Literatura adaptada
Princesas, príncipes, reis e histórias medievais. Temas perfeitos para serem abordados em um mangá. Mas os termos em questão são, nada mais, nada menos que, as narrativas de Shakespeare. A editora inglesa Self Made Hero teve a brilhante idéia de criar uma coleção de mangás voltada para a educação. Em tempos onde as publicações sobre crianças e adolescentes crescem sem parar, essa criação pode ser um evento lucrativo.
No estilo típico japonês, com grandes olhos e narizes quase inexistentes, as adaptações começaram a ser lançadas ainda em dezembro. A primeira versão foi a clássica novela de amor Romeo e Julieta. Porém, nada de castelos e cavalos encantados. Richard Appignanesi, editor da série e fundador da Icon Books, tratou de trazer para o público um contexto moderno e viável na sociedade atual. O cenário? Tokyo! Já o texto original foi mantido, com exceção de pequenos cortes onde as imagens contam mais que as palavras.
Hamlet, talvez um dos mais difíceis de se adequar ao mundo atual, fará ligações com a moda e suas conseqüências. O Príncipe da Dinamarca também ganhou um novo ambiente. Agora habita o cyberworld de 2017 e terá de enfrentar mudanças climáticas devastadoras. O objetivo é disseminar as obras, torná-las acessíveis e aumentar sua popularidade.
Este não é o primeiro trabalho deste estilo lançado pela editora. Outro sucesso da Self Made Hero é a história em quadrinho do famoso detetive Sherlock Holmes. O romance policial de Conan Doyle foi editado por Ian Edginton e I.N.J. Culbard. Os quatro livros de 144 páginas, cada um, são em cores. A primeira edição saiu em maio deste ano, as outras três somente em 2010. A faixa de preços é razoável, no entanto ainda não existem distribuidores no Brasil











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