Em busca do metal pesado
Garimpo HQ: Em busca do metal pesado
Desci, como faço todos os dias, no Terminal Parque Dom Pedro II, em São Paulo, mas neste dia em questão eu estava adiantado para o serviço. Resolvi sair do terminal e dar uma volta, conhecer a banca de jornal que tinha ali próximo à 25 de março. Sem nada, a banca não atraiu minha atenção do que por mais de 2 minutos, sai desanimado e fui comprar uma água de coco, quando me deparo com uma banca ainda maior, cheia de LP’s empilhados na frente, e abarrotada de revistas antigas desorganizadamente, tantas que não era possível nem andar direito para ver o que tinha disponível ali. Resolvi atiçar minha rinite e fui chafurdar na parte que parecia ser apenas de quadrinhos.
Entre muitos números de Conan e Graphic Novels incompletas, achei o que procurava! Um número da edição brasileira da Heavy Metal – muito bem tratada, como todas as outras revistas naquela banca/sebo, com direito a saquinhos individuais inclusive. A edição #23 então foi a minha primeira aquisição em meio ao garimpo da coleção.
Não sei se todos conhecem a Heavy Metal e o que ela representa para a formação e amadurecimento dos quadrinhos adultos, então vou falar um pouco dela aqui:
Sempre tematizando a ficção científica e a fantasia, com muitas pitadas de erotismo e sensualidade, a revista Heavy Metal surgiu em meados dos anos 70, nos EUA, inicialmente como uma versão traduzida de uma revista com o mesmo título e tema, porém francesa. Em seu início, foi onde despontaram artistas como Moebius, Tanino Liberatore e até mesmo muitos dos personagens de Milo Manara. Com histórias curtas, arte estonteante e personagens tanto inusitados quanto poderiam, levando o título de anti-herói ao máximo que poderiam. A revista deu origem um longa de animação no início dos anos 80, tão polêmico quanto poderia ser, sendo taxado de pornográfico inclusive, e posteriormente nos anos 2000 deu origem a um novo longa – também em animação – chamado Heavy Metal 2000.
No Brasil, a revista surgiu em 1995, como Heavy Metal e teve mais de 20 edições, apesar de todas as dificuldades da editora com peridiocidade e vendas. Mais tarde em 1997, uma versão chamada Metal Pesado foi lançada, trazendo também artistas e histórias nacionais.
Agora, falando sobre o número que eu comprei nesta aventura, o destaque era a primeira história, uma versão sci-fi de Moby Dick, é contada, mas não pelos olhos daqueles atrás da baleia branca, mas sim pela visão de uma tripulante clandestina – ou quase isso – que almeja reencontrar seus dois parceiros robôs que foram feitos de escravo no navio baleeiro. Maluco o bastante? Que tal essas sinopses das histórias seguintes então: memórias antecedendo a explosão de uma granada em duas páginas, o que heróis à la WOW fazem no tempo livre, uma história sobre as lembranças que permanecem nos objetos e o mundo paralelo que eles trazem consigo (e essa eu não entendi direito), um conto sobre eutanásia e gatos e um sobre coma e psicocinese, com cor digital quando isso ainda era raro e claro, algo que não poderia faltar, futuro pós-apocalíptico (ambientado no velho-oeste)! Vou colocar uma fotos só para admiração.
Bem, ainda não sei onde será minha próxima escavação, nem qual relíquia será achada, mas logo nos veremos novamente!






















Eu voto por vc procurar as HQs do Lobo. TODAS entraram pra história, pelo menos é a minha opinião hahaha
Concordo com o Julião. Se você for um verdadeiro putardo, terá que buscar todas as revistas do maioral.
Calma, uma busca de cada vez, senão daqui a pouco vou ter o mesmo destino da Caçadora de Relíquias
Opa, acho que depois tu tem que nos enviar as revistinhas pra gente não ficar babando por aqui ^^
Obs. Nem gosto tanto do Lobo, não entendo tal idolatria por parte de certas pessoas.
[...] Generation nasceu nas páginas da revista Metal Pesado (nossa falecida versão da Heavy Metal) no final dos anos 90, na forma de tirinhas sobre a vida e [...]