Scott Pilgrim – O Filme
O filme de Scott Pilgrim começa com um conceito estranho: é um filme baseado em um livro, que é baseado em video-games.
Isso gerou um pouco de polêmica com as críticas do filme. Alguns críticos não entenderam que o filme é baseado na jornada de Scott e não no romance entre Scott e Ramona. Também houve uma dificuldade em entender que o filme tem inúmeras referências de video-game. Essas referências deixam o filme extremamente mais divertido, mas muitos espectadores tem maior dificuldade pra entender.
O filme é dirigido por Edgar Wright, diretor de filmes como Chumbo Grosso (Hot Fuzz) e Todo Mundo Quase Morto (Shaun of the Dead). O tipo de humor que Wright traz de sua carreira (lembrando que ele é o diretor da série Spaced) combina com o estilo de humor dos quadrinhos de Scott Pilgrim. A fotografia do filme e os efeitos especiais lembram video-games de modo fantástico. Toronto é bem retratada no filme, mostrando lugares que o quadrinho possui e mantendo o ar que Brian Lee O’Malley criou nos livros.
Os atores, em geral, estão muito bem no filme. Michael Cera parece ter nascido para ser Scott Pilgrim. Seus papéis em filmes anteriores são parecidos com atitudes de Scott Pilgrim (especialmente em Nick and Norah’s Infinite Playlist e em Superbad). Mary Elizabeth Winstead, por outro lado, não combina com Ramona Flowers, na minha opinião. A personalidade de Ramona nos livros é mais brincalhona enquanto no filme ela é muito mais fria. Creio que isso vem da atriz, que não tem muita variação de papéis em seu repertório. Já Alison Pill é conhecida por ser uma pessoa animada, mas vive a personalidade de Kim Pine com maestria. Kieran Culkin(sim… ele é irmão do Macaulay) consegue dar o ar do personagem Wallace Wells ao personagem do filme, mesmo com sua importancia diminuída em relação ao quadrinho.
A trilha sonora é impressionante. Wright já é famoso por conciliar músicas com as cenas como fazia em seus filmes antigos. Uma atenção especial tem que se dar às músicas das bandas do filme. Bandas como Beck e Metric foram chamadas para fazer as músicas do filme e criarem versões alternativas de si mesmos. Metric, ainda, usou uma de suas próprias músicas. Tendo em vista que Clash at the Demonhead foi criada com Metric em mente, é mais do que compreensível que uma música de Metric fosse usada, porém, na minha opinião, a versão com Brie Larson (que, aliás, faz um ótimo trabalho como Envy Adams) é melhor do que a original.
O filme promove mudanças em relação aos filmes que vemos sair de Hollywood ultimamente. E foi severamente reprimido por isso. As críticas não pegaram leve com o filme e a bilheteria foi incrivelmente baixa nos EUA. Por causa disso, a estréia no Brasil foi adiada (e quase cancelada) para o fim de outubro (e, depois, para 5 de novembro). Contanto, graças ao sucesso de meses seguidos do filme na Europa e no Canadá, salvaram a estréia do filme no Brasil.
O filme deve ser visto como uma aposta em algo diferente. Devemos assistir no cinema para que as produtoras percebam que deu certo; que dá dinheiro.
Um filme diferente de um dos grandes diretores em ascensão. E pode abrir portas para filmes ainda maiores e ainda melhores. Scott Pilgrim vale a pena.
Scott Pilgrim contra o Mundo (Scott Pilgrim vs The World): Direção de Edgar Wright; com Michael Cera, Mary Elizabeth Winstead, Kieran Culkin, Alison Pill, Brie Larson,Ellen Wong, Mark Webber, Brandon Routh e Jason Schwartzman
Estréia dia 5 de Novembro de 2010













Revendo o filme nesta sexta, percebi bastante utilização de músicas de Zelda, mesmo que de modo sutil. Muito bem utilizadas e com “timing” perfeito, como quando toca a música de “item achado” quando a knives ve que o Scott está com a Ramona.
Vi o filme nesse sabado e devo dar meus parabéns ao diretor. Ao contrario de outros filmes baseados em games, ele conseguiu deixar o mundo de Scott Pilgrim bem natural, você ve ele lutando e dando combos e nem liga, aquilo parece fazer sentido.
Outra ótima coisa são as referencias games, ele deixou o mais abrangente possível. Qualquer pessoa que nasceu por volta dos anos 80 consegue pegar um monte de referencias, afinal que nunca ouviu/jogou Mario e games desse tipo?
Scott Pilgrim sem duvida foi um dos melhores filmes que eu ja assisti. michel cera esta perfeito como scott; o jeito meio nerd dele dá todo sentido a idéia do filme de juntar os games com o cinema, o que aliás, já deveria ser mais reconhecido e popularizado.
o filme me traz varias lembranças da época dos 16bits, tipo quando o scott recebe uma vida extra ou os efeitos de quando ele dá um punch no inimigo e que, diferente de batman, foi muito bem aplicado junto com os combos e o cara gritando no fundo: “double slap” “triple hit” “flamiing balls”.
o filne eh demais assistaaaam…