Bastardos Inglórios (2009)
Tenho que confessar, queridos leitores, que ultimamente venho tendo muito medo de encarar filmes novos de meus diretores favoritos. Primeiro, Spielberg e seu Guerra dos Mundos me deixou perguntando para mim mesmo se aquele era mesmo um filme do diretor multibilardário que havia ressuscitado os dinossauros em Jurassic Park - O Parque dos Dinossauros. Depois veio O Fim dos Tempos de M. Night Shyamalan, que era um dos meus diretores favoritos desde Corpo Fechado, e que eu apoiava mesmo após o divisivo A Vila, mas que escorregou tão feio no seu último filme que me fez sair do cinema xingando até sua décima quinta geração. E então, chegou a hora de Quentin Tarantino. O grande Tarantino, que até agora estava invícto na minha contagem pessoal de “diretores foda”, sem nenhum filme abaixo da média (nem Jackie Brown, que, apesar das críticas dizendo que é o pior do diretor, é um dos meus favoritos) iria ser posto à prova com o seu novíssimo Inglorious Basterds (ou, em português pra quem quiser, Bastardos Inglórios). E qual não foi meu alívio ao sair da sala de cinema: Ele conseguiu mais uma vez!
Apesar de ser basicamente mais um filme “tarantiniano” (gostou do termo?), com todos seus diálogos geniais, takes inteligentes e preocupação com o desenvolvimento dos personagens e da história, Inglorious Basterds é diferente de todos os demais filmes do diretor. E a diferença está na classe: Esse é, sem dúvida, o filme mais “classudo” de Tarantino. Pra começar, o abandono dado à língua inglesa na película deixa bem claro que Tarantino quer passar ao expectador um ar de graça e de “cinema europeu” para seu filme, adotando o francês e o alemão como línguas da maioria dos personagens. É óbvio que ele não iria deixar de fora sua velha amiga “violência gratuita sem escrúpulos”, que fica responsável por nos trazer de volta à realidade inerente nos filmes do diretor à cada paulada que um dos bastardos dá numa cabeça quebradiça de um oficial nazista.
Contudo, apesar do título destacar o grupo de extermínio judeu formado para causar terror entre o exército do 3° Reich, o foco do filme não é o grupo, o que me deixou muito aliviado, pois como toda a publicidade do filme foi focada principalmente em tal grupo e em seu líder (um Brad Pitt homenageando Marlon Brando, misturado com cowboy de filme de Sergio Leone: DEMAIS!), surgiu em minhas têmporas logo ao ver os primeiros vídeos a maldita preocupação de que Tarantino poderia estar fazendo um tipo de Resgate do Soldado Rayn, ou apenas um filme de guerra com tiros, sangue e sem suas histórias longas e complicadas que tanto adoramos ver e rever. Mas “o filme de guerra de Tarantino” não se trata disso, e ouso até falar que essa publicidade foi proposital para esconder o real mote da história: um filme de vingança, focado nos personagens.
Vingança. Se tem algo que Tarantino sabe fazer é filmes sobre vingança. Vide Kill Bill, que teve dois volumes inteiros dedicados somente a contar a trajetória da sangrenta vingança de Beatrix Kiddo. E não é diferente em Inglorious Basterds, apesar de parecer à primeira vista. Eu não vou, obviamente, estragar as surpresas, mas posso afirmar que o filme se baseia em pessoas tentando corrigir injustiças que sofreram, e isso é transmitido para seus olhos através da história de cada um dos singulares personagens do filme, principalmente de dois que nem aparecem direito nos trailers, mas que são os reais protagonistas: Uma menina judia (a linda atriz francesa Mélanie Laurent, de Paris) e um implacável oficial da Gestapo (o magnífico Christoph Waltz, que merece ao menos ser citado no Oscar do ano que vem). O resto é costurado pelos diálogos geniais de Tarantino, pelas suas cenas que enchem toda a tela e pela construção engenhosa da história, que cresce, se montando como um misterioso quebra-cabeças, e culmina em um final grandioso, surpreendente e inacreditável.
E o que posso dizer, meus amigos, após ter chegado da sessão é que felizmente poderei continuar confiando em Tarantino e em sua nerdísse sem par que usa de referências históricas e cinematográficas para produzir um novo clássico a cada vez. Apesar desse não superar o impacto causado por seu maior filme, Pulp Fiction, podemos dizer que o diretor continua afiado em suas habilidades, e que nós, fãs, ainda continuaremos recebendo grandes filmes dele por um tempo. E isso, amigos, é uma notícia gloriosa!
