong></p>
<p>Não dá para dizer que <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=oazFv302DIM" target="_blank">Lanterna  Verde</a></em> (<em>Geen Lantern, </em><strong><a href="http://www.imdb.com/name/nm0132709/" target="_blank">Martin  Campbell</a></strong> – 2011) seja um fiasco como muitos já afirmaram. Mas  também está longe de ser dos melhores exemplos de adaptação cinematográfica de  quadrinhos. É tudo tão ligeiro e morno no filme que nunca se atinge o ponto de  emocionar, em algum nível, o espectador. O desenhista <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ivan_Reis" target="_blank">Ivan  Reis</a>,</strong> que, ao lado do escritor <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Geoff_johns" target="_blank">Geoff  Johns</a></strong>, foi responsável pelos traços das HQs do herói  e<strong> </strong>de grandes sagas da <em><strong>DC Comics</strong></em> nos  últimos anos, declarou na pré-estreia do filme que a ideia da <strong><em>Warner  Bros</em></strong> era construir uma saga mais infantil e inocente e amadurecer  a história à medida que a molecada que o assistisse também amadurecesse. A mesma  estratégia usada em <em>Harry Potter.</em> Só se esqueceram de um porém: e se  ninguém assistir?</p>
<p>Para quem desconhece, somos apresentados à história de  <strong>Hal Jordan</strong> (<strong><a href="http://www.imdb.com/name/nm0005351/" target="_blank">Ryan Reynolds</a>), </strong>um piloto habilidoso e irresponsável que é escolhido por uma força  alienígena para substituir <strong>Abin Sur (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0607325/" target="_blank">Temuera Morrison</a>), </strong>guerreiro caído da <strong>Tropa dos Lanternas Verdes</strong>,  guardiões da paz e da justiça no universo. Agora, Jordan terá que aprender a  lidar com seus poderes, que são limitados apenas por sua imaginação e força de  vontade, e se preparar para  enfrentar <strong>Parallax </strong>(voz de  <strong><a href="http://www.imdb.com/name/nm0000317/" target="_blank">Clancy  Brown</a>,</strong> o eterno <strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=WgMurbEriIk&amp;feature=related" target="_blank">Victor Kruger/Kurgan</a></strong> de <em>Highlander</em>), um  adversário formidável que vem destruindo civilizações inteiras por onde passa e  que agora ameaça consumir toda a vida existente na  Terra.</p>
<p><img src="http://2.bp.blogspot.com/-dzVKsYYI5HE/TcK9VtbKJjI/AAAAAAAAMLQ/We4Y5JR-704/s1600/Green+Lantern+scene+w+aliens+2.jpg" alt="" width="387" height="230" align="left" />O filme sofre com vários problemas, sendo que o primeiro  deles  é a equivocada estratégia de marketing da Warner Bros. Você, como eu,  deve se lembrar daquele <a href="http://www.youtube.com/watch?v=_axLoYlwwmU" target="_blank">primeiro trailer</a>, divulgado em novembro de 2010, que  apresentava um filme bem mais próximo da aventura leve e cheia de tiradas  engraçadinhas de <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=bAGM30xgsxo">Quarteto Fantástico</a> </em>do que da ficção científica de  ação que passou a ser vendida a partir do <a href="http://www.youtube.com/watch?v=CnSicg5eRsI" target="_blank">extenso  vídeo</a> divulgado na <em>WonderCon 2011</em>. A reação negativa do público  diante do primeiro vídeo oficial foi determinante para que a Warner Bros  alterasse sua estratégia e passasse a focar sua campanha de divulgação no  universo esmeralda de <em>Lanterna Verde. </em>Todos os vídeos seguintes  mostravam o treinamento de Hal Jordan em <strong>Oa</strong>, o visual do  planeta dos Guardiões, o <em>design</em> de inúmeros outros Lanternas Verdes.  Isso nos fazia acreditar que o filme se focaria na Tropa e nas infinitas  possibilidades que dali poderiam surgir e não só naquele lugar comum do  “<em>filme de origem de super-herói</em>”.</p>
<p>Mas não. <em>Lanterna Verde</em> tem um elaborado design de  personagens que é pouquíssimo aproveitado. Na verdade, todos os momentos da  Tropa dos Lanternas Verdes já haviam sido revelados antes mesmo da estreia nos  cinemas. Além do treinamento de Hal em Oa, não há muito mais que os guerreiros  esmeralda acrescentem à rasa e previsível trama da descoberta de poderes,  superação de medos e construção de um super-herói.</p>
<p>Dito isso, passemos ao que <em>Lanterna Verde</em> realmente  é: aquele já dito filme de origem bem mais rasteiro do que o usual. E aí é que  entra o seu maior problema: o roteiro. Por ter tantos elementos a explorar, o  roteiro tenta condensá-los numa sucessão de situações que não guardam relação  entre si. Primeiro exemplo disso é a idiótica cena em que Hal acaba de fazer uma  manobra incrível com seu jato, provando toda sua coragem e habilidade, quando,  sem qualquer motivo, toma NA CARA um <em>flashback </em>da morte de seu pai, só  pela conveniência e urgência dos roteiristas em mostrar os medos do protagonista  já logo nos minutos iniciais. Da mesma forma, ao invés de demonstrar a magnitude  doPoder Amarelo do Medo que move o Parallax, o roteiro se reduz a uma citação  por Sinestro sobre o fato de o monstro ter devorado dois planetas depois de sua  fuga de <strong>Ryut</strong>, no <strong>Setor Perdido</strong> do  universo.<img src="http://nerdreactor.com/wp-content/uploads/2011/03/green-lantern-high2.jpg" alt="" width="314" height="212" align="right" /></p>
