Salt (2010)

Posted 29 July 2010   Cinema, Crítica, Cultura

Fui assistir Salt no cinema com meu, já antigo, preconceito contra filmes da Angelina Jolie. Me surpreendi bem.

O roteiro me pareceu super bem amarrado. Achei um bom roteiro, sem muitos pontos inúteis e com boas surpresas. Apesar das surpresas não me pegaram desprevinidos, elas foram super bem preparadas (não falarei mais para evitar spoilers).

O diretor ja havia trabalhado antes  com Jolie em “Colecionador de Ossos”. Acho que saber lidar com a atriz facilita o trabalho dele. Angelina Jolie estava mais aceitável que o normal, apesar de não ter mais porte para filmes de ação. Não parece mais tão capaz fisicamente de fazer o que faz nos filmes. Os cortes excessivos nas cenas de ação confundem bem o que esta acontecendo. Fiquei até meio tonto na luta final com os flashʼs e cortes secos. Isso tem se tornado cada vez mais presente em filmes de ação. Muitos cortes confundem o espectador para o que está acontecendo… talvez essa seja a intenção. Acho que foi feito para disfarçar a fora de forma dos atores em ocasiões de luta.

A música puxa um clichê classico do cinema: o coral para deixar as decisões e ações mais épicas do que elas deveriam ser. Funciona… e bem. A música é bem trabalhada de modo que você não entende o que é dito e parece uma língua antiga (tipo latim). Talvez até seja, mas não foi possível distinguir. Isso é utilizado para dar a impressão de destino, poder, etc… Muito utilizado em cenas de suspense ou elevação. Exemplos: “O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel”, quando os cavaleiros negros perseguem o cavalo com Arwen e Frodo, “Edward Mãos de Tesoura”, quando a menina está dançando no gelo e, o mais clássico, “A Profecia”, em muitas ocasiões.

O fato da guerra entre os EUA e a USSR nunca ter ocorrido parece ter magoado muita gente em Hollywood.

Espiões russos sempre parecem guardar um rancor muito grande dos EUA e à nova Russia nos filmes. Não que eu esteja reclamando… acho que os russos dão ótimos vilões: o porte eslavo, as barbas que os homens conservam e a superioridade que as mulheres impõem contribuem para todos terem medo deles. E a língua… ahhh, a língua russa…. parece que tudo que falam é para ofender e mostrar superioridade.

Um filme que dá pra ser usado pra passar o tempo, Salt dá esse gosto desses filmes de guerra de espiões e assassinato de remanescentes da Guerra Fria, e se sai bem nisso, provendo o entretenimento necessário para valer a pena gastar para assistir o filme.

Salt (idem). Direção de Phillip Noyce. Com Angelina Jolie, Liev Schreiber e Chiwetel Ejiofor.

Estréia dia 31 de julho.

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