こんにちは – Konnichiwa (Olá!)
Na arte seqüencial, nas histórias em quadrinhos ou em mangás é comum encontrar palavras em japonês. Por essa razão, essa coluna sempre trará um termo novo nessa língua tão distante e ao mesmo tempo tão presente no nosso cotidiano. Como podem ver esse será o tema da nossa jornada que começa agora através do GeeX!
Vamos começar do começo: a arte seqüencial surgiu, logicamente, no Japão, durante o século XIII d.C.. Os primeiros esboços dessa mania, que mais tarde dominou o mundo, eram denominados emakimono e foram registrados em rolos de pinturas, ainda muito primitivos. A idéia era ir contando a história à medida que se desenrolasse os pergaminhos. E, acreditem, o primeiro emakimono é uma cópia de uma narrativa chinesa chamada Ingá Kyô.
Quando os rolos começaram a ser substituídos por livros, as estampas foram reservadas para capas ou ilustração de romances. Até que entraram em cena os livros visuais e Katsushika Hokusai, um célebre ilustrador da época, cria a palavra mangá, cujo significado literal é: desenhos irresponsáveis.
Essa cultura começa a emergir no Japão, introduzida nos diversos dialetos do idioma; o Kanji (漫画), o Hiragana (まんが), o Katakana (マンガ) e o Romaji (transcrição fonética da língua japonesa para o alfabeto romano). Mas, esta ainda não tinha a aparência que possui hoje. No século XX, sofreu influência das revistas comerciais ocidentais, passando a ser conhecido como Ponchie (diminutivo de punch-picture).
Tudo parecia bem, e a arte seqüencial progredia absurdamente, até que a imprensa japonesa foi submetida à censura do governo. As décadas de 40 e 50 foram períodos não muito agradáveis ao Japão. Porém, o governo não hesitou, é claro, em usar os quadrinhos para disseminar sua propaganda. Enquanto isso, os Estados Unidos iniciam seu caminho no mundo dos comics.
Durante a ocupação americana no Japão, as culturas se fundem e os mangakas (desenhistas) absorvem muitos aspectos que os estrangeiros trouxeram na bagagem. Osamu Tezuka foi um dos artistas que aproveitou esse intercâmbio cultural para buscar inspiração em Walt Disney dando vida ao novo estilo dos mangás. É nesse momento que os personagens passam a ser caracterizados com feições desproporcionais, tais como olhos grandes. Outro aspecto que modificou o rumo dos mangás foi a introdução de movimento por meio dos efeitos gráficos.
Em 1960, surgem os primeiros mangás destinados aos adultos, explorando diferentes gêneros, inclusive o erótico (hentai). Desse modo, esses pequenos livros, que são lidos da direita para a esquerda, se espalharam pelo mundo e conquistaram milhares de leitores no mercado editorial. Alguns até mesmo se tornaram séries para televisão, os animes, como conhecemos.
Agora que você já sabe um pouco sobre mangás e HQ’s que tal dar uma lida? A minha dica de leitura é o mangá Angel Sanctuary da Kaori Yuki (1995). Ele mistura a cultura japonesa com o Antigo Testamento para contar a história de um anjo reencarnado como humano. Cheio de aventuras e explicações sobre o mundo celestial, a publicação é dividida em 40 livros. Boa leitura!
Tentativa de arte mangá por Deborah Cattani
Tentativa de arte mangá por Deborah CattaniObs: Sei que se escreve mangá sem acento, mas em virtude das piadinhas com a fruta utilizarei o acento agudo sempre que possível!










Diz que sou eu ali no desenho vai…
auhauhau
O olhinho é igual pelo menos….
parece mto³ o.o
aushuoashuas
Óiaaa, uma coluna sobre nihongo! Que lindo! ^__^
ahhh ta parecendo os desenhos da menina do bleach eheheh muito roxx
aloka shin-shan?