Video Games (for) Li(f)ve

Posted 21 October 2009   Cultura, Música, Shows

[N.E.: Post um pouco atrasado, mas por bons motivos... Ainda vale a leitura :) ]

Existem alguns eventos que todo nerd – não importa quão nerd – deveria ir, pelo menos uma vez na vida.

O Video Game Live (VGL) é um desses eventos.

A euforia, expectativa e ansiedade contaminam todos os presentes no show, independente de idade, gênero, ou preferência “consolística”. Ser parte do VGL é algo tão profundo que é complicado descrever. Esta foi a segunda vez que fui, e digo com propriedade que foi tão explêndido quanto a primeira. Sim, aconteceram muitas coisas repetidas, mas que assim mesmo não tiram mérito nenhum da apresentação. Cada contemplação àquela Orquestra é única, assim como cada nota acompanha o coração do espectador, cada música desperta uma emoção, cada momento uma paixão.

Video game music está em alta, até veículos de comunicação que nunca se atentaram a saber da existência deste nicho aproveitam a onda para mostrar como são antenados, jovens e incluídos nesse universo. Não me atenho aqui portanto a falar muito mais do que o primeiro parágrafo sobre o evento em si, pois vocês lerão e verão muito sobre o VGL em todos lugares com pessoas de todos os tipos, do Max Fivelinha até apresentadores da ESPN vestidos de Luigi. Mas como sempre, o ponto de vista externo, daqueles que não vivem este mundo, aqueles que apenas por um dia saem de sua zona de conforto para saber o que esse nerds malucos veem em um show de música de joguinhos eletrônicos.

O GeeX! quer mais que isso! Vamos atrás de quem leva o VGL como uma experiência de vida, algo como o que falamos anteriormente. Então conversamos com algumas pessoas, que puderam nos dar diferentes pontos de vista do que é estar, participar e ser Video Games Live.

Espero que gostem :) e se não puderam ir este ano, por qualquer motivo que seja, não lamentem-se. Comecem já a se programar, pois provavelmente ano que vem o show estará de volta, com uma emoção diferente para cada pessoa na platéia, e quantas vezes voltarem, tenham certeza, será tão maravilhosa quanto a primeira.

Conversa com Bruno “Geek Pobre” Briante, 17, primeira vez no VGL:

GeeX!:O que você pensou quando o show começou?

Bruno: Já achei que seria épico. Começar com Castlevania, não tem como dar errado.

GX!: O que achou do repertório tocado?

Bruno: Achei muito bom. Metroid, Megaman, WoW, GoW e o saxofone do MGS…

GX!: Algo emocionou você no show?

Bruno: A parte do snake eater e o comecinho do trecho de Metroid, com a harpa fazendo chiptune… Achei um evento divertido. O Tallarico é um showman engraçado. As músicas e os vídeos foram bem escolhidos e terminar com um medley de Chrono Trigger/Cross é de matar…

GX!: E no proximo ano vc pretende voltar?

Bruno: Com certeza!

GX!: Qual a importância de eventos assim?

Bruno: Mostrar que existe pessoas que realmente gostam de jogos aqui. E que jogos não são coisas de crianças..

GX!: Neste VGL houve uma cobertura muito maior da mídia tradicional, o que você acha disso?

Bruno: Acho bom isso aparecer em mídias maiores, mostra que existe gente interessada nesse nicho que são os games.

Conversa com Rubão (Baixista do MegaDriver)

