Video Games (for) Li(f)ve
[N.E.: Post um pouco atrasado, mas por bons motivos... Ainda vale a leitura
]
Existem alguns eventos que todo nerd – não importa quão nerd – deveria ir, pelo menos uma vez na vida.
O Video Game Live (VGL) é um desses eventos.
A euforia, expectativa e ansiedade contaminam todos os presentes no show, independente de idade, gênero, ou preferência “consolística”. Ser parte do VGL é algo tão profundo que é complicado descrever. Esta foi a segunda vez que fui, e digo com propriedade que foi tão explêndido quanto a primeira. Sim, aconteceram muitas coisas repetidas, mas que assim mesmo não tiram mérito nenhum da apresentação. Cada contemplação àquela Orquestra é única, assim como cada nota acompanha o coração do espectador, cada música desperta uma emoção, cada momento uma paixão.
Video game music está em alta, até veículos de comunicação que nunca se atentaram a saber da existência deste nicho aproveitam a onda para mostrar como são antenados, jovens e incluídos nesse universo. Não me atenho aqui portanto a falar muito mais do que o primeiro parágrafo sobre o evento em si, pois vocês lerão e verão muito sobre o VGL em todos lugares com pessoas de todos os tipos, do Max Fivelinha até apresentadores da ESPN vestidos de Luigi. Mas como sempre, o ponto de vista externo, daqueles que não vivem este mundo, aqueles que apenas por um dia saem de sua zona de conforto para saber o que esse nerds malucos veem em um show de música de joguinhos eletrônicos.
O GeeX! quer mais que isso! Vamos atrás de quem leva o VGL como uma experiência de vida, algo como o que falamos anteriormente. Então conversamos com algumas pessoas, que puderam nos dar diferentes pontos de vista do que é estar, participar e ser Video Games Live.
Espero que gostem
e se não puderam ir este ano, por qualquer motivo que seja, não lamentem-se. Comecem já a se programar, pois provavelmente ano que vem o show estará de volta, com uma emoção diferente para cada pessoa na platéia, e quantas vezes voltarem, tenham certeza, será tão maravilhosa quanto a primeira.
Conversa com Bruno “Geek Pobre” Briante, 17, primeira vez no VGL:
GeeX!:O que você pensou quando o show começou?
Bruno: Já achei que seria épico. Começar com Castlevania, não tem como dar errado.
GX!: O que achou do repertório tocado?
Bruno: Achei muito bom. Metroid, Megaman, WoW, GoW e o saxofone do MGS…
GX!: Algo emocionou você no show?
Bruno: A parte do snake eater e o comecinho do trecho de Metroid, com a harpa fazendo chiptune… Achei um evento divertido. O Tallarico é um showman engraçado. As músicas e os vídeos foram bem escolhidos e terminar com um medley de Chrono Trigger/Cross é de matar…
GX!: E no proximo ano vc pretende voltar?
Bruno: Com certeza!
GX!: Qual a importância de eventos assim?
Bruno: Mostrar que existe pessoas que realmente gostam de jogos aqui. E que jogos não são coisas de crianças..
GX!: Neste VGL houve uma cobertura muito maior da mídia tradicional, o que você acha disso?
Bruno: Acho bom isso aparecer em mídias maiores, mostra que existe gente interessada nesse nicho que são os games.
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Conversa com Rubão (Baixista do MegaDriver)
GeeX!: Qual foi sua reação ao saber que tocaria no VGL, pela segunda vez?
Rubão: Pra ser bem sincero, como várias bandas de Game Music estão aparecendo e nós já haviamos tocado no VGL 08 no Rio nós não imaginavamos que iriam nos chamar novamente. Foi então que a produção do evento entrou em contato. Aí ficamos extasiados, tocar no VGL em SP.
GX!: Como foi a sensação de tocar dessa vez em São Paulo?
Rubão: Nada melhor do que tocar no maior evento de game music e no seu estado, onde nosso público é gigantesco. Foi também uma realização pessoal nossa, desde quando soubemos do VGL sempre sonhamos em abrir o show.
Rubão: Apesar de curto nós conseguimos enxugar e deixar com sons que realmente representam o MegaDriver.
GX!: Como foi a experiência no palco?
Rubão: Dolorosa, batemos cabeça demais, saí de lá meu pescoço estava dolorido, o mesmo aconteceu com o resto da galera, o Nino passou o dia todo reclamando que estava quebrado.
GX!: Algo emocionou você no show?
Rubão: Quando tocamos Frog, realmente foi algo que me arrepiou. Creio que pela história que música tem com a banda, era o som favorito da Mãe do Nino, que infelizmente nos deixou começo desse ano. Ela realmente gostava muito dessa música e foi como uma homenagem póstuma para ela. Algo totalmente implícito e pessoal.
GX!: O que você pensou quando o show começou?