<p>Engraçado que essa mesma decantada urgência não aparece em  outros momentos em que seu uso seria proveitoso: Hal foi levado pela energia do  anel ao encontro do moribundo Abin Sur e recebeu suas instruções como novo  Lanterna Verde. Pronto. Precisava mesmo que o cara ligasse para Tom, o  esperasse até o local do acidente só para quando o amigo chegar, Hal o receber com  um <em>“Ei, ei, ei, nós temos que ir”</em>? Aliás, o tal Tom não presta  serventia alguma à trama, a não ser por um (ridículo) alívio cômico (sem  necessidade, já que o próprio Ryan Reynolds se encarrega das piadas mais  interessantes).</p>
<p>Se não fosse bastante, o roteiro ainda sofre de uma falta de  coerência que não dá para aceitar: <em>qual sentido há em Hal ir até Oa, pedir  ajuda a Sinestro e aos Guardiões para &#8211; dali a dois segundos &#8211; mudar de ideia,  fazer um discurso sobre enfrentar seus medos, pedir autorização para  lutar sozinho (?) e então partir sem qualquer resultado para encarar Parallax na  Terra?</em> Antes ficasse em casa sem qualquer aviso e fizesse o que fez, não  teria mudado em nada a estória.</p>
<p><img src="http://1.bp.blogspot.com/-3p8TzjXUK6A/TcK9Tk4u_UI/AAAAAAAAMLE/3yllutmebf8/s1600/Green+Lantern+scene+ring+projecting+gun.jpg" alt="" width="353" height="211" align="left" /></p>
<p><strong>Martin Campbell </strong>(que já fez coisas muito  interessantes como <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=PJmfBaRAXGw" target="_blank">Cassino Royale</a></em> e outras nem tanto, como <a href="http://www.youtube.com/watch?v=S5DBanY6Mh4" target="_blank"><em>Amor Sem  Fronteiras</em></a>) também não se esforça para extrair qualidade do filme. Ao  invés de optar por cenas de impacto e que teriam relevância na história (o  diretor não mostra a queda da nave de Abin Sur na Terra, por exemplo), prefere  se delongar em momentos que não fazem falta alguma (é uma bobagem tremenda a  cena em que Hal mostra  ao amigo Tom o quão <em>cool</em> seu uniforme é).</p>
<p>E, mesmo quando roteiro e diretor acertam, insistem em errar.  Explico. O que há de melhor em <em>Lanterna Verde</em> se resume a dois  personagens e seus respectivos intérpretes: o <em>Hector Hammond</em> de  <strong><a href="http://www.imdb.com/name/nm0765597/" target="_blank">Peter  Saarsgard</a></strong> e o <em>Sinestro </em>de <a href="http://www.imdb.com/find?s=all&amp;q=mark+strong" target="_blank"><strong>Mark Strong</strong></a>. Ao primeiro, Saarsgard confere  um interessante tom de gênio excluído social que,  quando passa a sofrer os  efeitos da energia amarela, regozija-se em finalmente poder-se  vingar de todos à sua volta. Já Mark Strong, em poucas cenas, já consegue impor  o respeito e temor que Sinestro é capaz de causar nos demais Lanternas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Contudo, é lamentável como o roteiro reduz Sinestro a um  Lanterna com o dom da oratória, que sempre está lá motivando a tropa ou  argumentando com os Guardiões sobre a necessidade de destruir Parallax. Mas  quando finalmente tem a chance de agir, algo impede que vejamos todo o seu poder. Não há  motivos para isso, a não ser o óbvio limite do <em>budget </em>(<em>vide a  rápida cena em que Sinestro finalmente reúne seu “grupo de elite” de Lanternas e  parte para frear o avanço de Parallax. Quando se defrontam com o inimigo, a cena  é interrompida por um breve relato do próprio Sinestro lamentando a derrota  esmagadora que sofreram para a criatura</em>).</p>
<p><img class="alignright" src="http://watchmojo.com/film/blog/wp-content/uploads/2010/12/sinestro-green-lantern-2011-movie-still.jpg" alt="" width="450" height="241" /></p>
<p>Da mesma forma, o interessante Hector Hammond é suprimido  no ato final somente para que possamos ver o embate decisivo de Hal Jordan com  Parallax. Este último, aliás, é outro grande desperdício de potencial. A  criatura mais avassaladora do universo DC  em momento algum faz o espectador  temer pelo destino da Terra.</p>
<p>Por fim, a trilha sonora de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0006133/"><strong>James Newton Howard</strong></a> está lá simplesmente para acompanhar as cenas, sem causar qualquer impacto maior. Desinteressante e esquecível. Já os efeitos visuais, apesar de bem feitos em sua  maioria, acabam por resultar num ar de <em>video game</em> que não sei dizer ainda se é  bem-vindo à produção.</p>
<p>A questão colocada lá no primeiro parágrafo talvez seja um  exagero. Ninguém é pouquíssima gente. Mas o fracasso nos cinemas estadunidenses  foi clamoroso e consequência direta dos erros cometidos pela produção. Claro  que a venda de produtos relacionados (de bonequinhos em redes de <em>fast  food</em> a uniformes emborrachados com músculos de espuma) vai ajudar a cobrir  o prejuízo. E a Warner já declarou a intenção de fazer uma sequência. Espero  sinceramente que aprendam com os erros e convoquem um diretor (Campbell não tem  contrato para uma continuação) que dê a intensidade e personalidade que faltaram  a este primeiro filme. Povoar os cinemas com produções medianas, conduzidas no  piloto automático, pode até ser algo comum no mercado, mas quando o público não  engole essa mediocridade, deixando vazias as salas de exibição, há a grande chance  de as produtoras reverem seus conceitos.</p>