- Qual foi sua reação ao saber que tocaria no VGL, pela segunda vez?
Pra ser bem sincero, como várias bandas de Game Music estão aparecendo e nós já haviamos tocado no VGL 08 no Rio nós não imaginavamos que iriam nos chamar novamente. Foi então que a produção do evento entrou em contato. Aí ficamos extasiados, tocar no VGL em SP.
- O que achou do repertório tocado?
Apesar de curto nós conseguimos enxugar e deixar com sons que realmente representam o MegaDriver.
- Como foi a experiência no palco?
Dolorosa, batemos cabeça demais, saí de lá meu pescoço estava dolorido, o mesmo aconteceu com o resto da galera, o Nino passou o dia todo reclamando que estava quebrado.
- Como foi a sensação de tocar dessa vez em sp?
Nada melhor do que tocar no maior evento de game music e no seu estado, onde nosso público é gigantesco. Foi também uma realização pessoal nossa, desde quando soubemos do VGL sempre sonhamos em abrir o show.
- Algo emocionou você no show?
Quando tocamos Frog, realmente foi algo que me arrepiou. Creio que pela história que música tem com a banda, era o som favorito da Mãe do Nino, que infelizmente nos deixou começo desse ano. Ela realmente gostava muito dessa música e foi como uma homenagem póstuma para ela. Algo totalmente implícito e pessoal.
- O que você pensou quando o show começou?
Poucos minutos antes de sermos anunciados eu, o Nino e o Ricardo estavamos nervosíssimos! No VGL do Rio não sei por que estavamos totalmente desencanados, curtindo o lance pra caramba, mas aqui ao invés do tão comum frio na barriga estavamos todos com os joelhos tremendo. hahahaha. Foi então que Tommy chegou e perguntou: “You guys are ready to rock?”. E falamos que estávamos meio nervosos e tal. Ele virou “Fuck it, get there and Rock on! Warm up this crowd for us.” Foram palavras simples, mas o suficiente para deixar-nos menos nervosos. Mas confesso que até eu plugar o cabo do amp no baixo e a luz acender na minha cara eu estava realmente nervoso.
Aí quando o Nino anunciou Altered Beast, a galera gritou foi como uma possessão de tranquilidade pra mim.
- Qual a importância de eventos assim?
Para nós do Mega é uma satisfação saber que milhares de pessoas pelo Brasil realmente curtem as trilhas sonoras dos games. E no meio da semana enchem casas shows no Brasil. Sou totalmente favorável a mais eventos dessa magnitude que possam reunir os fãs de Game Music pelo Brasil a fora. Espero um dia tocar em um evento onde teremos várias bandas nacionais de game music juntas, tudo para homenagear os games que tanto jogamos e marcaram nossa infância e juventude!
- Neste VGL houve uma cobertura muito maior da mídia tradicional, o que você acha disso?
Finalmente os meios estão se rendendo. E foi demorada essa rendição, no começo não davam muita bola. Mas assim que o faturamento dos games passaram a movimentar mais grana que hollywood (o que já faz um tempo) eles começaram a dar mais atenção ao “negócio”.
- De um depoimento sobre sua experiência com o Video Games Live?
Desde o primeiro VGL no Rio, foi algo que realmente me fez crescer como pessoa e como músico. O Profissionalismo envolvido em todo o lance, todos os detalhes que nós vemos aquelas dezenas de pessoas acertando, cada canal da mesa. Estar lá e passar o som com Matt (Engenheiro de Áudio do VGL), trocar idéia com Tommy, ver ele tocando a Sega Guitar no backstage. Saber que o Tommy delirou quando soube que era o MegaDriver que iria abrir o show em SP, falando que nós sabíamos como deixar a galera aquecida para o que vinha logo após. Quando terminamos o show e um músico profissional (aquele que é sustentado pela música) que toca na orquestra Vila-Lobos vem e pede pra tirar uma foto, falando que tocamos bem e que ele curtiu demais o lance é algo sensacional. Realmente não consigo expressar muitas coisas que eu vivi lá dentro. Mas são momentos que eu vou levar pro resto da minha vida.

GeeX!: Qual foi sua reação ao saber que tocaria no VGL, pela segunda vez?

Rubão: Pra ser bem sincero, como várias bandas de Game Music estão aparecendo e nós já haviamos tocado no VGL 08 no Rio nós não imaginavamos que iriam nos chamar novamente. Foi então que a produção do evento entrou em contato. Aí ficamos extasiados, tocar no VGL em SP.

GX!: Como foi a sensação de tocar dessa vez em São Paulo?

Rubão: Nada melhor do que tocar no maior evento de game music e no seu estado, onde nosso público é gigantesco. Foi também uma realização pessoal nossa, desde quando soubemos do VGL sempre sonhamos em abrir o show.

GX!: O que achou do repertório tocado por vocês?

Rubão: Apesar de curto nós conseguimos enxugar e deixar com sons que realmente representam o MegaDriver.

GX!: Como foi a experiência no palco?

Rubão: Dolorosa, batemos cabeça demais, saí de lá meu pescoço estava dolorido, o mesmo aconteceu com o resto da galera, o Nino passou o dia todo reclamando que estava quebrado.

GX!: Algo emocionou você no show?

Rubão: Quando tocamos Frog, realmente foi algo que me arrepiou. Creio que pela história que música tem com a banda, era o som favorito da Mãe do Nino, que infelizmente nos deixou começo desse ano. Ela realmente gostava muito dessa música e foi como uma homenagem póstuma para ela. Algo totalmente implícito e pessoal.

GX!: O que você pensou quando o show começou?

Rubão: Poucos minutos antes de sermos anunciados eu, o Nino e o Ricardo estavamos nervosíssimos! No VGL do Rio não sei por que estavamos totalmente desencanados, curtindo o lance pra caramba, mas aqui ao invés do tão comum frio na barriga estavamos todos com os joelhos tremendo – hahahaha. Foi então que Tommy chegou e perguntou: “You guys are ready to rock?“. E falamos que estávamos meio nervosos e tal. Ele virou “Fuck it, get there and Rock on! Warm up this crowd for us.”  Foram palavras simples, mas o suficiente para deixar-nos menos nervosos. Confesso que até  plugar o cabo do amp no baixo e a luz acender na minha cara eu estava realmente nervoso. Aí quando o Nino anunciou Altered Beast, a galera gritou foi como uma possessão de tranquilidade pra mim.

