Educação (2009)
Estas histórias de formação percorrem sempre uma linha tênue. É sempre aquela tensão se o filme será mais um enlatado com a Mandy Moore ou algo que se tornará um clássico de sua geração.
Educação, felizmente, está em outro patamar.
O que diferencia o filme indicado ao Oscar da diretora Lone Scherfig do resto dos exemplares do gênero é o seu roteiro sólido. Além, é claro, das ótimas presenças da atriz Carey Mulligan e do ator Peter Sarsgaard, jogando aí a surpresa do sempre competente Alfred Molina.
A adolescente Jenny (Carey Mulligan) tem um futuro brilhante pela frente: estudiosa, planeja cursar a importante Universidade de Oxford. Para tal, é constantemente pressionada pelo pai (Alfred Molina) que insiste que ela perca menos tempo com discos de cantoras francesas e que estude mais latim. Mas Jenny está cansada de seu dia-a-dia. Ela quer é mesmo tornar-se adulta para viajar a Paris, experimentar a vida boêmia e assistir quantos filmes quiser. Pois que vem a calhar o seu encontro com o carismático e misterioso David (Peter Sarsgaard), um homem mais velho que a apresenta a um mundo de leilões de arte, casas noturnas e carros velozes.
O texto do roteirista, e também famoso escritor, Nick Hornby, situa a história em uma Inglaterra do começo dos anos 60. Literalmente tão no início da década que ainda não temos os Beatles, nem os mods, nem o Syd Barrett, nem a Jane Birkin, nem nada que veio da revolução daquele período. Cria-se um ambiente sem tantos vícios narrativos, estabelecendo um ótimo local para Hornby brincar com os seus personagens.
Desde o início é mostrado que tanto Jenny quanto suas colegas vivem presas a modos de vida já pré-estabelecidos. A tal educação fundamental: ande assim, dance assim, fale assim. A hábil Carey Mulligan passa em sua Jenny uma amostra de tanto rebeldia pueril (ao sempre enfiar frases em francês em sua fala) quanto de assombro ao mundo adulto que ela tanto procura (ao encarar com medo os estranhos modos dos amigos de David).
Hornby brinca com o mundo dos golpistas de uma forma mais leve e descompromissada que o David Mamet. Educação têm diálogos tão deliciosos quanto o Jogo de Emoções, mas sem tiros ou sangue. O grande prazer é ver na tela o David enganar os pais de Jenny de uma forma tão convincente e divertida. A subversão de toda a história é ter um personagem que esculacha todos os bons modos ingleses, a ponto do pai de Jenny se contradizer em suas próprias afirmações. A educação de uma pessoa vem da sua formação acadêmica ou em sua vivência no mundo?
Talvez por ter quer apelar a uma voz em off no corrido desfecho do trama, o filme não alcança um círculo completo. Há algo contrastante com o resto da história em só naquele momento termos a voz de Jenny para reafirmar o seu destino, como se alguém estivesse receoso com a jornada da personagem e quis alterar alguma coisa no roteiro de última hora.
Se é um filme digno de Oscar? Afinal, vai do conhecimento de cada um reconhecer se um filme é bom ou ruim.
Aliás, seja lá prá quê serve o Oscar.
“Educação” (An Education) – Diretora: Lone Scherfig; Com: Carey Mulligan, Peter Sarsgaard
Entrou em cartaz no último dia 19 de Fevereiro.











Eu chorei em Um Amor pra Recordar!
Também chorei Felipe. Jairo blasé, também deve ter chorado
Mas falando sério, algumas vezes não tem nada como um blockbuster sentimentalóide para esfriar a cabeça.
1. Eu chorei no “Diário de uma Paixão”, mas lá tinha a Rachel McAdams e o Ryan Gosling.
2. “Blasé” de c$ é r%#*.
3. Parem de ‘mimimi’ e vão logo assistir o filme.
4. Fui. Vou gravar o Mundo Geex com o Felipe.
Eles está na minha lista de prioridades abaaaixo de Fita Branca =)
PS. Amooooo cinema alemão! For real =D
Tá com cara de ser mais um filme meh como “Up in the air”. Vou tentar assistir, se não me atrapalhar Toy Story 1 e 2, claro XD