<p>A dúvida é quando a Warner Bros vai deixar de só aprender e  finalmente começar a acertar, com uma certa regularidade, em suas adaptações de  quadrinhos.</p>
<p>Alguém disse “<em>Contrato vitalício com Cristopher  Nolan”</em>?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Lanterna Verde</strong> (Green Lantern). <strong> Direção</strong> <a href="http://www.imdb.com/name/nm0132709/">Martin Campbell</a>. <strong>Com</strong> <a href="http://www.imdb.com/name/nm0005351/">Ryan Reynolds</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0515116/">Blake Lively</a> e <a href="http://www.imdb.com/name/nm0765597/">Peter Sarsgaard</a>.</p>
<p><strong>Estreou no último dia 19 de agosto</strong></p>
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		<title>Super 8 (2011)</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Aug 2011 18:02:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Max Augusto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Na sexta-feira passada tive a oportunidade de reviver uma viagem que não acompanhava há uns bons 17 anos. Lembrei-me de uma época em que minha imaginação fértil era bem mais relevante do que a alta do dólar ou a posição política dos EUA sobre o petróleo no Oriente Médio. Fui transportado diretamente para quando eu e meus primos nos desafiávamos, no meio da noite, a adentrar no breu do quintal da casa dos meus avós, munidos apenas de algumas lanternas, cabos de vassoura e de uma coragem questionável, à procura de noivas tristes em branco ou algum alienígena cabeçudo verde que nunca estavam por lá. Entre os quadrinhos de Heróis da TV e os livros de Monteiro Lobato, talvez a maior fonte dos meus delírios imaginativos fossem os filmes que devorava quase que em tempo integral, pausados somente no horário de aula e no confisco noturno da TV pelos meus pais, que tinham de assistir à maratona diária das novelas globais. Posso citar uma variedade fílmica que povoou não só os meus, como muitos dos dias de cada um que cresceu nos anos 80. Entre o terror do escuro trazido por Alien – O Oitavo Passageiro e o regozijo de pegar aquele bully f.d.p. do colégio em Te Pego Lá Fora, havia um nicho complexo que reunia tudo o que traduzia em imagens e estória meus mais elaborados pensamentos infanto-juvenis. Eram os filmes de Spielberg e de sua Amblin Entertainment. Super 8 (idem, J. J. Abrams – 2011) fez minha criança interior pular e gritar na cadeira. A obra bebe da fonte dos filmes oitentistas, em especial os da Amblin, sem medo de se fartar. O próprio Abrams nunca escondeu a influência do “modo spielberg” no seu jeito de fazer cinema. Em Mission: Impossible III, pela primeira vez conhecemos a vida pessoal do agente Ethan Hunt e o mote principal não é uma teoria conspiratória ou uma ameaça terrorista de proporções globais, mas sim a corrida desesperada do personagem principal para salvar a mulher amada. Tá tudo lá em Super 8: os amigos inseparáveis, primeiro amor, conflito pai e filho, bicicletas, a bagunça familiar no café da manhã e algo absurdamente fantástico bem ali à espreita. Mas nem por isso se trata de regurgitar os elementos antigos, mas sim de homenagear com vigor e dinâmica atuais surpreendentes. As cenas de ação que Abrams filma são sempre impactantes (a correria da criançada em pleno descarrilamento do trem é algo tenso e avassalador) e o drama vivido pelo casal principal é realmente de tocar o coração. As menções óbvias a ET – O Extraterrestre e Os Goonies são válidas. Só que em relação ao segundo, vale lembrar que o filme de JJ Abrams traz crianças que são obrigadas a amadurecer diante da morte, uma realidade bem mais dolorosa do que o simples risco de terem que se mudar de suas antigas casas. Por essa razão, em se tratando de amizade infantil e da busca pelo desafio, Super 8 guarda mais relação com...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em> </em></p>
<p><img class="aligncenter" src="http://collider.com/wp-content/uploads/super-8-poster-slice.jpg" alt="" width="638" height="212" /></p>
<p>Na sexta-feira passada tive a oportunidade de reviver uma  viagem que não acompanhava há uns bons 17 anos. Lembrei-me de uma época em que  minha imaginação fértil era bem mais relevante do que a alta do dólar ou a posição política dos EUA sobre o petróleo no Oriente Médio. Fui transportado diretamente para quando eu e meus primos  nos desafiávamos, no meio da noite, a adentrar no breu do quintal da casa dos meus  avós, munidos apenas de algumas lanternas, cabos de vassoura e de uma coragem  questionável, à procura de noivas tristes em branco ou algum alienígena cabeçudo  verde que nunca estavam por lá.</p>
<p>Entre os quadrinhos de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Her%C3%B3is_da_TV"><em>Heróis da TV</em></a> e os livros de Monteiro Lobato, talvez a maior  fonte dos meus delírios imaginativos fossem os filmes que devorava quase que em  tempo integral, pausados somente no horário de aula e no confisco noturno da TV  pelos meus pais, que tinham de assistir à maratona diária das novelas  globais.</p>
