Vacas me mordam
Os simpáticos ruminantes da maior exposição de arte pública do mundo estão de volta ao Brasil. A primeira edição brasileira do Cow Parade, realizada em 2005, teve tanto sucesso que motivou artista plásticos a criarem mais 75 espécies desse rebanho pitoresco. Criadas em 1998 na Suíça, por Pascal Knapp, as esculturas de fibra de vidro já visitaram as principais cidades do planeta. Apesar do humor, seu objetivo não poderia ser menos nobre: juntar dinheiro para ajudar instituições carentes.
Esse ano, a produção dos bovinos deu trabalho, foram mais de 90 pessoas envolvidas apenas na pintura, colagem e estilização dos animais. A exposição foi para as ruas somente na última sexta-feira (22), quase três meses depois do início da preparação que tomou conta de um galpão inteiro no Butantã, oeste da cidade. Espalhadas por pontos estratégicos, as vacas representam vários cenários paulistanos: uma época distante, em 1940; um engarrafamento carinhosamente apelidado de COWgestionamento; e assim por diante.
Ester Krivkin é a responsável por todo esse movimento. Diretora da agência Top Trends, ela vê o projeto como uma intervenção artística no cotidiano. A agência banca de 10 a 15% do orçamento bovino. Os outros mamíferos são entregues a patrocinadores que desembolsam até R$40 mil por vaca. (Nessas horas até eu queria ser uma vaca!) E, pasmem, o rebanho continua em crescimento. Segundo Ester, os artistas querem quebrar o recorde de 105 vacas por exposição.
A oportunidade é excelente para pequenos escultores e pintores que ainda não se lançaram no mercado. Foram 67 criadores anônimos aprovados no processo. Os arquitetos Marcelo Faisal, que assina a Vá carbono, e Fernanda Marques, criadora da vaca Jeff cows, inspirada na obra do americano Jeff Koons, fazem parte dos outros 30, convidados pela própria organização Cow Parade. A mostra segue até dia 21 de março.
Site Cow Parade São Paulo: http://www.cowparade.com.br/
Encontre as vacas:
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