Rubão: Poucos minutos antes de sermos anunciados eu, o Nino e o Ricardo estavamos nervosíssimos! No VGL do Rio não sei por que estavamos totalmente desencanados, curtindo o lance pra caramba, mas aqui ao invés do tão comum frio na barriga estavamos todos com os joelhos tremendo – hahahaha. Foi então que Tommy chegou e perguntou: “You guys are ready to rock?“. E falamos que estávamos meio nervosos e tal. Ele virou “Fuck it, get there and Rock on! Warm up this crowd for us.” Foram palavras simples, mas o suficiente para deixar-nos menos nervosos. Confesso que até plugar o cabo do amp no baixo e a luz acender na minha cara eu estava realmente nervoso. Aí quando o Nino anunciou Altered Beast, a galera gritou foi como uma possessão de tranquilidade pra mim.
GX!: Qual a importância de eventos assim?
Rubão: Para nós do Mega é uma satisfação saber que milhares de pessoas pelo Brasil realmente curtem as trilhas sonoras dos games. E no meio da semana enchem casas shows no Brasil. Sou totalmente favorável a mais eventos dessa magnitude que possam reunir os fãs de Game Music pelo Brasil a fora. Espero um dia tocar em um evento onde teremos várias bandas nacionais de game music juntas, tudo para homenagear os games que tanto jogamos e marcaram nossa infância e juventude!
GX!: Neste VGL houve uma cobertura muito maior da mídia tradicional, o que você acha disso?
Rubão: Finalmente os meios estão se rendendo. E foi demorada essa rendição, no começo não davam muita bola. Mas assim que o faturamento dos games passaram a movimentar mais grana que Hollywood (o que já faz um tempo) eles começaram a dar mais atenção ao “negócio”.
GX!: Dê um depoimento sobre sua experiência com o Video Games Live.
Rubão: Desde o primeiro VGL no Rio, foi algo que realmente me fez crescer como pessoa e como músico. O profissionalismo envolvido em todo o lance, todos os detalhes que nós vemos aquelas dezenas de pessoas acertando, cada canal da mesa. Estar lá e passar o som com Matt (Engenheiro de Som do VGL), trocar idéia com Tommy, ver ele tocando a Sega Guitar no backstage e saber que ele delirou quando soube que era o MegaDriver que iria abrir o show em SP – falando que nós sabíamos como deixar a galera aquecida para o que vinha logo após. Quando terminamos o show e um músico profissional (aquele que é sustentado pela música) da orquestra Vila-Lobos veio e pediu pra tirar uma foto, falando que tocamos bem e que ele curtiu demais o lance – é algo sensacional. Realmente não consigo expressar muitas coisas que eu vivi lá dentro. Mas são momentos que eu vou levar pro resto da minha vida.
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Conversa com Gilberto Paganini (violinista da Orquestra Simphonica Villa-Lobos)
GeeX!: Qual foi sua reação ao saber que tocaria em um concerto fora dos moldes clássicos como o VGL?
Gilberto Paganini: No início não conseguia conceber o que poderia se criar com relação a musica de vídeo game e emoção, afinal quando vamos a algum espetáculo temos a intenção de nos emocionar…
GX!: O que achou do repertório tocado?
Gilberto: Diversificado, rico musicalmente em hamonias e arranjos, emocionante e extremamente empolgante.
GX!: Como foi a experiência no palco?
Gilberto: Surreal… Já me apresentei em orquestras, como solista, com quartetos, acompanhando grandes nomes da MPB e de quase todas as formas imagináveis que um violinista com quase 20 anos de carreira poderia, porém nunca passou pela minha cabeça que existisse um publico tão especifico e devoto aos games e suas respectivas trilhas sonoras.
GX!: Dê um depoimento sobre sua experiência com o Vídeo Games Live?
Gilberto: Foi apaixonante interagir com a platéia, emocionante executar um repertório tão expressivo sincronizado com video em uma superprodução musical como VGL 2009. Estar na Orquestra Sinfônica Villa-lobos é um privilegio e não há nadar melhor para um musico do que tocar para um publico extremamente apaixonado…











Eu não gosto muito de música gamer, mas realmente tenho que tirar o chapéu para o VGL deste ano. E para as suas entrevistas também Felipe =)
Simpatizei com o Gilberto Paganini ^^
Boa entrevista, kudos p/ vc.
Eu tava lá… PQP foi foda…
eu quicava na cadeira quando tocou Halo eu chorei…
[...] This post was mentioned on Twitter by Rubens Stulzer, Alan Mafra. Alan Mafra said: RT @megadriver_bass GX!: Como foi a experiência no palco? Rubão: Dolorosa, batemos cabeça demais… http://bit.ly/17TnYf [...]
Valeu a leitura mesmo! deu pra sentir aqui o que é o evento de videogame…agora espero que o próximo passe por Vitória e inclua o público capixaba
Espero que não só por aí, mas por tantos outros lugares que ainda falta eles passarem! Assim todos podem curtir algo assim pelo menos uma vez..