<p>Posso citar uma variedade fílmica que povoou não só os meus,  como muitos dos dias de cada um que cresceu nos anos 80. Entre o terror do  escuro trazido por <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=LjLamj-b0I8&amp;feature=related" target="_blank">Alien – O Oitavo Passageiro</a> </em>e o regozijo de pegar aquele <em> bully </em>f.d.p. do colégio em <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=3igdKQX48hs" target="_blank">Te Pego Lá  Fora</a></em>, havia um nicho complexo que reunia tudo o que traduzia em imagens  e estória meus mais elaborados pensamentos infanto-juvenis. Eram os filmes de  Spielberg e de sua <em>Amblin Entertainment.</em></p>
<p><em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=jnxxzH0zqa0&amp;feature=player_embedded" target="_blank">Super 8</a></em> (idem, <strong><a href="http://www.imdb.com/name/nm0009190/" target="_blank">J. J.  Abrams</a></strong> – 2011) fez minha criança interior pular e gritar na  cadeira. A obra bebe da fonte dos filmes oitentistas, em especial os  da <em>Amblin, </em>sem medo de se fartar. O próprio Abrams nunca escondeu a  influência do “modo spielberg” no seu jeito de fazer cinema.<em> </em> Em <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=yiuT8lHftq0" target="_blank">Mission:  Impossible III</a></em>, pela primeira vez conhecemos a vida pessoal do  agente <strong>Ethan Hunt </strong>e o mote principal não é uma teoria  conspiratória ou uma ameaça terrorista de proporções globais, mas sim a corrida  desesperada do personagem principal para salvar a mulher amada.</p>
<p><img src="http://media.2011-movies.com/2011/08/super-8-movie-picture-1.jpg" alt="" width="291" height="196" align="left" />Tá tudo lá em <em>Super 8: </em>os amigos inseparáveis, primeiro  amor, conflito pai e filho, bicicletas, a bagunça familiar no café da manhã e  algo absurdamente fantástico bem ali à espreita. Mas nem por isso se trata de  regurgitar os elementos antigos, mas sim de homenagear com vigor e dinâmica  atuais surpreendentes. As cenas de ação que Abrams filma são sempre impactantes  (a correria da criançada em pleno descarrilamento do trem é algo tenso e  avassalador) e o drama vivido pelo casal principal é realmente de tocar o  coração.</p>
<p><img src="http://jaymckinnon.com/blog/wp-content/uploads/2011/06/Super-8-Movie-Secrets-e1307728047500.jpg" alt="" width="292" height="206" align="right" />As menções óbvias a <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=_zcxM_HdZbw" target="_blank">ET – O  Extraterrestre</a> </em>e <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=qsXnJ1nlXwM&amp;feature=related" target="_blank">Os Goonies</a> </em>são válidas. Só que em relação ao segundo,  vale lembrar que o filme de JJ Abrams traz crianças que são obrigadas a  amadurecer diante da morte, uma realidade bem mais dolorosa do que o simples  risco de terem que se mudar de suas antigas casas. Por essa razão, em  se tratando de amizade infantil e da busca pelo desafio, <em>Super 8</em> guarda  mais relação com <a href="http://www.youtube.com/watch?v=FUVnfaA-kpI" target="_blank"><em>Conta Comigo</em></a><em> </em>(<em>Stand by Me, </em><strong>Rob Reiner – </strong>1986) do que com o filme de <strong>Richard  Donner</strong><em>. </em></p>
<p>O fato é que Abrams soube apreender as grandes lições de  Spielberg em seu trabalho. E isso, antes de ser mera cópia, é saber discernir o  que funciona e o que não funciona na tela. A câmera sempre se mantém na  perspectiva mais baixa das crianças, a trilha sonora de <strong><a href="http://www.imdb.com/name/nm0006035/" target="_blank">Alexandre  Desplat</a></strong> (que também compôs as belas trilhas dos últimos <em>Harry  Potters</em>) sabe ter a simplicidade infantil sem se esquecer da  grandiloquência nos momentos que a clamam e Abrams herdou a habilidade de  construir cenas tensas como só o professor sabe fazer.</p>
<p>Aqueles que decantam que há demérito na homenagem aos filmes de  Spielberg esquecem-se, primeiro, que homenagem não é cópia e, segundo, que há  muito esmero cinematográfico em <em>Super 8</em>. Se por um lado há ótimas  referências visuais a <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=g4xfe5TjSwM" target="_blank">Tubarão</a>, Jurassic Park </em>e <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=bDSFfphswpY" target="_blank">Contatos  Imediatos de 3º Grau</a></em> (o cartaz do filme é uma composição de imagens  clássicas de <em>Close Encounters…</em>), por outro, há menções a clássicos pop  aparentemente aleatórios, como <a href="http://www.youtube.com/watch?v=HzqQVsgQu9g" target="_blank"><em>The  Host</em></a><em> (O Hospedeiro, </em><a href="http://www.imdb.com/name/nm0094435/" target="_blank"><strong>Joo-ho  Bong</strong></a> – 2006) e a obra de <strong><a href="http://www.imdb.com/name/nm0001681/" target="_blank">George  Romero</a></strong><em>.</em></p>
<p style="text-align: center;"><a></a><a rel="attachment wp-att-9931" href="http://www.geex.com.br/2011/08/15/super-8-2011/close-encounters/"></a><a rel="attachment wp-att-9931" href="http://www.geex.com.br/2011/08/15/super-8-2011/close-encounters/"><img class="size-full wp-image-9931 aligncenter" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/close-encounters.jpg" alt="" width="582" height="321" /></a></p>
