TEKKEN (2010)

Posted 17 August 2010   Crítica, Cultura, DVD&BLU-RAY

Há um certo concenso no que se refere à filmes inspirados em jogos: eles não são bons. Pelo menos a maioria. Podemos salvar alguns gatos pingados, como Terror em Silent Hill (2006), mas outros, como a trilogia Resident Evil (2002) e Doom – A Porta do Inferno (2005), apenas reforçam essa ideia. Lembra do Super Mario Bros. (1993)? É melhor que você tenha esquecido.

O poster é legal

O poster é legal

Tekken começou a ser produzido em 2009. Dirigido por Dwight H. Little (Free Willy 2), o filme deixava os fãs da série com um pé atrás desde seu anúncio.

Toda a ambientação ocorre no ano de 2039, num mundo dividido por corporações após o fim de uma guerra global. Jin Kazama (Jon Foo), o protagonista, vive numa área controlada pela maior e mais poderosa das delas, a Tekken. Com comida e bebida racionadas, Jin se desdobra, burlando as leis do local, para viver um pouco melhor e acaba virando um lutador de rua. Afim de vingar a morte de sua mãe, entra no torneio Punho de Ferro, organizado pela corporação anualmente com o objetivo de manter o domínio sobre a população.

Confesse, esse enrredo te fez torcer o nariz. E é justamente esse o ponto mais fraco de alguns filmes de jogos. A série de lutas da Namco, apesar de ter lá sua história, nunca foi conhecida por isso, e sim pelos combates sangrentos, mas um filme precisa ter um começo, meio e fim que façam sentido. Pegue o próprio Mario Bros. como exemplo. Injetaram tanta coisa alí para fazer daquilo um filme que o resultado final simplesmente não era nada parecido com o Mario dos games. Tekken sofre de um mal parecido. Não fosse por um ou dois aspectos, o título do filme poderia ser qualquer outro que ninguém iria notar.

O roteiro de Alan B. McElroy (Spawn, o Soldado do Inferno) levou em conta o básico, como parentescos entre personagens e o mau-caratismo de alguns outros, como Kazuya (Ian Anthony Dale), filho de Heihachi Mishima (Cary Hiroyuki Tagawa).

Além disso, o filme tem algumas falhas de continuidade, há cenas absurdas e alguns dos personagens mais populares da série tem uma participação pífia. Como podem Lei Wulong e o cara de tigre, King, serem esquecidos dessa forma? As aparições de 10 segundos do capoeirista Eddy Gordo (Lateef Crowder) também são imperdoáveis. Até o diretor japonês do jogo, Katsuhiro Harada, achou mais ou menos isso. A equipe dele não teve nenhuma participação na produção, uma pena.

Algumas cenas de lutas ficaram legais

Claro que nem tudo é de se jogar fora. Algumas sequências de luta ficaram bem legais e a caracterização dos personagens é razoável. Jin e Heihachi estão realmente parecidos.

No entando, fiquei com a impressão de que foi tudo feito apenas para tirar proveito do bom retorno financeiro que alguns filmes de games conseguem, mesmo que ruins, quando são baseados em séries de grande sucesso mundial. Mas como Tekken nem chegou a ser lançado nos cinemas, foi direto para as locadoras em DVD, no último dia 10, não tenho tanta certeza se recuperarão o investimento de 35 milhões de dólares.

Se você é um dos que tinham esperanças em ver os games bem representados nas telonas ou é fã da série original, esse não é o seu filme. Não recomendaria assistir se estivesse nos cinemas, mas como alugar um DVD é bem baratinho e rápido, vale dar uma olhada.

1 Comment

  1. nunca joguei os jogos, mas queria saber se a história bate, particularmente tendo a não gostar dos filmes que tentam mudar algo que já deu certo, embora existam as licenças necessárias em uma adaptação.
    De 0 a 5, classificaria com um 2 tekken, mas sei la, é uma opnião leiga.

    Posted by CaioFerrari on 25 August 10 at 3:19pm [Reply]

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