A guerra dos readers
Como é duro ser leitor nesse mundo tecnológico! O mercado vive nos provocando com aparelhinhos que prometem substituir nossos amados livros. Será mesmo?
Bom, mesmo o amante mais irredutível do papel deve andar se enamorando de um reader de e-books ultimamente. É claro – eles são práticos, leves e armazenam quantidades inimagináveis dos nossos textos preferidos. E andam cada vez mais baratos. Ainda que estudos mostrem que a leitura nos readers é mais lenta do que nos livros convencionais, de papel.
O complicado, para quem não entende tanto de tecnologia, é saber o que escolher nesse universo digital.
A Amazon foi pioneira, e já em 2007 lançava o Kindle. Mas o mercado cresceu rápido – e muito – e aconteceu o que sempre acontece. Outras empresas querendo uma fatia do bolo.
A Apple, boba nem nada, percebeu o filão, e lançou (com algum tempo de atraso, é verdade), o iPad.
Só que, embora ambos sejam hoje os maiores concorrentes, briguem acirradamente e dividam opiniões, também competem em categorias diferentes: o primeiro é dispositivo de leitura. Só. Destina-se a isso, e possui excelência em seu objetivo. O segundo, embora não seja exclusivamente um reader, traz o atrativo de acumular funções, e ser um tablet mais funcional.
Se o primeiro possui a tecnologia do e-ink, que faz a vista não cansar e imita a textura do livro, o segundo permite acesso à internet e é praticamente um netbook. Se o primeiro possui bateria que dura um mês (sim, a última geração do Kindle em lançamento tem bateria que passou de uma semana para um mês de duração!), o segundo oferece funcionalidades que torna os e-books mais atrativos – faz mais coisa, grosso modo. E assim por diante.
Cada um dos dispositivos possui defensores fervorosos, e fãs que acham o “seu” dispositivo escolhido a melhor opção tecnológica. Mas isso tudo importa, pra quem (como eu) não manja tanto, e só quer uma boa solução para carregar seus livros? Não muito.
O que importa mesmo é que a briga entre os dois objetos do desejo fez com que os preços despencassem. E o novo Kindle já está sendo lançado a partir de incríveis US$ 139! E agora entra no Brasil na nossa mala sem problemas, pois é enquadrado como uso pessoal; como um relógio, por exemplo.
(Poderiam derrubar o preço do iPad em resposta, para deixar o resto do mundo feliz também, né?)
Importa também é que os e-books em si também tiveram seus preços reduzidos. Também importante é que a Barnes & Noble com seu reader (o Nook) e a Sony nos oferecem mais algumas opções.
E que temos até a versão nacional, com a Gato Sabido, o COOL-ER, que também tem tecnologia e-ink, acervo nacional de e-books e ainda oferece o aparelho em muitas cores – coisa que os internacionais ainda não atinaram em fazer.
Importa ainda que praticamente todos os readers lêem arquivos em PDF, o que propicia que se baixem conteúdos de graça da Internet.
E que, de papel ou digital, os livros e histórias estejam cada vez mais acessíveis e perto de nós.












Ei! Eu não conhecia a versão nacional. Legal!!! pq eu não leio em inglês!
Elise, agora preciso do meu, também não sei ler muito bem em inglês. bjukas