The Gates
O que começa parecendo mais uma cópia de Desperate Housewives, também da ABC, onde uma comunidade de subúrbio é invadida pelas mais baixas emoções humanas, com uma pitada de modismo sobrenatural, mostra que – assim como seus personagens – esconde muito mais por trás. Assim começa The Gates.

Dramas domésticos intrigantes e não usuais
Intrigas nada usuais, como o dilema de um pai em contar para sua filha que ela é um sucubo, ou a esposa que deve omitir seus crimes vampíricos usando uma bruxa chantagista como cúmplice. Graças à pitada de drama policial adicionada a receita, o clime de suspense é muito maior do que a dose de drama água com açúcar. Isso fica nítido a partir do segundo episódio.
Alguns diálogos forçados tiram a graça da trama, mas ainda assim, vale ignorar para conferir as anormalidades sociais que a cada momentos aparecem. Existem personagens mais divertidos e interessantes que outros – e isso também depende de quanto você se identifica com cada personagens, pois eles variam dos adolescentes colegiais em seu primeiro amor à mulheres que traem seus maridos e homens workaholics. Essa parte à la Desperate Housewives é o que realmente deixa as coisas interessantes, ainda que usando clichês como propulsores. Porém, a série está bem construída e a cada minuto uma reviravolta é apresentada, nos prendendo ao seguimento dos, até então, seis episódios.

Donas de um spa e uma casa de chás, respectivamente, a aprendiz de feiticeira e sua mestra.
Resta ver até quando aguentarão neste ritmo, ou se acabarão tendo o mesmo destino de tantas outras séries de mid-season (e esse ano já perdemos uma com temática à la Twin Peaks).
Por ora, a série está sendo exibida nos EUA, todos os domingos, na ABC.

Concepção artística de um sucubo. Imagem sem relação com a série.










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