Apoio aos indies
Ser indie está na moda. Talvez essa afirmação não seja tão verdadeira, mas é fato que os jogos independentes estão cada vez mais em voga. Veja: em 2008, Braid virou sinônimo de jogo bom. Em 2009, Machinarium arrancou elogios de todos, dando nova vida ao gênero de jogos point-and-click. O estouro deste ano foi, sem dúvidas, Limbo, que saiu há pouquíssimo tempo e, quebrando todas as expectativas, já se tornou um dos jogos mais vendidos na Xbox Live Arcade. O mercado cresce em alta velocidade pelo mundo todo.
Aqui no Brasil, esse crescimento também pode ser sentido, mesmo que de forma mais fraca. Hoje, já há até mesmo escolas especializadas em formar game designers e os advergames (jogos feitos para propagandas) são largamente usados. Mas nada acontece muito fácil e sempre há espaço para crescer mais. Por esse motivo, projetos que visam melhorar o cenário indie no país começam a surgir.
Com a ideia de que a união faz a força, Vinicius Armelin e Guilherme Fonseca deram início ao projeto Indie Jogos, que tem como objetivo criar uma comunidade para os desenvolvedores trocarem ideias e compartilharem conhecimentos, além de se tornar um canal para divulgarem seus trabalhos. “Acredito que será, em algum tempo, a central de informações para todos que desejam desenvolver jogos de forma independente aqui no Brasil. Atualmente, enquanto a comunidade ainda é pequena, temos nos esforçado para divulgar projetos já existentes disponíveis no mercado, projetando os desenvolvedores”, diz Vinícius. “Em nosso fórum já temos alguns tópicos interessantes e temos certeza que será uma parte fundamental para a comunicação entre os desenvolvedores”, completa Guilherme.
O Indie Jogos ainda está começando, mas as pretensões são grandes. Segundo Vinicius, alguns desenvolvedores já aderiram e há projetos de longo prazo para a realização de eventos que estimulem a produção de jogos.
Outro projeto interessante é o Empresas Brasileiras, sustentado pela Sabrina Carmona, Game Director e detentora do blog Planeta Gamer, que pretende divulgar as empresas de desenvolvimento no Brasil, visando o crescimento da indústria. “A idéia surgiu ao perceber que muitas pessoas que têm talento para entrar na indústria não estavam conseguindo emprego por desconhecer as empresas existentes, e essas não precisarem de mais profissionais pela demanda não ser tão popular”, explica Sabrina.
O projeto, que tem pouco tempo de existência, já começa a dar frutos e conta com uma respeitável lista com mais de 20 empresas parceiras. “Com o Empresas Brasileiras, vamos divulgar o excelente trabalho das empresas de games, para que então a demanda aumente e novas vagas ou até empresas nasçam e o mercado fique sempre aquecido”.
“A indústria brasileira está crescendo exponencialmente, e vejo que em torno de cinco anos teremos uma indústria movimentada e aquecida. O que falta para melhorar é simplesmente o investimento. Se cada vez mais tivermos um investimento na área, mais vagas e empresas e demanda vamos ter. Esse é o caminho”, afirma Sabrina sobre o estado atual do Brasil.
Vinícius vê o mercado brasileiro de forma diferente: “Em termos globais, o mercado independente tem se mostrado prolífico e ganhado cada vez mais destaque e organização. Acredito que é a tendência como modelo de negócio, e cresceu muito com a última crise. Quanto ao nacional, eu considero inexistente”, diz. E segundo Guilherme, “[O Brasil tem] poucos desenvolvedores, embora venha aumentando nos últimos anos, que produzem focando o mercado internacional, o que é de certo ponto correto, afinal elas precisam sobreviver”.
Todos concordam numa coisa: dá para melhorar. E esse é o objetivo. Nenhum dos projetos promete uma revolução e nem um grande salto para a humanidade. E nem precisam. Qualquer iniciativa que tenha o intuito de contribuir para melhorar é bem vinda. O Brasil pode até ser o país do futuro, mas é bom que coisas comecem a ser feitas no presente.
Pelo menos por enquanto, isso mostra que tem gente interessada no crescimento e no desenvolvimento do mercado de games no país que está trabalhando para que isso ocorra o mais rápido e da melhor forma possível.
