Norah Jones – The Fall (2009)
A Norah Jones mudou. Saiu o piano acústico, entrou o Fender Rhodes e a guitarra elétrica. Saiu o silêncio minimalista, entrou a percussão intensa. Saiu o cabelo longo, entrou o corte curto. Saiu o ex-namorado e baixista, e entrou o produtor Jacquire King, dos álbuns recentes do Kings of Leon. Aliás, saiu o ex-namorado?
Sete anos após o seu CD de estréia, o tele-novelístico Come Away With Me, a cantora americana finalmente consegue se reciclar de forma original em The Fall, ainda mais pelo término de seu relacionamento de longa data com Lee Alexander. Compondo quase sempre na guitarra e não no piano, The Fall é estruturado quase como em uma sequência narrativa, onde as músicas pulam de emoções em uma forma coerente e harmoniosa.
Ainda por cima, Norah divide a composição com outros artistas, repetindo a parceria com Ryan Adams na faixa Light As A Feather, e também com Will Sheff, do Okervill River, na faixa Stuck. O consenso geral deste álbum é uma direção mais indie, mais contemporânea, o que traz a tona uns timbres e umas sugestões para uma sonoridade à la Aimee Mann.
Mesmo com o coração partido, The Fall não se deixa cair numa choradeira sem fim. Mesmo que o título da faixa You´ve Ruined Me (do inglês: você me arruinou) seja tão explícito, este álbum catapulta a Norah Jones à uma sonoridade mais palpável, menos viciada em toda a lentidão que inundou as ondas sonoras tempos atrás (obrigado Rod Stewart). Que pelo menos o ouvinte da geração Feist se deixe levar pela mudança, que pelo jeito não fez mal à Norah, tornando-se uma das melhores surpresas para encerrar 2009.
P.S.: Post dedicado a @pontopito que alegou que era gay ouvir Norah Jones. Então eu devo ser bem gay porque quero casar com a Norah Jones depois deste vídeo.











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