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    • [Cultura :: Quadrinhos]
      Jimmy Corrigan
      • por
        Jairo Neto

        01/02/2010

    A primeira vez que eu olhei a capa do Jimmy Corrigan, o Garoto mais Esperto do Mundo, eu demorei no mínimo uns cinco minutos para decifrar tudo o que estava estampado ali.

    Exagero? Não, pois a graphic novel de Chris Ware pode ser um quebra-cabeças na capa, porém por dentro é um grande e estranho fluxo de consciência.

    Jimmy (primeiro da esquerda) usa a imaginação como fuga da realidade

    Na história semi-autobiográfica (ou não), Jimmy Corrigan é um debilitado homem de meia-idade que aceita o convite de conhecer o seu pai pela primeira vez durante um feriado. O que parece apenas um drama familiar cai numa estranha narrativa ao navegarmos pela inquieta mente de Jimmy.

    É que viajamos por estranhos flashbacks da infância, onde vemos como a pequena criança penava em conviver com pais divorciados em uma vida solitária. Para misturar ainda mais esta estranha sopa, temos outra linha narrativa paralela que mostra o avô de Jimmy quando criança, vivendo em uma distante Chicago de 1893.

    Muito disto tudo é contado pelo traço sintético e pictográfico de Ware, que aposta mais ainda na maestria de contar uma arte seqüencial com o mínimo de texto possível.  Imagens recorrentes vão e voltam na história, como robôs, animais etc; criando um enigma maior ainda de sobre o quê se trata toda a essa jornada.

    Talvez um Ulisses das graphic novels, ou até um novo anti-herói como nos textos de Harvey Pekar, Jimmy Corrigan (…) é uma dessas experiências dos quadrinhos que devem ser ao menos provadas durante as nossas vidas.

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    tags:
    colorido, graphic novel, humor, ilustração, irônico, Quadrinhos



    3 comentários em “Jimmy Corrigan”

    1. Mari Amaro disse:

      Ahhhh

      Quero muito ler!

      É realmente tão complicado e intricando como Ulisses ou a leitura é mais fluída? Tive com esse quadrinho umas 3 vezes na mão e ainda não tive a coragem de comprar =P

      3 de fevereiro de 2010 às 0:03
    2. Jairo Neto disse:

      Acho que mais fluída, ainda mais que você tem um apoio visual da história. Mas mesmo assim demora um pouco para se acostumar com os devaneios de Jimmy.

      3 de fevereiro de 2010 às 8:40
    3. Mari Amaro disse:

      Bem isso já me acalma um pouco, estou considerando seriamente dar um pulinho até o shopping só para colocar minhas patinhas novamente num exemplar de J. Corrygan.

      Este post foi o que precisava para reviver meus impulsos consumistas =P

      3 de fevereiro de 2010 às 14:39

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