Segunda opinião, por Felipe Muñoz
Assim como Chaplin fez em “O Grande Ditador” e Mel Brooks em “Primavera para Hitler”, Quentin Tarantino revê a história à seu modo, humor e direção. “Bastardos Inglórios” surpreende por sua trama, pretensão e principalmente pela atuação fora de série de Christoph Waltz, que roubou a cena no papel de Cel. Hans Landa. Na verdade, todos atuaram maravilhosamente bem, desinteressando o destaque dado a cada personagem, caad ator trouxe a profundidade necessária para dar vida às telas de forma memorável. A direção de Tarantino é evidente e às vezes suas marcas autorais se tornam até desnecessárias em alguns momentos, dá pra pensar “Por que diabos ele usou esse artifício?”. Mas no geral é um ótimo filme, onde – diferente de seu filme anterior Death Proof – os efeitos e clichês do diretor não se destacam mais que o conjunto da obra.
Vale a pena conferir, mas faça como em todo bom filme de ação – ainda mais trantando-se de Tarantino – esqueça o mundo real.















Sacanagem eu nem vou poder ver o filme a p@##! do UCI do Plaza colocou como 18 anos.
Como pode um filme relacionado a Segunda Guerra eu não ter poder assistir(legalmente).OMG!!!que sacanagem comigo!
Os comentários sobre o filme estavam ótimos principalmente no Podcast de cinema MTV 78.
Em relação ao poste eu não sei se fico feliz ou triste pelo fato do filme não ser um Resgate do soldado Ryan, mas de um modo ou de outro sei que o filme deve ser f@#!.
Tarantino e Pitt deixaram bem claro q IB nao seria apenas mais um filme de guerra… alias pitt chegou a se atrever a falar que depois de IB nao haveria mais nada para se falar sobre segunda guerra…
Ferrai vc e um traidor do mundo nerd por cogitar que Tarantino decepcionaria em um filme que ele tinha tudo para brilhar…haha
Didier sabia que vc nao ia poder assistir… mals, mas logo sai em dvd ou vc baixa da net…
Ta depois pego o DVD, mas o f#@! é que no site tava como 14 anos e eu fui lá todo felizão pra chegar na fila e olha Bastardos Inglorios 18 anos e ir pra casa pq Distrito 9 era as 23:40 e eram lá pelas 18 e.. pouco.
Traidor? Como Assim?
Depois do Shyamalan ter cometido akele filme ridículo do Fim dos Tempos, eu perdí a fé em hollywood… ainda bem que Tarantino é hollywood, mas é Tarantino!
Concordo que Fim dos tempos é uma m##!, mas não seria o suficiente para tirar a gloria de hollywood.
Ferrari não discuta com os leitores huahauhauahauhauha
Tarantino sempre será Tarantino assim como Tim Burton sempre será Tim Burton…. ou vc vai fazer mimimimimi quando for assistir Alice?
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Em relação a Shyamalan acho que nao foi la grande decepção ja que eu acho que o que salvou os dois unicos bons filmes dele foi o Bruce Willis…
Detesto Sinais, a Dama na agua achei fraco e a Vila sem sal… o q sobra?
Hollywood sempre será Hollywood…
Primeiros comentários: Spielberg erra porque é humano. Shyamalan só fez dois filmes bons, Corpo Fechado e O Sexto Sentido, depois ele ficou insitindo em sempre recriar a fórmula deste último e só errou a mão.
Este filme do Tarantino foi uma brisa de sangue fresco após Kill Bill [ que não foi TÃO bom assim]. Me lembrou Pulp Fiction no formato e mostrou porque Tarantino é Tarantino. Tem mais uma coisa que gostaria de colocar aqui, mas seria TOTAL spoiler, então infelizmente vou ficar com ela travada na ponta da língua =/
Tá batendo junto com O Poderoso Chefão no meu conceito.
E Shyamalan tb foi fundo em A Vila e Sinais. Ok, ele viajou em A Dama na Água, mas ainda confio nele. Já viram o documentário sobre sua vida pessoal? Desculpe não lembrar o nome, mas já passou 2x de madrugada na TNT, fala das ligações paranormais que supostamente têm e seus contratos proibindo os atores de comentar ‘detalhes’ de sua direção. Tem até cenas de entrevista num fast food!
Ai galera do mal!!1
Disseram, disseram mas não disseram o mais que o essencial:
Tarantino é um motherfucker que adora rechear de referencias seus filmes.
Quem viu a versão original do novo filme dele?
Quello maledeteto treno blindado do Enzo G. Castellari da década de 70, ou ainda os filme de guerra Os Doze Condenados ou As Cinco Covas do Egito, ou ainda que se lembra da belíssima de Ennio Morricone quando aquela loira gostosa leva um tirombaço de um revolver dentro da sala de projeção.
Esta música é de um filme também da década de 70 de Sérgio Sollima chamado Revolver e que aqui no Brasil nunca foi lançado e nunca será.
E mais um monte referências diretas a filmes obscuros de guerra que tampouco conhecemos, levando em consideração que os filme de faroestes, mais precisamente os western-spaghettis estavam em voga na década de 60/70.
Tarantino é um motherucker mesmo e vai morrer assim!!
Dali Tarantino
Uma aula de Tarantino hein Tony! Sabia das referencias mas naõ de todas essas