<p>E Abrams não tem medo de se socorrer ao próprio arsenal: é  inegável que o clima de mistério está bem mais próximo de <em>Lost, </em>que  o<em> </em>conceito visual da criatura tem muito da criação de <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=ufYF0f-zMgY" target="_blank">Cloverfield</a> (</em><strong>Matt Reeves – </strong>2008) e que o clímax do filme é bem mais  intenso e agressivo do que se espera das referências oitentistas. O filme  transpira sinceridade em cada tomada que Abrams realiza, senão o que dizer do  apaixonante <em>take</em> em que <strong><em><a href="http://www.imdb.com/name/nm1102577/" target="_blank">Elle Faning</a> </em>(</strong>a irmã verdadeiramente talentosa de <strong>Dakota</strong>),  vivendo sua personagem no <em>zombie movie </em>que as crianças filmam, declama  que não conseguiria viver longe de seu amor?</p>
<p>Subtraindo toda a empolgação e o deslumbre emocional, talvez eu consiga respirar, pensar um pouco e tirar alguns (poucos) pontos do  apoteótico final, que não explica muito bem certos atos da criatura e traz  uma solução rápida do conflito familiar. E ainda que o clímax guarde cenas que  obrigam você a lembrar de imediato do fraco <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=9oNgmaFJXnY" target="_blank">Guerra dos  Mundos</a></em>, o resultado é extremamente positivo. Por mais rápida que seja a  solução da relação pais/filhos, ela fecha o arco dos personagens  de forma satisfatória e poética.</p>
<p>E é por isso que o exagero visual que é reservado para o final, no meu sentir,  foi incompreendido por alguns. É o perfeito contraste com o mundo singelo das  crianças. E quando a câmera, finalmente, se fecha no abraço dos personagens e nas mãos entrelaçadas do casal  de protagonistas, tenha a certeza de que Abrams realizou uma ode sincera ao que  há de mais belo no cinema.</p>
<p><strong>Super 8 (idem). Direção de</strong> <a href="http://www.imdb.com/name/nm0009190/">J.J. Abrams</a>.<strong> Com</strong> <a href="http://www.imdb.com/name/nm1102577/">Elle Fanning</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm1404488/">Amanda Michalka</a> <strong>e</strong> <a href="http://www.imdb.com/name/nm0151419/">Kyle Chandler</a></p>
<p><strong>Estreou neste última dia 12 de agosto de 2011</strong></p>
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		<title>Quero Matar Meu Chefe (2011)</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Aug 2011 13:18:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Max Augusto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[“Quero Matar Meu Chefe” (2011) une a moda das comédias de humor masculino com o humor de momento das sitcoms estadunidenses. Na trama, um trio de amigos sofre o pão que os seus chefes diabólicos amassaram. Nick (o onipresente Jason Bateman) é um funcionário dedicado que aprendeu que para crescer na vida é necessário engolir alguns sapos, mas ainda assim é insuportável a tortura diária que deve aguentar nas mãos do manipulador, psicopata e egocêntrico Sr. Harken (Kevin Spacey). Já Kurt (Jason Sudeikis, em sua segunda comédia de sucesso no ano) é um funcionário dedicado que se vê na incomôda situação de ter que aturar o filho escroto (Colin Farrell) de seu antigo patrão (Donald Sutherland) tomando conta da empresa. Por fim, Dale (Charlie Day – histriônico, mas nem tanto), que está para se casar e vive fugindo de sua deliciosa e irresisitivelmente ninfomaníaca chefe, Dra. Julia (Jennifer Aniston, saindo do padrão). Cansados disso, os amigos se juntam e decidem dar um basta na situação. Arrumam um “consultor de assassinato” (Jamie Foxx) para lhes auxiliar e mãos à obra. Basicamente, esse é o plot. Acontece que, o que parece se tratar de uma comédia de humor negro à primeira vista, acaba correndo por outra vertente mais comum ao cinemão. Antes de tudo, o diretor Seth Gordon (do fraquinho Surpresas do Amor) aposta no humor masculino, desde o trio de protagonistas (como nos recentes sucessos de Se Beber Não Case Partes I e II) até ao modo como trata as mulheres: personagens secundárias, que passam de mera desculpa para desenrolar a história (veja como a noiva do personagem de Charlie Day some a partir do segundo terço da projeção). Por outro lado, o tipo de humor adotado cai muito bem no filme. Ele vem exatamente do conceito original da comédia de situações. Quase que a totalidade das piadas se origina do ambiente e do momento em que estão inseridos os personagens do trio principal. Reparem como o filme se aproveita sempre para fazer piada da ocasião: 1) os carros no estacionamento; 2) a explicação para o nome do consultor Dean “Motherfucker” Jones ou 3) a visita de ‘reconhecimento’ à casa do chefe de Kurt e por aí vai. O plot inicial acaba se perdendo lá pela metade da projeção em proveito das situações absurdas que o trio vai enfentando, uma após a outra. Mas o diferencial nessa comédia, invariavelmente, está naqueles que provocam o terror: os chefes. Colin Farrell está divertidamente irreconhecível na alma (e corpo) de um cocainômano completamente idiota (minha namorada não acredita e quer ver de novo só pra sacar se é o cara mesmo). Por sua vez, Jennifer Aniston consegue fugir do seu estereótipo padrão e entrega uma dentista viciada em sexo capaz de fazer até o Papa duvidar da resistência de Dale à toda aquela tentação em forma de Rachel Green morena. Já Kevin Spacey é um caso à parte. Se o seu Lex Luthor em Superman Returns fosse 10% do que é o Dave Harken, ninguém...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>“<a href="http://www.youtube.com/watch?v=HMpab7FIbeA" target="_blank">Quero Matar Meu Chefe</a>” </em>(2011) une a moda das comédias de <a title="BROMANCEs" href="http://www.geex.com.br/2011/06/09/bromances/">humor masculino</a> com o humor de momento das <em>sitcoms</em> estadunidenses.</p>