GX!: Qual a importância de eventos assim?

Rubão: Para nós do Mega é uma satisfação saber que milhares de pessoas pelo Brasil realmente curtem as trilhas sonoras dos games. E no meio da semana enchem casas shows no Brasil. Sou totalmente favorável a mais eventos dessa magnitude que possam reunir os fãs de Game Music pelo Brasil a fora. Espero um dia tocar em um evento onde teremos várias bandas nacionais de game music juntas, tudo para homenagear os games que tanto jogamos e marcaram nossa infância e juventude!

GX!: Neste VGL houve uma cobertura muito maior da mídia tradicional, o que você acha disso?

Rubão: Finalmente os meios estão se rendendo. E foi demorada essa rendição, no começo não davam muita bola. Mas assim que o faturamento dos games passaram a movimentar mais grana que Hollywood (o que já faz um tempo) eles começaram a dar mais atenção ao “negócio”.

GX!: Dê um depoimento sobre sua experiência com o Video Games Live.

Rubão: Desde o primeiro VGL no Rio, foi algo que realmente me fez crescer como pessoa e como músico. O profissionalismo envolvido em todo o lance, todos os detalhes que nós vemos aquelas dezenas de pessoas acertando, cada canal da mesa. Estar lá e passar o som com Matt (Engenheiro de Som do VGL), trocar idéia com Tommy, ver ele tocando a Sega Guitar no backstage e saber que ele delirou quando soube que era o MegaDriver que iria abrir o show em SP –  falando que nós sabíamos como deixar a galera aquecida para o que vinha logo após. Quando terminamos o show e um músico profissional (aquele que é sustentado pela música) da orquestra Vila-Lobos veio e pediu pra tirar uma foto, falando que tocamos bem e que ele curtiu demais o lance – é algo sensacional. Realmente não consigo expressar muitas coisas que eu vivi lá dentro. Mas são momentos que eu vou levar pro resto da minha vida.

Conversa com Gilberto Paganini (violinista da Orquestra Simphonica Villa-Lobos)

GeeX!: Qual foi sua reação ao saber que tocaria em um concerto fora dos moldes clássicos como o VGL?

Gilberto Paganini: No início não conseguia conceber o que poderia se criar com relação a musica de vídeo game e emoção, afinal quando vamos a algum espetáculo temos a intenção de nos emocionar…

GX!: O que achou do repertório tocado?

Gilberto: Diversificado, rico musicalmente em hamonias e arranjos, emocionante e extremamente empolgante.

GX!: Como foi a experiência no palco?

Gilberto: Surreal… Já me apresentei em orquestras, como solista, com quartetos, acompanhando grandes nomes da MPB e de quase todas as formas imagináveis que um violinista com quase 20 anos de carreira poderia, porém nunca passou pela minha cabeça que existisse um publico tão especifico e devoto aos games e suas respectivas trilhas sonoras.

GX!: Dê um depoimento sobre sua experiência com o Vídeo Games Live?

Gilberto: Foi apaixonante interagir com a platéia, emocionante executar um repertório tão expressivo sincronizado com video em uma superprodução musical como VGL 2009. Estar na Orquestra Sinfônica Villa-lobos é um privilegio e não há nadar melhor para um musico do que tocar para um publico extremamente apaixonado…

6 Comments

  1. Eu não gosto muito de música gamer, mas realmente tenho que tirar o chapéu para o VGL deste ano. E para as suas entrevistas também Felipe =)

    Simpatizei com o Gilberto Paganini ^^

    Posted by Mari Amaro on 21 October 09 at 8:42am [Reply]
  2. Boa entrevista, kudos p/ vc.

    Posted by H on 21 October 09 at 11:05am [Reply]
  3. Eu tava lá… PQP foi foda…
    eu quicava na cadeira quando tocou Halo eu chorei…

    Posted by Thielly Zamorano on 21 October 09 at 2:01pm [Reply]
  4. [...] This post was mentioned on Twitter by Rubens Stulzer, Alan Mafra. Alan Mafra said: RT @megadriver_bass GX!: Como foi a experiência no palco? Rubão: Dolorosa, batemos cabeça demais… http://bit.ly/17TnYf [...]

  5. Valeu a leitura mesmo! deu pra sentir aqui o que é o evento de videogame…agora espero que o próximo passe por Vitória e inclua o público capixaba

    Posted by Guilherme Rodrigues on 21 October 09 at 7:48pm [Reply]
    • Espero que não só por aí, mas por tantos outros lugares que ainda falta eles passarem! Assim todos podem curtir algo assim pelo menos uma vez.. :)

      Posted by Felipe Muñoz on 22 October 09 at 2:03am [Reply]

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