Eu, um cowboy e um astronauta
Bruno Araujo é formado em Design e atualmente estuda Marketing. É sócio da agência Grupo Elefante, gosta de futebol e vai no cinema muito menos do que gostaria.
por Bruno Araujo
É fácil entender por que gosto tanto de Toy Story.
Em 1995, viajei com minha família para os Estados Unidos. Naquela ocasião, depois de alguns dias em Nova York e Washington, encerramos nossa viagem visitando os parques temáticos da Disney, na Florida.

Foto meramente ilustrativa
Era época do lançamento de Toy Story nos cinemas americanos, e Woody e Buzz ocupavam posições de destaque na TV, jornais e, obviamente, uma série de espaços dos parques. Com apenas 8 anos, não tinha domínio suficiente do inglês para entender o que estava acontecendo por lá, e muito menos condições para ver o filme no cinema. Assim, basicamente trouxe duas lembranças do filme comigo: uma foto ao lado dos dois protagonistas, e um boneco de cada um deles para minha coleção pessoal de brinquedos.
Acontece que simpatizei demais com aquele cowboy, antes mesmo de conhecê-lo à fundo no filme. Nos meses que se seguiram, tornou-se meu brinquedo favorito no dia-a-dia, e me acompanhava em todas as situações. Lembrem-se que àquela época havia um lapso de tempo enorme entre o lançamento dos filmes lá fora e aqui no Brasil, me fazendo inclusive esquecer que aquele boneco não era apenas “mais um brinquedo”, mas sim o protagonista de um filme que ainda estava por vir.
Assim, quando finalmente fui à sessão de cinema por aqui, não estava vendo simplesmente uma história sobre brinquedos que tinham vida; estava assistindo a uma história onde o meu brinquedo favorito tinha vida, falava, cantava, brincava e interagia com os demais. Minha reação foi comparável apenas com a que o próprio Andy, dono dos brinquedos no filme, teria se conseguisse uma cópia de um dos capítulos da série, que acaba de se tornar uma trilogia.
Não preciso entrar nos méritos de que considero Toy Story a melhor e mais importante animação feita até hoje, pois seria um exagero. Também não preciso mencionar que o Toy Story Mania!, brinquedo lançado no fim de 2008 na Disneyland, na Caliornia, é o mais divertido que já fui em toda a minha vida, pois pareceria forçar a barra. Dizer que os efeitos 3D adicionados aos dois primeiros episódios da série são superiores a todos os outros filmes que já vi lançados nesse formato poderia, por fim, parecer apenas fruto da empolgação de um grande fã das histórias desse grupo de brinquedos.

Toy Story Mania!
Por isso, para encerrar digo apenas que mal posso esperar pela chance de sentar mais uma vez na poltrona do cinema, quase 15 anos depois, para conhecer as novas aventuras de Woody, Buzz e seus amigos. Melhor ainda será compartilhar e presenciar os olhares de encanto e as gostosas risadas de algumas crianças que estavam longe de sequer existir em 1995, mas que certamente passarão pela mesma emoção que vivi há tantos anos, com a mesma empolgação e encanto.










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