<p><a href="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/horrible-bosses-poster2-630.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9926" title="horrible-bosses-poster2-630" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/horrible-bosses-poster2-630.jpg" alt="" width="630" height="299" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Na trama, um trio de amigos sofre o pão que os seus chefes diabólicos amassaram. Nick (o onipresente <strong><a href="http://www.imdb.com/name/nm0000867/" target="_blank">Jason Bateman</a></strong>) é um funcionário dedicado que aprendeu que para crescer na vida é necessário engolir alguns sapos, mas ainda assim é insuportável a tortura diária que deve aguentar nas mãos do manipulador, psicopata e egocêntrico Sr. Harken (<strong><a href="http://www.imdb.com/name/nm0000228/" target="_blank">Kevin Spacey</a></strong>). Já Kurt (<strong><a href="http://www.imdb.com/name/nm0837177/" target="_blank">Jason Sudeikis</a>, </strong>em sua segunda comédia de sucesso no ano) é um funcionário dedicado que se vê na incomôda situação de ter que aturar o filho escroto (<strong><a href="http://www.imdb.com/name/nm0268199/" target="_blank">Colin Farrell</a></strong>) de seu antigo patrão (<strong><a href="http://www.imdb.com/name/nm0000661/" target="_blank">Donald Sutherland</a></strong>) tomando conta da empresa. Por fim, Dale (<strong><a href="http://www.imdb.com/name/nm0206359/" target="_blank">Charlie Day</a> – </strong>histriônico, mas nem tanto), que está para se casar e vive fugindo de sua deliciosa e irresisitivelmente ninfomaníaca chefe, Dra. Julia (<strong><a href="http://www.imdb.com/name/nm0000098/" target="_blank">Jennifer Aniston</a>, </strong>saindo do padrão).</p>
<p><img src="http://cinema10.com.br/upload/filmes/filmes_1425_Quero-Matar-Meu-Chefe-11.jpg" alt="" width="329" height="232" align="left" />Cansados disso, os amigos se juntam e decidem dar um basta na situação. Arrumam um “consultor de assassinato” (<strong><a href="http://www.imdb.com/name/nm0004937/">Jamie Foxx</a>) </strong>para lhes auxiliar e mãos à obra. Basicamente, esse é o <em>plot</em>. Acontece que, o que parece se tratar de uma comédia de humor negro à primeira vista, acaba correndo por outra vertente mais comum ao cinemão.</p>
<p>Antes de tudo, o diretor <strong><a href="http://www.imdb.com/name/nm1164861/" target="_blank">Seth Gordon</a></strong> (do fraquinho <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=N_3-z3bZm6k" target="_blank">Surpresas do Amor</a></em>) aposta no humor masculino, desde o trio de protagonistas (como nos recentes sucessos de <em>Se Beber Não Case </em>Partes I e II) até ao modo como trata as mulheres: personagens secundárias, que passam de mera desculpa para desenrolar a história (veja como a noiva do personagem de <strong>Charlie Day</strong> some a partir do segundo terço da projeção).</p>
<p><img class="alignright" src="http://img.ondever.com.br/filmes/fotos/quero-matar-meu-chefe/g/quero-matar-meu-chefe-2007.jpg" alt="" width="376" height="255" />Por outro lado, o tipo de humor adotado cai muito bem no filme. Ele vem exatamente do conceito original da comédia de situações. Quase que a totalidade das piadas se origina do ambiente e do momento em que estão inseridos os personagens do trio principal. Reparem como o filme se aproveita sempre para fazer piada da ocasião: 1) os carros no estacionamento; 2) a explicação para o nome do consultor Dean “Motherfucker” Jones ou 3) a visita de ‘reconhecimento’ à casa do chefe de Kurt e por aí vai. O <em>plot</em> inicial acaba se perdendo lá pela metade da projeção em proveito das situações absurdas que o trio vai enfentando, uma após a outra.</p>
<p><img src="http://m4.paperblog.com/i/21/216643/quero-matar-meu-chefe-com-jennifer-aniston-L-6ez9ZT.jpeg" alt="" width="295" height="235" align="left" />Mas o diferencial nessa comédia, invariavelmente, está naqueles que provocam o terror: <strong><span style="text-decoration: underline;">os chefes</span></strong>. Colin Farrell está divertidamente irreconhecível na alma (e corpo) de um cocainômano completamente idiota (minha namorada não acredita e quer ver de novo só pra sacar se é o cara mesmo). Por sua vez, Jennifer Aniston consegue fugir do seu estereótipo padrão e entrega uma dentista viciada em sexo capaz de fazer até o Papa duvidar da resistência de Dale à toda aquela tentação em forma de <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=WDHgSTdfwDY">Rachel Green </a></em>morena. Já Kevin Spacey é um caso à parte. Se o seu <strong>Lex Luthor </strong>em <em>Superman Returns</em> fosse 10% do que é o Dave Harken, ninguém iria reclamar da falta de ação. Harken é um patrão tão odiável e absurdamente EVIL que é humanamente impossível alguém não desejar (ainda que lá no íntimo) arrancar-lhe as unhas com alicate, deitar suas mãos num balde de álcool (em chamas, de preferência) e não achar aquilo tudo nada mais do que JUSTO, JUSTÍSSIMO.</p>
