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      Guerra ao Terror (2008)
      • por
        Jairo Neto

        08/02/2010

    O sargento William James (Jeremy Renner) retorna para perto de seu pelotão após analisar um carro-bomba. Ele começa a retirar o seu uniforme de kevlar, criando um pânico generalizado nos seus colegas. “Tem bomba suficiente ali prá mandar todo mundo para Jesus. Se é para morrer, prefiro morrer confortável.”

    O filme indicado ao Oscar® 2010 da diretora Kathryn Bigelow é uma alta dose de nitroglicerina em forma de cinema. No Guerra ao Terror, os soldados do esquadrão anti-bombas americano no Iraque percorrem diariamente uma perigosa linha entre a vida e a morte. Chega a ser insano que homens se sujeitem diariamente a tamanha tortura psicológica. De certa forma este é um dos melhores filmes feitos não só sobre o Iraque, mas também sobre a incoerência que são os conflitos armados.

    O dia-a-dia do esquadrão anti-bombas: uma caminhada em direção à morte

    A câmera frenética e solta não serve apenas de estética, aqui ela serve para simplesmente não desgrudar dos personagens principais. A diretora faz questão em conseguir todos os planos possíveis para mostrar a ação. Isto é mais visível na própria sequência do desarmamento do carro-bomba: nunca tantos ângulos foram utilizados na história do cinema para um carro tão pequenino e cheio de explosivos. Este “sufoco” não apenas causa o suspense insuportável do filme como também ajuda a mostrar cada emoção destes soldados em um ambiente tão infernal.

    Não são “cenas de batalha” e sim situações tensas que formam o filme. Os soldados sofrem quase um castigo dos deuses a cada dia de trabalho. Há um ar de trabalho hercúleo a cada bomba desarmada. Um fio leva a outro que leva a mais trinta bombas. Um carro inofensivo carrega quase uma tonelada de explosivos no porta-mala. Qualquer local pode esconder uma armadilha.

    Quando a história muda um pouco de tom, vai para uma visão mais intimista da vida dos soldados. Destacando o trabalho de Jeremy Renner, que cria em seu sargento William James um personagem que é altamente viciado em adrenalina, tanto no campo de batalha quanto no dormitório do quartel-general. A loucura é tanta que até seus próprios colegas (Anthony Mackie e Brian Gerathy) chegam a cogitar em matá-lo para evitarem riscos desnecessários.

    Para um filme que foi feito com um orçamento que é quase um décimo do gasto em Avatar, ainda por cima dirigido pela ex-mulher de James Cameron, Guerra ao Terror é um feito impressionante. Em tempos assim, não assistí-lo é quase um ato de loucura.

    “Guerra ao Terror” (The Hurt Locker) – Diretora: Kathryn Bigelow;  Com: Jeremy Renner, Guy Pearce

    Entrou em cartaz no último dia 06 de Fevereiro – mas também encontra-se disponível em DVD há muito tempo.

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    tags:
    ação, bombas, guerra, hurt locker, Iraque, Oscar



    5 comentários em “Guerra ao Terror (2008)”

    1. Felipe disse:

      Lembro quando vc me recomendou a alugar esse filme – NO MEIO DO ANO PASSADO! Pior q nao vi ainda.. mas pelo menos vou ver no cinema…

      8 de fevereiro de 2010 às 18:09
    2. Jairo Neto disse:

      Do jeito que você é enrolado, vai esperar sair em DVD. Quer dizer, já tem. #fail

      8 de fevereiro de 2010 às 18:26
    3. Eduardo Quagliato (@quagliato) disse:

      Bom, eu assisti o filme há algum tempo já, mais ou menos uns 2 ou 3 meses, e gostei bastante! Mas acho que ele está sendo super-estimado. Não acredito que ele mereça tais 10 indicações.
      Porém, essa é a minha opinião. Veremos o que o coletivo da Academia achará.
      :D

      9 de fevereiro de 2010 às 0:17
    4. Didier disse:

      Eu assisti em DVD a um bom tempo atrás, e não acho que ele é merecedor de tanta atenção.Eu acho que Distrito 9 é que deveria estar no top ao lado de AVATAR um filme de 30 milhões ao nível de um de 200 milhões, além das profundas criticas sócias e políticas.

      13 de fevereiro de 2010 às 16:46
    5. Mari Amaro disse:

      Melhor parte da noite foi o close na cara de decepção do James Cameron quando Avatar não ganhou o prêmio. #avatar_epic_fail

      8 de março de 2010 às 11:08

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