Drácula não vira pó

Esta é uma das capas mais fidedignas da obra
por Mari Amaro
Ao escolher qual livro criticar para esta semana especial, estava em dúvida sobre qual poderia expressar tudo que os vampiros significam para o mundo, para a mídia e principalmente para a literatura. Bem poderia falar sobre a obra “vamp-romântica” de Stephenie Meyer, que fez renascer o vampirismo com tanta força nas listas de Best Sellers. Mas achei que não estaria abordando a verdadeira essência deste estilo dessa maneira, afinal eu estaria começando pela ponta errada. Não vou falar sobre uma fase que está visível para todos. Afinal, provavelmente muitos de vocês já tiveram com o livro na mão e já leram ao menos o começo. Resolvi, então abordar nesta semana vampiresca o início, o primeiro BestSeller sedento de sangue: Drácula.
O livro é na verdade constituído de partes de diários, cartas e trechos de jornais de vários personagens, não tendo assim um narrador fixo. A trama começa com a viagem de Jonathan Harker, empregado de um escritório de advocacia, a Transilvânia para tratar de negócios com um importantíssimo cliente que vai se mudar para Londres. Ao chegar no castelo e se torna prisioneiro de Drácula e impossibilitado de entrar em contato com sua amada noiva, Mina e seu chefe. Este é o ponta-pé inicial para aventura e a caça ao Drácula (na qual se juntam Van Helsing e outros corajosos homens), que vai para a capital da Inglaterra pensando em aumentar seu reino de terror.

Definitivamente não foi assim que Bram Stoker imaginou Van Helsing
Agora na verdade a história em si, por incrível que pareça, é subjugada pelos seus personagens mais simbólicos. Mina, Van Helsing e Conde Drácula são velhos conhecidos de qualquer um que vá ao cinema ou jogue Video Games, mesmo que eles sejam totalmente diferentes do que Stoker idealizou, tendo assim papéis totalmente diferentes dos originais. Ofuscando Jonathan Harker, Lucy Westenra, Dr Seward, Quincey Morris e Lord Holmwood e a história em si, afinal quase ninguém lembra que a maior parte da história não se passa na Transilvânia e sim em Londres!
Drácula não é uma narrativa comum, muito pelo contrário, mas na verdade se trata de um trabalho “científico” ou até mesmo “jornalístico”, me arrisco a dizer. Não é que ali seja realidade, mas o formato em que foi feito é propositalmente feito para parecer assim. Isto é feito para levar os leitores a crer que todos os acontecimentos são reais e tem embasamento. Para tanto ele até cria trechos de jornais reais e os insere na trama, tudo para aumentar o terror dos pobres leitores.
E na verdade é isto que torna a história mais aterrorizante, o fato de que ela pode ser real. Existe até a suposição que o caçador Van Helsing fosse, na verdade, uma fusão de três homens. Aliás, falando no destemido caçador, saibam que ele é a versão holandesa de Simão Bacamarte, ou seja, um cientista do período realista. E nada mais direi sobre ele. Se não sabem o que quero dizer, ora, leiam os livros – desculpe, os estilos literários do que leio costumam ficar impregnados em mim por alguns dias e assim seria como Stoker evitaria um Spoiler, imagino.

