Jogo Justo
Nas últimas semanas, muito tem se falado do projeto Jogo Justo, empreitada iniciada pelo colecionador de jogos Moacyr Alves Jr, que conta com o apoio do Deputado Federal Luiz Carlos Busato, do PTB-RS. A iniciativa chama a atenção pelo seu objetivo um tanto quanto ambicioso: diminuir em cerca de 65% a carga tributária cobrada sobre os games e consoles hoje disponíveis no mercado.
Se me perguntassem se acho que isso trará resultados, diria que não é impossível, mas há pontos que devem ser levados em consideração, e que não se pode garantir um final feliz.
No último dia 14, Moacyr e o Deputado Busato concederam uma coletiva junto aos representantes da rede de lojas UZ Games, Marcos Khalil, e da distribuidora NC Games, Claudio Costa de Macedo, para esclarecer todos os detalhes sobre o projeto, que busca enquadrar os jogos em uma nova categoria diferente da atual, que – segundo os responsáveis – é a mesma de máquinas caça-níqueis.
Para isso, o deputado pretende fazer uma reunião com o secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, para “convencê-lo” de que a medida trará benefícios.
Aqui começam minhas ressalvas. Todos sabem que jogos mais baratos trariam grandes benefícios para o mercado nacional, mas também temos que concordar que trabalhar na base do convencimento é algo arriscado e incerto – mas também confesso que não sou o maior entendedor de política.
Outro ponto que me deixa em dúvidas do sucesso da iniciativa é o objetivo de baixar o IPI (impostos sobre produtos industrializados) de 15% para 0% por pelo menos dois anos, uma vez que eletrodomésticos comuns e automóveis apenas tiveram redução de IPI para manter o mercado interno em pé frente a crise mundial. E pouco tempo depois, tudo voltou ao normal.
O terceiro e último ponto que me intriga é que estamos em ano de eleições presidenciais. Segundo o deputado, a reunião com Cartaxo aconteceria no fim do ano, logo após as eleições, mas essa é uma época em que a política ainda está voltando aos trilhos, depois de todo o reboliço. As coisas tendem a andar bem mais devagar, já que poucas semanas depois há trocas de posses. Eu teria muito mais confiança no projeto se ele não contasse apenas com apoios que não tem nenhuma participação efetiva, além da do deputado Busato; Assim como também, se não fosse quase que totalmente centrado na internet e projetada para o ano que vem, quando o país começará a se adaptar às novas direções.
Não estou sendo pessimista.
Repito o que eu disse lá no começo, não é algo impossível, torço para que dê certo, mas não podemos contar com nada. Afinal, nenhum assunto que entrou nos Trending Topics mundiais do Twitter, até hoje, conseguiu mudar algo na política.











Estou colando uma resposta q o próprio Moacyr deixou no Orkut. Para pensarmos sobre tb:
Moacyr Jr – Jogo Justo-27 jul-Público
Grande Felipe valeu mesmo mais meu velho serei sincero, se todo lugar eu for responder por isso, vou ficar doido, não sei se a pessoa não analisa direito, ou se alguns não conseguem enxergar, um já me falou que estou “estragando o mercado nacional” outro falou que eu não sei o que falo, na verdade é simples é tentar exclarecer ao ministro da receita para mudar a classificação dos games, pronto só isso já muda completamente toda a carga tributária, já desisti de tentar explicar tudo, quanto mais explico mais duvidas surgem, e sinceramente a maioria desses caras criticam, agora pergunta quantos fizeram efetivamente algo para mudar, então vou seguindo minha luta, abração meu velho e obrigado.
Vale ainda constar: http://colunistas.ig.com.br/gamerbr/2010/07/13/entrevista-da-semana-moacyr-alves-jogo-justo/ A entrevista que o Moacyr deu para o Pablo Miyazawa no Gamer.br
Eu entendi perfeitamente como o Moacyr vai agir, mas duvidas são duvidas. Eu tenho as minhas. Tomara que esteja errado. =)