The King of Fighters (2010)
Confesso que fui assistir The King of Fighters, produzido pelos estúdios Micott & Basara e Double Edge Entertainment, com uma ideia predefinida do que encontraria, coisa que não se deve fazer quando o objetivo é escrever uma resenha posteriormente. Também confesso que torcia para que minha concepção estivesse errada. Mas o fato é que este filme não conseguirá agradar nem aqueles que nunca jogaram videogame na vida, muito menos os fãs da série.
Se o objetivo do diretor Gordon Chan (Thunderbolt) era fazer confusão eu não sei, mas isso foi a única coisa que ele conseguiu. No filme, há uma espécie de torneio secreto em que, para entrar, o lutador precisa usar algo parecido com um fone de ouvido bluetooth, sendo transportado para uma dimensão paralela automaticamente. Rugal (Ray Park), o grande vilão aqui, quer se tornar o maior campeão do torneio e para isso rouba relíquias que tem o poder de libertar Orochi, um espírito aprisionado numa outra dimensão, que prometeu poder ilimitado a quem o libertasse. Terry Bogard (David Leitch), agente da CIA, quer pegar o meliante e para isso conta com a ajuda de Mai Shiranui (Maggie Q), que faz as vezes de casal com Iori Yagami (Will Yun Lee) para conseguir informações.
Não acredito que haja alguém que tenha engolido essa história. Eles conseguiram misturar tudo e mais um pouco. Rugal é um assassino com cara de adolescente rebelde que faz qualquer coisa por um aumento na mesada; Vice (Bernice Liu) e Mature (Monique Ganderton), ajudantes de Rugal, quase protagonizam cenas de sexo lésbico em alguns momentos; sem contar que a ideia de fazer de Terry e Mai agentes da CIA foi péssima.
Não bastasse isso, a qualidade técnica do filme é deplorável. Cenas de lutas totalmente desanimadoras e efeitos especiais de terceira categoria, com pulos flutuantes a la filmes de kung-fu chineses dos anos 1990.
Caracterização dos personagens não existe. Foi totalmente deixada de lado. Você nunca baterá o olho em um personagem e descobrirá de qual se trata antes que ele diga o próprio nome. Como podem colocar uma atriz absolutamente sem sal para interpretar Mai, uma personagem conhecida pelo corpo, digamos, volumoso? Que pecado! Isso sem considerar que Kyo (Sean Faris) nem japonês é.
Acredite, assistir The King of Fighter é um exercício de paciência dos mais difíceis. Você não vai passar. Não quero dar spoiler, mas se ainda quiser tentar a sorte, aposto que só aguentará até a cena do “Iori Maluco”. Essa é impoerdoável!












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