Fotografia em quadrinhos

Posted 04 October 2009   Cultura, Quadrinhos
por Você

Capa do primeiro volume

Capa do primeiro volume

Produzida por Didier Lefèvre, fotógrafo francês; Simone Rocha, jornalista carioca; Emmanuel Guibert, roteirista e desenhista; e Frédéric Lemercier, diagramador, a série de histórias em quadrinho (HQ), O Fotógrafo (R$46,00), combina elementos para inserir o leitor no misterioso mundo do Oriente Médio. É nessa quebra de paradigmas tradicionais, que os autores trazem a tona uma realidade que não é fácil de ser compreendida pelo povo ocidental. Misturando fotografias da viagem de Lefèvre com os rudimentares desenhos de Guibert, o livro-reportagem se divide em três volumes e foi lançado em 2006 pela editora Conrad.

Durante os anos 80, em meio aos conflitos que invadiam a mídia mundial, Lefèvre decide cobrir a guerra do Afeganistão contra a União Soviética, junto com a equipe dos Médicos Sem Fronteiras (MSF), uma organização internacional não-governamental que oferece assistência de urgência em combates armados, catástrofes, epidemias e outras situações de calamidade. Mas, sua atenção não estava voltada para os problemas que o país enfrentava, e sim para a forte cultura afegã. Imerso nesse mundo, ele retornou cheio de novas idéias.

Trecho da obra

Trecho da obra de Didier Lefèvre

A publicação se utiliza de trechos integrais do filme sem cortes e de tamanho original do fotógrafo, o que leva o leitor a imergir em uma realidade árida de um Afeganistão distante, cujo conflito nunca saiu do panorama global. A união dos elementos demonstra como a fotografia, em si, também é uma arte seqüencial, o obturador interrompe a passagem do tempo e determina o que será parte da narrativa.

Não é um HQ tradicional. Esconde interiormente uma função social: dividir com o mundo, e especialmente com um público diferenciado, um cenário de guerra. Com capa dura e suaves páginas de papel couché, a trajetória expõe também a ação dos voluntários dos MSF. Afinal, os médicos tratam e operam pacientes com baixíssimas condições técnicas, se assimilam à cultura local e na maioria das vezes tem que entrar clandestinamente no país onde prestarão assistência.

1 Comment

  1. cara so falto eles chamare o alex ross ou marco cursilioni pra ilustra ia fica muito massa-veio!!!!
    eheheh

    Posted by Marcelo Jzc on 10 October 09 at 6:03pm [Reply]

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