Na verdade Drácula seria bigodudo e velho, bem diferente do que costumam retratá-lo.
As críticas sexistas a Bram Stoker me pareciam balela antes de iniciar o livro – todo mundo adooora achar machismo e discriminação em obras alheias- , mas elas se mostraram bem visíveis durante a leitura. Quando as mulheres começam a transformação elas se tornam sedutoras, sexy e toda a pureza desaparece delas, obviamente uma demonstração de que o mau e o demônio tomou seu corpo, como qualquer um de nós desconfiaria, é óbvio **cof cof**. E homens com olhares sarcásticos, evidentemente malignos, têm que ser eliminados com uma estaca de madeira em seu coração, sendo decepados com uma pá de coveiro e tendo suas bocas cheias de alho para matar o mal dentro deles e libertar suas almas. Coisinhas simples assim, sabem – imagino o que aconteceria se Van Helsing entrasse no senado-? E Mina é elogiada diversas vezes por Van Helsing e pelo Dr Seward por ter a pureza e a delicadeza de uma mulher e a inteligência de um homem, sendo assim uma criatura ideal, elogio nada machista, indeed. Mas o que esperar de um livro escrito no final do séc XIX, não é mesmo?
O livro é na verdade constituído de partes de diários, cartas e trechos de jornais de vários personagens, não tendo assim um narrador fixo. A trama começa com a viagem de Jonathan Harker, empregado de um escritório de advocacia, a Transilvânia para tratar de negócios com um importantíssimo cliente que vai se mudar para Londres. Ao chegar no castelo e se torna prisioneiro de Drácula e impossibilitado de entrar em contato com sua amada noiva, Mina e seu chefe. Este é o ponta-pé inicial para aventura e a caça ao Drácula (na qual se juntam Van Helsing e outros corajosos homens), que vai para a capital da Inglaterra pensando em aumentar seu reino de terror.
Agora na verdade a história em si, por incrível que pareça, é subjugada pelos seus personagens mais simbólicos. Mina, Van Helsing e Conde Drácula são velhos conhecidos de qualquer um que vá ao cinema ou jogue Video Games, mesmo que eles sejam totalmente diferentes do que Stoker idealizou, tendo assim papéis totalmente diferentes dos originais. Ofuscando Jonathan Harker, Lucy Westenra, Dr Seward, Quincey Morris e Lord Holmwood e a história em si, afinal quase ninguém lembra que a maior parte da história não se passa na Transilvânia e sim em Londres!
Drácula não é uma narrativa comum, muito pelo contrário, mas na verdade se trata de um trabalho “científico” ou até mesmo “jornalístico”, me arrisco a dizer. Não é que ali seja realidade, mas o formato em que foi feito é propositalmente feito para parecer assim. Isto é feito para levar os leitores a crer que todos os acontecimentos são reais e tem embasamento. Para tanto ele até cria trechos de jornais reais e os insere na trama, tudo para aumentar o terror dos pobres leitores.
E na verdade é isto que torna a história mais aterrorizante, o fato de que ela pode ser real. Existe até a suposição que o caçador Van Helsing fosse, na verdade, uma fusão de três homens. Aliás, falando no destemido caçador, saibam que ele é a versão holandesa de Simão Bacamarte, ou seja, um cientista do período realista. E nada mais direi sobre ele. Se não sabem o que quero dizer, ora, leiam os livros – desculpe, os estilos literários do que leio costumam ficar impregnados em mim por alguns dias e assim seria como Stoker evitaria um Spoiler, imagino.
As críticas sexistas a Bram Stoker me pareciam balela antes de iniciar o livro – todo mundo adooora achar machismo e discriminação em obras alheias- , mas elas se mostraram bem visíveis durante a leitura. Quando as mulheres começam a transformação elas se tornam sedutoras, sexy e toda a pureza desaparece delas, obviamente uma demonstração de que o mau e o demônio tomou seu corpo, como qualquer um de nós desconfiaria, é óbvio **cof cof**. E homens com olhares sarcásticos, evidentemente malignos, têm que ser eliminados com uma estaca de madeira em seu coração, sendo decepados com uma pá de coveiro e tendo suas bocas cheias de alho para matar o mal dentro deles e libertar suas almas. Coisinhas simples assim, sabem – imagino o que aconteceria se Van Helsing entrasse no senado-? E Mina é elogiada diversas vezes por Van Helsing e pelo Dr Seward por ter a pureza e a delicadeza de uma mulher e a inteligência de um homem, sendo assim uma criatura ideal, elogio nada machista, indeed. Mas o que esperar de um livro escrito no final do séc XIX, não é mesmo?
O livro é na verdade constituído de partes de diários, cartas e trechos de jornais de vários personagens, não tendo assim um narrador fixo. A trama começa com a viagem de Jonathan Harker, empregado de um escritório de advocacia, a Transilvânia para tratar de negócios com um importantíssimo cliente que vai se mudar para Londres. Ao chegar no castelo e se torna prisioneiro de Drácula e impossibilitado de entrar em contato com sua amada noiva, Mina e seu chefe. Este é o ponta-pé inicial para aventura e a caça ao Drácula (na qual se juntam Van Helsing e outros corajosos homens), que vai para a capital da Inglaterra pensando em aumentar seu reino de terror.Agora na verdade a história em si, por incrível que pareça, é subjugada pelos seus personagens mais simbólicos. Mina, Van Helsing e Conde Drácula são velhos conhecidos de qualquer um que vá ao cinema ou jogue Video Games, mesmo que eles sejam totalmente diferentes do que Stoker idealizou, tendo assim papéis totalmente diferentes dos originais. Ofuscando Jonathan Harker, Lucy Westenra, Dr Seward, Quincey Morris e Lord Holmwood e a história em si, afinal quase ninguém lembra que a maior parte da história não se passa na Transilvânia e sim em Londres!










What is a man? A miserable little pile of secrets!