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      E assim Crumb fez o Gênesis
      • por
        Mari Amaro

        04/02/2010

    Robert Crumb por ele mesmo

    Depois de ter lido o quadrinho Gênesis, que equivale ao livro do Torá, escrito e desenhado pelo americano Robert Crumb, percebi o vazio literário dentro de mim por não ter lido o livro mais vendido na nossa história e que é o alicerce para todo o mundo ocidental como o conhecemos.  Eu, pessoalmente, não compactuo com os ideais de nenhuma religião e por isso a Bíblia nunca tinha despertado meu interesse, mas ao ler a introdução de Crumb mudei um pouco minha forma de ver as coisas.

    “Enquanto eu, ironicamente, acho que a bíblia é a palavra de homens. É, no entanto, um texto poderoso, com camadas de significados que mergulham fundo em nossa consciência coletiva, ou consciência histórica, se preferir.” Diz Crumb. E é isto mesmo, o antigo testamento não é a história de Deus, mas a história do Homem e fechar os olhos para ela é fazer tal qual os inquisidores da idade média, e desprezar informações fundamentais para entender como o mundo se tornou o que é.

    Mas voltemos ao quadrinho em si, se alguém tinha tudo para ironizar e barbarizar a

    Primeiros rascunhos de Eva

    Bíblia – ou qualquer outra obra considerada “decente” – este homem seria Robert Crumb. Ou ao menos era o que todos pensavam. Amoral, sujo e tarado, assim são todos os personagens deste americano. Seu traço sujo e rabiscado que mostra o que passa de mais podre – e engraçado – pela sua cabeça. Humor bagaceiro, nonsense, pedofilia, estupros, incestos e outras relações chocantes – perversões –  vem para fazer rir – ou enojar- seu leitores. Então depois de ler The Bible of Filth, uma compilação dos mais sujos cartoons do autor, e conhecer o potencial destrutivo dos “bons costumes” contido na mente de Crumb, era com grande apreensão que alguns – católicos e crentes em geral – esperavam seu mais recente trabalho, afinal “avacalhar” a Bíblia é mexer com os brios de milhões (serão bilhões?) de pessoas ao redor do mundo.

    Eu já sentia medo pela segurança do autor, já conseguia imaginar milhares de religiosos com tochas na mão rugindo por uma nova inquisição tendo Crumb como alvo principal. Mas quando o finalmente sua obra foi anunciada oficialmente, descobrimos o inesperado, o quadrinho seria totalmente fiel as palavras do livro sagrado. Sim, nenhum texto seria inventado ou modificado. “E as imagens?”, todos se perguntaram. Seriam fiéis as palavras, sem nenhuma piadinha escondida, garantiu o autor. E assim foi feito.

    Então, vocês devem estar pensando: o autor resolveu voltar a ser crente (ele foi temente a Deus até o final da adolescência) e este quadrinho é a obra mais limpa e enfadonha dele até agora. Bem, que bela surpresa vocês terão, não só o Gênesis se mostrou muito mais impiedoso e chocante do que eu esperava como Crumb se mostrou muito mais purista do que toda a crítica queria. Sim, a Bíblia tem pedofilia, incestos, mortes, traições e até estupros, mas assim está escrito no texto original. Para mim, perturbador.

    Versão final (em português) do quadrinho. Note o clima sóbrio e a expressão sem "ironia" da figura, bem diferente dos primeiros esboços.

    O Deus do antigo testamento é impiedoso, vingativo, punitivo e, algumas vezes, chega beirar a maldade. Justo é a palavra certa, justo em um mundo onde a justiça só podia ser feita com as mãos de Deus. Dele era a verdade, Dele era o perdão. E o autor consegue, nos seus traços marcantes, mostrar a raiva Dele e de seu povo. Ele traduz as frases duras e formais (e muitas vezes repetitivas e subjetivas) da escritura original em desenhos vívidos e tão imponentes que às vezes leva a pensar que se a Bíblia fosse quadrinhos desde o início ela seria exatamente como Crumb a fez.

    Então Ele viu que o Gênese era a Sua palavra com as imagens de Sua criação, Robert Crumb. E Ele achou bom.

    Capa da edição brasileira

    Gênesis

    Autor: Rober Crumb

    Editora: Conrad

    216 páginas

    Preço: 33,40

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    tags:
    Bíblia, crumb, Gênesis, Quadrinhos, Robert Crumb



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