Ser indie está na moda. Talvez essa afirmação não seja tão verdadeira, mas é fato que os jogos independentes estão cada vez mais em voga. Veja: em 2008, Braid, criação do designer Jonathan Blow, virou sinônimo de jogo bom. Em 2009, Machinarium, desenvolvido pela Amanita Design, arrancou elogios de todos, dando nova vida ao gênero de jogos point-and-click. O estouro deste ano foi, sem dúvidas, Limbo, que saiu há pouquíssimo tempo e, quebrando todas as expectativas, já se tornou um dos jogos mais vendidos na Xbox Live Arcade. O mercado cresce em alta velocidade pelo mundo todo.
Aqui no Brasil, esse crescimento também pode ser sentido, mesmo que de forma mais fraca. Hoje, já há até mesmo escolas especializadas em formar game designers e os advergames (jogos feitos para propagandas) são largamente usados. Mas nada acontece muito fácil e sempre há espaço para crescer mais. Por esse motivo, projetos que visam melhorar o cenário indie no país começam a surgir.
Com a ideia de que a união faz a força, Vinicius Armelin e Guilherme Fonseca deram início ao projeto “Indie Jogos”, que tem como objetivo criar uma comunidade para os desenvolvedores trocarem ideias e compartilharem conhecimentos, além de se tornar um canal para divulgarem seus trabalhos. “Acredito que será, em algum tempo, a central de informações para todos que desejam desenvolver jogos de forma independente aqui no Brasil. Atualmente, enquanto a comunidade ainda é pequena, temos nos esforçado para divulgar projetos já existentes disponíveis no mercado, projetando os desenvolvedores”, diz Vinícius. “Em nosso fórum já temos alguns tópicos interessantes e temos certeza que será uma parte fundamental para a comunicação entre os desenvolvedores”, completa Guilherme.
O Indie Jogos ainda está começando, mas as pretensões são grandes. Segundo Vinicius, alguns desenvolvedores já aderiram e há projetos de longo prazo para a realização de eventos que estimulem a produção de jogos.
Outro projeto interessante é o “Empresas Brasileiras”, sustentado pela Sabrina Carmona, Game Director e detentora do blog Planeta Gamer, que pretende divulgar as empresas de desenvolvimento no Brasil, visando o crescimento da indústria. “A idéia surgiu ao perceber que muitas pessoas que têm talento para entrar na indústria não estavam conseguindo emprego por desconhecer as empresas existentes, e essas não precisarem de mais profissionais pela demanda não ser tão popular”, explica Sabrina.
O projeto, que tem pouco tempo de existência, já começa a dar frutos e conta com uma respeitável lista com mais de 20 empresas parceiras. “Com o Empresas Brasileiras, vamos divulgar o excelente trabalho das empresas de games, para que então a demanda aumente e novas vagas ou até empresas nasçam e o mercado fique sempre aquecido”.
“A indústria brasileira está crescendo exponencialmente, e vejo que em torno de cinco anos teremos uma indústria movimentada e aquecida. O que falta para melhorar é simplesmente o investimento. Se cada vez mais tivermos um investimento na área, mais vagas e empresas e demanda vamos ter. Esse é o caminho”, afirma Sabrina sobre o estado atual do Brasil.
Vinícius vê o mercado brasileiro de forma diferente: “Em termos globais, o mercado independente tem se mostrado prolífico e ganhado cada vez mais destaque e organização. Acredito que é a tendência como modelo de negócio, e cresceu muito com a última crise. Quanto ao nacional, eu considero inexistente”, diz. E segundo Guilherme “[O Brasil tem] poucos desenvolvedores, embora venha aumentando nos últimos anos, que produzem focando o mercado internacional, o que é de certo ponto correto, afinal elas precisam sobreviver”.
Todos concordam numa coisa: dá para melhorar. E esse é o objetivo. Nenhum dos projetos promete uma revolução e nem um grande salto para a humanidade. E nem precisam. Qualquer iniciativa que tenha o intuito de contribuir para melhorar é bem vinda. O Brasil pode até ser o país do futuro, mas é bom que coisas comecem a ser feitas no presente.
Pelo menos por enquanto, isso mostra que tem gente interessada no crescimento e no desenvolvimento do mercado de games no país que está trabalhando para que isso ocorra o mais rápido e da melhor forma possível.












Obrigado
à Geex e ao César pelo espaço e oportunidade de divulgar o Indiejogos!
Abraço!
@Vinicius
Como eu já te disse, qualquer iniciativa de apoio a indústria nacional é benvinda. =)