<p>Confesso que num primeiro momento cheguei a estranhar as motivações dos personagens que os conduzem à conclusão de que somente seriam almas livres se matassem seus chefes (à exceção do personagem de Spacey). Acontece que as piadas fluem tão naturalmente que você vai embarcar na ideia e esquecer qualquer problema de roteiro. No fim das contas, uma ótima comédia alicerçada por um elenco muito bem afinado.</p>
<p>P.S: Vale lembrar que o filme se assume como uma cópia de <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=D6LCovGaOHY&amp;feature=related" target="_blank">Pacto Sinistro</a> (Strangers on a Train – </em><strong>Alfred Hitchcock</strong>, 1951) e de <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=fC8mNV-FZnw" target="_blank">Jogue a Mamãe do Trem</a> </em>(<em>Throw Momma From the Train, </em><strong>Danny DeVito</strong> – 1987), obras que valem a pena ser conferidas. A primeira, pelo flerte de Hitchcock com o cinema <em>noir </em>e a segunda, pelo ótimo humor negro que acaba fazendo um pouquinho de falta neste <em>Quero Matar Meu Chefe.</em></p>
<p><strong>Quero Matar Meu Chefe (Horrible Bosses)</strong><em></em><em> &#8211; </em>Direção de<em></em><em> <a href="http://www.imdb.com/name/nm1164861/">Seth Gordon</a>.</em> Com<em></em><em> <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000867/">Jason Bateman</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0206359/">Charlie Day</a> e <a href="http://www.imdb.com/name/nm0837177/">Jason Sudeikis</a>.</em></p>
<p><strong>Estreou no último dia 6 de agosto</strong></p>
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		<title>Capitão América &#8211; O Primeiro Vingador</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Aug 2011 16:28:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Engels Marx</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[ação]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
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		<description><![CDATA[E mais uma vez a Marvel conseguiu. Antes do aguardado lançamento de “Os Vingadores” a sua ultima obra apresentando o Capitão América para o grande público mantém a qualidade de todos os seus títulos anteriores.&#160; Apesar de um super-herói famoso, “Capitão América &#8211; O Primeiro Vingador” não seria algo fácil de adaptar. Por ser claramente um herói dos EUA, criado para incentivar soldados durante a 2º Guerra Mundial, a Marvel aparentemente teria grandes dificuldades para trazer esse personagem para o grande público, mas agora que assisti posso dizer: Eles conseguiram novamente. Em seu ultimo filme preparando de apresentação dos personagens, preparando terreno para o aguardo “Os Vingadores”, o jovem estúdio mantém a qualidade de todos os seus titulos anteriores. Na história somos apresentados para Steve Rogers, um rapaz franzino que quer servir ao exercito apesar de suas frágeis condições. O cientista Dr. Abraham Erskine, vendo a vontade do rapaz, o envolve em uma experiência com o famoso soro do supersoldado que transforma Steve em um superatleta. Um dos meus maiores receios em relação ao filme seria a identificação com o personagem, como isso iria acontecer para todos os não americanos? Isso é contornado logo no início do filme, onde mostra o magrelo Steve lutando pelo que acha certo mesmo sem ter nenhuma chance de vencer. A já famosa cena da granada é outro momento onde vemos que Steve Rogers já era um herói antes dos poderes, ao contrário de Thor, Tony Stark e Bruce Banner, facilitando ainda mais a simpatia com o personagem. Outro aspecto bastante positivo são as interpretações, começando pelo surpreendente Chris Evans na pele do protagonista que nos faz esquecer completamente o papel do ator como Tocha Humana no filme do Quarteto Fantástico. A belissima Hayley Atwell como a Peggy Carter consegue mostrar junto a Evans o par romântico mais verdadeiro e carismático até agora e Tommy Lee Jones como o Coronel Phillips serve como um ótimo alivio comico, graças as piadas bem encaixadas no roteiro. Talvez a única ressalva fique para a interpretação do Caveira Vermelha, mas isso não é culpa do grande Hugo Weaving e sim do personagem que não tem muita profundidade já que pertence a aquela classe de vilões clichê que tudo que querem é dominar o mundo. No fim, o diretor Joe Johnston (“Jumanji”, “Querida, Encolhi as Crianças”) entregou mais um grande filme de aventura, como costumamos ver em seus trabalhos e fecha com chave de ouro essas introduções aos Vingadores deixando os fãs ansiosos para o evento principal. Ah, uma última coisa: A versão 3D só tem uma cena que faz a gente tentar desviar, de resto é totalmente dispensável o ingresso mais caro e não esqueça do trailer que tem após os créditos! Capitão América &#8211; O Próximo Vingador (Capitain America &#8211; The first avenger) – Direção: Joe Johnston, Com: Chris Evans, Hugo Weaving e Samuel L. Jackson Entrou em cartaz no último dia 30 de Julho. &#160;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><a href="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/captain-america-2011-1024x768-wallpaper-43692.jpg"><img class="size-full wp-image-9891 alignleft" title="captain-america-2011-1024x768-wallpaper-43692" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/captain-america-2011-1024x768-wallpaper-43692.jpg" alt="" width="206" height="155" /></a>E mais uma vez a Marvel conseguiu. Antes do aguardado lançamento de “Os Vingadores” a sua ultima obra apresentando o Capitão América para o grande público mantém a qualidade de todos os seus títulos anteriores.&nbsp;</p>
<p>Apesar de um super-herói famoso, “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=TYziZe-2UOk" target="_blank">Capitão América &#8211; O Primeiro Vingador</a>” não seria algo fácil de adaptar. Por ser claramente um herói dos EUA, criado para incentivar soldados durante a 2º Guerra Mundial, a Marvel aparentemente teria grandes dificuldades para trazer esse personagem para o grande público, mas agora que assisti posso dizer: Eles conseguiram novamente. Em seu ultimo filme preparando de apresentação dos personagens, preparando terreno para o aguardo “Os Vingadores”, o jovem estúdio mantém a qualidade de todos os seus titulos anteriores.</p>
<p>Na história somos apresentados para Steve Rogers, um rapaz franzino que quer servir ao exercito apesar de suas frágeis condições. O cientista Dr. Abraham Erskine, vendo a vontade do rapaz, o envolve em uma experiência com o famoso soro do supersoldado que transforma Steve em um superatleta.</p>
<p><a href="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/Captain-America-First-Avenger.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9892" title="Captain-America-First-Avenger" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/Captain-America-First-Avenger.jpg" alt="" width="568" height="300" /></a></p>
<p>Um dos meus maiores receios em relação ao filme seria a identificação com o personagem, como isso iria acontecer para todos os não americanos? Isso é contornado logo no início do filme, onde mostra o magrelo Steve lutando pelo que acha certo mesmo sem ter nenhuma chance de vencer. A já famosa <a href="http://www.youtube.com/watch?v=W4DlMggBPvc&amp;feature=player_detailpage#t=40s" target="_blank">cena da granada</a> é outro momento onde vemos que Steve Rogers já era um herói antes dos poderes, ao contrário de Thor, Tony Stark e Bruce Banner, facilitando ainda mais a simpatia com o personagem.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-9890" title="captain-america-2011-movie-best-movies-ever-hugo-weaving-the-red-skill" src="http://www.geex.com.br/blog2/wp-content/uploads/2011/08/captain-america-2011-movie-best-movies-ever-hugo-weaving-the-red-skill.jpg" alt="" width="184" height="224" />Outro aspecto bastante positivo são as interpretações, começando pelo surpreendente Chris Evans na pele do protagonista que nos faz esquecer completamente o papel do ator como Tocha Humana no filme do Quarteto Fantástico. A belissima <a href="http://www.imdb.com/name/nm2017943/" target="_blank">Hayley Atwell</a> como a Peggy Carter consegue mostrar junto a Evans o par romântico mais verdadeiro e carismático até agora e <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000169/" target="_blank">Tommy Lee Jones</a> como o Coronel Phillips serve como um ótimo alivio comico, graças as piadas bem encaixadas no roteiro. Talvez a única ressalva fique para a interpretação do Caveira Vermelha, mas isso não é culpa do grande <a href="http://www.imdb.com/name/nm0915989/" target="_blank">Hugo Weaving</a> e sim do personagem que não tem muita profundidade já que pertence a aquela classe de vilões clichê que tudo que querem é dominar o mundo.</p>
<p>No fim, o diretor <a href="http://www.imdb.com/name/nm0002653/" target="_blank">Joe Johnston</a> (“<a href="http://www.youtube.com/watch?v=yLyXEQPuLJo" target="_blank">Jumanji</a>”, “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=gmMTRKy9C2w" target="_blank">Querida, Encolhi as Crianças</a>”) entregou mais um grande filme de aventura, como costumamos ver em seus trabalhos e fecha com chave de ouro essas introduções aos Vingadores deixando os fãs ansiosos para o evento principal. Ah, uma última coisa: A versão 3D só tem uma cena que faz a gente tentar desviar, de resto é totalmente dispensável o ingresso mais caro e não esqueça do trailer que tem após os créditos!</p>
<p><strong>Capitão América &#8211; O Próximo Vingador (<em>Capitain America &#8211; The first avenger</em>)</strong> <em> </em>– Direção: <a href="http://www.imdb.com/name/nm0002653/" target="_blank">Joe Johnston</a>, Com: <a href="http://www.imdb.com/name/nm0262635/">Chris Evans</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0915989/">Hugo Weaving</a> e <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000168/">Samuel L. Jackson</a></p>
<p><strong>Entrou em cartaz no último dia 30 de Julho.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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